Love Friends, Or More
50 Presas
Notas iniciais
POV Lizzie
Iríamos passar uma longa semana na casa de mue avô. Só eu, o Nico e o Sol... e todo o resto da minha família. Mas esperava aproveitar ao máximo o tempo que eu tinha longe do acampamento.
Coloquei meu melhor biquíni, azul clarinho, uma bermuda, agarrei meu óculos e meu chapéu e desci as escadas rumo à piscina.
Look da Liz: http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=53751019
Estava saindo de dentro de casa quando esbarrei em alguém. Olhei para cima e dei de cara com um garoto de uns vinte e poucos anos, bronzeado, com os cabelos e olhos escuros; tinha músculos bem definidos e usava regata e bermuda.
– Me desculpe, mas — me dirigi a ele — Quem é você?
– Ah, Lizzie! — Dayana veio correndo de uma das espriguiçadeiras ao nosso encontro. — Esse é o Tommy...Tom, meu namorado.
– Namorado?! — repeti, surpresa — Mas e o...
Ela me interrompeu com o olhar, me advertindo a não dizer o nome de Peter.
– Ah, então você é a famosa Lizzie! — disse Tom com uma voz grossa, apertando minha mão.
– Famosa? — perguntei desnorteada — Eu não sou atriz.
O novo casal riu com gosto.
– Day me disse que você era engraçada! — disse Tom me dando um "tapinha" nas costas, de quebrar as costelas. — Agora descobri que você é hilária!
Eles continuaram rindo que nem dois retardados. Fiquei sem saber o que fazer, então dei uma risadinha forçada.
– Com licença, eu vou pra piscina agora. — falei. Dei a volta por eles e encontrei Nico revirando os olhos, dentro da piscina.
– Sua irmã encontrou ele aonde? No hospício? — perguntou ele.
– Vai saber! — respondi tirando a bermuda.
Me sentei à beira da piscina e pus os pés na água. Nico nadou até mim e apoiou os braços nos meus joelhos.
– Você já conhecia ele? – perguntou com os olhos fechados.
– Não e preferia nunca ter conhecido.
Ele assentiu ainda com os olhos cerrados, então, em um movimento rápido ele agarrou meus pés e me puxou pra dentro da água.
Assim que emergi voei – ou seria, nadei – pra cima dele e o forcei a mergulhar. Ficamos nessa guerrinha por bastante tempo até Nico declarar paz oferecendo um beijo.
Entrelacei meus braços ao redor do pescoço dele, que segurou minha cintura quando Dayana me chamou.
– Liz, você pode vir comigo levar o Tom?
Me virei para ela sem soltar o pescoço de Nico.
– Por quê? Vai sozinha.
Nesse momento meu pai chegou por trás de Day e instintivamente soltei Nico.
– Eu que pedi, Lizzie. – disse ele – Não quero que ela vá sozinha.
– E além disso – acrescentou Day – se aparecer algum monstro no meio do caminho você pode matá-lo.
– Tudo bem! – concordei irritada – Espero que não demore!
Nadei até a escada e saí da piscina. Agarrei a toalha e comecei a me enxugar enquanto ia me vestir no quarto. Peguei uma muda de roupa qualquer e entrei no banheiro. Tomei um banho bem rápido e me vesti. Saindo do quarto fui surpreendida por Nico que me abraçou por trás e beijou minha bochecha.
– Eu queria poder ficar com você hoje. – sussurrou ele, me fazendo arrepiar.
Girei nos calcanhares e abracei seu pescoço.
– Vamos, Lizzie! – gritou Dayana do andar de baixo.
Fechei os olhos tentando me concentrar apenas em Nico. Abri os olhos e focalizei nos dele. Meu coração batia forte. Ele me beijou suavemente, então escutei Dayana subindo as escadas e me afastei rapidamente.
– Até mais. – sussurrei contra a boca dele.
Saí correndo em direção às escadas e surpreendi Day.
– Vamos logo. – falei puxando Dayana para a porta – Tchau, pai!
Tom já nos esperava do lado de fora olhando para o nada.
– Vamos, bebê! – disse Dayana puxando-o pela mão.
Ela o colocou sentado no banco da frente de seu minúsculo conversível vermelho e se dirigiu para o banco do motorista. Acho que eu já sabia onde iria ficar.
– Eu não aguento mais!! — exclamei pela milésima vez — Por que eu tenho que ficar no banco traseiro? Isso é totalmente injusto, sabia?
– Cala a boca, aê! — repetiu Day — A gente já vai chegar!
Enquanto discutíamos, Tom cantava A Thousand Miles da Vanessa Carlton (link: http://www.vagalume.com.br/vanessa-carlton/a-thousand-miles-traducao.html)
– JÁ CHEGA! — berrei.
Me inclinei para frente e desliguei o som.
– Ei! — disse Tom, chateado — Era a minha favorita.
Bati a mão na testa. Day estacionou o carro e olhei para o local. Era uma grande casa branca onde haviam muitas pessoas andando pelos jardins acompanhadas de homens de jalecos. Médicos?, pensei. Olhei para uma placa de madeira ao lado do portão onde se lia: Hospital Psiquiátrico St. Agnes.
– Bem que eu suspeitava... — comentei.
Day me ignorou e abraçou o namorado. Fingi estar vomitando. Day saiu do carro e levou Tom até um dos doutores que agradeceu.
Pulei pro banco da frente enquanto Day se sentava no banco do motorista.
– Jura? — perguntei. — Você estava tão desesperada que teve que vir caçar um namorado no manicômio?
– Fica quieta. — mandou ela.
Ela ligou o carro e disparou em direção a uma estrada de arvoredos. Passamos por várias curvas até enjoar, então o carro começou a engasgar. Day diminuiu a velocidade e o carro parou de vez. O motor engasgou quando Dayana tentou religar o carro.
– Droga! — xingou ela. — O carro morreu.
Desci do carro e olhei para os dois lados da estrada. Nenhum sinal de vida.
– Ah, não! Eu vou chorar! — choramingou ela.
Sentei novamente no carro ao seu lado e coloquei os pés sobre o console.
– Fica quieta! Eu podia estar em casa com o Nico, mas nããão, eu tinha que vir com você! A CULPA É SUA!
– Minha culpa?! Se você não ficasse me perturbando eu visto o problema.
Começamos a discutir loucamente até que dei um ponto final àquilo tudo.
– Tá certo! — falei colocando os meus pés pra baixo. — Já que é assim, então eu vou a pé.
Abri a porta e sai pisando fundo.
– Agora vai fazer draminha, é? — berrou Day do carro.
Ouvi então o motor de um carro. Olhei pra trás e vi um conversível azul com a capota abaixada vindo em nossa direção. Dirigindo estava um rapaz de uns 20 anos e ao seu lado um garoto de uns 14.
– Vem aqui! — sussurrou Day. Ela também havia visto o carro e quem o dirigia. Entrei correndo no carro. Day arrumava o cabelo no espelho.
O carro parou ao nosso lado. Tanto o motorista quanto o garoto eram loiros, pele branca e possuiam olhos castanhos. Provavelmente eram irmãos.
– Precisam de ajuda? — perguntou o motorista.
– Ah, sim! — apressou-se em dizer Dayana. — O carro morreu e não sabemos o que fazer.
Olhei pra cara dela perguntando com o olhar: Sério que você vai fazer isso?
– Ah, não tem problema. — disse ele. — Nós podemos ajudar. Vou encostar o carro.
Dayana sorriu e ele manobrou até o acostamento.
– Lizzie — disse Day virando para mim. — O garoto tá de olho em você. Aproveita!
– Tá doida?! — sussurrei. — Eu tenho namorado!
– Não interessa! Aproveita!
Eles caminharam até nós. Saímos do carro e Day se apresentou.
– Eu sou Dayana. — disse ela.
– Elizabeth.
– Meu nome é Danny. — falou o motorista apertando nossa mão.
– Aaron.
Aaron apertou minha mão e me olhou nos olhos. Senti que estava corando e desviei o olhar. Ia sar difícil aguentar.
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