Notas iniciais
Oi, people! Mandem recomendações se quiserem um capítulo dedicado, ok?
Bem, aqui vai o capítulo...

POV Lizzie


– Minha maquiagem tá boa assim?

Ignorei Alícia por um instante mas depois tirei o travesseiro do meu rosto e a encarei avaliando sua maquiagem.

– Tá perfeita. — respondi automanticamente. — Como sempre.

– Obrigada! — disse ela um tanto nervosa.

– O que foi?

– Nada, Liz! Por que?

Continuei encarando-a com meu olhar matador até ela admitir a verdade.

–Tá bem. — admitiu. — Sabe o Zack?

– Não.

– Então, ele me chamou pra sair? Isso não é incrível?!

– Quem é Zack? — perguntei sem entander nada.

– É só o garoto mais gato do acampamento. — respondeu irritada. — Sem ofensas.

– Eu não me ofendi. Mas ele é filho de quem?

– Apolo! — respondeu toda...como eu posso dizer? Assanhada.

– Então é isso que você andou fazendo enquanto eu estava em estado de coma na enfermaria? — perguntei incrédula. — Agradeço a solidariedade e a atenção.

– Você acha que eu ia ficar naquela enfermaria tendo coisa melhor pra fazer?! Brincadeira.

– Seu senso de humor tá cada dia mais parecido com o meu...Isso é mau.

– Mau mesmo foi você na enfermaria! — disse ela. — Além de falar dormindo, você tinha que se olhar no espelho! Tava hilário!

– Por quê? — perguntei desesperada.

– Sua cabeça tava toda enfaixada, parecia uma múmia fantasma!

Ela começou a rir que nem idiota e eu me imaginei com a cabeça enfaixada murmurando o nome de Nico. Que constrangedor! Mas até que fazia sentido. Alícia disse que eu caí de cabeça, então era óbvio.

– Cala a boca! — mandei enquanto ela continuava rindo.

– Tá muito ruim? — perguntou ela apontando novamente para o rosto maquiado.

– N...Quer dizer, tá horrível! Parece uma coruja fantasiada para o Halloween.

Ela arregalou os olhos, mas deu de ombros e voltou a passar blush.

– Tanto faz! Pelo menos eu tenho com quem sair.

– Vai jogar na cara, é?! — falei. — Só porquê você é filha de Afrodite e é bonita, não precisa jogar na cara que eu não consigo nem conversar mais com o Nico.

– Vamos esclarecer umas coisinhas primeiro. — disse Aly. — Não foi isso que eu quis dizer. Você é sim bonita. Linda. E você vai voltar a conversar com o Nico, eu tenho certeza.

Sorri agradecida pra ela e a ajudei a terminar a maquiagem. Depois ela foi se vestir e saiu do banheiro vestindo um lindo vestido rosa pink e salto quinze. Ela saiu do chalé e foi ao encontro de um garoto louro que se parecia bastante com Jason.

Fui dar um passeio pela floresta — tentar matar um monstro, talvez — e de repente uma figura estranha surgiu no meio de uma purpurina cor-de-rosa. A mulher era alta, magra e muito bonita. Tinha cabelos longos e ruivos — eu acho — e olhos verdes. Ela parecia uma modelo sueca, daquelas bem ricas.

– Olá, querida! — disse ela.

– Afrodite!

– Eu mesma. — respondeu acenando, balançando os dedos magros.

– O-o que veio fazer aqui? — gaguejei.

– Com tantas coisas pra fazer, eu vim ver você, querida.

– Eu? — perguntei incrédula. — Por que eu?

– Você acha que eu não sei que você está sofrendo? Eu sei disso melhor do que ninguém, até mais que você mesma. — disse a deusa levantando meu queixo com a ponta dos dedos.

– Ah...Eu ainda não entendo...

– Querida! — interrompeu-me. — Quando você foi ao Olimpo eu disse que estava de olho em você e estava falando sério! Planejei centenas de planos pra você, mas eu vi como você sofre. Minha filha, Marie, tentou roubar ele de você porque é a tradição dos meus filhos destruir o coração de alguém.

– Isso é lindo! — falei ironicamente.

– O fato é — disse a deusa me ignorando. — Você não pode desistir do seu amor, Elizabeth. Posso te chamar de Liz?

– Claro.

– Liz, o Nico é um garoto incrível! Não desista dele e seja feliz!

Isso aprecia exatamente o que Alícia me dissera quando eu me esborrachei no meio da floresta o que fez eu me snetir bem melhor.

Afrodite sumiu em prupurina rosa com cheiro de perfume de marca me deixando sozinha no meio da floresta, perdida em pensamentos, como sempre.

Saí correndo em direção à praia. Queria sair da floresta, embora lá fosse o melhor lugar para mim, mas estava com medo de mais um deus vir falar comigo. Achei um graveto na areia enquanto caminhava com os pés na água. O peguei e desenhei um monte de besteira na areia, até escrever um certo nome proibido: Nico.

Onde será que ele estaria agora? Ouvi passos atrás de mim e na mesma hora pensei que era ele. Passei o pé onde eu havia escrito seu nome e me virei, mas não foi Nico que encontrei. Era Matt e ele parecia...Nervoso?Constrangido? Eu não saberia responder.

– Oi, Liz! — disse ele respirando com dificuldade por causa da corrida. — Tudo bem? Já está melhor?

Respondi a todas as perguntas com um aceno de cabeça.

– Então, — começou a dizer. — Você ainda me deve umas flores...

– É tão estranho você me pedir isso de novo! — falei mas ele fez uma cara tão confusa que mudei de assunto. — Eu acho tão estranha a sua incapacidade de não prduzir flores...

– Você sabe que é normal! — tornou ele. — Não são todos os filhos de Deméter que podem produzir flores! Você e a Katie são uma das únicas que conseguem!

– Tá bom! Tá bom! — eu disse.

Lhe entreguei as flores que ele tanto pediu e ele me agradeceu saindo em direção ao chalé 6 para entregá-las a Debby. Queria que Nico fizesse alguma coisa desse tipo, mas eu sei que ele nunca faria isso. O Nico é todo "emo" e lindo e nunca me entregaria flores, mas era bem capaz de entregar seu coração. Quem dera se eu tivesse essa sorte...

– Lizzie!

Com certeza não era o Nico. A voz era muito fina e feminina, então devia ser Alícia. Ela estava completamente vermelha, como se tivesse acabado de levar um tapa na cara, mas tinha certeza que não era esse o caso.

– Ai, Lizzie! — repetiu ela.

– Como foi o encontro? — perguntei lhe lançando um sorriso forçado.

– Perfeito! Ai, ele é tão incrível! Vem, eu te conto o resto em nosso pequeno refúgio.


Me sentei na minha cama e peguei o livro que estava ali: O Vendedor de Sonhos. Alícia pegou uma calça jeans e uma camiseta rosa e foi se trocando enquanto falava sobre o incrível encontro com o Zack.

– Nós fomos assistir Atividade Paranormal 3 e eu fiquei tão assustada... — ela pôs a mão na testa como se fosse desmaiar. — E o abracei e ele retribuiu, então eu o olhei nos olhos — eu tinha mesmo que escutar isso? -, e ele me beijou! AH! Foi tão perfeito, Lizzie! Aí ele me pediu em namoro e eu, é claro, aceitei.

Coloquei a mão sobre a testa concordando.

– Claro, Aly, claro.

– E o Nico?

– O que tem ele? — perguntei de cara fechada de repente.

– Já falou com ele?

– Não! — respondi como se fosse óbvio.

– Como você é lerda! Olha só pra mim: saí com o Zack e já estou namorando com ele e você conhece o Nico desde o começo do verão e ainda não se resolveu?!

Como eu queria dar um tapa naquela garota...

Respirei bem fundo antes de voltar a olhar pra ela.

– O que você quer que eu faça? Pule nos braços dele?

– Não é má idéia... — disse ela pensativa, mas ficou quieta ao olhar para o meu olhar mega-homicida.

Ela foi se encontrar com o Zack. Comecei a andar pela casa da árvore, tropecei em algum livro de capa dura e caí de cara no chão. Eu havia levado tantos livros que alguém sempre levava um tombo por ali. Me virei para ver o que havia me derrubado e vi meu exemplar de O médico e o monstro. O peguei e comecei a folheá-lo. Aquele livro era excelente. Comecei a lê-lo e me perdi no mundo da leitura, como sempre acontecia.

Comecei a ler praticamente todos os livros que estavam ali, mas de repente lembrei de um certo alguém...E decidi falar com ele.


– Nico!

Ele estava na Arena, treinando sozinho, de costas pra mim.

– Ah, oi Lizzie, eu ia mesmo falar com você sobre... — disse ele se virando para mim. Me precipitei e o abracei com força sem olhá-lo nos olhos. Ele retribuiu o abraço sem entender nada.

– Obrigada por me levar à enfermaria...Por ter me salvado.

– EU sei que você faria o mesmo por mim, Liz. — respondeu ele alisando meu cabelo, mas percebi que ele devia estar um pouco corado.

– Claro que faria, não duvide disso.

– Eu não duvido. Eu queria te explicar sobre a Marie...Eu até conversei com você enquanto você estava em coma e...

Me afastei dele e coloquei um dedo sobre seus lábios. Ele me olhou nos olhos como se tentasse ler a minha alma.

– Então o que eu sonhei não foi ao todo imaginação.

– Você sonhou com isso? — perguntou incrédulo.

– Foi por aí, mas será que o resto também era verdade?

– Depende do que você sonhou, Elizabeth.

Eu tremi quando ele disse o meu nome. Ele afagou o meu rosto e me beijou com ternura. Abracei seu pescoço retribuindo o beijo.

– Foi exatamente isso. — afirmei.


Notas finais
Reviews???
Beijos&Queijos