Love Friends, Or More
26 Discussão
Notas iniciais
Enquanto treinávamos contei a Liz sobre a filha de Afrodite.
– Ela é igual as irmãs? — perguntou ela ciumenta.
– Ela é morena dos olhos azuis... — expliquei
– Ah! — disse ela com a voz sem vida
– Que foi?
– Nada.
– Sei... — falei — ainda não te peguei, lembra?
Antes que eu pudesse fazer alguma coisa ela largou a espada e saiu correndo. Fui atrás dela e dessa vez ela não tinha Blackjack. Eu ri com esse pensamento. Ia pegá-la facinho. Ela saiu correndo pela beira do lago de canoagem.
Quando encostei a mão em seu ombro, ela tropeçou e me levou junto pro chão. Ela caiu virada pra cima e eu caí em cina dela. Nossos rostos estavam muito próximos até ela falar sufocada:
– Tá me esmagando.
– Foi mal — falei saindo de cima dela e a ajudei a se levantar.
– Tava querendo me matar?
– Eu não sou tão pesado assim! — reclamei
– Ah é sim!
– É porque você é magra demais.
– Eu sou magra demais?! — gritou ela — Tá me chamando de anoréxica por acaso?
– Eu não disse isso! Mas eu não sou tão pesado!
Nesse instante meu pai e Perséfone apareceram a nosso lado, abraçados.
– Olá, filho. — falou meu pai
– Oi, Lizzie — disse Perséfone abraçando Lizzie
– Oi, Pe. — falou Liz retribuindo o abraço.
– Pe? — perguntei, mas me ignoraram
– Temos uma notícia para dar a vocês. — falou meu pai sorrindo feito bobo.
– Vamos ter um bebê! — exclamou Perséfone
– Parabéns! — falou Liz animada — É pra quando?
– Pro final do mês.
– Que fofo! — disse Liz — Qual vai ser o nome?
– Estamos pensando em Damon, se for menino e Jean ou Jane se for menina.
– Eu gosto de Jane.
– Eu também. — falou "Pe".
– E queremos chamá-los para ser os padrinhos. — disse meu pai
– Jura?! — disse Liz
– É claro que sim! — falou "Pe"
– Sério? — perguntei — Eu vou ser o melhor padrinho do mundo, já que sou tão bonito, esperto e maravilhoso.
– Esqueceu de metido, convencido e nem um pouco modesto. — falou Liz — e além do mais, eu vou ser a melhor madrinha do mundo.
– Até parece — revidei
– Ah! Esqueceu que você é pesado também!
– Você que é magra demais!
– Então é assim, é? — gritou Liz pra mim, enquanto Perséfone e Hades olhavam de um para o outro. — Então pode voltar a ser pesado sozinho, porque a magricela aqui vai embora.
– TÁ BOM!
– TÁ BOM!
– ÓTIMO!
– ÓTIMO! — gritou ela — Retiro-me indiganada!
– Adeus! — gritei — Já vai tarde!
Ela se virou e foi embora enfurecida, enquanto eu caminhava furioso para meu chalé. Meu pai me seguiu, falando:
– Fez bem em se livrar dela, filho! — disse — Agora, se ela for igual a Perséfone, você fez um péssimo negócio.
– Pai! Dá um tempo! — entrei em meu chalé e me sentei enfurecido. Nem entendia porque a gente tinha brigado, mas não importava, eu não gostei nada.
– Você precisa ir no Mundo Inferior para o nascimento.
– Quando vai ser?
– Daqui a três dias.
– Rápido assim?
– Somos deuses, — explicou — nada faz sentido.
– Não mesmo.
Depois que Hades foi embora, me deitei por um instante e acabei adormecendo. Sonhei com algumas coisas muito confusas, chamas, um bebê e uma garota chorando ao lado de dois fantasmas.
Acordei no dia seguinte pensando em chamar Liz para treinar depois do café, mas me lembrei da nossa discussão e desisti.
Fui tomar café e encontrei Liz na fila para a fogueira, emburrada, ela nem olhou pra mim e fiz o mesmo.
Fiz tudo sozinho naqueles dois dias que se passaram devagar. E chegou o dia do nascimento do meu afilhado e irmão. Que estranho!
Cheguei ao Mundo Inferior na data marcada e encontrei a última pessoa que gostaria de ver naquele momento.
Notas finais
Beijos&Queijos
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