Notas iniciais
Marimo's Day!!

Ao mesmo tempo em que Luffy e Sanji voltaram para Paris visitar a mãe do loiro que estava doente, Nami e Usopp saíram da pousada temporariamente para usufruírem de um passeio de barco. Enquanto os quatro estavam fora, Roronoa Zoro ficara sozinho tomando conta de tudo.

Em sua maior parte do tempo ele dormia, tomava um banho de piscina ou ia até a academia treinar, e era exatamente a última opção que ele estava fazendo neste exato momento. Pegando logo um peso de 20kg, ele fazia a contagem.

– Cento e um, cento e dois...

As gotas de suor caíam sob sua regata azul, misturando-se com seu peito dourado enquanto as veias de seus músculos ficavam mais expostas com a força que ele ia exercendo. Seu treinador de academia, Dracule Mihawk, estava lá. Observando o aluno atentamente, sentado.

– Você usa força demais, desse jeito fica parecendo um monstro descontrolado.

– E o que você quer que eu faça...? — Ele responde com raiva por ter sua contagem interrompida.

– Empunhar um haltere não é só questão de força, e sim, de técnica. Qualquer um é capaz de levantar um peso, mas poucos são capazes de fazê-lo com graça e magnitude.

– Tsc, você fala muito difícil pra alguém que fica sentado o dia inteiro me observando, Mihawk.

– É meu trabalho te observar, Roronoa Zoro, mas se você recusa a minha ajuda, não posso fazer nada.

– Quem disse que eu estou recusando? Só me diga como eu posso levantar um halter com "graça".

O treinador levanta-se e vai até o aluno, pegando o peso que ele usara. Em seguida, ele demonstra como levantar o haltere do jeito perfeito. Ao invés de apenas levantá-lo aleatoriamente, Mihawk tinha uma postura exorbitante.

– Vê? É assim que se faz, Marimo.

– Marimo..? Ei...

– Eu vi aquele jovem loiro te chamando desse jeito. Vocês brigam muito, não é? De qualquer jeito o apelido cai bem em você.

As veias da testa de Zoro pulsam, mostrando que ele estava com raiva de ser insultado de um jeito tão de repente. Ignorando o comentário do treinador, por puro respeito, ele começa a contar mais sobre Luffy e Sanji enquanto tentava segurar o haltere do mesmo jeito que Mihawk.

– E foi assim que eu quase roubei o noivo do Cook.

– Oh, não sabia desse seu lado.

– Não sabia que eu era gay?

– Você nunca me contou e nem deu em cima de mim, não tinha como eu adivinhar.

– Ah, você acha que eu daria em cima do meu próprio treinador? Só se for pra conseguir suplementos de graça.

– Uh, que malvado. Tem medo de eu ficar chateado com você e aumente o seu treino, se você der em cima de mim?

– Não é isso, se você aumentasse o meu treino eu até ficaria feliz. Todo mundo foi embora e eu passo o dia inteiro dormindo, a academia é a única coisa que eu tenho no momento.

– Eu adoraria aumentar seu treino, mas infelizmente você já faz o máximo que eu posso te dar. Se eu aumentar mais do que isso, capaz de você parar no hospital.

– Isso foi um desafio?

– Não, isso foi um convite.

– Um convite? — Zoro não estava entendendo mais nada daquela situação, acabara se perdendo na conversa.

– Eu adoraria te convidar pra tomar um vinho no meu quarto, mas eu tenho a impressão de que você se perderia no caminho e acabaria não chegando lá.

– Ei, ei... eu não sou tão perdido assim. Além disso, eu trabalho aqui, é claro que eu sei onde você mora, Mihawk.

– Então me encontre às 21h no meu quarto, eu vou te dar um treino extra.

Antes que Zoro pudesse dizer alguma coisa ou estranhar aquela situação, Mihawk deu-lhe um leve sorriso antes de sair da academia e ir pra algum lugar qualquer. O homem de cabelos verdes continuou com seu treinamento, mas em sua cabeça só pensava em uma coisa.

"Eu acabei de marcar um encontro com meu treinador?!"

(…)

Durante à noite, como prometido, Zoro foi até a casa de Mihawk vestindo uma regata qualquer junto com uma bermuda jeans, trazendo consigo uma garrafa de vinho. Lá ele foi recebido de pronta-mão pelo treinador, que estava com uma jaqueta de couro preta e calça comprida.

– Olha, você não se perdeu. Estou impressionado, Roronoa.

– Mihawk, posso saber os motivos de você ter me convidado de um jeito tão repentino?

– Por que você não entra primeiro? Temos a noite toda pra conversar mesmo.

E assim, ele adentrou o quarto do treinador. Lá havia uma mesa à luz de velas com dois pratos de macarrão servido e uma garrafa de vinho, o que impressionou Zoro, que sentou-se à mesa de frente para Mihawk.

– Oh, não sabia que você era do tipo romântico.

– Não pense errado. — Responde Mihawk, apreciando seu próprio prato. — Lembra que eu lhe disse que iria te dar um treino extra?

– E o que é que tem?

– Seu treinamento acaba de começar. Hoje mais cedo você se mexia igual a um gorila sedento por sangue e eu, como seu treinador, disse que você precisava de mais graça e magnitude.

– Vai me ensinar a ser educado comendo macarrão?

– O vinho te ajudará a relaxar. As luzes de vela vão deixar o ambiente menos pesado, então você pode ir se acostumando a fazer movimentos mais leves.

– E o macarrão?

– Carboidrato. Vai, aproveite a refeição.

Enquanto comiam o macarrão em silêncio, eles lançaram olhares um para o outro, como se estivessem conversando com o poder da mente. Os olhos dourados de Mihawk iluminados com as luzes de vela ficavam cada vez mais penetrantes perante àquela noite de lua cheia.

Assim que o prato de macarrão estava vazio, eles aproveitaram um pouco mais o vinho já que ambos adoravam beber. E foi assim que eles acabaram tomando cinco garrafas cheias sem nem perceberem.

– E então, como eu me saí? — Indaga Zoro, um pouco tonto graças ao vinho, mas sem querer demonstrar para não perder o respeito de Mihawk, que permanecia inteiro.

– Péssimo, terrível. Um verdadeiro desastre. Você precisa de vários treinamentos extras se quiser ter movimentos leves, já que você é uma pedra.

– Uma pedra..? Que cruel...

– Roronoa Zoro, até os seus movimentos terem a magnitude de um verdadeiro guerreiro, você está proibido de abandonar seus treinos extras.

– Então... eu vou precisar vir na sua casa todo dia, comer macarrão e tomar vinho? Que treinamento difícil esse, hein.

– E quem disse que o treinamento se resume só a isso?

– O que você quer que eu faça, treinador?

– Levante-se.

Ambos levantaram-se e Mihawk levou o convidado até a sala de estar, o deixando parado em pé em frente ao grande espelho que lá havia. Em seguida, o treinador ficou atrás de Roronoa e apoiou as mãos nos ombros dele, se olhando no espelho junto

– O que eu faço..? — Disse, sentindo o rosto do treinador apoiado em seu torso e o toque de suas mãos em seu ombro.

– Relaxe e sinta o som da madrugada. O vento batendo nas árvores, a calmaria do lugar. Relaxe e deixe que seu braço se mova sozinho o mais leve possível.

– Assim...?

Zoro fechou os olhos e criou-se um silêncio profundo na sala. Seus braços moveram-se sozinhos, como se estivessem carregando um peso em cada mão, em movimentos de academia, com a maior leveza que conseguira.

Mihawk tirou suas mãos do ombro do aluno e desceu com seus dedos, tocando levemente seu torso como se estivesse em sintonia com ele, descendo os dedos do peitoral até a barriga, com o rosto ainda apoiado em seu ombro.

– Assim...

Enquanto Zoro continuava com os movimentos de academia, os dedos habilidosos de seu treinador percorriam seu corpo e lhe causava um pouco de arrepios, mas não permitiu-se mostrar. Permaneceu sério, de olhos fechados, continuando os movimentos até sentir que as mãos de Mihawk adentravam sua bermuda calmamente.

– O que você...

– Shhh, eu mandei relaxar.

As mãos do maior finalmente penetraram sua bermuda por completo, buscando o membro já rígido do aluno que permaneceu em silêncio, continuando com o treinamento. Assim que Mihawk pôde segurar a ereção latejante do mais novo, os movimentos de masturbação se iniciaram.

– Aah...

– Não quero ouvir nenhum pio durante o meu treinamento, Roronoa.

Mihawk pôs-se a dar um pequeno beijo seguido de um leve chupão no pescoço do outro, enquanto o masturbava e, cada vez mais, os movimentos de vai-e-vem iam se intensificando até o homem de cabelos verdes acabar gozando nos dedos do treinador, que os lambeu imediatamente.

– Por que você fez isso...?

– Tudo pelo treinamento. E eu quero que você volte aqui amanhã, entendeu?

(…)

E assim, os dias de Zoro iam passando e passando. Toda noite ele ia para casa de Mihawk e ambos tinham o mesmo treinamento especial, o mesmo vinho, os mesmos toques. A única coisa que modicava era o prato de comida.

– Aaahn... já posso ir..?

– Ainda não, aguente mais um pouco...

– Assim fica difícil...

As mãos do mais velho apertavam o membro de Zoro, forçando seu polegar contra sua glande e deixando-o ainda mais perto de chegar ao ápice. Mesmo depois de dias fazendo aquilo, nada mudou, nenhum toque a mais. Mihawk não permitia ser tocado pelo aluno, só gostava de brincar com seu corpo.

– Eu sinto... você não vai aguentar mais...

– Posso ir..?

– Você pediria permissão pro seu inimigo caso estivesse prestes a sair de uma batalha?

E com essa frase lançada no ar por Mihawk, Zoro afastou-se de suas mãos antes que gozasse. Em seguida, ele virou o corpo e ficou de frente para o treinador, olhando bem no fundo de seus olhos dourados e segurando seu rosto e abrindo um sorriso deboxado.

– Então quer dizer que eu não preciso de permissão pra fazer o que eu quero, hein?

– Parece que você está começando a entender o sentido do treinamento.

Finalmente, depois de ter vontade de fazer aquilo por dias e, ao mesmo tempo, medo de ser repreendido pelo professor, Zoro puxou os cabelos negros de Mihawk até seus lábios se encostarem em um beijo realmente quente e selvagem.

Porém, no meio do beijo, Zoro simplesmente interrompeu todos os movimentos e se afastou, de forma brusca, voltando a encarar-lhe nos olhos e deixando um filete de saliva sair de ambas as bocas.

– Estou com dúvidas se eu arranco sua roupa de forma selvagem ou, como você mesmo gosta de chamar, com "graça" e "magnificuze".

– É magnitude. Será que você não aprendeu nada com o treinamento?

– Depende da sua resposta, sensei.

– Me surpreenda.

(...)

Depois daquela noite, Mihawk nunca mais precisou dar desculpas nenhuma para chamar Roronoa até sua casa, visto que ambos estavam cientes do caminho que escolheram traçar juntos.

Com isso, se antes Zoro passava a maior parte do tempo na academia, agora mesmo é que ele não saia de lá. Mesmo depois que Sanji e Luffy voltaram para pousada, ele estava ocupado demais com Mihawk e seu treinamento e não chegou a dar-lhes boas vindas.

Entretanto, no dia seguinte, os três voltaram a se encontrar de fato. Sanji estava com uma dor terrível nas costas e, por isso, não pode impedir que Zoro conversasse com Luffy abertamente.

– Ei Luffy, você acha que o Cook ainda tá com raiva de mim por ter te beijado?

– Ah, acho que ele já se esqueceu disso. Mudando de assunto, onde você estava ontem? Fiquei preocupado de não ter te encontrado aqui quando nós voltamos.

– Bom, eu estava... — Antes de continuar a frase, ao longe, Zoro avista Mihawk indo para a academia como de costume. Os olhares acabaram se encontrando e ambos trocaram sorrisos, o que deixou Luffy um pouco confuso.

– Onde você estava?

– Treinando.

Notas finais
Own, q.