Love Cook, Love Food
15 Shin Sekai

Três semanas se passaram e Sanji finalmente conseguiu vender sua casa na França e comprar as passagens para o Canadá. Ele já tinha combinado tudo com a irmã de Nojiko, Nami, que era dona de uma pousada lá.
Demorou um pouco para vender a casa já que a Sala principal estava uma bagunça e eles tiveram que arrumar, mas já estava tudo resolvido. Eles partiram de manhã para o novo país e foi a primeira vez que Luffy pegou um avião.
Era um vôo de alta classe, ou seja, lá eles tinham toda comida necessária para preencher o estômago do garoto durante a viagem, o que o fez nem se importar com tantas horas de vôo. Eles finalmente chegaram ao Canadá.
– Finalmente! — Sanji comemorou. — Não aguentava mais ficar naquele avião.
– Noooooossa, que lugar grande! É bem diferente de como eu imaginava.
– Espero que a pousada seja assim também. A Nojiko nos promoteu que era bem legal.
– Então vamos lá! Eu quero conhecer logo esse lugar... será que tem bastante comida lá?
– Provavelmente. Bem, vamos logo, a limousine deve estar nos esperando.
– Você reclama que eu gasto todo o dinheiro em comida, mas fica comprando coisas caras e desnecessárias. A gente podia ir de táxi, sabia?
– Até parece. Além disso, estamos cheios de malas pesadas, precisamos de um carro grande e com chofer.
Eles entraram no carro e partiram para a tal pousada onde ficariam até arrumar suas vidas e arrumar uma casa própria. Chegando lá, era realmente um lugar grande, com piscina e uma casa aconchegante.
– Olá! Vocês devem ser os rapazes que minha irmã avisou que viriam.
A atendente os recebeu. Era uma mulher bem arrumada, ruiva, e que parecia ser bem inteligente, além de ter uma beleza admirável. Sanji conduziu a conversa, beijando sua mão.
– Sim, somos nós. Dá para ver que você é mesmo a irmã da Nojiko, as duas são incrivelmente lindas. É um prazer conhecê-la!
– Ora, vejo que és um cavalheiro. Muito obrigada, Sr. Harris.
– Por favor, me chame apenas de Sanji.
– Já vai começar... — Luffy virava o olhar, desviando a atenção dos dois, com um pouco de ciúmes.
– B-Bem, então vamos ao quarto dos dois?
Nami pareceu entender o olhar de ciúmes do garoto do chapéu de palha e afastou sua mão de Sanji, levando-os para o quarto que ficariam. Era, claro, o quarto mais caro do local, com vista para a piscina.
Porém, assim que abriram a porta, tinha uma pessoa naquele quarto, totalmente relaxa e dormindo. Como se fosse dono do local. Era um jovem da idade dos dois, com três brincos na orelha e um cabelo verde chamativo. Nami gritou com ele, o lançando para fora da cama.
– ZORO, ACORDA! IMPRESTÁVEL!
– Ahn.. quê? Ah, eu dormi. Foi mal.
Luffy começou a rir daquela situação, principalmente da cara de sono do homem. Sanji, por outro lado, ficou com raiva de ter seu quarto tomado por um estranho.
– Hã? Quem é esse monte de algas marinhas aí?
– D-Desculpa, ele mora aqui na pousada também, mas já que ele não tem dinheiro para pagar a estadia, ele me ajuda a arrumar os quartos! — Nami tentou se explicar.
– Quem você chamou de "algas marinhas", sobrancelhudo esquisito?
Zoro levantou-se e foi em direção a Sanji, já iniciando uma briga com ele ali mesmo. Luffy continuava a rir e Nami estava visivelmente com vergonha daquela situação, sentindo-se culpada pela confusão.
– Como é que é, maldito?
– Isso aí mesmo que você ouviu, sobrancelhudo esquisito!
– Melhor do que ter a cabeça de um patrimônio histórico verde. Seu Marimo idiota!
– QUER BRIGAR POR ACASO?
Eles ficaram se encarando, com raiva, até que Nami surge batendo na cabeça de Zoro, com raiva e o fazendo parar.
– PARA COM ISSO! Que coisa, você sempre acaba afastando nossos hóspedes.
– Ai! Mas foi ele quem começou, Nami.
– Não, foi você! Por que você estava dormindo no quarto deles?
– Ah, eu tava arrumando a cama, mas aí eu dormi. Foi mal.
– Que desculpa ridícula. Vai lá embaixo limpar alguma coisa, antes que eu te bote pra fora daqui!
– Tá, tá, tá.
E assim, os dois saíram do quarto e deixaram Sanji e Luffy finalmente sozinhos. Sanji começou a arrumar suas malas enquanto Luffy se estirou na cama, cansado da viagem.
– Aah, essa cama é tão macia...
– Mas qual é o problema daquele Marimo? — Sanji reclamava. — Você viu, Luffy? Ele parecia completamente relaxado e ainda por cima começou a discutir comigo!
– Hahaha, mas foi muito engraçado. Vocês dois começaram a brigar no meio do nada!
– Eu nem sei o nome dele, mas já vi que não seremos amigos. Bom, pelo menos aquela Nami parece legal.
Luffy sentou-se na cama e começou a encarar seu companheiro, como se estivesse um pouco incomodado com a situação e fazendo biquinho com os lábios.
– Você precisa mesmo continuar a falar com as mulheres daquela maneira?
– Que maneira? E desse jeito que você tá falando parece até que ficou com ciúmes, Luffy.
– Você fica beijando a mão delas e elogiando, é claro que eu fico com ciúmes.
O loiro desistiu de arrumar as malas e foi para cama, subindo por cima de Luffy e o fazendo ficar deitado novamente, dando-lhe um beijo.
– Ei, com quem eu vou me casar?
– Comigo...
– E é com você quem eu vou passar o resto da minha vida, não com outra pessoa, nem mesmo com uma mulher. Entendeu?
– Então por que você fica elogiando as mulheres daquela maneira? Parece que tá dando em cima delas. É irritante.
– Desculpa... é que eu estou acostumado a ficar falando essas coisas, mas não quer dizer que eu goste delas.
– Promete pra mim que vai parar de fazer essas coisas?
– Prometo, tá?
Os dois voltaram a se beijar e o moreno sentia-se mais seguro nos braços de seu noivo, que parecia estar falando realmente sério ao realizar a promessa.
Sanji P.O.V
Ele parece cada vez mais irresistível a cada beijo, a cada toque. Sempre que eu estava junto com ele parecia a nossa primeira vez juntos, eu nunca me cansava de ficar junto com ele, não importa quantas vezes nós tenhamos feito juntos.
Nós fomos subindo na cama e eu ainda estava por cima dele, o beijando de uma forma bem calorosa e receptiva. Ele enroscava seus braços em minha camisa, puxando-a e tentando tirá-la para me ter junto consigo. Eu obedeci a seu comando a tirei-a, jogando para algum canto do quarto.
– Eu amo você, Luffy. Só você.
Então é verdade que até um garoto tão aleatório como ele era capaz de sentir ciúmes? Mas isso o fazia ficar incrivelmente fofo.
– Eu amo você também.. Sanji...
Fui desabotoando sua camisa enquanto ele arranhava minhas costas, gentilmente. Nossos lábios não se separavam por um segundo e nosso beijo continuava cada vez mais abafado e quente. Nossas respirações estavam em total sintonia e nós estávamos totalmente sem pressa.
Mas esse novo quarto era realmente bem confortável. As cortinas da janela batiam com o vento e deixavam o sol da tarde entrar no quarto, iluminando todo o local junto com nossos corpos. Uma verdadeira visão do paraíso.
– Eu amo você.. Luffy...
Sussurrava em seus ouvidos enquanto descia meus beijos por seu pescoço, indo até seu peito e seus mamilos. Sua voz estava bem abafada por conta dos pequenos gemidos que ele dava, mas eu só conseguia amá-lo cada vez mais.
– Eu amo você.. Luffy...
E sempre que eu dizia isso ele parecia ficar mais feliz ainda. Seu rosto estava quente e vermelho, seu corpo completamente arrepiado e entregue a mim.
Meu cinto já estava frouxo e eu comecei a tirar sua bermuda, em um movimento só, junto com a cueca. Seu corpo era incrivelmente macio, como sempre foi. As marcas também já tinham sumido.
Eu espero que ele seja assim pra sempre. Espero que ele seja esse pequeno anjo de asas brancas que sempre foi, que me abraçou e ignorou meus acessos de ódio, me dando força quando eu mais precisava.
– Eu amo você.. Luffy...
Fui começando a beijar o volume que fazia em sua cueca, arrancando-a com os dentes. Luffy botava a mão na boca e fechava os olhos para tentar conter os gemidos, mas sem sucesso. Eu já estava totalmente entregue àquele garoto, quando a porta lentamente começa a se abrir.
– Oi, vocês dois! Eu vim trazer algumas toa...lhas...
Sanji P.O.V off
Zoro havia entrado no quarto, sem ao menos bater na porta antes, com um monte de toalhas nas mãos e ficou encarando os dois rapazes na posição constrangedora em que estavam.
Sanji não se mexeu, ainda estava com a cueca de Luffy em seus dentes. Provavelmente ele não conseguia sair de lá pela vergonha que sentia, mas encarava Zoro com um olhar de "saia daqui, ou eu te mato".
Luffy também encarava Zoro, meio sem saber o que fazer, com o rosto bastante vermelho devido a situação em que se encontravam, até que o homem de cabelos verdes tenta quebrar o silêncio.
– Ér... foi mal.
– FOI MAL O CARAMBA! — Sanji revolta-se e vai até ele, segurando sua camisa com raiva. — QUAL É O SEU PROBLEMA?
– Desculpa, é que eu tava.. eu vim trazer umas toalhas, e...
– Custava bater na porta antes? Se bem que algas marinhas realmente não tem cérebro.
– Hã? Eu já pedi desculpas, então relaxa aí! Eu não sabia que vocês dois tinham esse tipo de relação, então pensei que não seria problema entrar sem bater.
– Que tipo de pessoa trabalha em uma pousada e não bate na porta antes de entrar? E também hoje cedo você tava dormindo na minha cama!
– Ei, eu só trabalho aqui por que não tenho dinheiro. Eu realmente não sou bom nessas coisas.
– Então você é só um idiota pobre. Fazer o quê, né? Sai do meu quarto agora!
– Tá, tá, eu já tô indo. Foi mal aí de novo.
Ele finalmente saiu do quarto e deixou os rapazes sozinhos finalmente. Luffy já tinha se vestido e foi até Sanji, que permanecia descabelado, sem camisa e com a calça aberta, o abraçando por trás.
– Não precisa ficar com raiva dele, Sanji.
– Preciso sim! Esse Marimo idiota já passou dos limites. Mas o que vamos fazer agora?
– Sei lá, eu tô com fome.
– É... eu pensei mesmo que estivesse. Eu faço o almoço pra você e depois nós dois vamos dar uma volta por aí, pode ser?
– Tá!
Os dois botaram uma roupa mais caseira e desceram até a frente da pousada, encontrando com Nami. Sanji perguntou a ruiva se ele poderia usar a cozinha e ela disse que sim e foi mostrar-lhes o refeitório.
Além de preparar a comida do Luffy, ele também fez a comida de Nami. Assim que os três acabaram de comer, a comida do loiro foi elogiada como sempre.
– Estava delicioso! Você é realmente bom no que faz, Sanji.
– Eu sou cozinheiro, é a minha função. — Ele sorri.
– Ei, vocês dois chegaram aqui há pouco tempo. Devem estar procurando por emprego, não é?
– Sim... você conhece algum restaurante?
– Não conheço um restaurante, mas se você cozinhar pros meus hóspedes eu reduzo o preço da sua diária por um quarto!
– Um quarto? Isso é tipo, metade da metade. É pouco demais!
– Oh, tudo bem. Um terço, estamos combinados? Ótimo, bem vindo à família!
– E-Eu nem disse nada... mas tá, eu trabalho aqui até arrumar um emprego melhor. Enquanto isso, você sabe de um bom lugar pra nós dois irmos? Tem que ser um bom romântico.
– Conheço alguns sim, eu vou lhes mostrar!
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