Sanji P.O.V

Agora mesmo eu estou... beijando esse garoto?

Nós dois estávamos brigando por um chapéu ridículo, quando eu cai no chão e ele se pôs a ficar em cima de mim, me beijando. O que significava isso? Quando eu me dei por mim, empurrei ele pra longe, me separando do beijo imediatamente.

– Ai! Não me empurra, Sanji.

– M-Mas por que você fez isso?!

– Eu? Foi você quem me beijou! Por que você sempre se afasta depois? Isso magoa um pouco.

– Hã? É claro que eu me afasto, eu sou homem!

– Idai?

– Idai o quê? Você não se importa mesmo de beijar outro homem? Porque isso parece errado pra mim.

Aquele pirralho me irritava! Antes ele tinha me dito que gostava de homens, mas como? Quer dizer, mulheres são seres divinos! Como alguém pode não gostar de mulher sendo homem? Era isso que eu gostaria de entender, mas eu simplesmente não consigo. Não entra na minha cabeça.

– Pra mim é como você com as mulheres! É tão difícil de entender?

– É, é muito difícil! Isso chega a ser nojento!

– Nojento? Então por que você me beijou duas vezes?!

– É que... eu... ahn, ér... – Droga ele me deixava com tanta raiva! – Eu devo estar bêbado ainda. É isso.

– Sério? Você parece sóbrio pra mim.

– Se eu tivesse sóbrio eu não teria feito aquilo! Mas você realmente... não se importou?

– Claro que não, eu já fiquei com gente muito pior. Aliás, eu tô morrendo de fome, Sanji...

– PIOR? Olha aqui, como você pode dizer uma coisa dessas? Considerando o passado que você me contou, é óbvio que eu sou a melhor pessoa que você já viu na vida! Você tem um péssimo gosto.

– Claro que não, você é horrível! Fica me xingando, trata os outros como lixo e fala como se fosse superior. Você é o tipo de pessoa que eu mais odeio!

Mas que garoto mais ingrato! Eu salvo a vida dele, dou casa, comida, roupas... e é tudo isso que eu recebo? Ah não, isso é inadmissível. Sem que eu mesmo percebesse, acabei pulando em cima dele de novo, o jogando no chão e segurando sua camisa com bastante força.

– O que você disse, pirralho de merda? Eu vou matar você!

– Me matar?

O que foi isso? Nesse momento ele estava com um olhar diferente. Um olhar de raiva absoluta! Ele pegou minhas mãos, me fazendo soltar sua camisa e ficou me encarando como se quisesse me matar com o poder da mente. Dava medo. É a primeira vez que eu o vejo assim.

– E-Ei, Luff–

– Você sabe o que eu tive que enfrentar, quantas pessoas eu tive que matar de verdade, enquanto você vivia na sua vidinha de luxo?

– V-Você já matou alguém? – Agora sim eu fiquei com medo. – Eu sabia que você era perigoso! Eu não deveria ter te salvado!

Parecia que ele ia me bater ou alguma coisa do gênero, então eu fiquei nervoso de verdade. Larguei ele imediatamente, levantando e correndo pela casa. Porém, ele resolveu correr atrás de mim, o que me deixou ainda mais nervoso!

– Volta aqui, eu ainda não acabei de falar!

– S-Sai, eu vou chamar a polícia! Fica longe de mim, seu assassino!

– Eu não vou fazer nada com você, Sanji, fica calmo!

Não fazer nada comigo? Até parece que eu ia cair nessa! Que droga, é sério que esse garotinho de merda já matou gente? Pensando bem, ele estava com mafiosos então não deveria ser uma pessoa normal.

Continuei a correr dele como louco. Eu não sabia direito o porque de estar correndo, não tinha medo dele de verdade, só sentia um aperto no meu peito. Pra ser sincero, eu acho que estava fugindo de mim mesmo, ao invés de Luffy.

Aquele pirralho... o que ele fez comigo? Que droga...

Meus passos foram diminuindo. Fui parando de correr gradativamente, até ficar completamente parado e de costas para Luffy, só sentindo uma imensa dor no meu peito. Era insuportável! Uma dor terrível, que acabou fazendo algumas poucas lágrimas escorrerem dos meus olhos.

– Luffy... – Falei, com uma voz baixa, ainda de costas para ele.

– O que foi, Sanji? – Senti uma de suas mãos segurando o meu ombro, querendo me acalmar.

– Me desculpa...

Mesmo estando de costas para ele, dava para perceber direito que eu estava chorando. Não sei porquê, só sei que a dor não passava. Eu imaginava o passado desse garoto, o fato de ter sido separado dos pais tão jovem e de ter visto o irmão morrer em sua frente. Tudo isso doía em mim.

– O que houve, Sanji? Foi alguma coisa que eu falei?! Desculpa, não foi por querer...

Ter visto aquele garoto, não sei como, criou em mim um sentimento de proteção que antes eu não conhecia. Era loucura demais pensar nisso, principalmente por eu ser tão egoísta, confesso. Mas sei lá, era diferente com ele. Eu conseguia sentir a dor de Luffy muito bem.

– Me perdoa, Luffy! – Virei, finalmente dando-lhe um abraço apertado e chorando em seus ombros. – Por ter falado aquelas coisas pra você, me perdoa! Eu sou um idiota completo.

– S-Sanji? Do que você tá falando, nem parece você. Ainda tá bêbado?

– Claro que não, pirralho de merda, eu estou completamente consciente.

– Então o que houve?

– Eu não sei, droga! Eu sinto uma sensação ruim no meu peito, é completamente sufocante.

– Tudo bem, não precisa se preocupar. – Ele me abraçou ainda mais forte. – Eu estou aqui com você, Sanji. Eu prometo que nunca mais vou te soltar.

– Luffy... eu acho... eu não tenho certeza, mas eu acho...

– Sanji...?

– ... Que eu estou começando a gostar de você.

Criou-se um silêncio ensurdecedor na sala. Eu não sabia o que dizer, muito menos ele! Nem ao menos sabia o motivo de ter dito aquilo, era como se a minha voz tivesse saído sozinha. Parecia tão errado e ao mesmo tempo tão certo! Mas que merda tá acontecendo comigo?

– Nã, q-quer dizer... – Empurrei Luffy, saindo de seus braços, tentando justificar o que eu havia dito, mas minha voz estava quebradiça demais para tal. Ele apenas me encarava com aqueles olhos grandes e irritantes.

– Ei, Sanji... – Mas ele segurou meu braço, impedindo que eu fugisse. Acabei batendo na mão dele e me desesperei completamente.

– ME LARGA! – Exclamei com raiva. – Eu não quero mais te ver, some daqui! – Senti um ódio imenso me corroer. Não queria jogar aquilo nele, mas era tudo muito estranho. E muito errado!

– Para com isso! Para de tentar fugir sempre que ficamos juntos!

– Cala boca, seu merda! Você ainda não entendeu? Some da minha casa!

– Ei, para com isso! Você não percebe? Agora não dá mais... pra fugir...

Ele voltou a me segurar, me beijando, mas dessa vez não foi como o beijo de antes. Era um beijo mais profundo, com língua, que me fez calar a boca rapidamente. Eu ainda não posso acreditar que tô fazendo coisas tão nojentas com esse pirralho! E o pior de tudo, eu não acredito que estou gostando de fazer coisas tão nojentas com ele.

– L-L-Luffy, o-o que foi isso..? – Me separei, mas minha voz estava falhada. Acho que devo ter me transformado em uma adolescente colegial, só pode.

– Sanji, eu quero que você me dê uma chance.

– C-Chance?

– É. Fica comigo? De verdade... – Ele se aproximava de mim com bastante calma, me chamando com o olhar.

– F-Ficar com você? – Queria negar, empurrá-lo pra longe, expulsá-lo de casa. Mas como poderia, se nem mesmo eu estava entendendo a situação?

– Sim, ficar comigo. Lá no quarto.

Luffy me beijou novamente. Eu não sei o que deu em mim, nem o que eu estava pensando na hora, mas eu não conseguia controlar meu corpo direito! Quando fui me dar por percebido, já tinha me entregue a ele. Nós dois fomos para o meu quarto e nos jogamos na cama.

– Tem certeza...?

– Só se você estiver pronto.

– Eu não sei.. como funciona esse negócio de dois homens juntos, mas...

– Mas?

– Mas se você me ensinar, acho que eu posso.. tentar...

Ele voltou a me beijar. Mesmo ainda achando isso um pouco estranho, eu acabei cedendo e fui beijando ele também. Eu nunca tinha pensado na probabilidade de ficar com um homem, principalmente tendo todas as belíssimas mulheres de Paris aos meus pés, mas... com ele era diferente.

Ele estava por cima de mim e começou a beijar meu pescoço e a desabotoar minha camisa social azul. Seus lábios eram tão gostosos de sentir! Eu sentia uma sensação estranha quando ele chupava meu pescoço, mas era bom.

– Sanji...

– Lu..ffy... aahn..nn

Luffy começou a sussurrar no meu ouvido, dando pequenas mordidas na minha orelha. Ele soltava alguns gemidos abafados no meu ouvido que me fazia ter mais arrepios ainda. Em seguida, foi abaixando seus beijos até a altura do meu peito.

– Você tem um corpo tão gostoso... Sanji...

Céus... como um garoto pode ser tão irresistível?! Que injusto! Será que eu tenho algum tipo de problema por estar gostando disso?

Ele foi descendo mais até chegar em meus mamilos, dando mordidas e beliscadas com a boca e começou a esfregar sua mão em meu membro, por cima da calça. Cada vez que ele mexia lá, mais eu ficava duro. No começo eu tentava disfarçar, tentava não parecer tão excitado, mas era impossível.

– Aahn..nnn.n..!

– Sanji, eu quero ouvir... a sua voz...

Luffy subiu até mim, me beijando nos lábios novamente. Enquanto ele me beijava, seu corpo se mexia em meu colo.

– Hnn.. Luffy.. ahnn! Isso é... bom...!

– É? Vou fazer ficar melhor ainda, Sanji.

O garoto desceu de novo mas dessa vez foi tirando meu cinto e abaixando minha calça.

– O-O que você vai fazer..!?

– Só relaxa...

Ele tirou minha cueca e começou a beijar minha virilha indo até minha ereção e dando algumas lambidas enquanto me masturbava. E ainda olhava para mim com uma carinha de orgasmo linda.

Luffy começou a por todo o meu membro em sua boca, dando chupadas e lambidas percorrendo toda extensão do falo.

– Aaaahn.. Luffy!! Ahn.. n...!

Tive que segurar os lençóis da cama para me conter, meu corpo estava completamente arrepiado e eu sentia um calor insuportável. Eu nunca senti isso antes! E olha que eu já estive com várias mulheres...

– Sanji, você tem um gostinho tão bom...

– Tenho que admitir... você é maravilhoso demais... Luffy...

Meu coração estava acelerado demais e minha respiração estava muito alta. Luffy veio subindo mais uma vez e voltou a me beijar; eu segurei sua regata vermelha bem forte para ele ficar mais perto de mim e depois comecei a tirá-la.

– Sanji, você está se entregando mais... isso é tão bom.

– É... acho que eu estou me acostumando com a situação.

Me virei, ficando por cima de Luffy e tomando a posição. Segurei seus braços para que ele não se movesse e voltei a beijá-lo.

–Sanji... é você mesmo?

– N-Não vai se acostumando com isso!

Aliás, eu tinha esquecido... ele tem essas marcas malditas pelo peito. Sempre que eu olho pra elas me dá muita raiva, que saco!

– Algum problema, Sanji?

– Essas marcas no seu corpo... elas doem?

– Não pensa nisso agora, por favor. Eu estou bem, eu juro! Eu só quero ficar com você, Sanji.

– Luffy... desculpa!

Beijei ele de novo vez e dessa ele me abraçou pelo pescoço, segurando no meu cabelo. Era tão gostoso, ele gemia enquanto nos beijávamos. Fui abaixando sua bermuda azul, sem descolar nossos lábios.

– Aahn... Sanji...!

Tirei sua calça junto com a cueca, revelando seu membro. Luffy estava tão duro quanto eu e nossos corpos se esfregavam um no outro, era meio estranho, mas era tão bom!

– Luffy... o que eu faço agora?

– S-Sério? É só fazer o que eu fiz antes.

– É que.. eu não sei se consigo...

– Bom, você não vai saber se não tentar, Sanji.

– Ér... é que... tipo...

– Você não gosta de homem, é isso né? Eu já entendi essa parte.

– D-Desculpa... eu sou um idiota.

Cai em cima dele, abraçando-o, com meus lábios encostados em seu pescoço.

– Tudo bem, Sanji. Você até que fez mais coisas do que eu imaginei que faria! Kishishishi.

– Mesmo assim, sua pele é tão macia...

Fiquei deitado em cima dele por um bom tempo, só sentindo seu cheiro e dando pequenos beijos em seu pescoço. Como esse pirralho de merda conseguiu me fazer ficar assim...?

~ X ~

Enquanto isso, em um lugar distante na mesma cidade.

– Cheefeeeee! O que faremos em relação ao Chapéu de Palha?

– Como assim? Nós vamos pegá-lo, óbvio! Só precisamos de um plano.

– Mas ele está com uma celebridade, não é? Segundo os jornais eles estão morando juntos, isso não seria um problema?

– Zehahaha, não se preocupe com isso! Nós vamos conseguir pensar em alguma coisa, eu prometo.

– Mas aquele tal de Sanji Harris deve valer uma fortuna, e se nós sequestrássemos ele também?

– Idiota! Quem precisa de dinheiro quando se tem aquele Chapéu? Isso só nos meteria em confusão desnecessária. Pense um pouco!

– Mas, Chefe Teach! Eu soube que o Garp está procurando pelo neto, se ele chegar antes de nós não vai ser pior ainda?

– É, realmente teremos problema se aquele cara aparecer. Precisamos de um plano rápido então! Chame os outros, nós vamos resolver isso agora mesmo.

Marshall D. Teach é lider da Máfia Francesa. Diferente do que todo mundo pensava, ele não estava interessado em dinheiro. A única coisa que ele queria era o Chapéu de Palha, herdado por Monkey D. Luffy e, para isso, ele sequestrou Luffy. Mas ele acabou escapando e depois aparecendo no dia seguinte em todos os jornais.

Seu único problema era Garp, avô de Luffy por parte de mãe. Garp é um famoso policial, responsável por comandar a maior extensão territorial da França, e, por esse motivo, recebeu a alcunha de "Garp, o punho".

Notas finais
Não me odeiem =3