– Bom, nós estamos de saída.

Após receber a ligação repentina de seu pai, Sanji pediu aos seus amigos e Zoro que se reunirem na pousada para se despedirem, pois ele e Luffy estavam voltando para França por tempo indeterminado.

– Tem certeza mesmo que você vai ficar bem? Eu estou tão chateada por tudo!

Nami ainda sentia-se culpada por ter, sem querer, causado a briga dos dois. Sanji estava conversando com ela, muito preocupado com a saúde da mãe, porém tentando ao máximo disfarçar.

– Tudo bem, Nami, tudo não passou de um mal entendido. Nós já fizemos as pazes, tá?

– Que bom que vocês pelo menos se entenderam. Mas a sua mãe, como ela está? É muito grave?

– Grave o suficiente para fazer o meu pai me ligar. Mês passado ele me impediu de visitá-la quando ela adoeceu, sabia?

– Eu sinto muito por tudo, de verdade! – Ela dá um abraço nele.

– A culpa não é sua, relaxa. Aliás, tem uma coisa que eu quero te pedir.

– Claro, o que é? Eu faço qualquer coisa.

– Amanhã tem a tal viagem de navio, eu gostaria que você fosse no meu lugar com o Usopp. Ela já está paga e seria um desperdício não aproveitá-la.

– Nossa, eu me sinto mais culpada ainda em aceitar isso. É o presente de aniversário de vocês, não é?

– Era, mas os planos mudaram. Não podemos fazer nada quanto a isso, certo? Não dá pra mudar a data. E aceite também como um agradecimento por ter me recebido aqui!

– Tudo bem, mas por que o Usopp?

– Na verdade pode ser qualquer um desde que não seja o Marimo.

Enquanto isso, Luffy se despedia de Usopp em outro canto. Zoro estava um pouco afastado, apoiado em uma parede, mas ouvindo tudo. Ele não queria arrumar mais confusão.

– Me desculpa mesmo, Luffy! Eu não sabia! – Ele chorava muito.

– Usopp, você já se desculpou trinta vezes, para com isso!

– M-Mas a culpa da briga de vocês foi minha, então eu vou me desculpar o quanto for necessário!

– Não precisa, sério, isso é irritante! Nós dois já estamos bem, ok?

– Tem certeza que vai ficar tudo bem lá na França?

– Disso eu não sei... o Sanji tá tentando se controlar, mas lá no quarto ele ficou desesperado! Pro pai dele ter que ligar pessoalmente só numa situação muito ruim mesmo.

– Bom, ele tem razão em ficar desesperado, né? Espero que a mãe dele fique bem.

– Eu também espero que sim. Eu nunca a conheci, mas o Sanji sempre falou muito bem dela. Além disso é a mãe dele, né? Ela precisa ficar bem.

– Vai dar tudo certo, eu tenho certeza!

– É, espero que sim.

– Aliás, você não vai falar com o Zoro? Ele tá tão reservado lá no canto.

– Eu falaria se o Sanji deixasse!

– Escreve um bilhete que eu mando pra ele então, pode ser?

Usopp deu a Luffy um papel e uma caneta para ele escrever uma mensagem a Zoro. Em seguida, depois de mostrar a mensagem, Usopp pede que Zoro responda e entrega para Luffy o mesmo papel.

“Foi mal por não poder me despedir, mas eu não tô com raiva de você, muito pelo contrário. Se não fosse por você eu não teria parado a briga com o Sanji, Zoro. Aliás, a parte de vocês dois se beijando foi muito engraçada, mas não faça de novo!”

“Relaxa, eu só fiz aquilo com o Cook pra ele se tocar e parar de brigar com você. Aliás, se fosse por mim eu teria deixado a briga rolar, mas eu não queria te ver triste. Eu te beijei por que eu gosto mesmo de você, Luffy, mas eu não quero atrapalhar a sua felicidade. E manda melhoras pro Cook e pra mãe dele por mim, tá?”

– Já está pronto, Luffy? O táxi chegou. Vamos embora?

– Sim, vamos. – Ele esconde o bilhete para Sanji não ver.

(...)

Depois de se despedirem de todo mundo menos de Zoro, os dois rapazes foram para o aeroporto com a mala cheia e pegaram o voo mais cedo que tinha. A pressa era tanta que Sanji nem se importou em pegar a Classe Econômica.

– Tudo bem que é Econômica, mas precisa ser tão apertado?!

– Nem é tão ruim assim, Sanji, para de reclamar.

– Ah, é? Aqui na Classe Econômica eles não servem carne, sabia?

– QUÊ? SÉRIO?

– Sim, sério. Eu ouvi falar que eles só dão as sobras da comida do piloto, mas eu nunca cheguei a entrar num voo desses.

– Dez horas de viagem SEM carne?!

Sanji ficava reclamando de ter que andar em um corredor de avião tão cheio de gentes, enquanto Luffy pensava na sua barriga como sempre. Eles sentaram em seus lugares, porém, no meio deles, tinha um homem bem gordo.

– Será que dá pra você trocar de lugar comigo? Eu quero sentar do lado dele. – Sanji pergunta, impaciente.

– Não.

– Por que não?!

– Porque eu gosto da cadeira do meio.

– Eu tô nem aí, não quero ficar com um gordo entre mim e o Luffy!

– Deveria ter escolhido outro lugar pra sentar.

– Não tinha mais nenhum pra duas pessoas! Que saco, custa levantar essa bunda gigante daí?

– Custa. Minha coluna.

– Eu te dou vinte Euros pra você sair daí, que tal?

– Por 100 eu até vou pra outro lugar bem longe de vocês.

– Tá, fechado.

Sanji conseguiu negociar para ficar sentado sozinho com Luffy. Como se já não bastasse a preocupação com a mãe, ele ainda tinha que aturar pegar um voo econômico e arrumar uma briga. Luffy segurava sua mão, mas ele estava distraído.

– Sanji, eu não gosto de te ver assim...

– Eu também não gosto, Luffy, mas eu não consigo parar de pensar na minha mãe.

– Eu sei, mas vai ficar tudo bem com ela. Nós não sabemos o que ela tem, seu pai só disse que ela está de cama. – Ele tentava dizer alguma coisa reconfortante, mas também estava bem triste.

– Você acha mesmo que o meu pai ligaria só pra dizer que ela está de cama?

– M-Mas ela pode melhorar só de te ver! Vocês dois eram bem unidos, né?

– Enquanto meu pai estava ocupado demais gritando comigo, pelo menos a minha mãe era mais carinhosa. E eu gostava de escolher as roupas que ela ia vestir.

– Viu, só? Ela vai melhorar quando te ver de novo, você vai ver!

– Quem sabe... obrigado por tentar me animar, Luffy. – Ele dá um sorriso de leve, mas ainda parecia triste.

– Você é melhor nessas coisas do que eu, Sanji. Eu não sou bom com palavras.

– Não precisa ser bom, desde que você esteja comigo já é o suficiente. Aliás, não é só a minha mãe que me preocupa.

– O que é, então?

– Daqui há pouco é meia noite. É o nosso primeiro aniversário e nós estamos em um avião econômico ao invés de um cruzeiro. Totalmente diferente do que eu imaginava.

– Não fica pensando nisso, Sanji. Pelo menos nós estamos juntos e não estamos brigando!

– É, mas isso quase aconteceu.

– Tá, mas não aconteceu! O que importa é que nós dois estamos aqui, não é? Não importa o cenário, desde que eu esteja com você e você comigo. Certo?

– Certo.

O loiro finaliza dando um sorriso um pouco maior do que o anterior, segurando as mãos dele bem firme. Luffy mostrou-lhe seu grande sorriso como de costume para ver se o alegrava.

– Beleza! Que horas são?

– Faltam três minutos.

– Sanji, eu não sou romântico que nem você e nem sei falar direito. Eu sei que eu também esqueci a data e rolou todo esse lance e tudo mais, mas eu vou ficar com você pra sempre, nos momentos bons e nos ruins! Porque eu sei que o que nós dois temos juntos não vai acabar por causa de outra pessoa.

– Luffy, se você soubesse o quanto eu te quero, o quanto eu penso em você, você saberia muito bem que eu não iria desistir por causa de um Marimo.

– Eu sei, mas eu só queria que você soubesse, que se eu precisasse escolher de novo, eu escolheria novamente você. É só você quem eu quero, Sanji.

– E eu te amo por isso. Amo você, com todos os defeitos, qualidades e até mesmo a sua mania de conseguir me irritar por qualquer coisa. Aliás, faltam dois minutos.

– Eu te amo. E também nunca me imaginaria amando alguém desse jeito, nem sabia que dava pra fazer isso. Ninguém além de você sabe mexer comigo assim.

– E eu nunca vou me cansar de dizer que é você quem eu amo, é você quem eu quero e é ao seu lado que eu quero acordar todos os dias, Luffy.

– Eu deixaria de comer toda carne do mundo se isso significasse que eu teria que viver longe de você! Eu não quero nada, nada além de você do meu lado. Agora sim, falta um minuto.

– Ah, então você ficaria comigo mesmo sem carne? Sem dúvidas é amor verdadeiro. E que esse seja o nosso destino então, nos amarmos cada dia mais e vivermos juntos para sempre.

– Alguma coisa em mim me diz que eu vou te amar pra sempre, Sanji.

– E eu vou te amar até o meu último suspiro, Luffy, e vou usar esse último suspiro pra dizer pela última vez: Eu amo você.

Finalmente, o avião começa a decolar. No relógio está marcado exatamente meia noite e, naquela madrugada fria, os dois completaram o primeiro mês de namoro. É claro, para finalizarem, selaram com o beijo mais profundo e apaixonado que existia.

~ X ~

Quando chegaram na França já era de manhã e eles passaram as horas no avião dormindo. Sanji estava com uma cara péssima e com seu cabelo todo bagunçado, coisa que ele não aguentava.

Luffy também estava todo despedaçado, mas diferente do loiro, ele não se importava com aquilo. Deixando as aparências de lado, tudo o que eles mais queriam era chegar na casa dos pais de Sanji e verem logo sua mãe.

Deram um pequeno jeito em seus penteados, mudaram de roupa e pegaram um táxi até a mansão. O loiro não conseguia desviar sua mente dos pensamentos ruins, estava preocupado demais com a saúde da mãe. Luffy tentava-o acalmar.

Finalmente chegaram em casa. Estava vazia e foram logo recebidos pelo pai de Sanji.

– Não acredito que você teve mesmo a audácia de trazer esse garoto com você.

– Uma hora tão drástica como essa e você se importa com o Luffy? Pai, tudo o que eu quero saber é da minha mãe! Como ela está?

– Ah... – Ele suspira. – Tudo bem, eu vou ignorar ele. Eu não queria ter que te ligar mas foi a sua mãe que me pediu. Ela quer muito te ver.

– Então para de enrolar e me deixe vê-la! Ela tá bem?

– Tire suas próprias conclusões. Ela está no quarto, mas eu não quero que ela veja esse garoto. Ela não sabe da existência dele.

– É, eu imaginei que você não contaria.

Zeff levou Sanji até o quarto em que sua mãe estava, enquanto ficou do lado de fora com Luffy, encostado em uma parede esperando o filho fazer o que precisava ser feito. O pai de Sanji ficou olhando para o além, ignorando a presença de Luffy, que fez o mesmo.

Lá no quarto estava sua mãe. Uma mulher loira jovial, deitada na cama com febre e um pano úmido sobre sua cabeça. Sua voz estava bem fraca junto com sua visão, mas mesmo assim ela esboçou um leve sorriso ao ver o filho.

– Sanji... é você?

– Mãe! – Ele vai até ela, com lágrimas nos olhos, se ajoelhando e segurando suas mãos.

– Que bom... eu pensei que seu pai não me deixaria vê-lo...

– Ele não pode me impedir de te ver! Como a senhora está? Tem tomado seus remédios no tempo certo? Tem feito tudo que o médico mandou? Tem seguido a dieta?

– Sim, sim... eu sei me cuidar... não se preocupe.

– Como eu não vou me preocupar?! – Ela tossia muito forte, o que fez com que Sanji chorasse mais ainda.

– Filho, a minha doença... ela não tem uma cura específica, só tratamento.

– M-Mas você vai ficar bem, não é? – Ele dá um sorriso falso e coberto em lágrimas.

– Sanji... cada vez mais eu sinto dores pelo corpo... o médico também disse que eu não posso me levantar ou fazer esforço...

– Não, não, não... não fala uma coisa dessas! Esse médico deve estar errado. Quem é ele? Eu vou pedir pro papai te levar em um médico melhor!

– A culpa não é do médico, querido... eu não te chamei aqui para vê-lo chorar desse jeito...

– M-Mãe...

– Escute, Sanji... eu sei que o seu pai... pode ser muito duro com você às vezes, mas ele te ama...

– A gente precisa falar dele agora? Eu só quero saber se tem alguma coisa que eu possa te fazer pra te tirar dessa doença maldita!

– Sim, precisamos falar sobre o seu pai... eu sei que é difícil pra você... e eu não vou pedir pra você perdoá-lo depois do que ele fez...

– P-Pera, você sabe o que aconteceu?

– Como eu posso não saber? O seu pai acha que pode mentir pra si mesmo e não encarar a realidade de frente... mas esse não é o meu caso...

– Então você sabe do Luffy?

– A França inteira sabe... todo mundo só fala disso por aqui... é claro que eu soube também... mas o seu pai não sabe disso...

– E você não está chateada comigo?

– Chateada? Nossa... o meu filho finalmente se apaixonou por alguém que vai fazê-lo feliz... como uma mãe pode ficar chateada com isso?

– Mas o Luffy é um homem...

– Sanji... quando você tinha uns três anos... você pegava as minhas maquiagens e brincava com elas... o seu pai não gostava, mas eu achava até engraçado... você sabia usar elas melhor do que eu...

– Então você não se importa se ele for homem?

– Ele te faz feliz?

– Sim, ele é a melhor coisa que aconteceu na minha vida.

– Então é isso que importa... – Ela dá um sorriso. – Tudo que uma mãe quer é a felicidade do filho, Sanji...

– S-Sério? – Cada vez mais ele chora.

– O seu pai precisa de um tempo pra se acostumar... dê uma chance pra ele...

– Mas é ele quem não me dá uma chance! Eu já falei tantas vezes... que eu amo o Luffy, mas ele fica gritando comigo e não me ouve.

– Ele é um cabeça dura, não é? Mas com o tempo ele vai perceber... que o importante é a sua felicidade...

– Você acha que um dia ele vai voltar a falar comigo de verdade?

– Eu tenho certeza que sim. Agora, me fale... que tipo de pessoa o Luffy é?

– Ele é muito egoísta e vive comendo toda hora. Ah, ele também me irrita constantemente e se mete em confusão por qualquer besteira, que nem uma criança boba.

– Ah, é? – Ela ri com dificuldade. – Ele parece uma pessoa divertida então.

– E é mesmo, o Luffy tem a incrível capacidade de achar graça das piores situações possíveis. E mesmo isso me irritando bastante, o sorriso que ele dá no final é o melhor presente de todos.

– Quando você fala dele... seus olhos brilham... vocês já se casaram?

– Ainda não, mas hoje nós fazemos um mês juntos.

– Oh, verdade? E eu atrapalhando o aniversário de vocês... me desculpe...

– Não fala uma coisa dessas, mãe! A senhora nunca atrapalharia nada na minha vida! – Ele segura as mãos da mãe com mais força.

– Perdão... eu me sinto culpada por você me ver numa situação como essas... em um dia tão feliz como esse...

– Tudo que eu quero é que você se cure dessa maldita doença! Seria o melhor presente que eu ganharia em toda minha vida...!

– Filho... o melhor presente que eu poderia ganhar, não é a cura da minha doença... o melhor presente de todos... você já me deu... a única coisa que me manteve aqui na Terra... é que eu queria ver a sua felicidade... antes de partir...

– Não fala uma coisa dessas, por favor! Eu não quero perder o único membro da minha família, e até mesmo a única amiga, que apoiou o meu relacionamento com o Luffy!

– O Luffy... eu quero conhecê-lo... ele está aí?

– S-Sim, com meu pai.

Sanji enxugou as lágrimas que tinham em seu rosto e saiu do quarto, indo encontrar-se com Luffy para chamá-lo para dentro. Porém, assim que ele abriu a porta, se deparou com uma cena pouco comum.

Seu pai, Zeff, estava sentando no chão, encostado na parede e chorando igual a um bebê, com as mãos escondendo seu rosto. Luffy estava na mesma situação, porém em pé, mas com o rosto lotado de lágrimas.

– Sanji...! – Ao ver o loiro, Luffy abraçou-o com toda força do mundo.

– V-Vocês estavam ouvindo?

– Sim, eu ouvi tudo! A sua mãe é uma pessoa maravilhosa, Sanji!

– Você também ouviu, pai?

– Ouvi... – Ele fala bem baixo. – Eu não sabia que ela já sabia de vocês. E eu não sei o que dizer sobre isso, Sanji.

– Não precisa falar nada. Por enquanto, nós podemos fazer as pazes? Eu tenho certeza que ela quer falar com o senhor também.

– Arh... – Ele suspira, enxugando as lágrimas. – Você tem razão, eu vou sim.

Eles retornaram para o quarto onde viram a mãe de Sanji na mesma situação de antes: ardendo em febre, deitada na cama. Luffy estava abraçado ao noivo e Zeff só conseguia olhar para a esposa e não pensar em nada além disso.

– Querido... você veio também... – Ela fala com os três já perto.

– Sim, eu vim. Eu ouvi o que você disse, perdão por espiar.

– Tudo bem... é bom a família estar toda reunida...

– Mãe, esse é o Luffy. Meu noivo. – Luffy se ajoelha para que ela pudesse vê-lo.

– Então, é você... o responsável por cuidar do meu filho de agora em diante... – Ela segura a mão do garoto.

– S-Sim... – Ele concede com a cabeça, mas a voz ainda falhava, devido às lágrimas.

– Eu não tenho muito tempo de vida... e o esforço que eu faço para falar é muito grande, mas... só de ver que o meu filho conseguiu encontrar alguém como você... Luffy... isso já basta para me fazer feliz. Só de ver pelos seus olhos... e da forma como o Sanji fala de você... já deu para notar que você é uma boa pessoa. Eu queria estar aqui para ver o casamento dois dois, mas... eu tenho certeza que vocês ficarão juntos.

– Mãe, não precisa fazer tanto esforço assim para falar! E nem diga uma coisa dessas, por favor, eu não quero te perder agora que eu pude finalmente tê-la de volta!

– Luffy... o meu filho é um bebê chorão... você promete pra mim que vai tomar conta dele?

– Prometo! Eu vou ficar com o Sanji em todos os momentos, sejam eles bons ou ruins, e nós vamos ficar juntos pro resto da eternidade!

– Que bom... agora você, Zeff... eu sei que não vai adiantar muita coisa... te pedir pra aceitá-los... a aceitação precisa vir de você mesmo, com o tempo. Só me prometa... nunca mais negue o Sanji como seu filho... pode ser?

– Meu anjo, você sempre foi a minha Rainha e até em um momento como esse você esteve certa. Eu te prometo, não vou mais te decepcionar como pai. Eu só preciso de mais tempo. Até lá... – Ele volta a chorar. – Eu te prometo... eu nunca mais vou negar o Sanji como filho!

– Ótimo, era tudo que eu... precisava ouvir. Eu amo vocês três, vocês são a minha família querida! Sanji, meu precioso filho; Luffy, meu genro querido e Zeff, meu amado marido. Obrigada por tudo!

A medida que seus olhos foram fechando, dava para ouvir o choro dos três rapazes junto com as lágrimas saindo de seus rostos. Zeff olhava para sua esposa pela última vez. Sanji chorava no ombro de Luffy, sendo abraçado por ele.

Eles deixaram o quarto onde tiveram a última visão da mulher loira, que agora, descansava em paz pelo resto da eternidade naquela bela manhã de sol. Não demorou muito para os médicos virem recolher teu corpo.

Por fim, graças a promessa que foi feita à sua esposa, Zeff esqueceu seu ódio sem sentido por alguns segundos para dar um forte abraço em seu filho, que é claro, não recusou o pai nenhuma vez sequer, apesar dos pesares.

Sanji foi convidado para passar a noite naquela casa, porém recusou. Não queria incomodar, tão pouco se encher de memórias tristes e recentes. Luffy ligou para seu irmão e Sanji acabou cedendo em ir para a cidade natal do noivo.