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41 Epílogo - A unificação dos Mares
Notas iniciais

Certo tempo depois, do outro lado do mundo, a base central do exército revolucionário se encontrava em mais uma de suas reuniões. Dragon, seu líder, estava colocando em pauta um determinado projeto que pairava em sua mente há séculos, o qual inclusive foi um dos responsáveis pela criação do mesmo.
O exército revolucionário foi criado com o objetivo de trazer à tona os podres do mundo, tais como as corrupções feitas por centenas de governos, além de intervir em guerras e acabar com o tráfego de armas, escravos e etc. Dragon trabalhava com Sabo e Koala, que possuíam o mesmo senso de justiça.
– É isso! – O líder deles exclama, perante a todos os seus subordinados durante a reunião. – Finalmente eu acho que achei a solução pros nossos problemas!
– Qual deles? – Sabo perguntou.
– O maior de todos! Eu encontrei a resposta de como podemos colocar aquilo em prática de uma vez por todas.
– S-Sério? – Koala se surpreende. – Aaaaah, que bom, depois de tanto tempo!
– Espera, isso quer dizer que acabou? – O loiro sugere. – Nós finalmente acabamos todas aquelas pesquisas chatas e podemos contar pro Luffy?!
– Parece que sim! Eu finalmente estarei apto a conseguir o perdão do meu filho por merecimento. Sabo, Koala, nós precisamos de um plano o quanto antes para colocar esses anos de pesquisa em prática!
– E como podemos começar? O que você descobriu exatamente?!
– Primeiro precisamos lançar essa notícia ao mundo!
(…)
Assim feito, Dragon usou toda influência de seu exército e a notícia correu pelo mundo em diversos países, por todos os continentes e mares. Logo na manchete, gritava uma frase única e marcante:
“A unificação de todos os mares. – O grande segredo do Governo Mundial será revelado em breve!”
Todos se perguntavam o que aquelas palavras significavam e diversas teorias eram criadas. As reações eram diversas, o público mais curioso tremia em pensar o que seria aquilo; o governo e os políticos ficaram assustados, uma vez que nem os próprios figurões compreenderam tal frase.
Ao mesmo tempo, os conhecidos do homem de grandes cabelos negros também estranhavam aquilo. Garp, Luffy, Sanji, Zeff, Eustass Kid, Trafalgar Law, Zoro, Nami, Usopp e Mihawk tiveram reações bem parecidas, independente de onde estavam.
– O que significa isso? – Todos perguntavam enquanto liam o jornal.
– Aquele cara pirou de vez? – Garp indagava. – Achei que já tinha parado de usar drogas.
– Papai? – Luffy não entendia nada, mas estava ao lado de Sanji.
– Ei, o que ele quer agora? – E o loiro se perguntava junto com o esposo. – Será que tem a ver com esse chapéu?
– Esse aqui... é o pai do meu genro, né? – Zeff questionava, sem saber o que dizer de fato. – Se bem que o Garp sempre dizia que ele era meio piradinho mesmo.
– Esse não é o “famoso pai do Luffy”? – Kid disse, ao lado de Law.
– Sim, o Dragon. – Que responde com um ar de dúvida. – Bom, desde que eu era criança ele nunca bateu muito bem da cabeça mesmo, nem me surpreendo.
– Oh, o pai do Luffy tá no jornal. – Zoro comenta, surpreso.
– Então ele é mesmo poderoso... – Nami também faz o mesmo tom.
– M-Meu pai era um bravo guerreiro que atuava na província da China e foi condecorado como herói no tempo dele! – Usopp gabava-se.
– Que interessante... o que será esse “grande segredo”? – Mihawk ficou curioso.
Não era surpresa para ninguém que todos estivessem comentando acerca da situação, porém, os mais interessados sem dúvidas eram Sanji e Luffy que, neste momento, estavam em sua casa, no navio, conversando sobre o caso.
– Luffy, acho que o seu pai pirou de vez. – O loiro afirma, sem mais delongas.
– Você acha? O nii-chan disse que ele tinha mudado.
– Vamos combinar que o seu irmão também não bate muito bem das ideias, mas esse lance realmente tá me deixando preocupado. Você tem alguma ideia do que isso possa significar?
– Deve ter alguma coisa com o lance do meu pescoço e do chapéu.
– Sim, é bem capaz de ser algo relacionado a isso, mas mesmo assim... o quê?
– Eu sei o que é!
– Talvez a ver com carne.
– Carne? Não seja ridículo...
– Por quê? O segredo do Governo Mundial pode muito bem ser um estoque de carne que dure pra sempre.
– Não, não é carne. Eu sei o que é!
– Falando assim você parece aqueles dois idiotas falando que tudo é a “folha da bandeira”. – Sanji continuava rebatendo.
– E se for um grande estoque de carne e de folha?
– Ou carne em forma de folha.
– Isso!! – Luffy fica animado. – Isso seria muito legal!
– GENTE! – Hancock, que estava desesperadamente querendo falar, acaba gritando para conseguir a atenção de todos ali. – Eu disse que eu sei o que é!
– Você sabe? – Sanji e Luffy olham para ela.
– Sim! O Sabo e a Koala falavam nisso todo dia, tem relação com três coisas diferentes. O chapéu do Luffy, o mar e o Canadá.
– Canadá? – O loiro indaga. – Então é realmente sobre a bandeira..?
– Bandeira? Ahn, não...
– É o que então?!
(…)
Ainda na base central do Exército Revolucionário, todos comemoravam a enorme repercussão positiva que a notícia havia trago. Contudo, Dragon ainda precisava dar mais um último passo antes de conseguir revelá-la e, por isso, outra reunião era feita no momento.
– Precisamos reunir todos os “D.” em um só lugar específico! – Gritou o líder do exército revolucionário, perante a todos.
– Todos? – Sabo pergunta. – Isso inclui até o idiota do Teach?
– Pera, pera. – Koala hesita. – Você quer reunir TODAS as pessoas com esse sobrenome em um determinado lugar? Isso é impossível!
– Mas é necessário para que o nosso plano dê certo! – Dragon continua afirmando. – Se conseguirmos reunir todos, teremos a unificação dos mares.
– E como você pretende conseguir isso?
– Nesse tempo todo de pesquisa nós já conseguimos o nome de todos que possuem o “D.” no sobrenome, resultando em um total de sessenta e cinco pessoas ao redor do mundo. É só mandar uma espécie de comunicado generalizado!
– Isso vai ser complicado...
– Que nada! Depois de tanto trabalho, isso vai até ser fácil. Só precisamos ser mais otimistas.
Dito e feito, com a positividade do homem de grandes cabelos negros e tatuagem no olho esquerdo, uma mensagem fora mandada à todas as pessoas portadoras do nome “D.”, juntamente com passagens para o Canadá. Ela foi muito bem recebida uma vez que ninguém recusaria uma viagem ao país da Folha de graça.
E também, como era de se esperar, foi notícia no mundo inteiro.
“Uma mensagem secreta é recebida. – Milhares de pessoas são convocadas ao Canadá?!”
“O Governo Canadense vai à loucura! O que terá no Canadá, afinal?”
“Nova tentativa de Marketing em cima do Canadá? O que é o “grande segredo”, afinal?”
(…)
– O que o seu pai tá querendo? – Sanji perguntou ao Luffy. Os três, incluindo Hancock, estavam no restaurante All Blue. – Ele acha mesmo que isso vai dar certo?
– O papai tá mesmo focado nisso, né. – O garoto do chapéu de palha estava tranquilo. – Eu vou ter que me reunir com pessoas que eu não conheço hoje à noite.
– Tsc, isso vai ser uma bagunça só... e o Teach?
– O onii-chan disse que ele vai escoltado pela polícia.
– Que merda, eu vou ficar com isso na cabeça. O pior é que o seu pai não quer que ninguém além dos “D.” apareça no local.
Estava tudo combinado para o grande encontro do Exército Revolucionário com as pessoas do clã “D”. Dragon, Sabo e Koala iriam recebê-los pessoalmente, no topo de um prédio particular do Canadá, onde a localização era exclusiva para quem recebesse o convite.
Teach, como estava preso, seria escoltado pelo próprio Garp, que também participaria da cerimônia. O Governo Mundial se preparava para agir caso algo desse errado e todos estavam apreensivos com o que daria resultado, mas resolveram arriscar mesmo assim, por curiosidade mútua.
Assim sendo, tinham sessenta e três pessoas desconhecidas reunidas no topo do prédio, que eram os “D” do mundo todo; Luffy, acompanhado de seu irmão mais velho, Sabo, a esposa dele, Koala, seu pai, Dragon e seu avô, Garp, que estava com Teach algemado.
– Onii-chan! – Luffy, sorridente, não demorou muito para pular no colo de seu irmão mais velho.
– Luffy, quanto tempo! – E Sabo retribuiu, o abraçando. – Como você tá? E a Hancock?
– Eu tô bem! A Hancock tá gostando de morar com a gente, já tem até muitos amigos. Ela é como uma filha pra mim e pro Sanji.
– É bom saber que você pensa assim, você daria mesmo um ótimo pai. – Sabo afaga os cabelos do garoto, os bagunçando. – Só precisa ser mais responsável.
– Luffy! – Koala também vai até o moreno, o abraçando. – Que saudades!
– Koala! – Ele retribui. – É tão legal ver vocês todos reunidos.
– Ei, Luffy! – Entretanto, contrariando todo o amor presente naquele local, Garp chega já dando um soco na cabeça do neto. – Não vai falar comigo, não?
– Ai, ai... vovô.
– Zehahahaha! – E quem estava acompanhado com o homem de cabelos grisalhos era Teach, um presidiário algemado. – Quanto tempo, Mugiwara!
– Teach... – Luffy faz uma cara de ódio. – Achei que eu não iria mais precisar te ver de novo.
– Mas eu fico feliz em te ver! Afinal, agora, depois de tantos anos, eu finalmente vou poder ver o Governo Mundial ser destruído. Zehahahaha! Não é ótimo?
– Ninguém vai destruir nada aqui, não.
Chamando a atenção das sessenta e oito pessoas que estavam presentes naquele local, um homem surgiu. Era Dragon, líder do Exército Revolucionário, que apareceu com sua enorme capa verde cobrindo seu corpo, juntamente com uma face séria. Todos se calaram para ouvi-lo.
– Papai..! – Luffy até mesmo ficou perplexo em ver seu pai, que estava tão diferente de como conhecia.
– Esse idiota... então ele realmente conseguiu. – Garp também ficou surpreso.
– Escutem, todos vocês! – Dragon exclama. – Eu sei que a maioria não sabe o porquê de estarem aqui, mas é importante que vocês entendam o seguinte: todos vocês fazem parte da linhagem “D.”, espalhada pelo mundo há séculos atrás!
– Han, linhagem “D.”? – Todos ali se perguntavam. Alguns nem falavam a língua deles. – Que porra é essa? – E se questionavam. – Esse cara é drogado?
– Vocês são descendentes de uma pessoa em comum, um homem chamado “Joy D. Boy” que, há muito tempo, deu origem a essa linhagem. Pra resumir, todos vocês tem um código escondido em alguma parte de seu corpo.
– Oi? Código? – Todos os que falavam o idioma de Dragon, olhavam seus corpos. Os outros, acabaram os imitando. – Que código?!
– Eu tenho esse negócio no meu pescoço! – Luffy exclama entusiasmado.
– Todos vocês, eu preciso que vocês deem as mãos!
Mesmo sem entenderem bulhufas, já que estavam ali, obedeceram. Luffy segurou a mão de Teach com um certo asco, mas resolveu ignorar pela felicidade do irmão e do pai. Dragon, entretanto, ao ver todas as pessoas formando uma roda de mãos dadas, dirigiu-se até o filho, bem no meio dela, com um sorriso de orgulho.
– É tão bom te rever, Luffy. Eu esperei anos por esse encontro.
– Pai... – O garoto fica ressentido, uma vez que a relação de ambos nunca foi a melhor. Dragon havia vendido Luffy em uma aposta, no passado, que deu origem inclusive à morte de seu irmão do meio, Ace.
– Eu sei que eu fiz muitas besteiras nessa vida e me arrependo profundamente por não ter sido um bom pai para você, mas acima de tudo, eu fico feliz de ver o homem que você se tornou.
– Eu também fico feliz por você ter mudado, o onii-chan e a Koala sempre falam bem de você. – Ele abre mais um de seus famosos sorrisos. – Então não precisa ficar se preocupando com o passado, tá bom?
– Então vamos dar continuidade ao plano.
Dragon abaixou-se, pegou o chapéu do filho e com o último sorriso orgulhoso, virou-se para dar seguimento à maior conquista de sua vida.
Andando até o centro do círculo formado pelas pessoas de mãos dadas, havia uma haste que fora usada pelo líder do exército. Ele prendeu o simbólico chapéu do filho no tronco, hasteando-o e deixando o objeto de palha em uma altura bem elevada. Os cidadãos que passavam pelas ruas conseguiam perfeitamente vislumbrar a singela imagem do chapéu balançando aos ventos, tal como uma verdadeira bandeira.
E, com a iluminação da lua cheia, o brilho refletiu em todos os “D” que estavam no topo do prédio. O pescoço de Luffy brilhava com a mensagem escondida; assim como todos os outros, já que todos continham os mesmos dizeres secretos em seus corpos, cada um em um local diferente. Até mesmo a sola do pé de alguns brilhava.
A fascinante luzência, junto com o aperto de mãos generalizado, fez com que o plano finalmente desse certo. O brilho conjunto de todos os “D.” se uniu, indo até o céu, verticalmente, chegando a atingir a direção da lua. Foi quando a obra se concretizou.
– Caramba...
Todos ficaram estupefatos ao olharem para o céu, alguns até mesmo choravam de emoção. Todos os noticiários pararam para transmitir o que estava acontecendo, embora seja algo visto pelo mundo todo, sem distinção. Qualquer pessoa poderia vislumbrar o estranho acontecimento.
– I-Isso... isso é...
Alguns diziam ser obra de Deus; outros, de criaturas malévolas. Disseram ser o fim dos tempos, ou até mesmo o começo. Não se sabe ao certo, cada indivíduo tinha uma interpretação diferente do que aquilo significava. Medo, confusão, perplexidade, incredibilidade e esperança eram alguns os sentimentos que percorriam o interior das pessoas àquele momento.
No céu, sendo guiado pelos ventos canadenses até o resto do mundo, um espetáculo de luzes e cores, juntamente com diversas estrelas, havia surgido. Parecia ser uma gigantesca Aurora Boreal em escala mundial, que emanava uma mistura de verde cintilante com tons de roxo.
Quanto ao mar, o volume das águas aumentou consideravelmente e esfriou levemente, ficando em uma temperatura amena e igualada graças aos feixes de luz no céu, que atravessavam as ondas. Desse jeito, os oceanos ficaram mais limpos e similares, como se fossem se unindo lentamente.
(…)
Em um bom tempo depois, com a temperatura dos mares se ajustando independente do continente onde vivem, espécies marinhas capazes de sobreviverem em todos os ocanos foram surgindo. A chamada unificação dos mares proporcionou uma melhora no ambiente, juntamente com uma vegetação mais forte e saudável.
Navegar pelos cinco oceanos, que aos poucos iam formando um só, nunca foi tão pacífico, o que permitiu a criação de diversas embarcações continentais. Peixes que antes eram encontrados somente no Ártico, agora nadavam pelas águas da Oceania.
E o céu, em frias temperaturas à noite, emanava o mesmo brilho estrelado; os feixes de luzes esverdeados traziam paz e conformidade a quem quer que fosse. Era como se o mundo tivesse ganhado uma paisagem nova, como se os homens pudessem ter plena liberdade de ir e vir pelas águas.
Sanji, Luffy e seus amigos resolveram tirar uma temporada de férias, indo viajar juntos no campo. Hancock corria com Rosinante por entre as montanhas, colhendo flores junto com Robin; enquanto Nami, Usopp, Mihawk, Zoro, Doflamingo, Crocodile, Kid, Law, Sabo e Koala, juntamente com o casal principal, apreciavam a vista, conversando em uma roda de piquenique.
Epílogo – A unificação dos Mares e o segredo de One Piece
Fim
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