Love Cook, Love Food
8 Confusões

– Renda-se Teach, você já está cercado! Saia com as mãos para o alto!
Em frente a suposta casa de Teach, Garp gritou com um mega fone com Sabo e Sanji ao seu lado. Os demais policiais aguardavam a ordem do comandante atrás dele, com a mira já posta e prontos para atirar.
– Heh, isso vai ser moleza. Tem uns cem policiais aqui, não tem como esse desgraçado fazer alguma coisa! — Disse Sanji.
– Idiota, não subestime o Teach! — Grita Sabo. — Com certeza ele tem um plano!
– Do que você me chamou, irmão de merda?!
– CALEM A BOCA VOCÊS DOIS! Tsc, que saco, não se esqueçam do nosso objetiv---!
A fala do policial foi interrompida com um barulho de uma grande explosão! Atrás dos três, bem aonde os outros policiais estavam, haviam várias minas espalhadas pelo chão que explodiram de uma só vez, nocauteando os policiais.
– O-O QUE FOI ISSO?! — Sanji se assusta ao ver todo mundo caído atrás dele.
– Droga, isso com certeza foi obra daquele maldito... Vocês dois não se preocupem! São bombas de gás, os policiais vão ficar bem, eles só estão dormindo! Mas tentem não respirar muito fundo. Entenderam?
– M-Mas o que faremos agora, vovô? Só temos duas pessoas aqui e um cozinheiro!
– Ei!
– Como assim "o que faremos"? — Garp saca uma arma e joga para o neto. — Não é óbvio? Vamos invadir!
– Tá, vamos nessa! Pelo Luffy!
– E-E o que eu faço?! — Indaga Sanji.
– Você já pegou em uma arma alguma vez, loirinho?!
– C-Claro que não... e não me chame assim!
– Ótimo, você será nosso escudo! Agora vamos nessa, já perdemos tempo demais!
– QUÊ?!
Os dois já chegaram quebrando a porta, com armas carregadas e colocando Sanji na frente deles, como um escudo-humano.
– APAREÇA, TEACH! — Grita o policial.
– E-Eu vou processar todos vocês por isso, entenderam?! Família de merda!
– Para de reclamar um pouco, Sanji, nós agora precisamos achar o Luffy. Tá tudo vazio aqui!
– Droga, esse lugar é só uma armadilha?
A casa era realmente pequena então não dava para alguém tão grande como Teach passar despercebido, lá estava completamente vazio! E eles já estavam quase desistindo de ficar lá, quando ouvem uma risada familiar bem de longe.
– Zehahahaha, quanto tempo, Garp!
– Teach...! ONDE VOCÊ ESTÁ? APAREÇA!
– Não adianta procurar, eu não tô aí. Tem uma câmera e um comunicador pra vocês me ouvirem! Assim fica mais seguro, sabe?
– Maldito, e o Luffy? Espero que você não tenha tocado nele!
– Vovô!! É você?
– Luffy! Essa com certeza essa é a voz do meu neto. Você está bem? O que o Teach quer?
– Não se preocupe, Garp! Desde que você me dê o que eu quero pode ficar com seu precio---
– Vovô, não dê ouvidos a ele, eu vou ficar bem! M-Mas tem duas pessoas aí com você, né? Não dá pra ver direito quem é, o Teach me amarrou numa cadeira!
– Não me interrompa, pirralho! – Grita Teach com raiva de Luffy tê-lo interrompido.
– Luffy, que bom você parece bem!! Sou eu, Sanji e o idiota do seu irmão! Ele veio aqui te salvar e eu vim te dar uma surra!
– S-SANJI?! O que você veio fazer aqui? É perigoso! Vá pra casa!
– Não adianta, Luffy, esse aí é um caso perdido! Mas não se preocupe, eu prometo que vou te salvar!
– Essa voz... Onii-chaann, é você?!– Luffy começa a chorar. — Quanto tempo!
– JÁ DEU, PAREM COM A REUNIÃO FAMILIAR! – Teach grita, revoltado. — Ei, Garp, me ouça se quer seu neto de volta!
– Desembucha de uma vez, o que você quer?!
– O código! É tudo que eu preciso!
Garp fica com raiva. Como Teach sabia disso? O que ele estava planejando?! Sem nem ao menos hesitar, ele respondeu:
– Nem pensar, você acha mesmo que eu te daria isso?!
– Ei, avô de merda! — Sanji agarra o sobretudo do policial. — Você tem problema na cabeça? Essa é a nossa chance de ter o Luffy de volta!
– Vovô... esse código é o que eu tô pensando? — Indaga Sabo.
– Ei, Teach! O seu objetivo é o governo mundial, não é? É exatamente por isso que você precisa do chapéu!
– E-Ei, não me ignore! Pra que que serve esse chapéu de bosta afinal?!
– Existe um mapa no chapéu que mostra a localização de uma arma poderosa que o GM tem interesse. O código serve exatamente para conseguir acesso ao mapa, se o Teach consegui-lo então o mundo inteiro vai correr perigo!
– Entendo... então dá logo esse código de merda pra ele e vamos fugir com o Luffy!
– Você não ouviu o que eu disse?! Se ele conseguir o código todos nós estamos ferrados!
Sanji já começa a ficar nervoso. Ele não aguentava mais toda essa história confusa e não conseguia entender como um velho chapéu, todo acabado, poderia ter um significado tão importante. Com muita raiva do policial, que parecia estar mais preocupado com um objeto do que com a vida do neto, ele começou a gritar.
– EU NÃO TÔ NEM AÍ PRO GOVERNO MUNDIAL OU SEJA LÁ O QUE FOR! A ÚNICA COISA QUE ME INTERESSA É O LUFFY, SACO!
A sala ficou em silêncio com o grito do cozinheiro. Ninguém em sã consciência imaginaria que existisse uma pessoa tão egoísta a ponto de trocar a segurança do mundo inteiro por causa de um garoto, mas existia e Sanji tinha acabado de provar isso!
– S-San... ji...!
– Zehahahaha, gostei desse loirinho! Ele sabe o que diz!
– Não deixe tuas emoções agirem mais alto que a razão, pirralho! Eu também quero ver meu neto, mas a vida de milhares de pessoas está correndo risco. Isso é claro, inclui eu, você, o Sabo e o próprio Luffy!
– Meu avô está certo, Sanji. Destruir o governo mundial também afetaria o meu irmão, você só estaria incluindo mais pessoas ainda...
– Então o que vocês sugerem? Nós nem sabemos onde eles estão!
– Teach, o que você planeja fazer com tudo isso? Devolva meu neto!
– O que eu planejo? Eu quero poder, Garp! Poder para comandar o mundo! Que tal fazermos um acordo: se você me der o código eu deixo você e sua família em um patamar bem alto junto com meus subordinados. Que tal?
– Já disse que não, desista!
– Desse jeito não vai dar em nada, não é? Muito bem então, me encontre no endereço X às 14h, entendeu? Eu vou te dar uma condição mais favorável! Podem vir os três se quiserem, mas sem pessoas a mais!
~ X ~
Os três acabaram cedendo ao pedido de Teach. Ainda era de madrugada, quase de manhã, eles haviam passado a noite inteira acordados graças a toda essa confusão. Não dava para fazer mais nada mesmo.
Garp chamou uma ambulância para recolher seus homens que permaneciam dormindo e, em seguida, pegou seu carro e levou o cozinheiro para casa. Depois de muita insistência por parte da família de Luffy, Sanji deixou que eles ficassem alojados em sua mansão, já que moravam em outra cidade e teriam problemas pra arrumar um hotel essa hora.
– MAS O QUE ACONTECEU AQUI?!
Chegaram em casa finalmente. Não tinha mais repórteres ou multidões devido o horário, mas... o apartamento continuava destruído. Marcas de tiro na parede, sangue no sofá, tudo para deixar Sanji mais irritado do que já estava.
– Ah, você não tinha visto ainda né? Foi aqui que rolou a briga do Luffy com o clone seu. — Dizia Sabo.
– Isso é mil vezes pior do que eu imaginei..! Vou precisar fazer uma reforma urgentíssima aqui. Aí eu aproveito e coloco um papel de parede novo, o antigo já saiu de moda faz tempo. Ah, eu posso comprar um sofá novo também!
– ... Tá bom né, cada um com suas prioridades.
– Ei, loirinho, eu preciso de um banho e uma cama apropriada pra minha coluna. Pode me arranjar isso?
– Eu vou te mostrar onde fica o chuveiro, mas eu não tenho cama pra velhos com a coluna quebrada! Mas não se preocupe, ninguém nunca reclamou dos meus colchões.
O dono do local mostrou os cômodos para os convidados. Garp foi tomar um banho e Sabo ficou conversando com Sanji na cozinha, enquanto este fumava um cigarro como usualmente, para esquecer todos os seus problemas.
– Mas me diz, Sanji... qual é a sua relação com meu irmão?
– C-Como assim?! — Ele se espanta com a pergunta repentina. Nem o próprio sabia responder àquilo.
– Você fica dizendo que vai matá-lo, que odeia ele, mas... lá na delegacia você disse que o amava. Qual é a sua afinal?!
– Ér.. é que..eu.. bem, sabe...
– Se você ficar falando assim eu não vou entender, Sanji!
– Tudo bem então, é isso que você quer saber? Eu ODEIO ele! Em um dia ele já conseguiu destruir a minha vida perfeita, me fazer passar vergonha na França inteira e ainda destruir meu apartamento. Sem dúvidas, ele é a pior pessoa do mundo!
– Então porque você disse aquilo antes?!
– Por que... ele também me ensinou que existem realidades diferentes da minha. E também ele me fez pensar que a minha vida não era tão perfeita como eu imaginava. O Luffy é só um pirralho de merda com vários defeitos e que é sequestrado praticamente toda hora, mas...
– "Mas"?
– Mas eu amo aquele idiota! Se não fosse por ele eu nunca teria tido a oportunidade de aprender tanta coisa diferente e também não iria saber que seria tão divertido ficar bêbado e fedendo a vinho. Essa é a verdade!
– Entendi, então você é realmente bipolar. Bom, é o que eu imaginava.
– Não sou bipolar não, irmão de merda! — Sanji irrita-se. — Eu não posso nem ter uma conversa séria com você e você já fica falando essas coisas? Morra de uma vez!
Os dois começaram a brigar na cozinha, gritando um com o outro e ameaçando a bater e a dar socos.
– Cala boca, eu não quero ter que ver o Luffy casando com uma pessoa horrível como você!
– Hã?! E quem disse que eu quero ter um cunhado inútil como você? E nós não vamos nos casar!
– Porque não?! Eu tenho certeza que o Luffy gosta de você também! Ele gosta de todo mundo!
– Claro que gosta! Quem não gostaria? Eu sou a melhor pessoa que ele pode arrumar!
– Claro que não, você é só a porra de um mimado que não dá valor aos outros! E você não respondeu à minha pergunta, porque vocês não vão se casar?!
– Qual é o problema de ser mimado? Significa que eu tenho sorte de nascer rico, só isso! E eu não vou me casar com outro homem!
– Parabéns, agora você não é mais rico, lembra? Seu pai te deserdou! E que desculpa mais ridícula!
– Não é uma desculpa, irmão de merda, é a realidade. Homens casam-se somente com belas mulheres!
– Você é totalmente ridículo, isso sim! Quer dizer que se o meu irmão fosse uma mulher você se casaria com ele?
– Casaria!
– Então que diferença faz? A pessoa é a mesma, só muda o gênero!
– Toda diferença!! Porque pra vocês isso parece tão normal? Eu gosto é de mulher!
– Parece normal porque é normal! Eu sou casado com uma mulher, mas o que eu sinto por ela não mudaria se ela fosse um homem!
– Como você pode afirmar isso com tanta certeza?!
– Por que se isso realmente importasse, você não diria que ama o Luffy, Sanji!
Os dois finalmente pararam de brigar e Sanji chegava a ranger os dentes de tanta raiva das coisas que Sabo havia dito. Ele sabia muito bem que aquilo era verdade, e também já sabia que gostava do Luffy, mas não queria admitir pra si mesmo.
– Que seja então. — Sanji responde já cansado de tanta briga no mesmo dia. — Eu vou dormir, o seu avô já deve ter saído do banho. Sabe onde fica o quarto de vocês, né?
– Sei... boa noite, Sanji.
~ X ~
A madrugada passou. Como eles foram dormir bem tarde e tiveram que acordar cedo, os três ainda estavam morrendo de sono. Sanji foi preparar um café da manhã bem pesado já que passariam o dia bem atarefados.
– E então, nós temos um plano?
Todos estavam reunidos à mesa. O policial lia seu jornal matinal enquanto tomava café e Sabo ainda estava apreensivo por causa do irmão.
– Vovô, você tem uma ideia do que o Teach vai falar hoje?
– Não, mas com certeza não vai ser boa coisa. Aquele maldito tem umas ideias muito estranhas...
– Posso perguntar uma coisa? — Sanji interrompe eles. — Se essa arma é tão perigosa, porque nós simplesmente não tacamos fogo naquele chapéu idiota de uma vez?
– Seria tão bom se fosse fácil assim, mas não dá. — Explica Garp. — É essencial para o GM ter acesso a localização da arma.
– E pra quê deixá-la com um garoto como o Luffy? É perigoso demais!
– Loirinho, tem uma coisa que você e o Teach não sabem ainda...
– O que é? E para de me chamar assim!
– Na verdade eu não sei o código...
– VOCÊ É UM AVÔ INÚTIL! Nem isso você sabe?! Espera... isso quer dizer que o código está com o Luffy?
– O código não é uma sequência de números ou letras, o código é o próprio Luffy!
– EHHH?! S-SÉRIO?!
– Sim, sério. O "D." no nome dele é a prova disso. Nem eu nem o Sabo temos esse nome, ele nasce em algumas pessoas aleatoriamente, entende?
– C-Como um nome pode nascer em uma pessoa?! O que significa esse "D." então?
– O GM chama as pessoas com esse nome de "Inimigos naturais de Deus". Provavelmente nem o próprio Luffy sabe, mas ele tem o código. Teach não pode descobrir isso!
– Isso tudo é muito confuso! Se fosse por mim eu já teria posto fogo naquele chapéu infernal...
– Ainda bem que isso não depende de você, né? De qualquer maneira, precisamos nos apressar! Vamos arrumar logo um plano!
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