Love Cook, Love Food
32 Cerimônia de Casamento

Depois de um dia inteiro suando de tanto nervosismo, finalmente a noite caiu e Sanji estava pronto para se casar. Apesar de ter um ótimo gosto para alta costura, devido ao seu estado atual, quem escolhera seu terno e também o ajudou com os preparativos finais foi Nami, que, aliás, foi a responsável por basicamente tudo.
A noite caiu, os pássaros foram dormir e as estrelas brilhavam por entre a grandiosidade negra do céu. A igreja estava pronta, toda enfeitada com o mais puro branco, traços dourados, diversos sinos e convidados. Sem dúvidas um lugar bem cheio de bons amigos, já que a mídia não fora avisada do casamento dos dois. Não queriam ser atrapalhados.
Neste momento, um pouco afastado dos demais, Sanji estava em um lugar solitário, junto com Nami, tentando espairecer sua mente e tentar se acalmar. Estava completamente nervoso e ansioso com o tão esperado dia e não queria correr o risco de suar na hora.
– N-Nami, n-não sei se eu vou conseguir fazer isso... – Dizia, arrumando sua gravata pela vigésima vez.
– Sanji, relaxa! Hoje é um dia muito especial, nem pense em desistir, viu?
– É claro que eu não vou desistir, é que...
– Você está nervoso, é normal. Não se preocupa, vai ficar tudo bem!
– E se eu começar a suar na hora? E se o Luffy esquecer quando entrar? E se eu esquecer o que dizer? E se eu acabar desmaiando? E se o Luffy comer toda comida do casamento antes da hora? Isso com certeza me faria desmaiar!
– Sanji, para com isso! Olha, é só você dizer "aceito" no momento certo, não é difícil.
– Falar é fácil, né...
– Olha, não se preocupa. Abre um sorriso no rosto e entra lá arrasando!
– T-Tem muita gente lá fora?
– Sim, bastante. O Law e o Kid acabaram de chegar também.
– Affê, ficar rezando pro carro deles quebrar não deu certo...
– O avô do Luffy também chegou, mas eu ainda não vi o seu pai.
– Eu não acho que ele venha. Eu duvido muito disso, aliás. Eu até cheguei a mandar uma carta, ele não respondeu.
– Sinto muito...
– Tudo bem, não se preocupa, eu meio que já esperava por isso.
– Bom, não vamos deixar que isso atrapalhe a sua grande noite! Vamos sair daqui e ir lá cumprimentar os convidados.
Portando um terno preto de alta costura junto com uma camisa social branca, além de, é claro, uma escova no cabelo, Sanji foi até a parte principal da igreja onde todos estavam. Tinham vários buquês de flor espalhados, um belíssimo tapete vermelho e vários rostos já conhecidos. Os primeiros a encontrar-lhes foram Usopp, Zoro e Mihawk.
– Wow, Sanji, você tá ótimo! – Exclama o narigudo.
– É, eu preciso admitir. – Diz Zoro. – Pra um Ero-Cook, até que você se veste bem.
– Melhor que você, ele com certeza se veste... – Afirma Mihawk, referindo-se ao fato do outro não saber colocar uma gravata e se perder no caminho do nó.
– N-Não precisa falar disso aqui...
– Bom, que todos sabemos que eu me visto melhor que o Marimo, é fato. – Fala o cozinheiro, gabando-se.
– Tsc, não se pode elogiar alguém nos dias de hoje. As roupas podem estar boas, mas dá pra notar pela sua sobrancelha ridícula que você tá morrendo de nervosismo. Ela tá mais enroladinha.
– Dá tanto assim pra perceber? Que coisa, pra falar a verdade, eu tô quase saindo da igreja e acendendo dez cigarros de uma só vez...
– Fica calmo, Sanji! – Afirma a ruiva. – A grande hora tá chegando, então se prepara.
– Ela tem razão, Sanji. – Diz Usopp. – O Luffy já está pronto também. Nós colocamos ele numa sala fechada, pra vocês dois não se encontrarem antes da hora, e ele tá comendo feito um louco lá! Hahaha.
– Eu imagino que ele esteja. Bom, eu acho que vou falar com o avô do Luffy agora.
Deixando os amigos sozinhos para usufruírem da comida, o loiro foi até Garp, que estava sozinho.
– Oh, loirinho!
– Vovô! Então o irmão não vem mesmo?
– Olha só que coisa rara, vocês não colocando "merda" depois dos nossos nomes. Até que enfim ganhou um pouco de educação, hein.
– É, estamos em uma igreja, acho que não pegaria bem.
– Sobre o Sabo, eu não sei, nunca mais tive contato com ele. E o Luffy? Ele tá bem? Eu gostaria de vê-lo.
– O Usopp trancou ele numa sala pra evitar que a comida entre em extinção, e também porque dá azar nós dois nos vermos antes da cerimônia. Bom, mas se você quiser, vai lá vê-lo.
– Eu vou sim, mas eu quero te dar um aviso antes. – Garp segura o ombro do loiro, o encarando dramaticamente.
– O que é?
– Depois da mãe, deixando o pai de lado, fui eu quem sempre cuidei do Luffy. Pra você eu posso não ser o avô ideal, mas eu preciso que entenda o que eu estou sentindo. Eu fiquei sem ver o meu neto por anos e foi graças a você que eu pude reencontrá-lo, então eu sou profundamente grato a você por ter feito o Luffy feliz e ter o salvo. Mesmo nós dois tendo nossas diferenças, eu sinto orgulho em ver meu neto da maneira que ele está hoje, se casando com você, Sanji.
E, tudo o que o loiro podia fazer naquele momento, depois de ver o avô finalmente confiando seu neto a ele, foi esboçar um leve sorriso e, finalmente, se acalmar.
– Fico feliz em saber que você nos apoia. Eu prometo fazer o seu neto a pessoa mais feliz desse mundo. – Ambos finalmente se abraçaram, terminando o discurso, sendo que Garp fazia força para não chorar de emoção. Ele é um avô bem sensível.
Depois de se separarem, ele resolveu ir até o neto para ver como este estava. Luffy se encontrava numa sala trancada, como dito anteriormente, com uma mesa repleta de comidas para que não se sentisse sozinho, e também porque ficara muito nervoso.
– Luffy, larga isso! – Exclama o avô. A mesa repleta de alimentos já estava quase vazia.
– Bobô... – Diz, colocando uma carne em sua boca.
– Nossa, você está... incrível...
É claro, como era de se imaginar, quem escolheu as roupas de Luffy foi a ruiva. Seu terno da cor do mais puro branco, contrastando com o negro de seu futuro noivo, junto com uma calça e camisa sociais pretas. Além de, é claro, uma pequena flor na altura do peito, que fez com que o avô não resistisse e soltasse algumas lágrimas.
– Vovô! – Exclama preocupado. – Você tá bem? Por que tá chorando?!
– Tá brincando? Você era uma criança tão boba, que vivia correndo pelo morro e se sujando, sempre voltando cheio de ferimentos e lama pra casa. E agora... você virou um adulto...
– É claro né, eu cresci, mas também não é motivo pra chorar...
– Idiota! – O avô dá um pequeno soco na cabeça dele. – Você não percebe que eu tô emocionado?
– Ai, por que você me bateu? Que coisa, até no meu casamento!
– Casamento... – O avô volta a chorar mais forte e abraça o neto. – Você vai se casar! Ah, eu nem posso acreditar... vocês crescem tão rápido...
– É-É, eu sei, eu cresci, mas também não precisa chorar, né.
– Primeiro foi o idiota do seu irmão com a Koala e agora você. Meus netos estão virando adultos...
– Falando nele, você sabe se ele vem? Eu queria que o Onii-chan estivesse aqui...
– Não sei, nós não temos mais contato desde que o idiota do seu pai o sequestrou.
– Eu fico um pouco triste com isso, mas tudo bem! Pelo menos os meus amigos e você estão aqui. Aliás, vovô, posso te fazer um pedido?
– Claro, o que é?
– Entra comigo no altar?
Agora, mas do que nunca, os olhos de Garp brilhavam e se enxeram de lágrimas ao receber tal proposta.
– Idiota! – Foi tanta emoção que ele bateu no neto de novo. – É claro que sim! – E o abraçou mais uma vez. – Buááá!
– T-Tá, mas não chora... vai manchar a minha roupa...
(…)
– Ei, Eustass-ya, vamos pegar mais desses aqui. – Afirma Law, colocando alguns doces no bolso junto com o marido, escondidos.
– Se nós pegarmos muito vão suspeitar de nós, Law.
– Nem vem, a comida é grátis. Além disso o loirinho não vive falando que é rico? Então, ele não vai se importar se alguns docinhos sumirem.
– É, talvez você tenha razão. Aqui, eu gosto desses!
– Posso saber o que vocês vão pegar? – Sanji chega no local, de braços cruzados, observando os dois rapazes sequestrando seus doces.
– Ah, o Mugi-ya pode ficar com fome, então nós vamos levar pra ele.
– Pode deixar que o Luffy já tem comida o suficiente. Agora vai, esvazie os bolsos. Vocês dois não sentem vergonha de roubar coisas em uma igreja?
– Não é aqui que eles ensinam a repartir? – Indaga o ruivo.
– É, ele tem razão. – Concorda Law. – Você vai desobedecer as leis de Deus, loirinho?
– Deus também proíbe a gula, sabiam? E parem com isso, eu não quero me irritar hoje.
– Que seja, eu prometi ao Mugi-ya que não iria discutir contigo hoje. Vamos, Eustass-ya. – E eles se retiram, sentando-se nas cadeiras junto com os demais e com os bolsos cheios de doces.
(…)
Sem mais delongas, depois de muito, todos os convidados estavam sentados em suas cadeiras. Além dos que já apareceram, Nojiko, a irmã de Nami, também estava lá junto com outras pessoas que trabalhavam no Baratie, membros de outras famílias e alguns franceses. A mídia não soube do casamento.
Sanji aguardava o badalar do sino e estava mais nervoso do que nunca. Havia ficado um pouco triste, claro, pelo fato do pai não ter aparecido mesmo com a carta enviada, mas nada que atrapalhasse sua noite. A felicidade era o maior sentimento presente no coração do cozinheiro.
– Psiu, ei, Sanji... – Sussurrou Usopp.
– Usopp, o que você tá fazendo aqui? Por que não está lá sentado com a Nami?
– Pois é, eu fui falar com o Luffy e parece que temos um problema...
– Problema? Agora? Tá quase na hora! O que aconteceu? Acabou a comida? Ele manchou o terno? Aquele idiota, eu disse pra não comer coisas com molho!
– C-Calma, não é nada disso, o Luffy tá bem. É o avô dele, o Garp.
– O que houve com o velhote? Não me diga que ele morreu, né?!
– Não, ele tá vivo, mas ele não quer mais entrar com o Luffy no altar.
– C-Como assim? Ei, não me assusta dessa forma! Por quê?!
– P-Parece que a coluna dele teve um problema, eu não sei direito, mas é isso. Ele não vai mais entrar com o Luffy.
– Hã? Eu vou lá AGORA dar um chute naquele velho e ele vai entrar POR BEM OU POR MAL.
Com muita raiva nos pés, ele foi andando em passos apressados, porém sem correr de fato para não assustar os demais convidados, até Garp. O avô de Luffy estava parado, na porta da igreja, que já estava fechada para início da cerimônia, em frente a todos os convidados.
– EI, VOVÔ! – Exclama Sanji, querendo gritar, mas ao mesmo tempo não querendo chamar muita atenção.
– Ah, loirinho, eu não vou mais entrar com o Luffy. Sinto muito.
– Disso eu sei, mas eu quero saber que merda é essa agora! Como assim não vai entrar? Eu sei que você é um avô meio inútil, mas não faça uma besteira dessas. Você vai magoar o Luffy!
– Não se preocupa, o Luffy sabe disso. – Garp fala e olha para o altar, onde o Luffy estava parado, aguardando a entrada do noivo no tapete vermelho e sorrindo para Sanji.
– O que tá acontecendo aqui? – O loiro, é claro, não entendeu nada, já que ele esperava que Luffy entrasse e ele aguardasse no altar. – Mudamos as posições?
– É, mudanças de última hora.
Todos os convidados, que estavam sentados, olhavam para Luffy no altar. É claro, ninguém entendeu nada já que até agora o moreno não havia aparecido, então todos imaginavam que era ele quem entraria pelo tapete vermelho, que eram onde Sanji e Garp estavam agora.
– Ei, vovô, me explica! Você vai entrar comigo, é isso?
– Não, a minha coluna tá um pouco ruim, então eu vou ficar sentado.
No banco dos convidados...
– O que tá acontecendo? – Indaga Zoro. – Eu pensei que seria o Luffy que iria entrar, por acaso ele se perdeu?
– Quem faria uma coisa dessas é você... – Murmuram os amigos do de cabelos verdes.
– O QUE TÁ ACONTECENDO?! – Indaga o coitado do cozinheiro, que não estava entendendo nada. – Você quer que eu entre na igreja, no lugar do Luffy, é isso?
– É, exatamente. Você é bem lerdo, viu?
– E com quem diabos eu vou entrar?
– Não fale essa palavra na igreja...
– Então me responde!
Criou-se um silêncio assim que as grandiosas portas de madeira da igreja ameaçaram se abrir. Por serem do tamanho que são, elas abrem bem lentamente e, no momento, todos os convidados estavam olhando atentos para ver quem iria sair de lá.
Porém, assim que a silhueta da pessoa foi se revelando, Sanji modificou seu humor. De impaciente e estressado, ele começou a olhar fixamente para a porta e, quanto mais ela abria, mais o seu queixo ia caindo também, em uma surpresa sem palavras. Enquanto isso, um moreno exclamava.
– Caramba, Eustass-ya, pega a câmera!
– O que houve, Law, você sabe o que tá acontecendo aqui?
– Não sei, mas pelo que o Mugi-ya me contou desse cara, vai rolar barraco!
Quanto mais a porta abria, mais Sanji ficava surpreso, sem querer acreditar em quem surgia. Todos olhavam com espanto também, comentando entre si o que estava acontecendo no local. Tanto Luffy, como Garp e como Usopp também estavam rindo da situação, já sabendo de tudo. Eis que a tão esperada pessoa, finalmente, surge por completo.
– Você... – Sanji estava completamente sem reação e seus olhos brilhavam ao ver o homem à sua frente.
– Desculpe pela demora, filho.
Palavras não definiam o que Sanji estava sentindo naquele momento, vendo o pai entrando na igreja com uma aparência feliz e um leve sorriso no rosto. Sentiu vontade de chorar ao imaginar o significado daquilo, mas ao mesmo tempo não queria fazê-lo. Seu coração batia rápido e todos olhavam para aquela cena.
– P-Pai... é você mesmo?
– Sanji. – Ele segura no ombro do filho e olha diretamente em seus olhos. – Eu sei que eu não fui um pai ideal pra você e estou longe de ser o melhor de todos, mas eu não me perdoaria se deixasse de vir no dia mais importante da sua vida. Além disso, meu sonho sempre foi ver você se casando.
– E-Eu não sei o que dizer... é-é verdade mesmo?
– Pra provar eu fui até a sala em que o Luffy estava e pedi para que o Garp não o levasse no altar. É claro, ele reclamou um pouco, mas eu acho que entendeu. Eu quero lhe fazer um pedido, Sanji, se não for muito, eu gostaria de ter a oportunidade de entrar com você na igreja.
Tudo o que foi dito como resposta, já que a voz do outro sumira de repente, foi um abraço bem apertado no pai. Lágrimas começaram a escorrer pelos olhos azuis do cozinheiro, que finalmente conseguiu ter o apoio do tão temido pai. Os demais convidados também olhavam para a cena, felizes.
– Tá, não era o barraco que eu esperava, mas vai pro Youtube do mesmo jeito. – Afirma Law.
– Isso foi muito lindo, eu não esperava! – Exclama Nami, com uma lágrima em seus olhos.
– IZO FOI DÃO BIMDO...! – Usopp estava chorando como um condenado.
– Olha, eu tenho que admitir, fico feliz pelo Cook. – Fala Zoro, com um leve sorriso nos lábios.
Os sinos da igreja finalmente tocaram! Zeff estava segurando o braço do filho, preparado para levá-lo até o altar. Luffy olhava para os dois, com o mesmo sorriso de sempre, aguardando o noivo chegar até ele, em passos lentos. Assim que chegaram, Sanji foi entregue para seu futuro marido pelo próprio pai.
– Ei, garoto. – Zeff apoia suas mãos nos ombros de Luffy. – Eu sei que eu nunca fui um bom sogro e disse coisas horríveis pra vocês dois, mas eu andei pensando. Até ele te conhecer, o Sanji nunca teve alguém ao lado dele de verdade, então eu, como pai, não posso ignorar a felicidade do meu filho por nenhum motivo.
– E-Eu fico muito feliz de você ter aparecido. De verdade. – Luffy estava na mesma situação que Sanji, quase chorando de emoção, mas seu sorriso continuava o maior de todos.
– Cuida bem do meu filho, viu? Ele é um garoto muito difícil de lidar.
– Pode deixar, eu vou cuidar dele! Kishishishi.
Após os dois noivos estarem juntos finalmente, Zeff retirou-se para dar segmento à cerimônia. Ambos estavam um ao lado do outro, ouvindo o padre proclamar as palavras ditas durante o casamento, até finalmente, a primeira exclamação decisiva ser lançada. A pergunta que sempre gera brigas.
– Se há alguém contra esse casamento, fale agora ou cale-se para sempre.
No profundo silêncio, contudo, duas pessoas se manifestavam. Não com palavras, mas com ações que acabaram chamando a atenção de todos ao seu redor, inclusive dos dois noivos. Eustass e Trafalgar estavam aos beijos, trocando carícias, com direito a mão na coxa e fazendo barulinhos irritantes.
"Tsc, esses idiotas..." – Pensava Sanji, até que ambos notaram que estavam sendo observados.
– Ei, Law, tão olhando pra gente...
– Que foi, nunca viram não? – Diz o moreno, voltando a beijar o ruivo e mostrando seu dedo do meio aos restantes.
– B-Bom, vamos continuar. – Afirma o padre, ignorando o comportamento do outro. – Já que não tem ninguém aqui que se oponha à cerimônia, ent–
– ESPERA, NÃO SE CASEM AINDA!!
Duas pessoas entraram na igreja, chutando a porta principal. Todos olharam com espanto, comentando entre si o que significava aquilo, o Padre ficou ainda mais impaciente e Sanji já ficara do mesmo jeito, só esperando o pior acontecer, porém...
– Caramba, Sabo! – Koala bate na cabeça dele. – Que hora horrível pra entrar!
– P-P-Pensando bem, foi uma péssima ideia...
– Onii-chan! – Exclama Luffy, surpreso.
– Ér... foi mal, gente. – Sabo coça a cabeça. – Por favor, continuem com a cerimônia.
– Você filmou isso, Eustass-ya? – Indaga Law.
– N-Não, não deu tempo...
– Tsc, ruivo idiota.
Ignorando totalmente a entrada triunfal de Sabo e Koala, que se sentaram próximos ao avô de Luffy, o padre continuou com o casamento. As pessoas pararam de fofocar e criou-se novamente a calmaria, já que era a hora da pergunta decisiva.
– Monkey D. Luffy, aceita receber Sanji Harris como seu legítimo marido e lhe prometer ser fiel, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-o e respeitando-o por todos os dias de sua vida?
– Sim, aceito!
– E você, Sanji Harris, aceita receber Monkey D. Luffy como seu legítimo marido e lhe prometer ser fiel, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, amando-o e respeitando-o por todos os dias de sua vida?
E com um simples olhar que fora retribuído, juntamente com um pequeno sorriso nos lábios, ele enfim declara...
– Aceito. Aceito, aceito, aceito e aceito!
– Deus confirme este compromisso que manifeste perante à igreja e derrame sobre vós às suas bençãos! O que Deus uniu, o homem não separe. Amém.
Os corações já estavam saltitando para fora da boca, mas ainda não era chegado a hora definitiva. O padre entregou às alianças para ambos noivos e proferiu a reza habitual.
– Deus abençoe essas alianças, que ides entregar um ao outro em sinal de amor e de fidelidade.
Sanji virou-se para Luffy e naquela hora ele sentiu uma felicidade correndo em seu peito. Se já não bastara receber a aceitação do seu pai, ele agora estava confiante em que havia tomado a certa decisão. Pegando as gentis mãos do amado, pôs finalmente a aliança em seu dedo anelar.
– Luffy, receba essa aliança em sinal do meu amor e da minha fidelidade. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Tendo posto o simples e pequeno anel, banhado em ouro e rodeado de diamantes, Luffy já tremia a boca tão era sua vontade de chorar. Ele também tinha absoluta certeza de que tomara a decisão mais correta de sua vida, entregando a aliança a seu noivo e futuro marido.
– Sanji, receba essa aliança em sinal do meu amor e da minha fidelidade. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.
Colocado ambas alianças, agora só restara a benção do padre, que lhes foi dada com êxito. Após, o momento mais esperado pelos noivos, e também por boa parte dos convidados, havia chegado sem mais delongas. O padre finalmente proferiu.
– Pode beijar o noivo.
Com os corações mais apertados do que nunca, os olhos vão fechando-se lentamente para dar inicio a uma nova vida. O primeiro beijo como casados oficialmente foi dado. As pessoas à volta reagiram instantaneamente, algumas com sorrisos, outros com choros de alegria. Terminado o grande beijo, Luffy foi ao encontro de seus familiares e Sanji fez o mesmo.
– Onii-chan, Koala, vocês vieram! – Ele dá um abraço em ambos.
– Acha mesmo que eu perderia essa data tão importante? Só peço desculpas pela entrada...
– Eu disse pra ele que não era uma boa ideia fazer uma "entrada triunfal".
– Tudo bem, não se preocupem! – Ele dá agora, um abraço no avô, que estava chorando emocionado. – Vovô, perdão por não ter entrado com você no altar.
– Não se preocupe com isso, Luffy, o que importa são vocês dois. Eu estou muito orgulhoso, de verdade.
Ao mesmo tempo, Sanji abraçava seu pai, derramando lágrimas em seu peito.
– Obrigado, obrigado, obrigado, obrigado..!
– Que isso, filho, não chore ainda. – Zeff afasta o garoto, segurando seu rosto e retribuindo com um sorriso. – Você vai deixar seu noivo esperando no altar?
– E-Eu não tenho nem palavras pra lhe dizer o quão eu fico feliz com o seu apoio! Eu nunca vou parar de te agradecer.
– Eu só tenho uma condição quanto a isso.
– Qual? É claro, qualquer coisa!
– Eu quero netos, Sanji. E não quero desculpas.
– N-Nós conversamos sobre isso depois...
– Tudo bem, vai lá. – Ele finaliza, dando um beijo na testa de Sanji.
Os dois recém-casados agora, terminando a cerimônia, dirigem-se juntos até o altar para assinar, pela última vez, seus nomes de solteiro. Após, eles dão as mãos, selam mais um beijo e vão correndo felizes por entre o tapete vermelho, em direção à saída. Todos os convidados levantam-se juntos.
As portas se abrem e, conforme Luffy e Sanji vão saindo da igreja, os fotógrafos faziam seu trabalho. Fotos foram tiradas do rosto alegre de ambos rapazes, porém, assim que pisaram o pé na rua pela primeira vez como casados, notaram que a imprensa havia chegado finalmente.
– Sanji Harris, nos conte tudo sobre isso! Vocês se casaram mesmo? Por que não nos contou? Venham, vamos tirar fotos! Conte-nos como se conheceram! Já houve traição? Já houveram brigas? Já houve beijo pós-noivado?
Se irritando com as perguntas diretas, o loiro decide tomar uma decisão. Antes de finalmente entrarem na limousine e irem em direção à festa que seria dada após a cerimônia, ele pega Luffy no colo, como um verdadeiro príncipe, e enfrenta os papparazzis.
– VÃO À MERDA TODOS VOCÊS E CUIDEM DAS SUAS VIDAS! O Luffy agora é meu marido e eu não quero mais saber de gente me importunando, não nos sigam!
– Kishishishi!
Fale com o autor