Love Cook, Love Food
28 All Blue

Sanji P.O.V
Finalmente! Hoje é um dia extremamente importante por simplesmente três motivos. O primeiro motivo é que eu e o Luffy estamos comemorando um ano de namoro, o segundo motivo é o fato dele ter se lembrado sem ajuda externa e o terceiro e último, porém não menos importante, hoje é a inauguração do All Blue.
O restaurante fica, de fato, no mar. Shanks construiu uma plataforma de um material resistente, colocando um verdadeiro barco pirata em cima, do mesmo jeito que Luffy e Usopp queriam tanto. Haviam velas e por dentro, a temática era realmente a de navios piratas. Sem mencionar o fato da bandeira, que é nada mais nada menos, uma caveira com chapéu de palha.
Neste exato momento várias pessoas da mídia estão na plataforma e o navio está coberto com uma fita amarela. Eu, Luffy, Nami, Marimo, Mihawk e Usopp estamos aguardando a repórter dar o sinal para cortarmos a fita e inaugurarmos definitivamente o restaurante.
– Estamos aqui ao vivo para a inauguração do primeiro restaurante aquático, All Blue, feito pelo filho do mundialmente famoso chefe Zeff, Sanji Harris! – Exclama a repórter, apresentando a todos nós e me dando o microfone. – O mundo quer saber, como o senhor teve essa ideia? Qual a sua fonte de inspiração?
– Bom, na verdade a ideia não é minha, e sim do meu noivo. Inclusive hoje estamos comemorando um ano de namoro. – Respondi a ela, com um sorriso no rosto. Chamei Luffy para ficar ao meu lado e ele acenou para as câmeras.
– Mas eu só tive essa ideia porque o Sanji me levou pro mar, e foi o melhor passeio que eu já tive!
Esqueci de mencionar, mas tanto meu pai como Shanks e Buggy estão aqui conosco. O Shanks disse que ficaria para a inauguração, tanto graças ao seu trabalho como por Luffy, já que os dois adquiriram uma amizade na mesma hora. Aliás, pareciam até pai e filho juntos.
Meu pai pela primeira vez na vida conseguiu me ver junto com o Luffy e não reclamar sequer uma vez. Na verdade, por incrível que pareça, ele até conseguia sorrir e conversar com o Luffy normalmente. Provavelmente devido a felicidade em me ver ter o meu próprio restaurante e herdar o nome da família.
(...)
Assim que cortamos a faixa amarela, o restaurante finalmente foi inaugurado. Fiz questão de cortar junto com o Luffy para simbolizar que ele é fruto do nosso trabalho e relacionamento juntos.
Após inaugurado, o trabalho já começou devido o restaurante estar lotado. Eu havia contratado alguns cozinheiros, garçons e recepcionistas de antemão para já iniciarmos com tudo. O Luffy anotava os pedidos dos clientes, e eu ficava na cozinha, como de costume.
Luffy P.O.V
Por mais que eu quisesse comer ao invés de servir comida às pessoas, eu sabia que se eu fizesse isso o Sanji ficaria chateado comigo então tentei ao máximo evitar. Tirando isso, ver que tudo isso se tornou realidade é muito bom!
Ano passado o Sanji ficava falando que não iria namorar comigo, que seria muito difícil pra ele viver em outro país, etc. Nem dá pra acreditar que a mesma pessoa daquele tempo iria aceitar fugir comigo para nós dois vivermos um sonho que se formou juntos! Tudo isso é bom demais, principalmente pelo dia de hoje, em que nós fazemos nosso primeiro aniversário anual.
Neste momento eu estou carregando uma bandeja cheia de comidas e bebidas pro Zoro, Mihawk, Nami e Usopp que estavam lá. Deixei os pratos à mesa, com um pouco de inveja por não poder comer junto com eles.
– Nossa, isso está com uma cara ótima! – Exclama Usopp. – Já até sinto o gosto só de ver.
– Não é só a aparência. – Nami fala depois de provar o prato. – O gosto também é incrível, o Sanji é um ótimo chefe!
– Verdade. – Concorda Zoro. – Mesmo não gostando, eu tenho que admitir que aquele Ero-Cook cozinha bem.
– E a comida dos mares faz muito bem pra saúde, principalmente quando se retira direto da fonte. – Comenta Mihawk.
– Que bom que vocês estão gostando. Eu queria poder ficar aqui, mas eu preciso trabalhar...
– Luffy, senta aqui um pouco. Só uns minutinhos não vai fazer tanto mal, né? – Diz Nami.
– Eu adoraria, mas esse lugar tá lotado e eu não quero desapontar o Sanji logo no primeiro dia.
– Deve ser difícil pra você, hein. – Retribui Usopp. – Ver toda essa comida servida e não poder provar nem um batata sequer.
– Mas o Sanji disse que ia me recompensar e me dar comida até a minha barriga explodir! E assim também eu consigo ver ele sempre que volto a cozinha, então até que é divertido trabalhar, kishishi.
– Que bom que você gosta, é legal te ver assim, Luffy. – Fala Zoro.
– Bom, mas eu preciso ir agora. Se precisarem de alguma coisa me chamem!
Depois de servi-los, fui até as outras mesas. Falando nisso, o pai do Sanji estava lá na cozinha junto com ele, provavelmente cozinhando também. Eu fico feliz de nós três finalmente conseguirmos conviver juntos em família, acho que ele está começando a me aceitar como genro.
A única coisa que me preocupa mesmo é o meu irmão e o vovô. Quer dizer, a gente sempre se falava por telefone e eles também disseram que viriam pra inauguração, mas não vieram. Aliás, já faz tempo que eles não me ligam e, quando eu ligo pro Sabo, ele não atende.
Quando eu ligo pro vovô ele evita falar no onii-chan, dando desculpas ou simplesmente desviando o assunto. Será que eles brigaram? Ou aconteceu alguma coisa com o Sabo? Não sei, acho que eles estão se distanciando de mim, só espero que estejam bem.
– Luffy! Foi mal pela demora, fiquei preso no trânsito. – Foi só eu falar que o vovô finalmente chegou, então eu interrompi o meu trabalho rapidamente para falar com ele.
– Vovô! Tudo bem, mas... e o onii-chan? – Ele estava sozinho, o que era estranho. O vovô não costumava andar sem ninguém por perto.
– Como você está? O loirinho tá por aí também?
– Não muda de assunto, eu quero saber o que houve com o meu irmão.
– Eu soube que hoje vocês estão completando um ano de namoro, parab–
– VOVÔ! ME FALA DO ONII-CHAN!
– NÃO GRITA COMIGO, LUFFY!
– NÃO GRITA NO RESTAURANTE!
– ENTÃO PARA DE GRITAR!
– Eu vou parar quando você me contar a verdade! Aconteceu alguma coisa com o onii-chan? Já faz alguns meses que eu não converso com ele...
– Luffy, precisamos conversar sobre isso. – Ele suspira e me mostra uma face séria, o que me faz ficar preocupado. Eu já perdi um irmão uma vez, não quero receber uma notícia ruim em um dia tão feliz. Mesmo assim, eu e o vovô fomos para trás do restaurante, onde não havia ninguém para conversarmos à sós.
– O que houve?
– Eu vou ser direto. O idiota do seu pai sequestrou o Sabo e a mulher dele.
– QUÊ?! C-COMO ASSIM?!
– Argh, só em falar disso eu já fico com raiva, mas você merece saber a verdade. Seu pai é um psicótico problemático!
– O-O que ele fez, exatamente..?
– Há uns meses atrás, ele denunciou o chefe de polícia por queima de arquivos e fez ele ser preso. O seu irmão e a Koala ajudaram, mas o assunto não ficou por aí.
– Fala da parte do sequestro! O que o papai fez agora?
– Os "amigos" do chefe da polícia não gostaram nenhum pouco de vê-lo preso, principalmente por serem suspeitos também. Eles começaram a ameaçar o Dragon, foi aí que ele sequestrou o Sabo e a Koala e se mandou.
– Então a culpa não é dele, eles só estavam se protegendo dos caras malvados, né?
– Calma, a história vai piorar agora. Os tais "amigos" foram presos graças ao próprio Dragon, que arrumou várias provas contra eles. Depois disso ele me mandou uma carta e eu nunca mais o vi.
– Carta?
– É, eu vou lhe mostrar. Eu trouxe ela.
"Fala aí, Garp! Beleza?
Então, eu sei que você não gosta muito de mim, mas o seu rancor só vai piorar. Me desculpe, mas eu estou levando o Sabo e a Koala comigo! Nós três vamos montar o nosso próprio exército, já que não confiamos mais no governo do nosso país. Ou melhor, no governo do mundo inteiro!
O Sabo queria muito descobrir mais sobre esse código no pescoço do Luffy, então nós procuramos saber mais, mesmo você não curtindo muito a ideia. Acontece que nós achamos umas informações bem loucas, então por favor entenda, a nossa curiosidade superou os limites e nós decidimos fugir!!
Tudo o que eu te digo, é: assim que nós voltarmos DEFINITIVAMENTE traremos uma surpresa incrível pra todos você e pro Luffy! Esse código é mais interessante do que parece. Não se preocupe conosco, nós definitivamente vamos ficar bem e eu vou conseguir o perdão do Luffy assim que eu retornar do meu novo trabalho.
Beijão,
Dragon.
PS: Eu escrevi essa carta sóbrio, quer você acredite ou não."
– O papai é meio estranho, né?
– Ele definitivamente não escreveu essa carta sóbrio.
– Desde que o meu irmão esteja bem, então tá tudo certo pra mim. O que eles estão fazendo parece até divertido...
– E não para por aí, não. Parece que eles estão recrutando pessoas do mundo inteiro, principalmente da ásia, pra alguma maluquice.
(…)
Depois de conversar mais um pouco com o vovô, ele ficou no restaurante e eu o apresentei para o resto do pessoal, inclusive pro pai do Sanji, que saiu da cozinha para almoçar. Acho que eles acabaram virando amigos já que ficaram conversando por bastante tempo, o que é bom pra mim, já que o que eu mais quero é ver o Zeff mais próximo do filho.
Quando o All Blue fechou, eu e o Sanji fomos para o nosso novo quarto, que ficava no próprio restaurante. Confesso que vou sentir falta de morar com o pessoal na pousada, mas eles prometeram que viriam sempre nos visitar.
Ao mesmo tempo que eu vou sentir saudade deles, eu fico feliz de finalmente poder morar sozinho com o Sanji. Nossa casa podia ser pequena, mas como ela ficava no meio do mar, a vista era linda! Morar em um navio é simplesmente a melhor coisa já que dormimos com as ondas e acordamos com o canto das gaivotas.
Sanji P.O.V
Nossa, realmente cansa cuidar de um restaurante sozinho, nem sei como o papai consegue! Apesar dele estar bem mais acostumado que eu. Mas isso não importa, já que agora eu estou com o Luffy em nossa nova "casa submarina".
É sério que nós não vamos mais morar com o Marimo? ISSO!! Confesso que esse foi o motivo inicial de eu ter decidido construir uma casa nesse navio, além do próprio restaurante, mas até se essa alga-verde não existisse, eu sempre quis morar com o Luffy em uma casa só nossa mesmo.
Nesse momento nós estávamos no nosso novo quarto, olhando a janela juntos. Eu estava abraçando o Luffy por trás e admirando a vista das ondas batendo, enquanto dava alguns beijos no pescoço dele.
– Luffy, é tão bom poder finalmente ficar sozinho com você...
– Esse foi o nosso primeiro ano de muitos outros! A nossa vida juntos só está começando, Sanji.
– Com certeza. Eu amo você, meu anjo.
– Eu amo você também, kishishishi.
(...)
Shanks P.O.V
Eu vim apenas para inauguração, mas acabei ficando até tarde da noite com o Buggy aqui no restaurante, graças a qualidade da comida e o ambiente em si. Tenho que admitir, o restaurante ficou muito bem feito, mas nada disso estaria completo se não fosse pelo Sanji. Ele cozinha maravilhosamente bem!
O importante é que agora já está quase de noite e eu preciso voltar para casa antes que escureça, já que moramos em outra cidade, apesar de não ser muito longe daqui. Entrei no meu carro junto com Buggy e puis-me a dirigir enquanto ele olhava a vista.
Andando por um tempo, deveríamos estar no meio do trajeto. Já estava totalmente escuro e notamos que o local onde estávamos era vazio e bem pobre. Não tinham pessoas nas ruas e as poucas casas que haviam eram horríveis, francamente falando.
É claro, isso não seria um problema, já que estávamos de carro. Contudo, como o destino gosta de brincar com a nossa cara nos piores momentos, o carro parou. A gasolina havia acabado.
– Ei, Shanks.
– Oi.
– Nosso carro está parado.
– Eu sei, a gasolina acabou.
– Entendo. E por que a gasolina acabou?
– Porque eu esqueci de encher...
~Pausa dramática~
– COMO VOCÊ ESQUECE DE ENCHER A GASOLINA, SEU RUIVO IDIOTA?! GRAÇAS A VOCÊ ESTAMOS PRESOS AQUI!
– Desculpa, Buggy...
– Não quero desculpas, quero soluções! O que a gente faz agora? Não devem ter postos de gasolina nesse lugar.
– O jeito é sairmos do carro e irmos procurar algum hotel.
Acabamos resolvendo andar até acharmos algum lugar para ficar e o Buggy se pôs a reclamar o caminho inteiro, me culpando quando na verdade é culpa dele. Ele sabe que eu sou distraído e ainda me obriga a lembrar de tudo...
Mesmo assim, acabamos achando um lugar para ficar. Estávamos em frente a uma casa de dois andares feita de madeira, quase caindo aos pedaços, porém com um letreiro brilhoso. Ficamos encarando aquele lugar por algum tempo.
– Ei, Shanks.
– Oi.
– Isso é um motel.
– Eu percebi...
– Eu não vou entrar aí com você, vão achar que somos gays!
– É, claro... achar...
– O que a gente faz agora?
– Buggy, nós estamos no meio do nada e já é de madrugada. O jeito é ficar aí.
– M-Mas...
– Qual é o problema? Nós moramos juntos, então já estamos acostumados.
– Morar em uma casa é diferente de dormir num motel com alguém, ruivo idiota.
– Não é só porque é um motel que precisamos fazer alguma coisa, Buggy.
– Mesmo assim, não é melhor procurarmos outro lugar? Um hotel com H, por exemplo.
– Bom, então você procura, porque eu vou ficar aqui. Já tá tarde eu tô cansado. – Comecei a andar em direção ao tal motel, deixando ele pra trás, mas logo senti uma mão puxando minha roupa.
– E-Espera, não me deixa aqui sozinho!
– Então você resolveu vir?
– Só promete que não vai fazer nada estranho...
– Relaxa, eu não vou.
Fale com o autor