Love: Consequences And Effects

3 Love: Notas importantes (part2)


Capitulo 3

Notas importantes: .... ele não vai sair do seu lado, em um dia ele parece estar tão distante e depois que ele está ali para ficar. Alguém, alguma coisa, alguma situação fará com que vocês fiquem juntos...

~~Sexta-feira; 8:00; Hospital

Georg não conseguiu dormir direito de novo, agora era a preocupação de que algo de ruim tivesse acontecido com a garota, ele até chegava a pensar que ela não poderia mais andar ou qualquer coisa do tipo.

Ele tomou o seu café da manha cedo e logo ligou para Tom, Bill, Gustav e David avisando o horário que ele iria para o hospital. Eles ainda sonolentos responderam que iriam acompanhar ele.

Foi o primeiro a chegar ao hospital, logo sendo recepcionado por Mariana, que hoje estava vestida de enfermeira, esperando por ele na sala de espera do hospital lendo uma revista qualquer de seis meses atrás ou mesmo do ano passado.

Assim que Georg entrou disfarçado com óculos e um boné ela se levantou colocou a revista de lado e logo foi falar com ele:

- Bom dia – ela disse

- Bom dia – ele disse -.... você não é uma secretaria?

- na verdade não, naquele dia eu só estava substituindo uma colega minha que não pode vir – ela se explicou – bem a situação com a garota não está muito boa...

- o que aconteceu? – Georg perguntou

- a forma que ela caiu e a perda de sangue fizeram com que ela perdesse a memoria – ela disse – ela não se lembra de muita coisa, na verdade de quase nada, quando acordou mal lembrava o seu nome, não conseguimos nenhuma informação dela e ninguém veio procurar ela

Georg ficou confuso, como uma pessoa pode sumir por mais de um dia e ninguém procurar por ela, ainda mais do jeito desesperado que ela saiu correndo pelas ruas. Era algo que criava uma grande duvida nele.

- ninguém veio atrás dela? – Georg perguntava não acreditando no que a enfermeira havia acabado de lhe contar

- ninguém – a enfermeira disse

Logo chegaram Bill acompanhado de Tom e alguns segundos depois David e Gustav. Todos disfarçados para não serem reconhecidos. Bill chegou ao lado de Georg e perguntou:

- então, tudo bem com ela Georg? – Bill perguntou sorridente

Georg logo fez uma cara de que teria dificuldades para responder para eles a pergunta de Bill.

- na verdade está mais complicado do que antes – Georg disse

- podemos ver ela? – David perguntou

A enfermeira assentiu e guiou eles através dos corredores até o quarto da garota. Quando chegaram lá livram a menina dormindo, parecia que ela estava morta e seria colocada em um caixão.

O quarto era bem simples, com a cama ao lado da janela e ao lado da cama um criado mudo. Em cima do criado mudo tinha um bloco de desenhos, uma caixa de giz de cera, uma borracha, um lápis e um vaso com rosas vermelhas. As paredes do quarto eram claras, na cor branca, assim como a maior parte das paredes do hospital.

A enfermeira deixou todos entrarem no quarto, ela saiu por alguns minutos enquanto isso todos presentes ali discutiam sobre a garota.

- ela parece morta – David disse

- se ela estivesse na UTI eu diria que ela estava em coma – Gustav disse

- achei que era impossível, mas você achou alguém mais magro e mais pálido que o Bill, te devo uma lata de refrigerante Georg – Tom disse impressionado com a magreza e a palidez da garota

- o que tem nesse caderninho – Bill disse curioso

- Se eu fosse você eu não mexeria nele – um medico disse entrando na sala carregando consigo uma caneca de cappuccino – oi, eu sou o medico James Cortez... é bom que alguém veio visita-la, vocês devem ser amigos dela, eu suponho

- na verdade meu amigo Georg foi quem atropelou ela, viemos ver se ela está bem – Bill disse

- ah a minha paciente favorita? Sim ela está muito bem, ela só teve uma perda de memoria por causa da queda e da perda de sangue – o medico disse se sentando na cama ao lado dela

- perda de memoria? – David disse

- sim, perdeu quase que completamente a memoria, acordou sem saber o próprio nome e estamos esperando alguém conhecido dela para busca-la e encaminha-la a um psicólogo – o médico respondeu

Logo aproximou a caneca que ele carregava consigo da garota, fazendo ela sentir o cheiro do café.

- mas ela teve mais algum problema? Além da perda de memoria? – David perguntou

- nada que fosse muito serio – o medico disse

A menina aos poucos foi aos poucos abrindo os olhos. Se levantou devagarinho, sentou-se na cama esfregando os olhos. Ainda cansada ela nem olhou para o todos na sala, nem para a caneca que o medico lhe oferecia, ela pegou seu bloco para desenhos e seu lápis.

- bom dia Samantha... não quer seu cappuccino – o medico perguntou

A menina negou com a cabeça. Esfregou os olhinhos de novo, se sentando com as pernas cruzadas na cama. O medico logo disse percebendo que a menina não tinha notado a presença de mais ninguém na sala:

- você tem visitas hoje

Ela olhou com os olhinhos curiosos e cansados de quem queria dormir mais. Todos se apressaram em sorrir para ela. Bill foi o primeiro a dizer:

- oi Samantha... bom dia! Como está você? – Bill disse sorrindo e se aproximando rapidamente da cama

A garota pegou o bloquinho, abraçou ele e encostou na parede, na frente da janela. Ela se encolheu todinha abraçando o bloquinho. Bill já ia se derreter todo com aquela menininha tímida. Georg queria apertar a bochecha dela de tão fofa. Os demais da banda e David estavam para “vomitar arco-íris” de tanta fofura.

- sem movimentos bruscos, ela se assusta fácil – o medico disse

- oi Samantha – Georg disse se aproximando lentamente – Meu nome é Georg – ele se ajoelhou na frente da cama da menina deixando um joelho encostado no chão e o outro no metal frio da cama

A menina toda encolhidinha encostada na parede olhou para o garoto ajoelhado ao lado da cama dizendo “oi”. Ela olhou para ele e aos pouquinhos ela foi se soltando, até ela estava ajoelhada em cima da cama na frente de Georg.

- tudo bem? – ele perguntou estendendo a mão para que ela o cumprimentasse

A garota tinha entendido mal do gesto de Georg e tentou puxa-lo para cima da cama. Era uma cena engraçada pelo tamanho de Georg, mas ela quase conseguiu, ela conseguiu levantar Georg. Todos riam da cena até o próprio medico.

- minha favorita, mas pena que ela vai embora amanha – o medico disse

- alguém vem buscar ela? – David perguntou

- na verdade não – o medico disse meio triste – esse hospital com a ajuda do governo só mantém pacientes como ela, sem identificação, por três dias, depois ela vai para as ruas

- sem se lembrar de nada? Como assim? – Tom perguntou

- não temos recursos para manter todos os pacientes aqui por conta própria por muito tempo, então é isso o que acontece, mas em quase todos os casos aparece alguém para buscar o paciente, ela vai ser o primeiro caso – o medico disse

- mas a gente não pode fazer nada? – David disse

- vocês não são da família dela, eu não posso deixar vocês levarem ela, a menos que ela queira – o medico disse

- Samantha você quer passar alguns dias na casa do Georg até se lembrar de tudo... fala sim – Tom disse assentindo com a cabeça

- sim – a menina disse baixinho e copiando os movimentos de Tom sem entender nada

- acho que ela não entendeu nada – Georg disse

- foda-se agora você tem uma nova amiguinha que vai passar alguns dias na sua casa – Tom disse rindo

- Tom... – Georg ia dizer algo mas foi interrompido por David

- é bem justo, foi o Georg quem atropelou ela então está tudo bem, a gente volta amanha para buscar ela – David disse rindo – Georg hoje eu vou te dar uma folga para você ir arrumar o quarto de hospedes para ela

- hahaha é ele – o medico disse percebendo quem era Georg – bem cara, sorte sua que é calminha

A menina olhava sem entender nada da roda de risos que havia se formado ali. David se aproximou da menina e logo disse para ela:

- amanha a gente volta, tudo bem? Ai você vai passar uns dias na casa do Georg – David disse

Mas a menina não estava entendendo nada, dava para ver pelas suas expressões e olhares. Isso fazia os demais rirem.

- tchau Samantha – todos se despediram dela saindo da sala