Love Club

1 Only One


Notas iniciais
Uma história curta que fiz nos 15 - longos - minutos de intervalo da aula de Espanhol. Espero que gostem! Reviews, reviews~

Seus olhos correram pelo local pouco iluminado em busca de alguém. Você estava tão acostumado a encontrá-lo que praticamente poderia vê-lo destacado no meio de toda aquela gente. A multidão que os ajudava a manter tudo em segredo, sem sequer se dar conta disso.

Ali, naquela boate bem freqüentada de Seul, vocês eram apenas mais dois que se juntavam ao aglomerado de pessoas dançantes na pista. Somente mais duas pessoas, dois estranhos. Ninguém para julgá-los, ninguém para fazer de tudo um show para a imprensa.

Estavam ali um para o outro, e isso bastava.

Seu braço foi tocado de repente e você até poderia dizer que se assustara, mas não havia mais ninguém que conhecesse com um toque tão deliciosamente carinhoso. Ele não precisaria anunciar sua chegada verbalmente; o calor de sua pele, sua respiração. Tudo tão característico daquele que conhecia tão bem. De uma maneira um tanto descarada você inclinou sua cabeça, oferecendo-lhe o pescoço sem pudor. Aqueles lábios tocaram sua pele exatamente como gostava; tão leves como na primeira vez, mas com toda a experiência que o tempo impunha.

“Pensou que eu não viria?”

“Você sempre vem T.”

Você pôde sentir um sorriso contra seu pescoço, quase ao mesmo tempo em que o braço alheio o envolveu pela cintura de uma forma possessiva e tão apreciada. Sentia-se dele, e gostava quando ele deixava isso claro com gestos semelhantes àquele. Talvez, por alguns segundos, você tenha ficado sem ar, e sua fala precisou ajudá-lo a disfarçar. E seus lábios estavam próximos o bastante para que pudesse sussurrar cada palavra.

“Eu quis você me tocando durante aquela filmagem...”

“Eu sei.” Ele sussurrou de volta, cheio de si. Era óbvio que ele sabia.

A gravação de seu novo MV ocupara todo o dia, e seria normal se estivesse cansado; mas a ansiosidade chegou antes.

Quase no fim das filmagens, ele apareceu. Usou aquela velha e habitual desculpa de que iria apenas parabenizá-lo pelo bom trabalho com a atuação; você soube o que ele realmente queria quando o olhou nos olhos.

Cafajeste. Você pensou.

Sua voz grave repentinamente soou contra seus ouvidos, e você sentiu vergonha por estremecer tanto.

“Você brincando de assassino me deixa tão excitado, JiYong...”

“Tenho a noite toda pra te excitar mais, Choi.” Você sabia o quanto ele gostava de ouvir o nome verdadeiro escapando por seus lábios. O sorriso que ele exibiu ao se afastar praticamente gritava isso. Assim como seu olhar, que mostrava perfeitamente que ele mal podia esperar pelo cair da noite.

Ele mal podia esperar para ter você de novo nos braços.

Então, vocês estavam ali. Rodeados de pessoas e ao mesmo tempo presos em seu próprio mundo, onde somente vocês faziam as regras.

Deliciosas regras.

“Temos um quarto com vista para a Seul Tower.” Você disse, referindo-se ao quarto de um conhecido hotel da capital.

Seu corpo foi virado com delicadeza e pela primeira vez naquela noite você o viu sorrindo.

“O que eu posso querer com ela? Não vou tirar os olhos de você.”

Um selar breve, e você sentiu as bochechas corarem. Era incrível como ele ainda conseguia aquele feito com você depois de tanto tempo.

“Vem comigo.” Foi tudo o que você falou ao seguir sozinho para fora da boate.

Há tempos aquilo se repetia. Vocês se encontravam longe de todos que conheciam, tinham uma noite incrível e você acordava vestindo a camisa dele – porque gostava, não por preguiça de buscar a própria na entrada do quarto. Aquele olhar lhe dava o melhor “Bom dia” de sua vida, e você tinha ainda mais certeza de que seu coração só pertencia a uma pessoa.

Cada noite em um novo quarto. Sempre o mesmo desejo, a mesma vontade; o mesmo amor, tão grande como no início.

Nunca se cansavam daquilo. Estavam ali um para o outro, e isso bastava.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!