Love Between Life And Death
7 Capítulo 7-
Notas iniciais
Os meninos já estavam suando de tanto correr de um lado para o outro. O treinador Keloin não dava nem um descanço e faltava apenas alguns segundos para terminar o jogo. O time azul, de Henri estava na frente, com 2 pontos e o time vermelho de Tyler tentava se recuparar mas sem sucesso.
- Passa a bola!- Tyler gritou para Breno, que automaticamente passou a bola para ele.
Tyler desviou a bola de vários jogadores, ele era muito bom, mas não melhor que Henri. Antes que pudesse pensar em se preparar para fazer o gol, Henri roubou a bola de Tyler, o fazendo ficar extremamente irritado.
- Mas que droga!- Tyler disse para si mesmo e assim o jogo acabou com o som do apito do treinador.
- Para os chuveiros rapazes- ele fez um gesto com as mãos e os meninos já andavam para os banheiros- Henri, foi um ótimo jogo- ele pegou no ombro do rapaz que apenas sorriu.
Os garotos já estavam nos boxes tomando banho e conversando. Henri teve que sair mais cedo que o previsto, o que acabou deixando Robert sozinho.
Quando o garoto foi sair acabou ouvindo a conversa de Tyler e Breno.
- E aquela garota nova? O que acha dela?- Breno perguntou.
- Bom... ela é bonita, parece ser legal e vamos ver se é safadinha...- eles deram uma risada, Henri fechou o punho.
- To afim de pegar a Calissa de novo- Breno disse meio envergonhado.
- Você só pegaria ela!- Tyler o olhou irônico- Você se apaixonou pela patetinha, agora fazer o que né...- ele riu.
- Ei, ela é linda, tem um corpo bonito e é parceria sim!
- Sou muito mais a Aléxia!
- Você nunca gostou da Aléxia, sempre a Anne, Anne, Anne- o garoto fez uma pausa, Tyler o encarou- Agora que a Anne morreu, é só a Aléxia.
- Anne mereceu ter morrido, ela era uma puta, falsa e nojenta, Aléxia aprendeu tudo com a Anne. Mas a Anne sempre foi a exemplar, então porque não ficar com a Aléxia?
- Achei que ela tava com o Henri...
- Quem disse isso?
- Bom... eu ouvi por ai, não sei não...
- Ah, se ele acha que vai fazer a mesma coisa que a primeira vez ta bem enganado- o menino disse mais que bravo agora.
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- Vai vir hoje a tarde?
- Acho que sim Gabi, que horas é o teste?
- É as 14h! Não se atrase!
- Ta bom, até depois! — elas se abraçaram e seguiram para as suas casas.
Bi estava voltando para casa, mas acabou mudando o caminho, ela sabia para onde estava indo. Começou a ter calafrios e a gelar, não queria voltar ali, mas era preciso. Chegou até a grande casa que já estava com uma aparência antiga e desbotada. Entrou pela porta e uma mulher veio a recepcioná-la, ela tinha uma aparência jovem e crianças corriam e brincavam por ali.
- Oi, eu...- ela gaguejou- você é a dona da casa?
- Oi, não, não sou eu, a srta Gulart está lá em cima, no escritório, você é conhecida dela ou quer falar com ela?
- Um pouco dos dois.
- Venha!
A garota acompanhou a mulher até o segundo andar, onde antes de abrir a porta ela deu leves batidinhas para certamente avisar a mulher que alguém chegara. E esta logo em seguida falou:
- Pode entrar!
Bi entrou pela porta e a srta Gulart veio até o seu encontro.
- Boa tarde, no que posso ajudar você moça?
- Tia...- ela parou por alguns segundos- Maria...?- lágrimas caíram dos olhos de Bi.
- Luna? É você querida?
- Sim, sou eu!
- Ah!- elas se abraçaram- a quanto tempo que não vejo você- a mulher passou as mãos nos cabelos longos de Bi- você está tão grande, mas é impossível não a reconhecer pelos olhos, são os mais lindos que já vi...
- Obrigada- Bi sorriu.
- Achei que nunca mais votaria...
- Eu também achei... mas veja só, estou aqui agora...
A mulher concordou com a cabeça.
- O que queres aqui?
- Bom... você sabe onde meu irmão está enterrado? Eu quero muito ver ele...- a menina abaixou a cabeça.
- Sei sim querida, as vezes eu vou lá levar algumas flores à ele...- elas se calaram e as lágrimas de Bi agora já eram existentes- ele sempre foi um bom menino...
- Sinto falta dele! — Bi disse enxugando as lágrimas.
- Por mais que doa querida, nós precisamos deixar ir, para o nosso próprio bem!
- Sim, eu sei disso, mas... ele é meu irmão... — ela fez uma pausa- mas então, você pode me levar até lá?
- Claro, não fica muito longe daqui...
Elas desceram as escadas, saíram da casa e Bi entrou no carro de Maria, que a conduziu até o cemitério. Quando chegaram a garota disse-lhe que queria ficar sozinha, a agradeceu e entrou no portão daquele lugar tenebroso.
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