Love Between Life And Death
3 Capítulo 3-
Segunda-feira:
— Não acredito que você me fez levantar em plena segunda-feira pra vir a escola.
— Mas como assim Luís? Segunda sempre tem escola.
— Odeio escola- a garota gargalhou
— Mesmo assim, hoje é só a metade do horário, não vai ser tão ruim.
— Vai se a Calissa tiver lá.
— Ai, nem me fale- a menina colocou a cabeça para trás rolando os olhos.
— E ai Gabi- o moreno alto chegou e a abraçou.
— Oi Rob, como você ta?
— Bem, bem...- ele desviou o olhar de Gabi e prosseguiu- e ai cara.
— E ai- o cumprimento das mãos dos dois garotos deu um eco e foi o que fez Gabriela perceber que Aléxia e Calissa olhavam para ali não só com uma roupa menor do que a de costume, mas com um olhar ameaçador.
Robert virou para trás para ver de onde o olhar de Gabriela vinha.
— Deixa elas...
— Elas são insuportáveis- Luís disse sério.
— Eu odeio mais a Aléxia do que a Calissa, pelo menos a Calissa é inofensiva.
— Inofensiva? – Robert disse surpreso- não é o que aparenta.
— Ela gosta de você, tenho quase certeza disso.
— Não viaja Gabi, vamo entra, vamo!
— Ah não, ah!- e assim a menina foi sendo empurrada e reclamando até entrar na sala com Robert e Luís.
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Chegaram em Gramado e foram almoçar, em seguida Ruan e Lorely mostraram a casa para Bibiana. Entraram em uma rua calma, Bi podia jurar que estava indo para casa, o lugar, era muito parecido onde morava. E depois de horas em um avião e mais algum tempo até chegar em Gramado, tudo que a jovem garota queria era sair do carro e andar um pouco. Quando desceu do carro e encarou a grande casa de madeira que a esperava naquele lugar traumático, ela deixou uma grande porção de ar entrar por suas narinas, depois de respirar fundo o ar gelado do local. De fato era uma casa bonita, grande, com muitos móveis e objetos.
— Filha, seu quarto é a última porta a esquerda, se já quiser ir lá, pode subir.
Bi assentiu e começou a subir as escadas. Chegou até a porta e a abriu com calma. Era tudo muito bonito. Tinha cama, roupeiro, televisão, criado mudo, escrivaninha, sofá e até um banheiro. A cor era preto e branco, mas mesmo assim, a claridade das janelas davam um ar sofisticado ao local.
Ela deixou a bolsa em cima da cama com as malas e tirou o casaco.
— Mãe, eu vou sair, beijo.
— Ta bom filha, se cui...- ela não a deixou terminar de falar, saiu batendo a porta e começou a andar pela calçada.
Conforme ia passando, Bi olhava as ruas, as árvores eram bonitas, a neve do lugar as deixava completamente adaptadas, pinheiros, flores, o clima também era ótimo, ainda com um sol fraco era um dia bonito e isso foi o que a fez se irritar, pelo simples fato de aquele lugar se parecer tanto com a sua antiga casa em Londres.
Estava passando pelo centro, distraída. Olhou no relógio e já eram 13:30, quando voltou o olhar para onde estava acabou esbarrando em uma menina que tropeçou e caiu no chão.
— Ah, me desculpa- Bibiana se agachou para olhar a menina- eu estava distraída e não te vi, eu...
— Calma, eu também tava distraída, ta tudo bem- a menina falou e assim as duas se levantaram do chão.
— Você ta bem mesmo?
— Sim- ela disse rindo.
— Que bom... como é o seu nome?
— Gabriela e você é...?
— Bibiana, mas pode me chamar de Bi.
— É, pode me chamar de Gabi- as duas sorriram- mas então Bi, você é daqui?
— Não..quer dizer, mais ou menos- ela deu uma pausa e continuou- eu morava aqui, me mudei pra Londres e agora voltei de novo.
— Ah! E qual dos dois lugares você prefere?
— Mil vezes Londres. Sei lá, não gosto muito daqui, não me leve a mal ta, só não gosto.
— Não, tudo bem. Mas você vai ficar aqui por bastante tempo?
— Acho que sim, infelizmente!
— Então você vai gostar sim, e boa sorte... vai estudar aonde? Quer dizer, você estuda?- Gabi perguntou um pouco sem graça.
— Sim, eu estudo e pra falar a verdade não sei ainda...
— Porque não estuda na mesma escola que eu? Ia ser muito legal- ela disse radiante.
— Ta bom, vou ver se tem vaga ainda, e se der eu vou, mas...onde você estuda?
— No Santos Dumont! É uma escola muito boa e fica aqui perto do centro.
— Ta bom, preciso ir agora, passa seu número?
— Claro!
Elas se passaram os números e foram cada uma pra um lado. Bi foi pra casa e quando chegou perguntou para a mãe se poderia se matricular no Santos Dumont, claro, se tivesse vaga. A mãe concordou e Bi então subiu para o quarto.
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- O que vai fazer hoje a noite Henri?- Aléxia o encarava de uma maneira provocante com os olhos e a boca.
— Porque quer saber?
— Sei lá, eu pensei que agente podia dar uma saída por aí...o que você acha?
— Aléxia, me responda: porque você é a única aqui que não se afastou de mim?
— Porque não tenho medo de você. Aliás- ela se endireitou- Porque eu teria?
— Você sabe porque- ele a olhou fuzilado- não quero precisar repetir isso.
— Você não repetiu, mas pensou, o que me fez poupar saliva.
— Cala a boca agora Aléxia- ele a encostou a parede, estava irritado.
— Se não o que? Hã?- eles haviam gritado essas frases bastante alto e se encaravam fixamente agora- Quer que eu conte o seu segredinho?
— Não tenho nada a esconder.
— Eu sei que você matou a Anne, sei disso, só as vezes penso que se ela não tivesse te traído, não teria acontecido isso e...- ele a interrompeu.
— Chega! Para agora! Eu não a matei, eu a amava e você mais do que ninguém sabia disso- Henri se virou e saiu andando.
— Nossa saída ainda está de pé?- a loira alta gritou para o rapaz.
— É, fica na sua cabeça isso.
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- Toma a atitude cara!
— Ah Robert, você fala isso com a maior tranqüilidade do mundo. A Gabriela não é uma garota fácil e eu não quero acabar com tudo.
— Luís, se você não tentar, não vai saber se realmente podia dar alguma coisa entre vocês.
— Nossa, ta tipo, filosofando- Luís fez um gesto com as mãos e então abaixou a cabeça ao chão- eu só...acho que ela não quer nada mais de mim, além de amizade. E porque ela iria querer ficar comigo? Eu não sou um cara bonito, digamos assim, sou só o Luís.
Robert riu.
— Isso foi engraçado, não da pra negar...- ele continuava a rir- mas então fica assim ou fala com ela. Ela é bonitinha pra você.
— Bonitinha?- Luís ficou boquiaberto- vou te dar um bonitinha!
— Calma cara, queria que eu dissesse que ela é linda?
— Ta certo! – Robert gargalhou alto.
— Partiu rolé de skate?
— Demoro, vamo!
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