Love Bar
2 I Know The Way These Things Begin
Capítulo Dois: I know the way these things begin
It won\'t do
to stir a deep desire,
to fan a hidden fire
that can never burn true.
I know your name,
I know your skin,
I know the way
these things begin;
But I don\'t know
how I would live with myself,
what I\'d forgive of myself
if you don\'t go.
So goodbye,
sweet appetite,
no single bite
could satisfy...
I know your name,
I know your skin,
I know the way
these things begin;
But I don\'t know
how I would live with myself,
what I would give of myself
if you don\'t go.
- Hey, Shishido! Pode vir aqui, por favor? — Um dos clientes chamou.
- Hai, um momento!
Observou o modelo atendendo aquele que o chamara. Sabia que aquilo não era correto, mas a curiosidade falou mais alto e logo se viu prestando atenção na conversa dos dois.
- Então, Oshitari... O que vai ser hoje? — perguntou, animado.
- Não tenho certeza... Mas acho que algo forte.
- Para variar? — Shishido perguntou com divertimento, mas sem esconder o sarcasmo contido na pergunta.
- Ora, você tem que entender. A boemia e o ato de escrever andam sempre lado a lado. — uma resposta cínica. Realmente a altura, observou Ohtori, em pensamentos.
- Cretino. E ainda vai justificar dizendo que são ócios do ofício... Não adianta, sei que não vai tomar juízo. — comentou, obviamente brincando, enquanto terminava de fazer a batida, com uma habilidade esplêndida.
- Olha só quem fala. — deu uma gostosa gargalhada — A propósito, Ryou... Estamos muito felizes hoje, não? — questionou com um sorriso que poderia ser julgado como irritante, típico daquelas pessoas que acreditam saber mais que os outros.
Ohtori não ficou exatamente surpreso ao ouvir Oshitari chamar Shishido pelo primeiro nome. Eles deveriam ser bem amigos pelo tom de provocação presente no diálogo.
Estava para descobrir o motivo de uma suposta felicidade por parte de Shishido-san, mas não teve tempo, porque uma mão pousou em seus ombro e quando se virou para descobrir o dono da mesma, estava claro à quem deveria dar atenção no momento.
- Konbanwa, Ohtori-kun! — Um garoto de cabelos cacheados cumprimentou educadamente.
- Konbanwa, Jirou-sempai! — respondeu da mesma forma e encarou o relógio de pulso em seguida, em estranhamento — Chegou cedo hoje!
- Claro. Sem condições de perder a entrevista com o famoso dono desse estabelecimento!
Sorriu ternamente com a empolgação do outro rapaz jornalista e um ano mais velho. Ele falara a semana inteira sobre a entrevista com Atobe Keigo, que deveria ser uma pessoa muito interessante para merecer a atenção do amigo sonolento.
Ele mesmo, Ohtori, não podia deixar de criar uma certa expectativa.
Seu pensamento fora cortado por uma estranha movimentação vinda do bar: barulho de vidro quebrando, um gemido de dor, caos, falatório. Assim se deu a seqüência de fatos que prometia criar mais problemas.
Lá estavam: Shishido correndo para recolher os cacos, de modo que ninguém mais se machucasse; Oshitari mal recuperado do susto, ajudando um terceiro rapaz, ruivo, que se acidentara caindo justamente por cima dos cacos anteriormente derrubados.
A verdade era que Ohtori estava de costas no momento em que tudo aconteceu, mas perguntando ao Jirou-sempai (mais acordado do que nunca) descobriu que Oshitari se empolgara na conversa, dando passos para trás ao rir e esbarrando no jovem ruivo, bem mais baixo, que passava com o que deveria ter sido uma marguerita nas mãos.
O resultado podia ser visto por qualquer passante. O ruivo caíra e com um braço por cima dos cacos.
- Ah... Itaii..!... — reclamou, tentando se mexer.
Recuperado do transe, Oshitari baixou-se para ajudá-lo.
- Sinto muito, a culpa foi minha ... — sua voz sumiu diante de um par de olhos azuis intensos e expressivos — Como se chama?
- Mukahi Gakuto. — respondeu com dificuldade, mais focado em mudar de posição, de forma que não se equilibrasse mais no braço cortado.
- Honto gomenasai, Mukahi-san. — disse, ajudando o menor a se levantar — Meu nome é Oshitari Yuushi. Vamos a um hospital para cuidar disso. Eu estou de carro.
- Não precisa, Oshitari-san. — argumentou prontamente, esquecendo-se mesmo das formalidades ensinadas por sua mãe. Coisas como se apresentar corretamente e... De qualquer jeito isso não importava no momento. — Daijoubu. — \"Ou nem tanto...\" — pensou.
- Yuushi, temos medicamentos na parte de cima do estabelecimento. — Shishido ofereceu.
- Certo. — se deu a liberdade de pegar o garoto machucado no colo, por mais que não houvesse necessidade para tal. — Posso subir?
- Claro, afinal... você já conhece bem o caminho... — riu de si mesmo pelo comentário malicioso — A caixa está na cômoda branca. Segunda gaveta à direita... Não posso subir agora, mas depois acompanho vocês.
- Ok. — Deu de ombros à brincadeira do amigo. Em outras situações teria rido e se orgulhado de ter subido de forma escondida com diversos parceiros e parceiras, para terminar bem a noitada. Mas por algum motivo não achara muita graça dessa vez.
- Nossa, que chato... — o mais velho comentou.
- Eh, é verdade. — respondeu, sorvendo a deliciosa bebida de chocolate. Era a primeira vez que visitara o local, tão bem conceituado perante aos críticos, e logo presenciava algo assim.
Ohtori observava, com uma agonia desmedida, Shishido-san abaixado para recolher os cacos... E por um momento isso lhe pareceu tão...errado...
- Eu já venho, Jirou-sempai.
- Certo, mas não se esqueça que Atobe-san chegará em vinte minutos.
- Pode deixar, é tempo suficiente.
Num impulso, foi até o bar e se abaixou, ajudando o barman a fazer a limpeza.
- Choutarou... O que pensa que está fazendo? — o moreno perguntou, realmente assustado.
- Ajudando você. — disse enquanto recolhia alguns cacos menores.
- Vamos, levante-se! Me deixará em problemas se o Atobe chegar e encontrar um cliente de joelhos.
- Não posso. Você precisa de ajuda e eu preciso de alguma forma retribuir a batida de chocolate. — respondeu de forma tímida, quando suas mãos se sobrepuseram por acidente, mas com o sorriso terno que lhe era tão característico. Não importava o que o famoso Atobe pensasse... Ele estava realmente de joelhos, mas por outros motivos... De certa forma sabia que sensação era aquela.
Notas finais
A vida anda corrida, as always... altos simulados, inclusive fiz o ENEM no último domingo...até que fui bem.. mas todos sabemos que o ENEM não é nada perto da FUVEST... Mas o jeito é esperar (estudando).
Mas obrigada às pessoas que estão acompanhando tanto essa história, como A Viagem... ;)
A propósito, pra chegar a um consenso e não haver confusões no texto daqui pra frente, uma enquete: O Jirou é loiro ou ruivo? O que vocês acham?
Kissus!
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