Love And Rock N Roll

10 Cap. 10/01 – A VERDADE NUA E CRUA.


Notas iniciais
Oiê...

Segue mais um capitulo.

POR FAVOR!...ESCUTEM ESSA MÚSICA QUANDO ESTIVEREM LENDO!!

http://www.youtube.com/watch?v=5anLPw0Efmo

♥ Boa Leitura

CAP. 10/01 – A VERDADE NUA E CRUA.

BELLAPOV

O relógio despertava. Informando o começo de um novo dia. Eu continuava na mesma posição que havia ficado a noite inteira. Olhando para o teto. Como se ali surgissem respostas para todas minhas dúvidas.

Tantas e tantas perguntas rodeavam minha mente. Porque Emmett havia se envolvido com bebidas? Porque havia escondido de mim que ele e Edward estavam com problemas? Porque meu pai não me amava?

E essa última era a mais dolorosa e difícil de aceitar. Seria mesmo eu culpada pela morte de minha mãe?

Tantas perguntas e nenhuma resposta. E havia chegado o momento de ir atrás delas.

Com a decisão tomada, levantei-me da cama, seguindo para o banheiro. Minha aparência era péssima, após uma noite de insônia. Tomei um banho rápido e me troquei. Aproveitando que Emmett e Jasper já tinham saído para o trabalho, peguei as chaves da velha picape.

Hora de conversar com Charlie Swan.

Segui para a delegacia dirigindo devagar. Estranhamente calma para quem possivelmente teria mais uma desilusão. E mesmo ciente disso eu precisava saber. Eu precisava entender.

- Por favor, eu queria falar com Charlie Swan – pedi a recepcionista assim que cheguei á delegacia.

- Bella? Nossa você cresceu!! – cumprimentou a senhora de meia idade.

- Oi Sue. Como você está?

- Estou bem querida. E você? Não te vejo á tanto tempo. Você está linda!

- Obrigado! Você também está ótima! ...Hummm.. meu pa... Charlie está? – perguntei sem graça.

- Está sim querida. Siga nesse corredor. Terceira porta á esquerda – indicou o caminho – Quer que eu te anuncie antes?

- Melhor não! Capaz de ele não me atender – respondi sem graça, notando sua expressão de entendimento.

- Sinto muito Bella!. Charlie é uma boa pessoa. Ele só anda um pouco perdido – tentou amenizar o clima.

- Está perdido á quinze anos. Acredito que é muito tempo! – dei um sorriso sem graça – Eu vou indo então! – indiquei com o dedo, apontando corredor, que nunca me pareceu tão longo.

- Pode entrar! – chamou a voz de Charlie assim que bati na porta.

- Oi..Char... Pai.. Posso entrar? – pedi baixinho. Toda a minha coragem se perdendo. Minhas pernas tremiam.

- O que você quer aqui Isabella? – perguntou seco.

Eu precisava ter forças.

- Eu queria conversar com o senhor! Posso me sentar? – eu ainda me encontrava de pé na porta.

- O que foi? Veio pedir clemência para aquele seu namoradinho bêbado e seu irmão? – sua voz era cheia de raiva – Se for isso pode dar meia volta e ir. Estou ocupado. – conclui, voltando sua atenção para alguns papéis na sua mesa.

- Porque me odeia tanto? – perguntei diretamente. Eu não conseguia me segurar mais.

Charlie largou os papeis sobre a mesa. E respirou fundo. Não sei por quanto tempo ele ficou calado. Como se buscasse uma resposta. Dez.. vinte.. segundos.. Um minuto deviam ter se passado, e minha pernas começaram a tremer. Eu iria pedir para me sentar novamente quando ele falou;

- Eu não quero odiar você! Mas não consigo também esquecer o que você representa pra mim. Você é motivo da minha infelicidade. – nesse momento ele erguia seus olhos e me encarava – Representa a dor, a tristeza. Olhar para você é lembrar-me de Renee. A mulher da minha vida. O meu grande amor. Nossa família era linda, completa. Tínhamos dois filhos lindos. Emmett e Jasper eram á realização de nossos sonhos. Assim eu pensava. Mas logo ela cismou que queria uma garotinha. Uma menininha para ser sua companheira. Mesmo depois de ter passado por todas as complicações que teve na gravidez de Jasper, ela ainda assim, queria mais um filho. Uma filha na verdade. Eu sempre fui contra. E nossas brigas começaram por isso. Quando ela me disse que estava grávida, estava radiante. Tinha a certeza que era sua garotinha. Era tão contagiante sua felicidade que até me vi sorrindo com a possibilidade de ser pai novamente. Tudo ia maravilhosamente bem. Até o quinto mês de gestação, quando começou a ter sérios problemas, a ponto de ficar de repouso. – ele narrava, como se viajasse no tempo – O médico alertou. A gravidez não poderia continuar adiante. Pois traria risco para sua vida. Eu ameacei, implorei, briguei para que ela abortasse aquele ser que sugava sua vida. Eu não podia perdê-la. Era uma escolha tão fácil – sorriu com sarcasmo – Mas não! Ela preferiu continuar sendo destruída por você, do que continuar comigo. Eu comecei a odiá-la por isso. Odiar seus irmãos por ficarem sempre grudados em sua barriga, desejando vê-la. E de como estavam contentes por sua chegada. Odiar você! Por estar tirando a vida da mulher que eu amava.

- Eu... eu não tenho culpa – minhas lágrimas jorravam, meu corpo tremia...

- A CULPA É SUA! – gritou apontando o dedo para mim, no mesmo tempo que se levantava e andava pela sala – Sua! Se tivesse morrido quando desejei, ela estaria aqui comigo agora! Seus irmãos teriam tido uma mãe, uma família completa. Foi tudo por sua culpa! Sua mãe morreu por sua causa! Seus irmãos não tiveram um estudo decente por sua causa. Você só veio nesse mundo para desgraçar essa família!

- Euuu sou sua filha!! – eu mal conseguia falar.

- NÃO! VOCÊ É FILHA DA RENEE. ELA QUERIA TANTO VOCÊ! QUE DEVERIA TER MORRIDO COM ELA! – acusou

- Por Deus Papai!

- Não me chame de Pai! Eu não sou ! Eu não tenho mais filhos!

- Por favor! Não faça isso! – implorei – Você pode não me amar. Mas não faça isso com Emmett e Jasper.

- Eles escolheram á você! Assim como sua mãe! E tudo o que você toca, tem um fim doloroso – fala me olhando com desprezo.

- Por favor! – eu implorava mais. Implorava por um abraço. Implorava por um carinho. Implorava por palavras doces. Implorava para que eu acordasse é tudo fosse um sonho. Eu implorava por amor!.

- Vá embora Isabella. Não posso te tirar da minha vida porque ainda é menor de idade. Mas assim que fizer dezoito anos, pegue suas coisas e suma da minha vida para sempre. Olhar você! Conviver com você é a lembrança diária daquilo que você tirou de mim. Eu não odeio você ainda!

- Ainda! – repeti num sussurro – Como se tudo o que me faz, que me disse não fosse uma maneira de demonstrar isso.. – tentava conter minhas lágrimas, mas era difícil. – Eu não odeio você meu pai!. Apesar de tudo eu te amo!

- Sinto muito por não poder compartilhar do mesmo sentimento. Agora vá embora! E não volte mais aqui – finalizou se virando para a janela.

Eu fiquei encarando suas costas. Tentando com muita dor e desespero ingerir suas palavras, e a dura realidade; Meu Pai não me amava.

Parabéns Isabella. Enfim escutou a verdade!

Enxugando minhas lágrimas, na manga de meu blusão, dirigi-me a porta, a passos lentos. Com um fio de esperança de que ele me chamasse, e se dissesse arrependido de tudo. Eu implorava dentro do meu ser. Meu coração doía demais. Um profundo vazio tomava conta de mim.

- Só uma última coisa; Se afaste daquele Cullen. Ele vai desgraçar com sua vida! – sua voz séria! Ainda sem me olhar.

- Não importa! Você acabou de fazer isso por ele Charlie! – sussurrei de volta, e saindo. Da sua sala. Da sua vida. Para sempre!

Notas finais
Oiê...

Estão se sentindo como eu?..

Odeio Charlie Swan! Pior que isso acontece na vida real! :(

♥♥♥ Beijos c/carinho Lyyssa