Love And Rock N Roll
23 CAP. 23/01 – O FIM
Notas iniciais
Segue mais um capítulo.
Indispensável escutar o tema do mesmo... Não deixe de ouvir!!
Boa Leitura♥
Capítulo betado por Kiki Cullen... Obrigado amiga♥... Eu sei que ficou brava comigo...rs
http://www.youtube.com/watch?v=3Ol1WOrLork
CAP. 23/01 – O FIM
Bella – POV
Minhas mãos suavam, todo meu corpo tremia, lágrimas se formavam em meus olhos, um caroço enorme se instalava em minha garganta pelas palavras de Edward.
Palavras que feriram como punhaladas afiadas diretamente em meu coração...
“Isso não foi nada Isabella! Vai se divertir com James! Você está vestida para isso não? Para dar á Ele o que me recusou durante a semana! Aposto que não está vestindo calcinhas... Vai deixá-lo estocar quando dedos em você? Dois?... OH!! Não.. isso foi antes de se deitar comigo.. Quando era doce e inocente... Agora Ele vai poder meter três dedos de uma vez ! “
Parte de mim, a parte, a parte sensata me dizia que Edward estava fora de controle, irritado, zangado e muito provavelmente, sob o efeito de álcool. Mas a outra parte de mim que o amava infinitamente, não conseguia acreditar em suas palavras frias. Essa parte que acreditava em nosso amor, não aceitava suas acusações. Não depois de tudo o que havíamos passado juntos... E era justamente essa parte de mim, que gritava inconformada, mais alto.
- Vamos entrar Isabella? – chamou James, colocando sua mão em minha cintura, chamando minha atenção, com um sorriso irônico no rosto.
- Porque fez isso James? Porque falou dessa maneira sabendo que Edward fica irritado? – pedi tensa.
- Edward fica tenso por qualquer coisa quando se trata de você Bella – deu de ombros – Foi apenas uma brincadeira, se bem que não estava mentindo quando disse que estava deliciosamente linda nesse vestido – completou correndo os olhos por meu corpo, fazendo meu estomago se contorcer.
- Vamos logo acabar com isso James! – respondi irritada – Quero ir logo me encontrar com Edward – completei, imaginando que provavelmente teríamos uma grande discussão.
- Relaxa Bella! Paguei por sua companhia, além do que pode ficar tranquila, Victoria vai distrair bem seu namoradinho, até o momento em que se encontrarem novamente – comentava enquanto a hostes nos levava até a mesa, aumentando o sentimento de desconforto que crescia dentro de mim.
- O que quer dizer com isso James? – pedi, assim que me sentei – Está querendo me insinuar alguma coisa?
- Não quero insinuar nada Bella – sorriu – Você precisa relaxar que é o que vamos fazer, e Victoria fará o mesmo com Edward. Eles estão em sua casa, jantando, conversando, deveríamos estar fazendo o mesmo, não precisa se preocupar. Então.. que tal tomarmos um vinho para começar? – perguntou me entregando um cardápio, roçando sua mão na minha, fazendo-me afastar imediatamente.
- Sou menor de idade James, não posso beber! – respondi seca – Quero apenas uma água com gás, por favor!
- Nossa! É verdade. Ás vezes me esqueço completamente que estou diante da verdadeira Ninfeta – comentou com um olhar desejoso e a voz rouca, o olhar que muitas vezes havia visto no rosto de Edward, mas diferente dele, esse me dava arrepios.
- Sou a Ninfa de Edward! Somente dele – retruquei em um aviso mudo.
- Ele é um cara de muita sorte, não deveria se esquecer disso – provocou.
- Edward nunca se esquece de mim James – devolvi.
- Eu também não me esqueceria Isabella; Mas Edward é apenas um garoto, não sabe ainda lidar com uma menina-mulher como você! Em plena ascensão da vida profissional e sexual – lambeu os lábios – Você precisa de um homem de verdade ao seu lado.
- Edward é muito mais homem, de qualquer outro que conheço – rebati – E se vamos ficar aqui discutindo minha vida profissional ou minha relação com Ele, nada mais justo que o mesmo esteja presente, que tal irmos para casa e conversarmos todos juntos?
- Wow.. Se acalme aí, gatinha feroz.. Uau! Você na cama deve ser de outro mundo, por isso que Edward é tão ciumento em relação á você. Eu também seria sem dúvidas. – ironizou.
- James! – alertei – Estou falando sério! Seus comentários estão sendo completamente desagradáveis e desnecessários – informei jogando o guardanapo sobre a mesa, ameaçando me levantar.
- Okay Bella! Me desculpe! Foi apenas um comentário de mau gosto. Peço perdão. Vamos jantar como bons amigos e apenas conversar sobre sua carreira, está bem? – pediu gentilmente.
- Tudo bem James, mas, por favor! Nada de comentários dessa forma novamente – pedi, me ajeitando na cadeira novamente.
- Eu prometo! Você me de licença um minuto, vou ao toalete e já volto! – pediu, levantando-se.
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Edward — POV
- O jantar estava delicioso Rosalie – cumprimentou Victoria, terminando sua refeição.
- É uma receita de família, na verdade a preferida de Edward — sorriu – Mas pelo jeito ele não está com muita fome hoje – comentou apontando para meu prato de risoto praticamente intocado, fazendo-me dar de ombros e tomar mais um gole da bebida que Tanya havia preparado novamente.
- O que foi Edward? Está sem fome? – pediu á loira que estava sentada ao meu lado.
- Sim! Só quero saber que maldita hora James pretende trazer minha menina de volta – rosnei, virando o liquido todo em minha boca, que descia queimando minha garganta.
- Logo mais estarão aqui, porque não vamos para a sala, conversar e escutar uma música enquanto isso? – sugeriu Rose.
- Eu vou para meu quarto, esperar por Ela. – recusei me levantando. O que mais queria era ficar sozinho, para me acalmar e repensar nas besteiras que havia atirado para minha menina por telefone. Eu sabia que estava errado, mas meu filtro verbal, aguçado pelo meu ciúmes, simplesmente estavam tomando o melhor de mim.
- Nem pense nisso! – exclamou Victoria se levantando, trocando olhares com Rose e Tanya – Paguei muito por sua companhia mocinho – zombou – Quero pelo menos que me acompanhe em alguns drinks e algumas danças.
- Dançar?.. Não... não... Eu já dancei com você no leilão, não vou fazer isso novamente – recusei, me levantando – Isabella e Eu temos um acordo e ... – comecei a falar, lembrando-me de nosso pacto de não estendermos nossos encontros para nada além de um simples jantar; sem toques, sem aproximações demasiadas, sem danças.
- Ohh... deixe se ser tão circunspecto Edward, é apenas uma dança – me cortou – O que acha que Ela e James estão fazendo nesse exato momento?
- Isabella. Não. Está. Dançando com James! – rosnei pontuando – Ela me prometeu! – eu queria gritar.
- Bem.... humm... Não sei como Ela vai conseguir não dançar, se foi para uma boate – comentou Tanya chamando minha atenção.
- Eles não foram para uma boate ... Porra! Eles foram jantar – retruquei nervoso
- Bem a ideia a principio era essa, mas veja! – completou Victória se instalando ao meu lado, mostrando-me seu celular – Olha a mensagem que Ele me enviou á poucos minutos.
“Vic, estamos no Lyrics, Isabella estava louca para dançar, divirta-se e não me espere tão cedo em casa. – James“
Cólera!
Uma fúria sem precedentes dominava meu corpo, a ponto de querer estraçalhar o objeto em minhas mãos. Eu cerrava meus olhos, e abria novamente, tentando com esse movimento, fazer com que as palavras sumissem diante dos meus olhos.
Eu não podia acreditar. Eu não queria acreditar.
Uma voz muito suave dentro de mim avisava para me acalmar, que Eu deveria sair dali. Mas, outra voz; a mesma voz que por tantas e tantas vezes me fez cair em tentação na bebida, exagerar e cometer inúmeros erros gritava. Vociferava de uma maneira tão elevada, que ofuscava a voz que Eu acreditava seria da razão. E naquele momento de cegueira, não Era a lucidez que imperava. Era a Raiva, o ódio, o ciúmes e o rancor. Desprovido de qualquer sentimento, com a visão vermelha, joguei o celular de volta para Victoria, e em um único movimento, enlacei Tanya pela cintura com uma mão, e com a outra um garrafa de whisky em cima do bar – Vocês querem dançar – sorri irônico – Vamos dançar, conversar, beber, foder, fazer tudo o que temos direito! – foram minhas palavras de destruição.
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Bella – POV
- James, podemos ir agora? – pedi, dobrando meu guardanapo sobre a mesa. Como prometido Ele havia se comportado durante o restante da noite. Após sua pausa no toalette, chegou à mesa e começamos a conversar sobre musica, sobre agenciamento, e algumas vezes sobre minha possível carreira. Por debaixo daquele jeito canalha, havia uma pessoa inteligente, afeiçoada, que infelizmente, era subjugada pelas coisas erradas.
- Tem certeza? O convite para dançar ainda está de pé! – sorriu comentando mais uma vez, que em nosso caminho havia uma boate muito boa e que poderíamos dar uma esticada por lá – Podemos até ligar para Victória e Tanya nos encontrarem lá se você quiser – comentou, fazendo-me engasgar com o final de minha água.
- Tanya? O que Ela tem a ver com isso? Porque a trouxe para essa conversa? – perguntei já tremendo por um motivo desconhecido. A menção de seu nome, causando um desconforto amargo em minha boca.
- Edward não comentou? Tanya está jantando com eles esta noite – perguntou cerrando os olhos.
- Não... Edward não comentou – sussurrei com a garganta embargada.
- Você não ficou chateada não é? Eu sei que Ela e Edward já foram namorados, mas como Ela é prima de Victoria...
- Ela e Edward nunca foram namorados – exaltei – Podemos ir, por favor! – pedi, sentindo meus olhos arderem. Tantas suposições, passando por minha cabeça. Será que Edward á convidou? Se sim porque não me avisou? Ele mentiu? Era por esse motivo que estava exaltado mais cedo?
Eram tantas perguntas, em minha mente, que quando me dei conta, estávamos em frente ao restaurante, aguardando o carro de James.
- Hey! Acalme-se Bella! Se soubesse que ficaria tão nervosa não teria comentado – comentou apertando meu ombro – Logo estaremos lá – falava quando seu celular tocou. – FODA-SE! – gritou me assustando.
- O que foi James? Aconteceu alguma coisa?- pedi preocupada, vendo sua cabeça, balançar em negação.
- Bella, vou levá-la para sua casa okay? Você acha que seu pai está lá agora? Seus irmãos?
- James! Eu não moro com meu Pai, você sabe disso! – respondia nervosa sem entender nada – Emmett e Jasper estão em Port Angeles, Eu vou para os Cullen´s, é lá que moro agora! Com Edward!.. Eu não entendo...
- Isabella me escute! – disse nervoso – Você não pode ir para os Cullen´s agora! Vamos para minha casa então – disse exaltado me puxando pelo braço.
- EU NÃO VOU PARA SUA CASA! ENLOUQUEÇEU? EU QUERO EDWARD! — gritei me exaltando – James! – suspirei, tentando me acalmar – O que diabos está acontecendo?
- Bella! ... Droga! – exasperou – Eu vou te mostrar se me prometer que vai manter a calma e vir comigo! – pediu, deixando-me ainda mais nervosa. – Edward está fora de controle, Ele... – gemeu, passando a mão por sua nuca – É melhor ver com seus próprios olhos – completou entregando-me o seu celular.
E naquele momento, naquele exato momento eu queria ser cega.
Edward, meu Amor, meu amigo, meu amante nos braços de outra mulher. Nos braços de Tanya.
Eu não podia acreditar.
Com a recusa de minha mente, em acreditar em que meus olhos viam, girei meu corpo para os lados, buscando quem sabe, algumas câmeras de televisão, ou o próprio Edward, dizendo que aquilo Era uma pegadinha, uma tremenda piada de mau gosto. Mas o que encontrava entre a névoa criada por minhas lágrimas era o olhar preocupado e de pena de James. Não sabia por quanto tempo estava parada, por quanto tempo segurava o aparelho que me mostrava á imagem de que a vida era realmente uma grande farsa.
Tudo não passava de uma piada.
- Vamos Bella... vamos para minha casa – escutava a voz de James muito distante em minha mente.
Eu não sentia meu corpo. Era como seu Eu estava em transe, sem comando algum sobre meus atos.
Em um movimento lento, ou rápido; Não saberia dizer, girei meu corpo, e saí correndo, em direção á avenida, somente muito vagamente escutando os gritos de James e alguma coisa sobre Eu estar com seu celular. Mas Eu não podia parar. Eu precisava chegar até Edward, e sabia que por esse caminho á casa dos Cullen´s não era muito distante.
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Durante minha corrida, as lágrimas secavam em minha bochecha, somente para serem substituídas por uma nova onda de grossas lágrimas. Cada memória de nossos momentos juntos, cada palavra girava e circulava em minha mente como se estivessem desprendidas do seu eixo.
E Eu bem sabia qual era meu eixo.... Era meu amor por Edward. Sem Ele Eu não era nada.
O ar sufocante em minha volta fazia-me com falta de ar, minhas pernas doíam, meus pés sangravam, pelo falta do sapato há muito esquecido na primeira curva. Eu soluçava tanto, que de-repente voltava a ser a menina de treze anos, que chorava por seu amor impossível pela janela.
Não sabia por quanto tempo havia corrido, ou como havia chegado até a frente da casa, estacando á sua frente. Um medo fora do comum corria por minhas veias quentes.
O mesmo medo que sentia por ter matado minha mãe. O medo de ser a pessoa responsável novamente por perder alguém que tanto amava.
Não havia outra explicação; Porque se realmente Edward estava dentro daquela casa, me enganando, traindo o nosso amor á culpa Era novamente minha .... E com os passos de quem mais uma vez lutava com a dor e com a culpa, dirigi-me á entrada e silenciosamente entrando pela casa, que estava com uma música tão alta, que mesmo se quisesse nunca poderia ser escutada, mas era a cena diante de mim, que definitivamente plantava um grito de dor em meus lábios.
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Edward — POV
“O que você está fazendo Edward! “
“Pare!”
“Não faça isso!”
Eram as vozes que tentavam me alertar por cima de uma névoa bêbada da escuridão. Mas as mesmas vozes que eu negava escutar, a cada gole que levava aos lábios.
- Vem dançar Edward! – ria Tanya, puxando-me pelas mãos, na inútil tentativa de erguer meu corpo entorpecido do sofá.
- Vai embora Tanya... deixe-me sozinho – respondia grogue, tentando me desvencilhar do seu agarro, que anteriormente já tinha conseguido sentar em meu colo, fazendo meu coração doer com a culpa. Para logo ser substituída pela raiva, quando Victoria e Tanya, me diziam para relaxar, já que Isabella deveria estar fazendo o mesmo com James, levando-me a mais uma onda de autodestruição.
Mas alguma coisa estava fora.
Eu já havia bebido muito outras vezes, e nenhuma delas, sentia meu corpo em estado de excitação, muito pelo contrário. E o rebolar de Tanya em meu colo, aumentava ainda mais esses desejos incontroláveis sobre meu corpo.
Eu não queria Tanya. Nunca quis. Eu sabia, minha mente tentava me alertar que alguma coisa estava fora, e isso foi comprovado quando notei Rosalie de beijos com Victoria, praticamente se esfregando no sofá.
- ROSALIE! – chamei grogue, tentando alertá-la também de que alguma coisa estava muito errada, mas ao que parecia, Eu tinha bebido, muito mais do que imaginava, porque minhas pernas, não respondiam ao meu comando quando tentava me levantar.
- Shhh.... deixe Elas Edward – ronronava Tanya, novamente em meu colo – Elas estão se divertindo, vamos fazer isso também – sussurrou beijando minha mandíbula e apertando meu pau – Hummm... olha como você está excitado! Posso resolver isso para você querido.... Esperei tanto por isso...
“Pare! Edward ... Não faça isso!”
“Isabella está com James, transando com Ele.”
“Isabella te ama! Não estrague tudo!”
“Isabella está com James, transando com Ele, como faz com você!” — Instigava minha mente tórpida, fazendo-me cometer o maior erro de minha vida, quando tomei os lábios de Tanya com os meus.
Mas foi o grito de dor de minha menina na porta; O grito que Eu nunca iria me esquecer enquanto vivesse, que me fez sentir o desejo de nunca existir.....
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Bella – POV
- OH!!! DEUS...POR FAVOR NÃO!!.... NÃO... EDWARD! – era minha súplica quando meus joelhos se rendiam diante da cena em minha frente.
Edward e Tanya juntos, se beijando. Ele tomando sua boca, como fazia comigo, em nossos momentos de amor.
Meu grito deveria ter sido tão alto, que somente após ele, as pessoas notaram minha presença, e Edward soltava Tanya, que me olhava com um enorme sorriso nos lábios. Mas em minha névoa de tristeza Eu quase não registrava esse ato. Meus olhos estavam focados, no homem abaixo do seu colo, por quem havia entregado minha vida e minha alma.
Eu tinha perdido mais uma vez.
- Bella .... – era o sussurro de sua voz rouca que me chamava, tropeçando em minha direção, os braços estendidos. Braços que um dia me salvariam de qualquer abismo.
Mas que hoje, me empurravam nesse mesmo buraco profundo.
Com um giro calmo, caminhei de volta pelo mesmo caminho. Minha cabeça baixa, pouco registrava o que acontecia em minha volta. Coisas como um grito de dor, um pequeno clamor de vozes.
Minha mente estava em Overdrive.
Eu era um zumbi, um corpo sem vida. Sem sentimentos. Me sentia tão entorpecida, que nada me chamava a atenção.
Eu vagava pelas ruas.
Escutava músicas, através dos carros que passavam, das casas que famílias felizes habitavam. E de-repente tudo se tornava tão claro.
♪“O amor é somente uma mentira que faz você se sentir deprimido / O amor machuca / O amor machuca”♪
Ninguém era culpado por novamente Eu estar vivendo essa situação. Nem Edward. A culpa era somente e exclusivamente minha. Eu tinha que aceitar que não estava nesse mundo para ser amada. Todas as pessoas que de certa forma tentaram, haviam ou estavam sendo destruídas; Minha mãe; Meus irmãos e agora Edward.
♫ “Mas eu sou um verme / Eu sou um esquisitão / Que diabos estou fazendo aqui? / Eu não pertenço a esse lugar” ♫
Meus passos entre as lagrimas, me levaram ao lugar onde tudo começou. Minha casa, ou melhor, a casa de meus pais e irmãos. Esse nunca havia sido meu lugar. Lar é onde nos sentimos desejados e esse sentimento nunca havia sido experimentado por mim, ou Eu pensava que sim, até pouco tempo.
A pequena luz fraca do abajur da sala, e o carro de polícia estacionado na lateral, indicavam que meu pai estava em casa, e mais uma vez, eu estaquei na entrada, pensando no que de pior, poderia me acontecer novamente.
Mas eu deveria saber melhor;
Tudo na vida sempre tende a piorar, quando se é indesejada, e não amada. E foram com essas palavras que meu pai, o homem que no mundo deveria me amar incondicionalmente, me recebia na entrada.
- O que está fazendo aqui á essa hora? Não deveria estar aqui! – esbravejou alterado, com uma lata de cerveja na mão. Ao que indicava os homens de minha vida, precisavam estar alcoolizados para poderem lidar comigo.
- Eu... eu preciso ficar aqui... Não tenho para onde ir – sussurrei, com a voz embragada.
Eu não sentia nada!
- Você não mora mais aqui! Não é bem vinda! O que aconteceu? Aborreceu tanto na casa dos Cullen´s que eles a expulsaram? E seus irmãos? Perceberam finalmente que estorvo você é na vida de deles? – jorrava perguntas atrás de perguntas, que minha mente entorpecida enviava para meu coração, criando e instalando um forte desejo que se intensificava.
Eu queria morrer! Eu precisava libertar á todos do peso que Eu os acometia.
- Posso somente ir até o banheiro lavar meus pés – pedi baixo, fazendo-o notar pela primeira vez em minha aparência..
- Mas que diabos aprontou agora! Espero que não tenha sido estuprada me criando mais problemas ainda!. — vociferou .
- Eu só perdi meus sapatos – respondi automaticamente.
Eu fazia tudo automaticamente. Era uma sombra vazia de mim mesma.
– Ande! Faça o que tenha que fazer e vá! — completou abrindo mais a porta, para minha passagem.
Enquanto entrava no lugar que um dia chamei de lar, uma nova onda ainda mais forte de angustia tomava conta de mim. Cada retrato, cada risco na parede, cada macha no teto por infiltração, tinha uma história.
Uma história que me lembrava, dos gritos do meu pai, do choro sufocado pela perda de minha mãe. Das risadas de Emmett e Jasper, quando Eu muito pequena derrubava coisas, ou queimava as coisas. E olhando para a janela da pequena cozinha, podia ver o quintal que um dia conheci o menino que mudaria minha vida.
Mas nada disso importava. Porque tudo tinha se perdido novamente. Sonhos que tinham se perdido ao acordar. E era assim que me sentia.
Eu tinha acordado, de um sonho bom. A realidade não era o conto de fadas em que Eu era uma cantora, e o amor da vida de Edward.
Eu era simplesmente a Isabella, que havia matado sua mãe, ainda no ventre dela. O monstro. A menina que tinha destruído a vida de seu Pai, e de seus irmãos tão amados.
- Vou livrá-los desse fardo – sussurrei entrando no banheiro, e buscando no espelho a lâmina de barbear, que eu sabia que estaria lá, e sorri para Ela, quando a trouxe entre meus dedos...
♫ ““Eu machuco a mim mesmo / Para ver se ainda sinto / Eu me atento a dor / A única coisa que é real” ♫
Um corte, profundo e perfeito em meu pulso, era o que me separava da mentira vivida, para a cruel realidade de minha vida.
♫ “Você saberia meu nome se eu o visse no céu? / Você seria o mesmo se eu o visse no céu? / Devo ser forte e continuar” ♫
Eram minhas palavras sussurradas de uma canção em minha mente, quando o fluído vermelho e pegajoso, escorria por meu braço, levando-me ao chão.
Inerte.
Um estrondo forte; Mais gritos; Sussurros de dor; Mãos quentes me acolhendo...
- Eu amo vocês... Me perdoem!
Foram minhas últimas palavras antes de cair em uma escuridão profunda.
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Notas finais
Então... Espero que tenham que tanto Edward quanto Bella, são pessoas que precisam de ajuda. Isabella é muito nova para carregar um fardo tão grande, durante sua tão curta vida.
Edward errou feio não?
Mas a mistura de drogas com álcool como sabemos e fatídica. Ele não teve controle sobre alguns de seus atos, apenas alguns..Mas outros sabia muito bem o que estava fazendo. Os dois são vitimas de um amor muito intenso, e talvez realmente precisavam de uma separação "anunciada" para possam crescer separados, antes de crescerem juntos...
Rose, Charlie para não mencionar James, Tanya e Victória, vão pagar por seus erros... Mas tenham em mente, que talvez Charlie e um pouco Rose, sejam tbm.vitimas de sua pobres existências. Bella tem muita luz, e isso ofusca algumas verdades.
O próximo Capítulo, é o prólogo, e começa a segunda fase.
** Quero dedicar esse capítulo para minhas queridas leitoras, que indicaram a FIC com tanto carinho....
marypupy / Boadicea / Kiki Cullen / carol160 / BeeGommes /Beth Wanderley / BellaSwanCullen18 / nessasilvestre / Jully Angel *** Obrigado meninas.. vc´s me incentivam com esse simples gesto e demonstração de carinho.
Espero que tenham gostado... e por favor não me maltratem nos reviews :( Foi o capítulo mais difícil que escrevi.
Beijos c/ carinho Lyyssa♥♥♥
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