Love And Hate

2 Pela visão do Shizu-chan


Notas iniciais
Taí o cap pela visão do Shizu-chan.
Nossa, finalmente acabei, desculpe se ficou ruim ou com erros gramaticais ( só para lembrar mais uma vez eu não tenho uma beta e não sou muito boa na escrita).

Ikebukuro estava totalmente silenciosa nessa madrugada, o que era ótimo porque me deixava calmo, na verdade eu não deveria estar ali andando em plena madrugada sem destino, mas eu não estava conseguindo dormir de jeito nenhum então resolvi sair para tomar um ar e observar as coisas que nunca tinham observado antes, as ruas largas, as lojas cheias de objetos diferentes e às vezes esquisitos, as poucas pessoas que passavam e que em sua maioria eram homens bêbados, o Izaya andando pensativo... Izaya? ...Era ele mesmo, andando e pulando como um idiota ao pensar em alguma coisa provavelmente tão idiota quanto ele. Eu já sentia o sangue ferver de raiva. Peguei a máquina mais próxima – que por sinal para um humano normal provavelmente pareceria pesar meia tonelada – e a joguei com a maior força que pude. O objeto o acertou em cheio, com um sorriso me aproximo lentamente da pulga cantando seu nome.

—Ii-zaa-yaaaa-kuuuun.

Paro na sua frente, só o que dava para ver de Izaya eram suas pernas e uma parte de seus dois braços, aquilo o estava machucando com certeza.

—Izayaaa! – Digo mais uma vez seu nome para logo depois tirar a máquina de seu corpo.

Izaya tentava esconder, mas seu rosto ainda tinha uma expressão de dor.

—S-shizu-chan – Disse ele ao tentar se levantar, não obtendo sucesso sentou-se ao colocar a mão no bolso.

— Eu já não mandei você ficar longe de Ikebukuro? – Perguntei ao me aproximar um pouco mais.

— Eu tinha que fazer uma coisinha aqui... E também não esperava que você fosse estar na rua há essa hora, Shizu-chan.

— Por que não se levanta? – Perguntei.

E para meu espanto ele se levantou, mas dava para ver que ele estava péssimo, percebi que ele tinha por algum motivo colocado o peso para a perna esquerda... provavelmente ele tinha quebrado ou deslocado algum osso. Isso era ótimo a meu ver.

— Pronto estou de pé... mas Shizu-chan, porque não adiamos essa luta para um outro dia? Eu estou meio que ocupado no momento.

Eu não sabia o porquê, mas estava meio que conseguindo controlar parte de minha raiva, eu não sabia se era porque eu o gostava de vê-lo sofrer ou porque a ideia de vê-lo mais machucado me incomodava por algum motivo, mas isso não importava, eu tinha a chance de mata-lo agora mesmo e não ia deixar isso passar por alguma coisa idiota.

— Que foi Izaya, ta sentindo dor? – Debochei.

— É claro que estou.

Isso me pegou de surpresa, nunca iria esperar que ele admitisse algo assim, mas aí veio a raiva que eu estava procurando, como sempre o sangue subiu a cabeça, a vontade de mata-lo se tornou forte a ponto de eu fazer coisas que eu nem sabia que estava fazendo.

— Sua pulga insignificante, só hoje te farei um favor, depois que quebrar a sua cara te levo pro Shinra ajeitar de volta. – Eu disse já contendo um pouco da raiva.

— Shizu-chan, vamos, me deixe sair dessa, te recompenso mais tarde.

— Acha que é tão fácil assim, pulga? – Eu disse, partindo para cima dele para dar lhe um soco.

O que aconteceu depois eu não entendi muito bem, de algum modo Izaya conseguiu se abaixar no último instante me fazendo ir para frente e bater com o joelho em alguma parte de seu corpo que não consegui identificar.

— Aaahn – Ele gemeu de dor, o que me fez ficar estranhamente excitado e com o rosto incrivelmente quente.

Eu estava literalmente de quatro em cima de Izaya, que por sinal estava deitado com a cabeça no nível de meu peito e com os braços acima da cabeça, isso me deixava mais excitado ainda, a ponto de perder o controle...

— Não vai levant...

Interrompi Izaya com um beijo... sim... com um beijo... Por que raios eu estava fazendo isso? ...É o que eu me pergunto todas as vezes que alguma coisa em mim pega fogo, só que geralmente o que pega fogo é a raiva, porem agora era uma coisa que eu não sabia explicar, eu nunca tinha sentido isso antes, mas de algum modo era bom, muito bom.

Descobri coisas que nunca esperei descobrir. Primeiro: Izaya pelo jeito queria isso porque abriu os lábios pedindo passagem com a língua. Segunda: eu fiquei totalmente em pânico com a primeira coisa, para falar a verdade eu nunca tinha beijado alguém, principalmente um homem que ainda era meu inimigo, mas meus sentidos falavam mais alto como sempre e acabei retribuindo mesmo não sabendo se o que eu estava fazendo estava certo. Terceiro: os lábios de Izaya eram quentes e viciantes, tanto que só paramos o beijo por falta de ar. Meu rosto estava quente e provavelmente vermelho de vergonha, Izaya me fitava o que deixava tudo muito pior, então desviei meus olhos dos dele, mas vi que seu rosto também estava corado.

— Nee Shizu-chan, por que me beijou se você me odeia?

— Urusei. – Foi a única coisa que conseguisse pensar em dizer.

— Ainda ta em cima de mim Shizu-chan, esta querendo mais um beijo?

— Urusei pulga maldita antes que eu te mate. – Eu disse ao “tentar” me levantar já que Izaya surpreendentemente me puxou para si novamente, o que de certo modo para ele não foi uma ideia muito boa já que acabei pisando sem querer em sua perna machucada mesmo me ajeitando logo depois ele deixou escapar um gemido e isso me deixava excitado, na mesma hora ele me puxou novamente para perto de si, só que dessa vez ele conseguiu colar seus lábios aos meus sem nenhum obstáculo, percebi que dessa vez ele estava mais serio, sua língua parecia querer descobrir cada canto de minha boca, seus lábios se moviam mais lentamente, suas mãos se agarraram a meus cabelos me puxando para mais perto e eu fazia o mesmo com sua cintura. Eu já não estava mais no controle de meu corpo, era tudo bom demais para que eu conseguisse resistir. Só nós separamos pela falta de ar enquanto ele mordia meu lábio inferior e foi exatamente aí que eu consegui tomar posse de meu corpo novamente e ver a besteira que tinha feito, eu tinha beijado meu pior inimigo. Qual era o meu problema afinal? Depois disso não consegui olhar para seu rosto, com certeza o meu estava com um tom de vermelho tão vergonhoso que resolvi me levantar antes que eu o matasse por estar fazendo isso comigo. Ele se sentou e eu estupidamente tentei dizer algo como uma ameaça, mas não saiu absolutamente nada, então só me virei e fui embora a passos largos.

— Hidoi Shizu-chan, você vem, me quebra, me beija e nem me ajuda?! – Gritou ele em provocação quando eu já estava quase na metade do caminho, fingi não ouvir, não queria voltar e socar sua cara ate a morte e muito menos voltar, acabar me descontrolando novamente e chegar aos “finalmentes” no meio da rua. Izaya já tinha me deixado nervoso demais por hoje e por todos os dias em que aquela pulga fosse me atazanar com socos... ou beijos.

Notas finais
(Só para lembrar)
Urusei = Cale a boca(geralmente usado quando se esta irritado).
Hidoi = Malvado,rude,grosso.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!