Love And Danger

10 10 - The new game


Notas iniciais
oi gente.
vou postar hoje e só posto depois do carnaval. tipo, umas duas semanas, pq to atrasada e pá.
espero que gostem

Fui levada até uma mesa de cirurgia e me enfiaram uma agulha no braço e minha visão começou a ficar turva, fechei os olhos me sentindo tonta e não abri durante horas de sono. Quando meus olhos começaram a se abrir, ouvi vozes alarmadas:

— Elena Gilbert acordou. — Disse um homem.

— Enviem-na para a arena. — Disse uma mulher.

— Cadê ele? — Sussurrei.

Sem me responderem, fui transportada para um quarto cinza com um tubo. Levantei a cabeça para ver o que mais tinha, pois estava deitada e respirei fundo ao ver que tinha apenas um.

— Damon... — Meus olhos se encheram de lágrimas. — Cadê você? — Uma lágrima saiu do meu olho e a sequei rapidamente. Me levantei na mesma hora e bati na porta de entrada. — Abram, por favor. — Gritava para os guardas atrás dela.

Com muito custo, eles a abriram e perguntaram o que eu queria.

— Cadê o Damon?

— Por ai. — Ele disse fechando a porta.

Chutei a porta com força e me agachei ali mesmo chorando o que eu nunca pude fazer durante o jogo.

— Não acredito. — Disse ao ouvir os números de 30 à 0 começarem a tocar. Me levantei e percebi a roupa que estava usando. Uma blusa verde escura e uma calça jeans preta, uma jaqueta longa que batia nos meus pés, que tinha uma bota preta. Corri até o espelho e vi que minha cara já não tinha marca de facadas e minha sobrancelha estava feita. Suspirei fundo e tirei minha calça. Não havia nenhuma marca de flechas, nem facas.

— Me arrumaram. — Falei para meu reflexo. — Estou sendo feita de boneca. — Resmunguei e fui até o tubo que contava os últimos números.

— 2...1...0. — O tubo se fechou e fui levada para a arena, porém não havia ninguém dos meus lados. Era apenas eu e uma lagoa, aonde eu estava presa até terminarem os 10 primeiros números. Olhei para baixo e vi que estava no meio da água e várias espécies de peixes dentro. Levantei a cabeça e observei a paisagem.

— Ótimo, nada de árvore. — Disse e dei uma volta no tubo. — Nem armas, nem mochilas. — Suspirei e vi que os números já tinham acabado. — Boa sorte Elena. Você está em questão de vida ou morte. — Disse para mim mesma e me agachei para ver os peixes. — Piranhas. — Disse e me levantei limpando minha mão na jaqueta. — Ótimo. Não vou sair daqui e morrer. — Falei me sentando.

Não sei quanto tempo fiquei ali, mas já estava sentindo fome e frio. O céu estava escurecendo e barulhos da mata, começaram a aumentar.

— Definitivamente, vou morrer. — Disse apoiando meu corpo nas minhas duas mãos que estavam atrás das minhas costas. Abaixei a cabeça e vi um barco, sem ninguém atravessando o rio e vindo até onde eu estava. — Perfeito. — Disse e me levantei. Esperei o barco chegar até mim e pulei dentro deles.

Fui até o comando do navio e vi que não tinha nada.

— Perfeito, vou morrer de qualquer jeito. — Disse e vi que a lagoa era bem grande. — Espera ai, isso aqui não é uma lagoa. — Olhei para todos os lados. — Isso é um rio. — Disse raciocinando. — E eu continuar a navegar, vou parar em uma cachoeira.

Corri até o final do barco e vi que estava bem longe da margem, mas no rio não havia nada. Arrisquei a pular e sair nadando, mas a chances eram enormes de chegar piranhas, mas se eu não for, morro aqui de qualquer jeito.

— Tudo bem. — Disse indo até a beirada do navio, a parte que estava mais próxima da margem e subi em cima dela. Me apoiei em um pé e pulei o mais longe que pude. Respirei rapidamente e saí nadando até metade do caminho, quando algo me puxou para baixo. Tentei manter a calma, mas estava muito nervosa para pensar em algo. Chutei o que estava me segurando e comecei a não enxergar nada.

— Socorro. — Falei debaixo d'água e logo, o que estava me segurando foi embora. Nadei para cima e consegui chegar até a margem. Consegui forças para deitar na grama e relaxar do susto, quando ouvi barulhos na floresta. Me levantei em um movimento e me escondi atrás de um arbusto que tinha.

A floresta ficava a cerca de 5 metros de onde eu estava e a grama era grande, difícil de enxergar. As árvores que tinham, estavam lá dentro e em uma grande variedade. O rio atrás de mim e meu barco bem longe dali.

— Você tem certeza que tem alguém aqui? — Perguntou um menino.

— Absoluta. — Disse outro menino com uma voz mais grossa.

— Tudo bem. Quero ganhar esse jogo, se você falhar. — O primeiro menino disse e fez um barulho estranho com a garganta enquanto o dedo dele passava pela mesma. — Morte. — O outro assentiu e voltaram a andar em minha direção.

— Merda. — Sussurrei e me escondi em outro lugar. Os dois homens olharam para onde eu estava e pude ver a cara deles.

Um tinha olho claro e seu cabelo era loiro, um sotaque maravilhoso de dar inveja em qualquer homem. O outro era mais velho e seu cabelo também era loiro, porém mais escuro. Os dois estavam de calça jeans e blusas azuis escuras, uma jaqueta grande, como a minha, jogada nos ombros e uma bota preta.

Eles começaram a andar em minha direção e não sabia o que fazer. Saí correndo para a floresta fazendo pouco barulho, mas que os chamaram atenção.

— Volta aqui garota. — O sotaque britânico falou. Eles começaram a correr atrás de mim e fui andando o mais rápido que pude para mais a dentro das árvores.

Os dois conseguiram me alcançar algumas vezes e segurarem minha blusa, mas sempre corria mais rápido ainda, até que eu encontro outro rio passando.

— Que bosta. — Disse e quase cai dentro d'água, saí correndo para o lado direito quando vi que o rio não era fundo. Desviei para a água e fui o mais rápido que pude até o outro lado, pisei na grama e entrei dentro da floresta do outro lado.

— Volta aqui patricinha. — Algum dos dois disse.

— Vem me pegar. — Disse desviando as árvores que caiam ou entravam na minha frente.

— Pode deixar. — Ele disse e me puxou pela camisa. Dei um chute nas suas coxas e ele me soltou na hora.

— Volta aqui Elena, seu Damon está te esperando.

Notas finais
quero reviews, senão tchau