Love And Danger
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Notas iniciais
estou conseguindo escrever tão rapido essa fic que vou postar mais vezes >
comentem pfvr
— O que você está escondendo ai atrás? — Ele mostrou meu pequeno pano da minha mãe
— Por que você está com ele? — Perguntei.
— Acho que gostaria de levar ele.
— Você está certo, obrigada. — Sorri para ele e o dei um beijo na bochecha.
Damon a escondeu debaixo da minha jaqueta e bem perto do meu coração. Havia dois tubos no meu quarto, um para mim e outro para Damon, deu um barulho e começou a contar os números.
— 30, 29, 28, 27, 26, 25. — Falou a voz.
— Acho que temos que ir para os tubos. — Falou Damon.
— 22, 21, 20, 19, 18.
— Também acho. — Falei.
— Boa sorte para nós. — Ele falou e me deu um beijo na bochecha.
— 13, 12, 11, 10, 9, 8, 7. — Contou.
— Boa sorte pra gente. — Falei e o dei um selinho. Ele me olhou surpreso. — É pra dar sorte. — Falei sorrindo.
— 5, 4, 3.. — Disse e entramos nos nossos tubos. — 2, 1. — Disse e a porta do tubo se fechou.
Ele começou a subir nos levando até uma arena cheia de árvore, olhei para o lado e vi que Damon estava do meu lado. Ele olhou para mim e apontou com a cabeça para o lado esquerdo. Assenti e começou a tocar novamente os números de 10 até 0.
Quando tocou o último número, todos começaram a correr e meu coração se apertou. Essa era a hora. Saí do tubo e fui correndo para onde Damon estava, corremos até as nossas mochilas e as pegamos. Olhei para os lados rapidamente e vi várias pessoas indo para os lugares de vermelho e outras do lado oposto. Sem tempo para rir, observei o lugar e vi que estava no meio de uma floresta. No meu lado direito tinha o espaço vermelho e do outro lado, o oposto dele. Peguei a mão de Damon e me virei para a floresta que estava atrás e sai correndo.
Depois de uma hora correndo sem parar, paramos e fomos ver nossas mochilas. A de Damon tinha um cobertor, uma garrafinha sem água e uma faca. Na minha possuía uma garrafinha sem água, bússola e duas blusas de frio.
— O que vamos fazer com isso? — Sussurrei.
— Não sei, você me diga. Aliás, temos que correr para achar o lugar.
— Claro que não Damon! Tenho que ver aonde estou me metendo! Quem sabe tudo isso não seja armadilha. — Falei no mesmo tom de voz de antes.
— E essa bússola? Deve ajuda a gente, não?
— Duvido muito. Se ela não nos levar para uma armadilha, nos leva para um lugar errado, então vamos guardar e ver depois o que fazer.
— Ok então. — Ele disse e fechamos as mochilas. Saímos andando para nossa frente e vimos um lagarto subindo nas árvores. Corri até um galho e acertei nele que estava andando para cima. Peguei o lagarto e Damon começou a fazer uns barulhos estranhos. Me virei para ele e vi que estava se contorcendo de dor.
— Mas o que? — Disse rapidamente e corri até ele. Olhei para os lados e não havia ninguém, apenas uma fumaça branca nas nossas pernas. Vi que Damon estava com short jeans e eu com calça. Olhei para suas pernas que estavam vermelhas como se estivessem pegando fogo. Segurei-o pelos ombros e nos arrastamos ladeira abaixo até não haver mais fumaça.
— O que era aquilo? — Falou Damon sussurrando de olhos fechados.
— Fumaça. — Falei e ele me olhou estranho.
— Fumaça fez isso comigo? — Ele apontou para as pernas.
— Essa fumaça é diferente e ela tem produtos que queimam sua perna, mas está estranho porque na última vez também teve isso.
— Acho que teve boas consequências.
— Não sei não. Vamos observar mais e depois tomamos nossas conclusões.
— Ok e o que vou fazer com minha perna? — Ele perguntou.
— Vou achar água e aplicar ai. — Falei me levantando e limpando a mão nas calças. Segui até onde peguei o lagarto e já não tinha mais fumaça. Me agachei e vi que as plantas estavam molhadas como se estivesse acabado de chover. Mexi no bicho e o nariz dele também estava úmido.
Perto daqui tem água — Pensei. — Um rio ou lagoa, com certeza. — Pensei e me levantei encostando nas outras árvores e eles estavam completamente secas. Voltei até a úmida e coloquei meu ouvido perto dela. Escorria algo dentro do tronco oco dela. Olhei para os lados procurando algo que possa me ajudar a quebrar e voltei até Damon, não achando nada. Abri sua mochila e peguei a faca dando explicações para ele.
— Achei água, mas está dentro de uma árvore oca.
— Quer ajuda?
— Damon, você está ferido. — Disse e voltei até a árvore cortando rapidamente os pedaços e vindo água caindo. Peguei uma das garrafinhas e a enchi, bebi-a e vi que era bem gelada e bebível. A enchi novamente e depois a outra. Fui até onde Damon estava e joguei água levemente nas suas feridas. Ele ofegou de dor e rasguei um pedaço da minha calça amarrando nele.
Ascendi uma fogueira rapidamente e esquentei o lagarto até ele ficar comestível. O parti em pedaços e dividi para mim e Damon. Já estava perto do pôr do sol quando tive uma ideia.
— Precisamos subir até as árvores.
— Para que?
— Para não sermos atacados.
— Por que iriam nos atacar?
— Para terem mais chance de ganhar.
— Entendi. — Ele assentiu.
— Ok. Vou te levantar e vamos subir até o primeiro galho dessa árvore.
— Ok. — Ele disse e o ajudei a subir as árvores. Damon já não estava mais ofegando tanto por causa da ferida. Arrumei o cobertor e grudei outros galhos perto daqueles para que não caíssemos durante a noite.
— Preciso arranjar comida.
— Não, eu preciso que fique comigo.
— Para de fingir que ser segurança agora dá certo. — Caí nas folhas soltas debaixo da árvore e taquei uma pedra nas outras árvores. Vários pássaros levantaram voo e peguei galhos de árvores atacando com força em alguns deles que caiam ainda com vida no chão. Os peguei e coloquei na fogueira para assar. Olhei para cima e Damon dormia calmamente.
O céu já estava escurecendo e tinha deixado dois pássaros para ele. Subi até a árvore e dormi junto com ele até o amanhecer.
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