Love Again

14 Capítulo XIV


Notas iniciais
Mais um capítulo. Enjoy it!


– G-Grávida?
– Sim, de dois meses. Eu não quero perder esse emprego, o Shikamaru ganha bem, mas eu não vou ficar dependendo do dinheiro dele. Eu já tinha planejado usar o meu salário para montar o quarto do bebê, mas se continuar desse jeito....
– Tsc, eu vou acabar com esse desgraçado. — Temari olhou para Hinata e arregalou os olhos, nunca viu a amiga com tanta raiva daquele jeito. – Tema-chan, você pode ir para seu escritório ou para casa, eu vou resolver isso agora mesmo. Posso demorar um pouco a encontrar o real canalha, mas seu emprego está seguro. — A loira agradeceu Hinata e pediu também que não contasse nada a Shikamaru. A Hyuuga apenas assentiu e voltou às buscas.

(...)

Ninguém digitou mais por longos minutos, tanto a No Sabaku quanto o Hyuuga estavam imersos em seus pensamentos, refletindo sobre o que deu neles para falarem aquilo.

– Minako: Hey... você... – Minako digitou.

– Eu...?

– Mande-me logo seu e-mail, não tenho todo o tempo do mundo. Minha mãe está chegando da Itália hoje à noite e eu que vou preparar a comida.

Aoi digitou o e-mail e agradeceu a "boa vontade" dela para mandar a matéria perdida. Depois disso os dois encerraram de vez a conversa e ele ficou pensativo, tal qual a dúvida era, por que eles não se gostavam mesmo?

Sasuke entrou no quarto do filho para avisar que a confraternização estava prestes a começar, mas o moleque ainda estava de samba canção e camisa regata.

– Acho que você é adotado. — O pai falou– Nunca vi alguém que não cumpra horário na minha família e nem da sua mãe.
– Qual é! Já tomei banho, só falta colocar a roupa.
– O que foi com você? 'Tá com uma cara azeda.
– O que você faria se estivesse namorando, mas você não gosta tanto assim dela e ao mesmo tempo começando a se interessar pela menina que te odeia?
– Eu terminaria o namoro e iria tentar conquistar a menina que me odeia.
– Você fala isso com tanta naturalidade.
– Bom, talvez seja porque aconteceu comigo? É... talvez. — Sasuke sorriu, e passou a mão na cabeça do filho.– Vamos, sua avó está nos esperando lá em baixo.

(...)

Hinata fez uma pausa e foi almoçar, mas resolveu ir a um restaurante diferente desta vez. Durante o caminho viu algo que a deu esperanças de que resolveria o caso, Kidomaru estava perto de um beco e minutos depois um carro todo preto parou próximo a ele. O agricultor entrou no carro que logo sumiu dentre os outros da avenida. Hinata teve tempo de anotar a placa e teve o pressentimento que iria resolver o caso hoje mesmo se trabalhasse até um pouco mais tarde. Seguiu o almoço tranquilamente e logo foi para o trabalho, onde continuou as buscas fervorosamente.

Algumas horas mais tarde ela conseguiu progredir, o dono do carro era Gatou Ikeda, um membro secundário do ministério da agricultura, um velho deplorável que gastava dinheiro com prostitutas e não pagava a pensão da filha, que atualmente trabalha em uma pequena lanchonete no subúrbio.

– Alô, Hana-chan? Preciso da sua ajuda. Eh? Bom, use seus “poderes” para extrair informações de Gatou Ikeda, marcarei um encontro no The Giant Plaza. Quero que ele faça passar vergonha também, dois policiais estarão lá para pegá-lo em flagrante.
– Hina, você tem certeza?
– Sim, isso é o mínimo que ele merece. Seu pagamento estará em no máximo 3 dias na sua conta. Ja nee. – A investigadora desligou o telefone e suspirou satisfeita, aquele homem ia pagar pelo o que fez. Ela pensou também que ter sido casada com Sasuke a fez bem, aprendeu todas as malícias do mundo, se não fosse por isso ela não tomaria essa decisão.

(...)

A semana de muito serviço encerrou. Finalmente sábado! Naruto estava um pouco nervoso com o "encontro" de hoje, ele conversaria com Hinata Hyuuga e não com sua assistente pessoal. Além de tudo, levaria Yumiko junto o que resultaria em perguntas e falas vergonhosas para ele. O loiro vestia uma blusa polo azul marinho com gola branca, uma calça jeans e sapatênis, optou por um visual mais despojado porque usar terno era realmente desconfortável.


– Yumiko, já colocou seu vestido? — O pai entrou no quarto da criança, que estava devidamente arrumada e brincando com algumas bonecas.
– Já está na hora, papai? — A menininha usava um vestido lilás balonê, tinha os cabelos presos em um rabo de cavalo alto, que a senhorinha que morava ao lado ajudou a fazer, porque Naruto era uma negação para essas coisas. O sapato era estilo boneca e estava impecável de brilhoso.
– Sim, vamos chegar um pouco mais cedo. Você está muito fofa!

Naruto sentiu-se orgulhoso, sua filha era com certeza a mais bonita de todas, tinha os cabelos loiros como o da mãe e os olhos azuis como o do pai. Ela dará trabalho na adolescência, só de pensar que vai ter um engraçadinho querendo dar em cima dela ele se corroía de ciúme. Isso porque a pequena Uzumaki só tem quatro anos de idade. Saíram de casa e ele colocou a filha na cadeirinha do carro e logo depois também entrou, iria dirigindo dessa vez, dispensou o motorista por esse dia. Logo deu partida no carro e foi para o restaurante Colombiance.

Chegando ao local, o recepcionista os acompanhou até a mesa reservada, como Naruto iria dirigir não pediu bebida alcoólica, optou por um suco de uva que se assemelhava a vinho. Minutos depois Hinata aparece, ela estava deslumbrante, o que deixou o Uzumaki estupefato. Ela trajava um vestido até os joelhos verde água, um salto alto preto bem simples, pouquíssimos acessórios e uma maquiagem que destacava seus olhos perolados, a bolsa era estilo carteira também preta. O atendente a acompanhou até a mesa de Naruto e ela o cumprimentou.

– Você está linda! — Ele soltou. Hinata riu e corou com o comentário dele, há tempos que não ouvia um elogio dessa maneira.
– Obrigada, você também está. Essa roupa caiu muito bem em você. — As bochechas dele ficaram rosa, mas antes que pudesse falar qualquer coisa a pequena Yumiko já entrou em ação.
– Hinaaa! — Ela gritou, desceu da cadeira com agilidade e pediu um abraço, que recebeu na mesma hora.
– Yumiko-chan, você está igual uma princesa! — A pequena sorriu com o elogio.
– Obrigada, 'ttebane!
– Eer, pelo visto ela pegou a mania da minha mãe. — Naruto acrescentou — Sente-se Hinata, o garçom virá anotar nossos pedidos. — A morena concordou e se acomodou em uma das cadeira, pediu um Fettuccine à Carbonara e um vinho, pois não estava dirigindo, ela optou por pegar um táxi.

Após o jantar, começaram uma conversa totalmente descontraída, preferiram assim, pois se fossem com um "roteiro" pronto não iria dar tão certo como agora. Eles discutiram gostos para comida, filmes, livros, hobbies, planos futuros, família, profissão e muitas coisas mais, os dois perceberam que tinham muito em comum, como por exemplo, o gosto por flores. Hinata percebeu que Naruto era um homem bem destinado para alcançar seus objetivos, muito espontâneo e a filha era seu tesouro. O Uzumaki percebeu que a Hyuuga tinha uma graciosidade descomunal, era um pouco tímida e era uma pessoa capaz de qualquer coisa pelo bem de sua família. É, aquilo talvez fosse um sinal.


– Hina, você vai ser a namorada do papai? — Pronto, a sessão interrogatório da criança começou, não adiantou falar trezentas vezes antes de sair de casa para evitar perguntas desse tipo.
– Eh, porque pensa isso?
– Você é legal e o papai pelo visto gostou muito de você!
– Ora, fico feliz por saber.
– E você gosta do papai?
– Seu pai é um homem incrível, quem não gostaria? – Foi o que ela respondeu. O coração de Naruto acelerou, ou ela estava falando a verdade ou ela é uma ótima atriz.

Algumas horas se passaram, o relógio marcava quinze para meia noite, Yumiko já estava adormecida no colo de Hinata.


– Acho que está na hora de irmos.

Naruto pagou a conta com muito custo, pois Hinata insistia que pagaria a parte dela, mas ele não deixou e ela continuou falando que no próximo ela seria responsável pelo valor final. Saíram do restaurante e Naruto parou em frente ao carro, ameaçava chover.


– Entre, eu te levo em casa. Está prestes a chover e pegar táxi essa hora é perigoso. – Hinata concordou com ele, tinha consumido álcool e estava um pouco tonta, nada demais, porém seria arriscado sair pelas ruas assim. Ela ajudou o louro a acomodar a dorminhoca na cadeirinha e sentou no banco do carona, disse onde morava e Naruto a levou em casa.


– Bom, aqui estamos. O que achou do jantar?
– Foi divertido, você é alguém muito agradável Naruto-kun.
– O-Obrigado, Hina. Quanto às perguntas da Yumiko, sinto muito pelo constrangimento.
– Ah, não se preocupe, o que eu disse era verdade.
– Verdade? Então... inclusive você gosta de mim? — Ele deu um sorriso maroto. Hinata sentiu o rosto esquentar, o chefe era realmente uma tentação, não podia negar que ele causava uma sensação estranha nela, mas talvez fosse apenas um desejo carnal e nada mais... ou será que...- É brincadeira. — Ele riu de forma mais descontraída. Porém ele se aproximou subitamente da morena e deu um beijo na testa dela, assim como feito uns meses atrás. — Boa noite, princesa.
– B-Boa noite... Naru.

Notas finais
Eita, Hinata mostrando o lado da maldade, também quem mandou mexer com uma amiga. Acho que se fosse com alguém da família seria pior, não é? Digam o que acharam, favoritem, acompanhem, enfim ~ É isso :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.