Love Again
6 Reload
Notas iniciais
~~JASON~~
Como descrever o que sentia neste momento? Com certeza era um turbilhão de perguntas que vinham em sua cabeça, um turbilhão de sentimentos que o incomodavam para testá-lo para ver se era forte ou não para que seguisse me frente e dissesse ao primo que o amava, mas era amor mesmo?
Jason desde que viu o pequeno no avião, sabia que seus sentimentos pelo menor mudaram, viu que ele se tornou um garoto belo, com feições rígidas e um corpo fiel ao “estilo magricela” como Leo costumava dizer. Aquilo mexeu com ele, fazendo por em dúvida sentimentos antigos, como o amor à Piper, e perguntas que vinham em sua mente como bombas “Está certo?” “Será que ele sente o mesmo?” “Como todos irão reagir quando souberem que era gay?” Sinceramente, não sabia como responder esses tais indagações criadas por si mesmo, pensava “que se foda a todos, vou ser feliz e não há ninguém que irá dizer o contrário, podem não concordar, mas a vida é minha”
E assim foi atrás de Nico, o menor já não mais entusiasmado pelo festa promovida pelo primo fanfarrão, via que o sentimento de solidão acertou em cheio o menor, assim como há dois anos...
–----FLASHBACK ON-----
Nico não sabia onde estava mais, parecia que o mundo havia desabado sobe sua cabeça, podia comparar o que sentia ao dever de Atlas de segurar o peso do céu ao seus próprios ombros.
Decepção amorosa. Odiava essas duas palavras. Não queria saber do ex-namorado mais. Vivia a profanar seu nome, xingando mentalmente e expressando com palavras e gritos para o garoto que apenas o olhava enquanto este o xingava.
– Dalton, seu viado arromabado. – começava Nico – Seu vadio filho de uma puta. Como pode me trair seu filho de uma égua? Desgraçado. Espero que esteja melhor com seu novo namorado e quando ele te fuder, espero que não ande por uma semana. – E assim deixou o ex parado na calçada, e entrou em casa.
Mas em casa sua reação foi diferente, queria alguém para reconfortá-lo, e lá estava ele. O primo que veio passar as férias em sua casa. Jason, sempre com aquele sorriso debochado e belo, feições de paz e também de um líder rígido.
– Nico?. – indagou Jason se aproximando do menor. – Aconteceu alguma coisa? Foi o Dalton?
Nico não respondeu. Apenas se jogou em um abraço no primo colocando toda a raiva, angústia e mágoa para fora. Jason não podia deixar o menor ali, precisava apoiá-lo, retribuiu o abraço e começou a fazer cafuné no cabelo do primo, não suportava vê-lo sofrer, preferia o Nico risonho e brincalhão.
Ainda no sofá, Nico chorava como se as lágrimas não tivessem fim, Jason sempre o tentando reconfortar, mas via que as palavras que dirigia ao pequeno eram em vão. Mas algo inesperado chocou Jason, enquanto este falava Nico o calou com seus lábios, mas ao ver o que fez, o primo simplesmente corou e saiu correndo para seu quarto.
Nunca mais. Nunca mais Jason esqueceu o beijo inesperado de Nico...
–----FLASHBACK OFF-----
~~NICO~~
Não poderia acreditar que estava realmente nutrindo algo pelo primo. Não queria esse sentimento novamente. Dizem que o amor nos leva a um lugar tranquilo, e nos faz sentirmos leve. Amor, droga de amor, para ele o indesejado sentimento só trouxe frustrações e sofrimentos. Não queria sofrer tudo aquilo de novo.
Resolveu que se saísse da festa, ir para um lugar calmo poderia refletir sobre o que estava atormentando em sua cabeça em vários momentos. Realmente I Love It tocando absurdamente alto não fazia daquele lugar um lugar para colocar a cabeça em ordem.
Passou pelas “Termas” que era apenas o lugar de descanso dos pais, em que consistia em uma mesa de baralho e uma banheira de hidromassagem. Saiu das Termas e adentrou-se no Jardim de Perséfone. Sabia o conhecimento que a família tinha por mitologia, e se a família já é toda “mitológica”, por que não utilizar nomes mitológicos para dar nome aos lugares? O jardim era totalmente cuidado pela tia Sally. Possuía rosas, lírios, copos-de-leite, e as mais belas e variadas orquídeas, e tinha como decoração estátuas vindas do “Empório de Anões de Jardim da Tia Eme”. Não podia negar quão belo e inigualável era o trabalho dessa famosa escultora.
Seguiu direto para a piscina. Colocou apenas seus pés na água e ficou ali pensando enquanto ao fundo escutava Reload. É, essa música faz sentido, queria pegar na mão de alguém, e recomeçar a vida, queria um amor livre, um amor que não o machucasse, um amor duradouro.
– Não sabia que alguém tomou meu lugar para pensar. – Jason chegou por trás, dando um pequeno susto em Nico.
– Não sabia que gostava de vir para a piscina. – respondeu por fim.
– Há algum problema se eu me sentar ao seu lado?
– Nenhum
Um silêncio acabou por se instalar ali, mas Jason não deixaria aquela oportunidade passar, precisava falar para o menor dos seus sentimentos, que chegavam a sufocar.
– Nico...
– O quê?
– Eu estou confuso. – murmurou
– Está o quê? Cacete, fale mais alto – disse rindo.
– Eu estou confuso. – repetiu dessa vez mais alto.
– Sabe, não sei se você se lembra. – deu uma pausa. – Se lembra do beijo que me deu quando Dalton terminou com você?
– É-é-é clã-claro que me le-lembro. – respondeu corando.
– Sabe naquele dia você me pegou de surpresa.
– Até eu fiquei surpreso com minha atitude. – suspirou- me desculpa por aquilo Loirão. – e sorriu ao ver Jason dando um sorriso ao ouvir o apelido.
– Sabe, eu fiquei pensado naquele dia o que estava acontecendo. Você acabou por despertar coisas em mim que jamais pensei que algum homem iria despertar em mim. Mas isso acabou por acabar. Mas quando te vi no aeroporto quando chegamos, você reacendeu aquilo tudo novamente. Outra vez um turbilhão de sentimentos... – Mas ficou calado ao ver Nico já corado se levantando e saindo correndo.
– Merda, merda, merda. – disse seguindo o primo.
~~NICO~~
Estavam descendo um pequeno morro que ligava a piscina a praia. Lá estava, o menor descendo correndo, com incerteza de seus sentimentos, chorando, não por tristeza, mas por felicidade de que seu amor era recíproco. Mas o maior acertou seu ponto fraco, ainda temia que seu coração fosse novamente quebrado, temia o amor.
– NICO, NICO ME ESPERA. – dizia Jason ofegante correndo atrás do primo.
–VOCÊ PODE SE AFASTAR DE MIM? – perguntou o menor.
Jason conseguiu chegar perto de Nico, mas o inesperado ocorreu. Eles tropeçaram e rolaram juntos, parecia uma bola de neve humana. Pararam numa posição totalmente desconfortante para ambos. Jason sentado em cima do membro de Nico. O menor corou com a situação.
– Já-jason. – gaguejava – pode sair de cima de mim?
– Nico, primeiramente eu te amo.
– O-o quê? – corou novamente.
– Jason, você está bêbado, saia de cima de mim.
– Soldatino, nunca estive tão lúcido em minha vida. Eu te amo. EU TE AMO. EU AMO NICO DI ANGELO – disse gritando.
– Jason, eu nunca pensei que sentiria algo como senti por Dalton. Desde pequeno te amei, mas eu era pequeno, ainda não entedia. Achava que era um amor fraternal, mas estava enganado, lá estava, bem escondido o amor que sentia por você, um amor de amante. Novamente, fiquei confuso ao te ver no aeroporto, um misto de emoção e amor começou a se instalar em meu coração. Eu também te amo Jason.
Disse essa frase final selando a boca de Jason em seus lábios.
Fale com o autor