Love Again
9 Maybe Dreams Are Real
Notas iniciais
Raios solares entravam pela janela aberta do quarto, tocando nos olhos cerrados de Nico, o acordando. O moreno não queria acordar, não queria dar de cara com a realidade e perceber que a noite que teve com Jason foi uma mentira, que tudo não passou de um sonho, “pelo menos foi um sonho bom” pensou.
Abriu os olhos castanhos e percebeu que a cama estava vazia. O ato atingiu-o como se tivesse levado um soco na boca do estômago. “Droga, tenho que parar de me fantasiar tanto, sempre acho que tudo é real.” pensou magoado. Sentou-se na cama e se deixou por observar o céu límpido e azul, sem nenhuma nuvem para estragá-lo. Olhou para o relógio na cabeceira, eram 12h40min. “Putz, acabei dormindo muito.” Retirou o lençol de seu corpo e percebeu que estava nu. Isso intrigou o menor, como estava nu? Só havia uma possibilidade pensada pelo menor. “Talvez não fosse um sonho”. Mas se calou e voltou a deitar fingindo estar dormindo, pois ouvia sons de passos em direção ao quarto.
– BOM DIA CINDERELA. – gritou um loiro de cueca adentrando no quarto com uma bandeja e uma cesta de piquenique no braço.
– Não precisa gritar Pikachu, já estou acordando. – disse o moreno meio sonolento.
– Só estou acordando uma princesa da Disney. – ironizou o loiro.
– Vai à merda. – disse Nico emburrado.
– Acho que a princesa quer um beijinho. – disse depositando na escrivaninha a bandeja e se aproximando do menor.
– Não tem beijinho com a porta aberta. – disse maliciosamente.
Jason bufou e se levantou, se dirigindo até a porta e a trancando com chave. Literalmente pulou na cama, atingindo Nico.
– Aí, seu mentecapto. – disse.
– Virou nerd para ficar usando essas palavrinhas complicadas? – indagou o loiro sarcasticamente.
– Sempre fui. – disse se aproximando do maior e selando seus lábios. Foi um beijo mais rápido, pois estava dando para ouvir do jardim os roncos da barriga de Nico.
– Acho que alguém está com fome. – disse Jason.
– Esse alguém se chama Nico. – disse se levantando e colocando a cueca.
– Gostava mais quando estava sem cueca. – disse o loiro num muxoxo.
– E eu gosto quando não estou roncando de fome. – respondeu. – E porque essa casa está tão quieta?
– Acho que estão todos de ressaca. Principalmente Thalia. – disse se lembrando da pequena dança da morena.
– Até Bianca? – perguntou Nico espantado.
– Você sabe que aquela menina não bebe por nada. – disse sério. – Mas ela está dormindo.
– Vamos lá embaixo então para comermos?
– Não é necessário ir lá para baixo. – respondeu o loiro calmamente.
– E qual a razão de não irmos?
– Simplesmente porque temos comida aqui em cima. Olhe para a bandeja na escrivaninha.
Nico dirigiu seu olhar para a escrivaninha do quarto. Sobre ela estava uma bandeja com jarra contendo suco de morango, dois copos e pratos. E ao lado da bandeja estava uma cesta de piquenique.
– Onde vamos fazer piquenique. – indagou confuso.
– Aqui mesmo oras. – disse o loiro levantando da cama e se dirigindo a escrivaninha. Esticou uma toalha no chão do quarto e colocou a bandeja. Retirou de dentro da cesta, morangos, cachos de uva, sanduíches naturais e pães de queijo.
– Até que não é uma má ideia. – comentou o menor com roncos na barriga ao ver toda aquela comida.
Comeram praticamente tudo. Particularmente Nico amava os morangos, amava como eles podiam ser doces e azedos ao mesmo tempo, e o gosto dos lábios de Jason lembrava os morangos. Já Jason preferia as uvas, aquele gosto azedo, mas que as papilas ainda pediam por mais, esse era o gosto da boca de Nico, não o gosto azedo, mas o gosto de quero mais.
Nico se levantou, já estava cheio. Pensava em tomar um banho, pois estava impregnado de suor e gozo.
– Aonde vai caveirinha? – indagou o loiro.
– Vou tomar um banho. Estou precisando. – disse retirando a cueca e andando pelado para o banho, deixando Jason olhando estagnado para as nádegas brancas do menor enquanto seu membro já ganhava vida.
Jason retirou sua cueca e seguiu Nico para dentro do banheiro.
– Acho que alguém está excitado. – disse Nico mordendo o lábio inferior, provocando Jason.
– Não é apenas eu. – disse olhando descaradamente para o membro de Nico que já estava bastante rígido.
Jason se adentrou no boxe e beijou Nico enquanto jatos de água morna desciam pelos dois corpos colados.
Levou-se quase uma hora para que o som do chuveiro ligado se cessasse. Ambos os garotos estavam ofegantes devido à recente relação. Corpos colados ainda, beijos que não se cessavam.
– Eu te amo cinderela. – disse o loiro sorrindo de lado.
– Também de amo idiota. – disse puxando o loiro mais uma vez para si.
[...]
Jason, Thalia, Bianca e Tyson tinham saído para fazer compras. Precisavam de suprimentos para fazer o almoço, para praticamente uma família grande. Estava muito calor e Nico preferiu ficar em casa e nadar ao invés de enfrentar um supermercado lotado nesse calor. Percy também havia ficado em casa, porque estava ainda em seu sono de ressaca.
Como dizia Hades, “Está sol pra porra”. Literalmente estava um calor infernal. Graças aos deuses eles tinham uma piscina em casa, “pelo menos um local em que não vou morrer de calor e suor” pensava o moreno enquanto se dirigia a piscina.
Mas ao chegar lá teve uma pequena surpresa. Alguém já estava na água, e esse alguém era a pessoa menos agradável na opinião de Nico. Essa pessoa era Percy Jackson. Nico adentrou na água mesmo sobre os olhares do maior. Mesmo após um tempo aqueles olhos verdes o hipnotizavam.
– Oi. – disse o maior tentando quebrar o silêncio instaurado no local.
– Oi. – respondeu Nico secamente.
– Você fica tão lindo quando está nervoso. – disse Percy tranquilamente.
O que o maior disse foi como um baque para Nico.
– O que?
– Eu apenas disse que você está lindo.
– Não venha com isso para conseguir sexo. – disse o menor se lembrando do incidente.
Percy se encolheu com a lembrança que tinha. – Não quero sexo, estou apenas tentando demonstrar meus sentimentos. – disse sinceramente.
Aquela sinceridade pegou o menor de surpresa. Ele não amava Percy, não mais, apenas o via como um primo normal. E além do mais estava com Jason.
– Não tem problema o que eu sinto. – disse magoado. – meus sentimentos pouco importam a alguém.
– Percy, seus sentimentos importam, lógico. – disse se aproximando do moreno, queria conversar, queria ter uma amizade normal de primos com Percy. – Para mim importam e muito. Mas não sinto o mesmo que você sente por mim. E você precisa aprender a se declarar a alguém. – disse rindo.
– É. Sou horrível com declarações. – respondeu dando um sorriso falso. – Mas obrigado. Não esperaria que você gostasse de mim do mesmo modo como gosto de você.
– Não seja por isso. Eu preci...
A frase novamente no ar. Percy não conseguia mais segurar a vontade que tinha de beijar Nico. Selou os lábios com o do menor. Pediu passagem com a língua, e lhe foi concedida. Puxava o menor para si a cada beijo, ambas as línguas pareciam estar em uma batalha, uma batalha com dois vencedores.
Mas logo esse beijo foi parado por Nico. O moreno estava com os olhos arregalados, o coração batendo a mil e a consciência pesava. Apenas se dirigiu nadando o mais rápido para a beira da piscina. E saiu correndo.
Correu para o quarto e lá se trancou. Como pode beijar Percy enquanto estava amando Jason? E como ousou sentir borboletas no estômago enquanto estava beijando o dono dos olhos verdes?
Balançou a cabeça para esquecer seus pensamentos. Dirigiu-se ao som e colocou Timber para tocar. Precisava esperar Jason voltar e não queria ficar pensando no ocorrido. Uma música era a melhor solução para afastara aqueles pensamentos. Ainda para se alegrar começou a cantar.
It’s going down
I’m yelling timber
You better move
You better dance
Let’s make a night
You won’t remember
I’ll be the one
You won’t forget.
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