Love

8 Pilulas


Notas iniciais
Oie meu povo lindo, gostoso, maravilhoso e que? Gabes se trata pfvr. Tá gente, parei! Olá, vocês estão bem? Espero que sim! Estamos chegando no fim da fanfic. Acho que temos mais uns cinco ou seis capítulos. Bem, espero que gostem desse e avisando, está bem triste e depressivo. O que tá acontecendo com a Mel gente?! Hihihi. Vocês irão descobrir. Muitas surpresas... Boa leitura desse capítulo!

POV ETHAN

"Está tão frio pra você aqui então deixe-me abraça-la". Essa frase definia tudo o que eu sentia em relação a Mel. Ela parecia tão frágil e assustada em meus braços. Mellissa nunca esteve tão quieta e triste como ultimamente. Ela parecia tão terrivelmente cansada. Seus olhos azuis exibiam uma dor jamais sentida por ela antes. Ela não conseguia comer nada — O que era horrível, pois ela comia pra cacete. — , não sorria, não falava. Olheiras leves marcavam seu rosto. Eu me sentia péssimo por não saber o que fazer.

– Mel? Quer alguma coisa? — Perguntei atencioso. Puxei a garota para meu colo e depositei um beijo em sua testa.

– Hum? Ah, sim...Não, obrigado. — Ela respondeu forçando um sorriso.

– Vamos lá. Mel, o que está acontecendo?

Ela suspirou e se afastou.

– Nada. Eu vou sair. — Disse Mel agitada.

– Você não vai. Da última vez que você disse isso, você quase morreu afogada. Você não vai sair até ser a Mellissa de antes. — Ordenei. Ou ela me mata ou ela me obedece. Aposto que ela vai tentar me matar.

– Tá — Mel bufou deitando na cama novamente.

Ela me obedeceu...AH MEU DEUS. Ela está realmente péssima.

– Vou sair para comprar algumas coisas. Por favor não faça nada e não saia daqui. Eu amo você. — Falei saindo do quarto e rezando para que ela não tentasse suicídio outra vez.

...

POV MEL

Depois que Ethan saiu eu percebi que eu realmente não entendia o que estava sentindo. Eu me sentia vazia, mas ao mesmo tempo aliviada. Minha cabeça dava voltas e mais voltas, ela não parava de dar voltas um segundo sequer.

Sentei na cama dando um suspiro. Inalei todo o ar que continha no lugar e forcei outro sorriso.

Falhei

Eu não conseguia manter um sorriso por mais de dois segundos. Algo dentro de mim se corroía cada vez mais. Eu estava cansada, de fato. Saltei da cama e caminhei ao banheiro.

Eu precisava de um banho.

Meia hora depois

Ethan ainda não havia chegado, mas pelos meus cálculos ele deveria estar chegando. O cheiro de rosas entupia minhas narinas. Meus cabelos ainda molhados pingavam encharcando todo o travesseiro da cama. Eu vestia apenas uma blusa moletom e minhas roupas intimas cobrindo o que tinham de cobrir. Nada de shorts. Uma dor forte apertava meu peito. Uma vontade de chorar…

Por que ninguém estava comigo? Por que diabos o meu pai me odiava pra caralho? Eu era a filhinha bastarda. Por que a minha mãe teve que morrer e me largar nesse mundo? Eu não nasci para o amor. Definitivamente não nasci para tal.

Deixei que lágrimas quentes descessem por todo o meu rosto, deixei que soluços escapassem de meus lábios. Deixei que toda a dor saísse de meu peito. Corri até o banheiro e abri a porta do pequeno armário espelhado com rapidez. Abri a tampa do pequeno frasco de comprimidos para dormir. Eu precisava dormir. Eu queria dormir. Apenas dormir e não precisar mais acordar.

Dormir dormir dormir dormir dormir dormir dormir….

Tomei quantos pude tomar, tomei praticamente todos. Eu precisava sonhar.

Deitei em minha cama novamente e deixei que uma escuridão invadisse minha visão.

POV ETHAN

MELLISSA! EU CHEGUEI! VOCÊ ESTÁ BEM? ESPERO QUE NÃO TENHA FEITO NADA DE ERRADO. ESTOU SUBINDO. — Gritei largando as compras em cima da mesa. Poupei a mim mesmo de esperar alguma resposta da pequena. Subi com cautela e abri a porta do quarto sentindo um leve aperto dentro de mim.

Cheguei perto de Melissa e a chamei. Ela precisava comer. Já havia dormido demais.

– Mel? Vamos lá, você realmente precisa comer. Tá bom? Vem.. — Falei relutante puxando a garota. Mas não havia resposta. Ela estava gelada e seu corpo estava mole. Me permitir reparar em seu pequeno corpo. Ela estava tão magra. Seus ossos estavam levemente aparentes. — Mel?

Não...Ela não estava.. Não é? Olhei ao redor do quarto e senti meus olhos já se encherem de lágrimas. O frasco de remédios para dormir estava vazio o chão do quarto. Não… Corri em desespero até o telefone mais próximo.

Ah merda! Mellissa estava morrendo novamente. Mas o que porra estava acontecendo? Disquei o numero da emergência rezando para que ainda pudessem fazer algo.

– POR FAVOR! MINHA NAMORADA ESTÁ MORRENDO. SIM! QUER DIZER, NÃO! ELA...ELA TOMOU UNS COMPRIMIDOS ENQUANTO EU ESTAVA FORA E...AH SUA IDIOTA! ELA ESTÁ TENDO UMA OVERDOSE! — Eu gritava desesperado com a idiota da mulher que não entendia. Dei o endereço e sentei ao lado da garota desacordada.

Por que ela estava fazendo essas coisas? Por que ela queria morrer? Eu havia feito algo?

Uns cinco minutos depois que eu liguei a ambulância chegou e eu acompanhei Mel sendo levada para o hospital. Fiz a ficha de Muller e tive que explicar que “Mellissa não tinha nenhum responsável. Eu era o responsável. Ela só tinha à mim.” E aí ele me explicou que eles iriam a “desintoxicar’’. Eu não queria realmente saber o que eles iriam fazer. Eu só a queria bem e comigo.

...

Por favor, você sabe onde é o quarto da paciente Mellissa Muller? — Um homem que aparentava ter uns quarenta e poucos anos me perguntou confuso. Quem diabos era esse cara?

– Ah, eu estava indo para lá agora. Vem comigo. Mas...Quem é você? — Parei encarando o homem em minha frente.

– O pai dela.

Meu queixo havia caído. Como assim “o pai dela?’’. Ele havia a abandonado...Deuses… Ela precisava saber dele.

– E você? Quem é garoto? — O pai dela perguntou arqueando uma sobrancelha.

– O namorado dela. O que diabos você está fazendo aqui? Você a abandonou! Como tem coragem de aparecer aqui? Depois de tudo. Tem ideia de que isso é culpa sua? Ela acha que não tem amor, que não tem ninguém, pois todos a deixaram. Nem eu sou o suficiente para ela ver o quão é amada. Ela está tão confusa que está enlouquecendo e você não esteve aqui para evitar isso um minuto sequer. — Cuspi as palavras. Eu me sentia tão puto com isso tudo.

Ele ficou calado o caminho todo até o quarto. Em seguida sorriu quando viu a filha e se sentou ao lado da mesma. Ele estava chorando.

– Sabe...Eu realmente não queria ter deixado essa garota. Eu a amava. Mas eu não tinha condições para mante-la em segurança, ou satisfeita, feliz e enfim, eu não pude suportar o fato da mãe dela estar morta e eu apenas ter Mellissa. Eu não sabia nem cuidar de mim mesmo sabe? Eu queria que ela tivesse mais e aí eu fiz a idiotice de fugir de todos os meus deveres e problemas. O quão estúpido eu fui? — Sr.Muller falou chorando e soluçando.

– Bem… Você achou que se a deixasse você estaria fazendo um favor? Haha — Debochei. — E agora ela está aqui. Em uma cama de hospital. Por um segunda tentativa de suicídio. Obrigado.

– Por quê?

– Por praticamente tirar de mim a única coisa valiosa que me restou. Sabe, se você estivesse aqui antes ela seria tão mais feliz… Espera, como sabia que ela estava aqui, e nesse hospital?

– O dono do hospital é meu amigo. Ele sabe que Mellissa é minha filha. Ele me ligou assim que ela chegou aqui. Sabe, ela ainda é minha filha. Eu ainda precisava vê-la. — Ele concluiu olhando para seu relógio. — Eu preciso ir..Nunca conte a ela que eu estive aqui. Sempre que precisar de mim eu vou estar disposto a ajuda-lo. Eu acho que ela me odeia. Ela não precisa saber disso. Aqui tem cinco mil dolares para os dois. Tome. — Muller sorriu me entregando um envelope. — Diga a ela que eu a amo. Eu sou grato por tudo que você já fez por ela. Sei que depressão é algo muito sério, sinto muito por isso, mas cuida dela, por favor. E bom, adeus.

– Eu a amo. Adeus senhor Muller.

E assim ele se foi… O problema era que Mellissa precisava saber disso. Do pai dela. Que ele a procurou. Agora eu vou enlouquecer com isso. Como eu iria explicar o dinheiro e como eu iria explicar que eu sei que ele a ama?

Ótimo, estou fodido.

**

Dois dias depois

Mellissa ainda não havia acordado. Ninguém sabia se ela estava em coma ou se seu corpo apenas precisava descansar o suficiente para que ela ficasse bem. Eu não saia de perto dela quase nunca. Apenas ia para casa, comia, tomava banho e voltava para o hospital rezando para que elas apenas acordasse. Minhas costas doíam por conta do sofá velho. Eu apertava as mãos de Mellissa e deixava algumas lágrimas caírem por meu rosto. Eu só tinha ela, apenas ela e mais ninguém. Se eu a perdesse, eu não sei o que seria de mim. Eu seria só mais um alguém.

Seu rosto havia caído, sua pele estava mais pálida e aqueles malditos tubos estavam em seu nariz permitindo que ela respirasse. Eu a queria de volta para mim. Senti um leve aperto em minha mão e um sussurro.

Ela estava acordada.

Ah meu Deus

– Mellissa? — Perguntei sorrindo. Eu nunca havia me sentido tão grato em toda a minha vida.

– O que...? Por quanto tempo eu dormi? — Mel perguntou confusa. Ela vagava os olhos pelo quarto branco.

– Ah ótimo! Ela acordou! — O médico exclamou entrando no quarto. — Minhas enfermeiras irão examinar você enquanto eu falo com esse rapaz aqui. Eu preciso saber se você já está estável.

– Ok..

Andei até o corredor. O homem só parou quando viu que estávamos longe o bastante do quarto.

– Ethan. Você não pode contar para ela sobre a visita que você e ela receberam. Ela não precisa saber disso. Se você contar o estado dela terá tendência a piorar. — Tentei rebater, mas ele me cortou. — Sério, ela não precisa saber. Quando ela estiver totalmente bem você vai ter a permissão necessária para falar. E enfim, não quero falar apenas disso. Ethan, ela não vai poder ir para casa.

–Como assim? — Ela não podia ir para casa? Por que? Merda.

– Ela vai ter que frequentar um hospital por algumas semanas. Sabe, ela tentou suicídio duas vezes, ela não sabe lidar com seus sentimentos. Ela precisa de ajuda profissional.

– Ela vai ao psiquiatra? Psicologo?

– Isso! Por algumas semanas, ela vai ficar no hospital e quando estiver totalmente bem ela poderá ir para casa. Você vai poder visita-la. Mellissa é forte, entende as coisas rapidamente. Será rápido o processo com ela. Quando estiver totalmente...Tratada ela irá voltar para casa. Ela vai precisar tomar alguns comprimidos para dormir, sabe? Tomar calmantes e etc. Nós sabemos como cuidar dela. Ela irá amanhã para o hospital onde irá receber o apoio e a ajuda que precisa. Talvez ainda queira passar mais um dia grudado ao lado dela. Nos próximos você só irá poder visitar por alguns minutos. Você vai ver que ela vai estar bem.

– Tudo bem, obrigado. — Conclui. Eu estava triste, confuso. Eu estava sem chão. Eu não acredito que Mellissa ficaria em um hospital.

Andei até o quarto onde a garota estava e sentei ao seu lado na cama. O Doutor permitiu que eu deitasse ao lado dela.

– Ethan…- Ela indagou

– Shhh

– Eu te amo… — Mel falou chorando em meus braços. Eu a puxei para perto de mim e me permiti chorar também, pois eu ficaria semanas sem ela. E se ela não melhorasse...Seria para sempre.

Notas finais
Gostaram? Não me matem! Amo vocês, beijos. QUERO REVIEWS.