Seguindo para a loja do Starbucks, consegui pegar um atalho que me fez economizar cinco minutos. A rua estava movimentada, como sempre.

Durou pouco tempo até eu chegar lá. O lugar estava quase vazio. Eu avistei apenas uma senhora com cara de megera com uma criança, acho que era seu neto. – Ela me recordou a Minerva McGonagall de Harry Potter.

Busquei o lugar mais discreto possível, onde ninguém pudesse atrapalhar minha com conversa com o Max, que por sinal acabava de chegar.

– Se você tivesse se apressado mais um pouco, os fofoqueiros de todo o planeta estariam aqui, agora, nesse exato momento.

– Há uma coisa chamada cautela, algo que eu mais tenho. – Disse ele num tom irônico.

– Uh... Gostei de saber, gosto que me tratem com delicadeza.

– Hm... Cuidado, às vezes eu estou com meu espírito voraz em ação. Vai que eu passe dos limites... – Disse ele, ainda em pé.

– Sem problemas.

– Então, o que deseja?

Como assim? “O que deseja?”. Percebi que estávamos numa cafeteria,que por ventura, não é o lugar onde vende assados.

– Um caramel macchiato está de bom tamanho.

De repente o garçom chega.

– O que desejam? – disse o garçom numa voz elegante.

– Um capuccino chantilly e um caramel macchiato, por favor. – O Max fez de questão fazer o pedido.

– Pois não.

E ele se foi com o pedido. Enquanto Max fazia o pedido, tentei disfarçar ao máximo para que ele não os reconhecesse, e funcionou. Ele não nos reconheceu, pelo menos foi o que pude perceber.

Enquanto nossos cafés não chegavam, tagarelava com ele sobre o clima – hoje era um dos poucos dias um tanto ensolarados – . De repente chegara nossos cafés e o garçom se retirava.

Observando o tomar, digo:

– Hmm!... Parece ser tão gostoso o quanto quem está bebendo. – Disse num tom menos sarcástico que o planejado.

– Hm... – gemeu – É tão saboroso quanto você. – Sussurrou num tom mais malicioso que o de costume.

– Queira limpar seu lábio. Há um bigodinho de espuma em você. – não consegui terminar a oração sem uma risada sarcástica.

– Seria muito incômodo pedir para você vir limpar?

Enquanto ele falava, tomava o primeiro gole de meu café, fingi não ter escutado.

– Então, como foi para você o processo de produção de seu primeiro single? – desta vez, não era um tom malicioso ou sarcástico.

– Não foi tarefa fácil, a música eu escrevi inicialmente para a Rihanna, como já sabe. Mas às vezes, eu me identifico muito com algo que faço como aconteceu em Do It Like A Dude. Se eu ia ao banheiro, começava a cantar – Dirty dirty dirty dirty dirty dirty sucka, You think I can't get hurt like you, you motherfucker– Então, era o momento que eu sabia que ia ficar com a letra para mim.

– Agradar a si mesmo em primeiro lugar. Do It Like A Dude não é uma canção que meu afilhado pode ouvir. – senti o sarcasmo percorrer pelas palavras.

– Certamente.

Ele me falou de como estava sendo gravar o segundo CD com os outros integrantes de sua banda. Me pareceu interessante.

– É legal quando você está rodeado de profissionais, de pessoas que só querem ver seu bem, seu sucesso. Eu não tenho problemas com o Nathan, Siva, Tom e nem com o Jay, eles, além de integrantes da nossa banda, são como irmãos para mim. – disse ele num tom amigável.

– Vocês conquistaram meu iPod. Glad You Came é uma das faixas mais reproduzidas, sem contar que eu amo o seu vocal e o do Sykes.

– Disponha! – disse ele entusiasmado.

Agora o assunto não era mais a música. Percebi que Max havia me convidado para sair, mas era impossível de eu aceitar o convite para hoje. Teria que ser uma mulher completamente sem vaidade ou cuidados para aceitar uma proposta de última hora – se é que foi isso mesmo que eu entendi.

– Não se imagina amanhã na primeira página do Jornal The Mirror? Max George sai de prédio de sua gravadora acompanhado da Jessie J, astros foram a um jantar romântico. Que patético não acha? Ainda existem paparazzis pela rua. – ressaltei num tom de voz reduzido.

– Não seria melhor Max George é pego em momentos salientes com a cantora Jessie J? – sussurrou num tom sarcástico convincente.

Parei por um minuto e sorri. Com uma voz tão maravilhosa, ficou um pouco difícil prestar atenção no que ele sussurrava. Depois de entender o que ele havia falado fiquei pasma sem saber o que dizer.

Sorte nossa não ter ninguém por perto. Ou melhor, sorte a do Max que se aproximou de mim me surpreendendo com uma mordidinha leve no pescoço. Meu desejo era que ele continuasse a me morder lentamente, até ele não resistir mais. Deu pra sentir sua mão tocando a parte esquerda de meu pescoço, o que me fez, ingenuamente, inclinar para o lado em que ela se encontrava. Por um momento eu achei que estivesse me arrepiando com a carícia, quando percebi que estava de cabeça inclinada à toa. Adorei aquilo, era tudo que eu precisava para fugir do trabalho duro.


“The slightest words you've said

Have all gone to my head

I hear angels sing, in your voice

When you pull me close,

Feelings I've never known

They mean everything,

And leave me no choice”

Eu não sabia o que dizer. Era como eu ter minha lingerie tirada suavemente por suas mãos que me geravam prazer. Era tão surpreendente quanto ter seus lábios tocando os meus. Foi um ato que me fez pensar em passar minhas unhas por seu corpo todo e dar ênfase na parte do abdômen e deixá-lo excitado.

– Queira ligar para mim para combinarmos o local. – Num primeiro momento imaginei o Max cheio de dúvidas. Que local? Ela terá aceitado meu pedido?.

Senti que ele tinha várias novas ideias em sua cabeça e as colocaria em prática muito em breve, mesmo que ainda estivesse chocado com o quão delicado era minha pele. Era claro que ele ia adorar transar com a Jessie J e ver o comportamento tão eloquente dela saindo da linha na hora do sexo, porém, ver isso acontecer talvez fosse ainda mais tentador.

Percebi que ele sabia que chegou o momento de eu partir, afinal, nós já estávamos parados ali por um tempo. Ele me deu um abraço extremamente confortável, mesmo de salto, ele parecia ser mais alto do que eu. Saí cantarolando – I can do it like a brother, Do it like a dude Grab my crotch, wear my hat low like you… –, era realmente algo que o deixasse com vontade de puxar para seus braços e me cobrir de carícias. Não era lá ruim se ele fizesse isso, mas eu não queria ser alvo de fofoca, pois percebi que uma cliente – que tinha cara de mexiriqueira, talvez fosse uma olheira de sites de fofocas – acabava de chegar a nossas proximidades. . Sorte a minha não ser alvo dela, eu tive o máximo de cuidado possível para que ninguém tivesse nos visto.