L.o.v.e
4 Lembranças
Notas iniciais
Não demorou muito para o ônibus passar. Entrei no ônibus e fui direto para o 1º andar, hoje estava disposta a observar toda Londres. Algumas pessoas me reconheceram, e pediram para eu fotografar junto a eles, e eu não neguei, claro. Eles foram tão simpáticos, tão gentis...
Peguei meu iPod e meus fones, e comecei a ouvir música. Primeiro Love On Top – You're the one that gives your all, you're the one I can always call when I need you make everything stop finally you put my love on top –, depois Rolling in the Deep – See how I'll leave with every piece of you don't underestimate the things that I will do –. Eram músicas tão honestas… No refrão de Rolling in the deep me lembrei de algo que acontecera no passado.
Era uma bela tarde, tão linda que era impossível de ficar mais linda. Eu saí para um piquenique com meu pai, minha mãe e minhas duas, Hannah e Rachel, que eram cinto e sete anos mais velhas do que eu. Eu tinha onze anos. O lugar, quem fez questão de escolher foi o meu pai, com opiniões de minha mãe. Era um grande parque, onde a grama era mais verde que a pele dos aliens. Os espaços eram preenchidos por gangorras e outros brinquedos, sem contar que havia outro brinquedo sinistro lá. Havia uma parte que era feito especialmente para as crianças, onde tinha escorregadores, túneis e uma casa da árvore que era bem vasta.
Encontrei um amigo da minha escola lá, o João. Meu pai e minha mãe se juntaram aos dele para conversar. Enquanto eu brincava com o João, éramos vigiados pela Rachel e pela Hannah. Desci inúmeras vezes no escorregar, me aventurei com o João pelos túneis e consegui convencer a minhas irmãs nos levarem para a casa da árvore.
– Pai, a Jessie quer ir para a casa da árvore. – Disse a Rachel, enquanto a Hannah nos recolhia caso ele permitisse.
– Está bem, só toma cuidado.
Meus pais tinham o máximo de cuidado comigo, já que há algumas semanas fui identificada com batimentos cardíacos irregulares. Não parecia ser importante, mas afinal, era.
Subimos até a casada árvore, e lá encontrei um quarto da branca de neve e os sete anões e era lindo. Havia também uma mesa com cadeirinhas infantis. Aproveitei para fotografar e logo estava de volta brincando com o João. Meus pais e os deles continuavam tagarelando lá embaixo.
– Aposto que você não conhece esse desenho. – disse o João mais eufórico que nunca.
– Claro que sei, são as tartarugas ninjas. Eu tenho todas elas de pelúcia no meu quarto.
– Ah, aposto que esse aqui você não conhece.
– Claro que sim, é o Naruto, um desenho de origem japonesa. O Gara é o meu personagem favorito.
Continuei a tagarelar com o João, até que meus pais nos chama:
– Fim de passeio, crianças.
Parecia que estávamos ali fazia cinco minutos, mas na verdade, já passava de três horas. Despedi-me do João, foi um passeio e tanto. Foi pura coincidência ter nos encontrado lá, não era o planejado, mas de qualquer forma, valeu à pena.
Meus pais já haviam recolhido as coisas e estavam se despedindo da família do Jô. Depois que a família do J se vai, meu pai fala:
– Corrida até o carro!
E eu simplesmente desmaiei. Talvez eu tivesse me aventurado demais, mas não. Não tinha me aventurado demais, até por que, estava sobre a custódia das minhas duas irmãs.
“Chega de brincadeira, Jessie.” Dizia meu pai. Eu não estava brincando, eu estava realmente desmaiada. Foi algo supérfluo meu pai falar aquilo, ele sabia que eu não costumava brincar com algo sério.
Pouco tempo depois, eu já estava acordada no carro ouvindo meu pai falar que no dia seguinte eu iria ao cardiologista.
Enquanto eu refletia, observava pelas janelas as lindas paisagens de Londres, que por sinal, era cada dia mais belas. Meu iPod já não tocava mais Adele. A música já tinha acabado a algum tempo. Eu teria passado do meu destino? Não, só fazia quinze minutos que eu estava naquele ônibus, era o próximo destino.
Acabava de chegar ao meu destino. Rua três, Mayfair. Prédio 14, apartamento 12 no décimo sexto andar, repetia em minha mente. O prédio se encontrava na minha frente, a poucos metros.
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