Lousa Mágica

1 Capítulo único


Notas iniciais
Bom... já faz um tempinho que estou escrevendo essa história, e finalmente animei pra postar ela kkkk Espero que gostem, é um projeto bem diferente do que eu estou acostumado a escrever. Até a próxima XD

Desci do táxi tomando um copo de café e passei pelas portas do Chicago's metropolitan hospital.

—Bom dia,doutora Stone. — Rosalie,a recepcionista do hospital, me cumprimentou.

-Bom dia,Rosé. Hoje eu tenho atendo o rapaz no 603,certo? -Respondi.

-Não,ele recebeu alta. Hoje você atende a moça do 302,Viollet LaRose. — Rosalie respondeu e me entregou a ficha dela.

Vinte e seis anos,a mesma idade que a minha. Teve câncer nas amídalas e precisou removê-las,perdendo a fala. Recentemente,o câncer manifestou no pulmão. Entrei no elevador e apertei o botão para subir até o quarto andar.

[...]

— Bom dia.Meu nome é Jasmine Stone.Vou acompanhar você pelas próximas semanas. A linda moça,de pele negra,cabelos curtos e olhos verdes me respondeu com um sorriso.

Ela fez alguns sinais com as mãos,que fui decifrando aos poucos "você...sabe...libras?" Fiz alguns sinais,meio duros,querendo dizer "algumas coisas."

Tentamos estabelecer uma conversa,mas meu conhecimento de libras "super-amplo" que eu aprendi com uma colega de faculdade dificultava as coisas. "Volto em um instante",sinalizei.

-Chamei uma enfermeira para tomar conta dela enquanto eu descia até o meu armário e pegava minha bolsa.Em seguida,voltei para o quarto. A enfermeira saiu e eu voltei a me sentar na cadeira ao lado de Violett.

Tirei da bolsa duas lousas mágicas,daquelas para crianças, e comecei a escrever nela. "Que tal conversarmos por aqui?",escrevi. Ela desenhou uma carinha sorrindo. Ficamos conversando por uma hora,escrevia e apagava, trocando mensagens e sorrisos desenhados. "Foi muito bom conversar com você",escrevi e apaguei após ela ler. " já deu meu horário" "Tudo bem. Você volta amanhã?",ela respondeu. "Sim,nesse mesmo horário." Respondi.

Atendi mais quatro pacientes no dia.Por sorte,todos eles apresentaram melhoras no diagnóstico. Fiquei no trabalho até as 6 da tarde e fui pra casa. Não conseguia parar de pensar na garota.

— Eu não deveria. Ela é minha paciente. — Falei pra mim mesma,tentando afastar a imagem dela do meu pensamento, mas aquele sorriso penetrava cada vez mais fundo na ideia de me relacionar com ela. Passei o resto do dia ouvindo música e nem notei a hora em que dormi.

[...]

Algumas semanas se passaram desde que comecei a atender Viollet.Meus sentimentos por ela se tornavam cada vez mais fortes. Seu sorriso irradiava nos meus pensamentos. Até o dia da cirurgia dela.

Cheguei no hospital no horário de costume, peguei a ficha de Viollet e subi até o andar do seu quarto. Quando entrei,me surpreendi,pois a cama onde Viollet estava havia sido ocupada por outro paciente. Saí do quarto e fui até a recepção para descobrir o que havia acontecido.

— Rose, onde está a Viollet? Fui atender ela hoje e ela não estava no quarto. — Perguntei.

— Você não soube? Ela teve uma piora essa madrugada e foi transferida para um hospital em Washington para fazer uma cirurgia de emergência.

— Ela disse, com tristeza no olhar. — As chances de melhora são pequenas,mas vamos orar para que tudo dê certo. A notícia me acertou como uma pedra. Pensei na forma que ela sorria pra mim,todas as manhãs. E provavelmente, eu nunca mais veria aquele sorriso novamente. Tentei parecer calma o resto do dia, para não assustar os outros pacientes,mas estava aflita.

Quando meu expediente acabou,fui imediatamente para casa. Tentei ligar no telefone residencial dela, na esperança se algum familiar me dar notícias. Sem sucesso. Passei o resto da semana naquela aflição,me preparando para o pior. Naquela sexta-feira,cheguei alguns minutos mais cedo. Rosalie tinha uma ficha em mãos e um sorriso no rosto.

— Lembra-se da moça do 302,Viollet? A cirurgia dela deu certo. Ela recebeu alta ontem à tarde. Vai passar aqui para pegar alguns pertences.

— Mesmo? Que maravilha. Fico aliviada. — Respondi. Senti um peso enorme sumindo das minhas costas. Quando Viollet chegou no hospital,ainda estava um pouco frágil por causa da cirurgia. Fiz questão de recebê-la,em seguida,ajudei-a com seus pertences.

— Fico tão feliz que tenha se recuperado. Eu e as meninas do hospital ficamos muito preocupadas com você. — Disse,lhe dando um abraço leve. " Obrigada ", ela expressou em libras. Peguei um papel no bolso e comecei a escrever nele. " O que acha de sairmos um pouco? Deve estar cansada desse clima hospitalar." Ela pegou o papel e respondeu. " Claro! Me acompanharia para um café?" Desenhei um rostinho sorridente, e saímos do hospital

Notas finais
Comentem o que acharam XD
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!