“And even though we made sweet love all night
I need sex for breakfast, feels so right
”
Christina Aguilera

Arthur acordou com o barulho do banheiro. Esfregou os olhos e olhou no relógio. 7h40. Cedo. Bem cedo. Ariadne saiu do banheiro de banho tomado, vestindo uma camisa dele e um shortinho.

- Bom dia. – Ela cumprimentou sorridente.

- Caiu da cama?

- Oh, eu te acordei? – Ela sentou na cama e deu um beijo nele. – Desculpa. Pode continuar dormindo.

- O que aconteceu?

- Nada. É só... Acho que estou descansada.

A expressão de Arthur era, no mínimo, surpresa. Ninguém consegue efetivamente descansar nos dois meses seguintes do primeiro trabalho.

- Eu me sinto ótima. – Ela sorriu novamente, com os olhos brilhando e lhe deu outro selinho. – Durma um pouco mais, vou fazer o café.

Cerca de meia hora depois, Arthur a estava abraçando por trás enquanto ela secava a louça que acabara de lavar.

- O cheiro desses croissants está pela casa toda que eu não pude esperar mais um minuto pra sair da cama.

Ariadne sorriu.

- Ficam prontos em cinco minutos.

- Que sorte a minha de ter uma francesa da minha casa. – Ele sussurrou, beijando-a no pescoço. Ela riu.

Antes das 9h, já estavam terminando de tomar café.

- A gente tem planos pra hoje? – Ela perguntou enquanto comiam. Arthur balançou a cabeça que não. – Então vamos à praia? Quero curtir essa cidade de verdade antes de ter que voltar pra Paris. Que foi? – Ela completou depois que ele resmungou.

- Vai mesmo voltar? – Ele perguntou meio que fazendo bico.

- É meu último semestre, Arthie. O último. E aí eu sou livre...

- Pra ficar comigo.

Pega de surpresa, ela sorriu. Ainda não conseguia acreditar em tudo que acontecera nos últimos quatro meses.

- Pode deixar que eu lavo a louça. – Ele falou, sorrindo pra ela.

- Ok. E praia mais tarde.

---X---

- E aí, tudo bom? — Eames falou assim que Arthur abriu a porta e já foi entrando, com Yusuf e Dom (que deu de ombros como quem pede desculpas). — Cadê aquela sua namorada baixinha que a gente costuma chamar de chaveirinho?

- Oi pra você também, pode entrar. — Arthur falou e franziu a testa olhando no relógio. — No quarto, eu acho, vou chamar.

Ele entrou no corredor e Dom foi com ele. Fazia duas semanas desde que ele acordara, mas ele nunca falou sobre o limbo. E parecia que não ia falar.

- Desculpa a entrada.

Arthur deu de ombros.

- Vindo do Eames, era de se esperar. Qual a ocasião?

- Yusuf vai voltar para Mombasa. Pra valer, dessa vez.

- Oh. — Arthur falou, realmente surpreso e abriu a porta do quarto após bater uma vez. — Oh. — Repetiu.

Ariadne estava deitada, dormindo profundamente, vestida da mesma forma que ele a vira pela manhã, por cima dos lençóis. Sendo que ela tinha ido para o quarto enquanto ele arrumava a cozinha só para trocar de roupas.

- Coitada, esses primeiros meses são terríveis. — Dom murmurou. Arthur estava pronto para dizer o quanto ela estava desperta há quarenta minutos atrás, mas desistiu. — Vem, deixa ela descansar.

---X---

Cheia de preguiça, Ariadne bocejou e se espreguiçou ainda na cama. Sentou, coçou a cabeça, procurou os chinelos, calçou-os. Meio que como um zumbi, atravessou o corredor, ouvindo risada e vozes vindo da sala sem processá-las bem. O cérebro não estava trabalhando na velocidade normal.

- Ah. Oi garotos.

- Hey Ariadne. — Cumprimentaram de volta.

Ela foi direto para a cozinha, esquentou uma caneca de café e voltou para a sala.

- Tem algum trabalho pra hoje que eu não saiba? — Perguntou, sentando no braço da poltrona em que Arthur estava.

- Não. Sou só eu indo embora, mesmo. — Yusuf respondeu, erguendo sua cerveja.

- Oh... — Ela murmurou. — Boa sorte então, eu acho. E espero que a gente possa se ver de novo, em outros trabalhos ou não. — Sorriu e ganhou um sorriso de volta, antes de se voltar para Arthur. — Quanto tempo eu dormi?

- Na verdade... — Ele começou. — Eu ia perguntar o que te deu, você dormiu três horas. — O queixo dela caiu. — Isso porque você estava sem sono. Quero só ver quando você estiver com sono.

---X---

Depois de quase dois meses em Los Angeles, Ariadne ia voltar para a França – um mês atrasada da volta às aulas. No final da semana eles pegariam uma ponte aérea até Nova York e passariam mais sete dias num flat de Arthur por lá, antes dela embarcar para Paris. Ele a seguiria pouco tempo depois.

Enquanto isso, o professor Miles havia passado um trabalho que cobriria os dias que ela ficara fora. Arthur separara um cômodo de sua linda casa só para que ela desenvolvesse e executasse seus projetos.

O sol já estava se pondo quando Arthur entrou na área de trabalho de Ariadne, que analisava atentamente a maquete que fizera.

- O que você acha? – Ela perguntou sem olhá-lo. Ele balançou a cabeça.

- Parece ótimo. Só me pergunto o que você fez com o meu cômodo?

Ela riu e se virou para ele. Ao contrário de todos os outros cômodos da casa em que ele colocava a mão, aquilo estava uma bagunça. Ela passou a mão no cabelo dele, sorrindo. Estava acostumando a vê-lo com roupas um pouco mais casuais, sem o cabelo perfeitamente penteado para trás e gostava de vê-lo das duas formas.

- Este não é seu cômodo.

Ele sorriu, puxando-a pela cintura carinhosamente e lhe dando um beijo.

- Já terminou? – Arthur perguntou nos lábios dela. Ela respondeu com um murmúrio qualquer. – Então eu tenho uma coisa pra você, vem.

Sem entender nem questionar, Ariadne deixou ser levada pela mão até a porta do quarto, onde Arthur cobriu seus olhos, guiando-a com calma para dentro. Antes de ter a visão liberada, ela sentiu vários cheiros: velas, flores, queijo...

A única coisa que conseguiu fazer ao ver no que o quarto se “transformara” foi cobrir a boca, surpresa. Meia hora atrás, quando ela saíra do banho, nada daquilo estava ali, apenas Arthur fazia o jantar na cozinha.

Mas agora ao lado da cama havia uma mesinha coberta por pétalas de rosas, com frutas, pão e uma panela de fondue – o queijo -, sem contar a champanhe. Ela olhou para Arthur sorrindo. O alaranjado do céu lá fora deixava o quarto ainda mais bonito.

- Tomara que você esteja com fome. – Arthur quebrou o silêncio. Ariadne sentou-se na cama e pegou uma uva.

- Eu estou. – Respondeu e bateu a mão no colchão ao lado dela. Ele fechou a porta antes de sentar-se com ela.

Depois de cerca de quinze minutos comendo e conversando sobre diversas coisas, Ariadne já se sentia satisfeita. Ela tomou mais um gole de sua champanhe e pousou a taça na mesa.

- Ok, qual a ocasião? – Perguntou encarando-o.

- Como?

- Para fazer tudo isso, qual a ocasião. – Arthur tentou manter a cara de paisagem, mas Ariadne continuou firme. – Não tente me enganar, Arhie, você não consegue. Você é o armador. Nenhum dos seus passos não é calculado. – Ele sorriu.

- Espertinha. – Ele também deixou sua taça na mesa e se aproximou um pouco dela. Respirou fundo e olhou-a nos olhos. Antes de dizer qualquer coisa, passou os dedos na bochecha dela. Ariadne sorriu, fechando os olhos sob o toque dele. – Eu te amo.

Os olhos dela se abriram imediatamente em choque, encarando-o. Tinha certeza que não respirava – não conseguia se lembrar de como fazer o ar entrar e sair de seus pulmões. Só se deu conta disso quando o ar escapou engasgado de sua garganta.

- Eu te amo. – Ele repetiu com firmeza. – Você tem razão, eu nunca dou um passo que não seja calculado, nem nos sonhos. E eu nunca senti nada tão forte por uma mulher como eu sinto por você. Entende? – Ela balançou a cabeça que sim, mesmo não tendo absorvido nada. – Ariadne. – Arthur continuou, falando mais lentamente e se aproximando mais. – Eu quero construir uma vida com você. Uma vida normal. Saito nos ofereceu um emprego, assim não precisamos pular de país para país. Podíamos ter uma casa, no lugar que você quiser. E filhos. Ariadne. – Ele tirou do bolso de sua bermuda uma caixinha de veludo vermelha e a abriu. O anel prateado com um único diamante reluziu para ela. – Quer casar comigo?

Demorou o que pareceu uma eternidade para Ariadne se lembrar como se articula as palavras e a única coisa que saiu foi um engasgo. Tanta coisa aconteceu nos últimos quatro meses, ela mal podia acreditar. Sem processar direito o que fazia, ela tocou o diamante da aliança. Parecia um sonho...

Num estalo, tudo aquilo pareceu bom de mais para ser verdade, na cabeça da arquiteta, e ela buscou seu totem no bolso. Vai que ela tinha caído no sono novamente, desligando como vinha ocorrendo naquele mês. Colocou o bispo em pé na mesa e sem demora lhe deu um peteleco. Ele caiu e rolou para o chão.

Inundada por uma alegria absoluta, ela voltou a olhar para Arthur, que esperava pacientemente que ela processasse a informação. Ele sabia que ela podia dizer não. Ela é nova e ele não tinha certeza do que exatamente ela sentia. Mas sabia o que ele sentia. E esperaria por ela, se preciso.

- Fala de novo. – Ela sussurrou.

Sorrindo com as covinhas, Arthur tirou a aliança da caixinha e pegou a mão esquerda de Ariadne na dele.

- Ariadne. Você quer construir uma vida comigo, me dando a honra de ser minha esposa?

Duas lágrimas grossas escorreram pelas bochechas dela quando ela sorriu, balançando a cabeça que sim.

- Eu quero. – Respondeu, fazendo-o sorrir ainda mais. Ele colocou o anel no dedo dela e beijou as costas da mão da arquiteta, antes de ser atacado pelos lábios dela nos dele.

OUÇAM A MÚSICA

Meio rindo, eles se grudaram mais um no outro, se beijando como nunca haviam se beijado antes, tentando se tocar e sentir e amar.

Ariadne tirou a camiseta de Arthur, beijando-o no pescoço, ombro ao mesmo tempo que as mãos dele estavam por baixo da blusinha dela, desabotoando seu sutiã, tocando sua pele. Ela tirou a própria roupa e Arthur a deitou na cama com calma, abrindo o short que ela usava e tirando-o junto com a calcinha. Também abriu a própria bermuda e deitou sobre ela tranquilamente, beijando-a nos lugares que ele sabia serem os que ela mais gostava.

Arthur aprendera rápido a decifrar Ariadne. Ele sabia onde tocar para levá-la à loucura e ela adorava esse jogo, mas não hoje. Hoje ele tinha pedido para ela ser a mulher dele, ele disse que a amava. Tudo que ela queria ouvir.

Meio entorpecida, ela desceu as mãos pelas costas dele até chegar no cós da bermuda, tentando tirá-la, quase com desespero ela lhe agarrou os cabelos, beijando-o.

- Eu também te amo, Arthur. – Falou com a voz meio rouca. – Me ame. Me ame agora.

Era uma ordem e ele obedeceu imediatamente. Tirou as peças que faltavam e voltou para cima dela, encaixando-se. Um gemido escapou da garganta de Ariadne ao senti-lo dentro de si. O tamanho de Arthur era ótimo para ela e ela adorava ser preenchida por ele, adorava cada pedacinho dele, seus olhos escuros, suas covinhas, seus gestos, seus músculos. Ele era tão bom em tudo que a deixava zonza, embriagada.

Eles se moviam juntos, conscientes de cada um de seus movimentos. Arthur tocando-a nos lugares certos, Ariadne arranhando-lhe as costas. Se beijando, se sentindo, se amando. Até chegarem ao ápice juntos.

Uma onda de calor subia pela espinha de Ariadne a todo o instante. O ar saia irregular por seus lábios no dele – seu noivo -, que também respirava com dificuldade. Depois de alguns minutos ele saiu de dentro dela, deitando do seu lado da cama, mas sem deixar de olhá-la.

Tinha uma certa adoração no modo como Arthur olhava para Ariadne, mas não o suficiente para incomodar. Era mais puro, mais... profundo. Ela conseguia acreditar nele só com esse olhar. Na verdade – ela chegou à conclusão – ele nem precisava falar que a amava. Ele só precisava olhar para ela dessa forma.

Um sorriso brincou em seus lábios. Ele era tudo que ela precisava, é tão frustrante não terem se conhecido antes! Não haveria problema algum em estar com ele assim como nesses dois meses de sonho em Los Angeles.

Os dedos de Arthur começaram a passear pelo corpo de Ariadne com delicadeza, traçando as curvas dela num movimento quase que encantado, deixando a pele dela arrepiada.

- Você é tão pequenininha. – Ele falou em voz baixa. – Toda miúda e branquinha... Às vezes eu fico com medo de você quebrar, mas logo lembro da mulher forte que você é.

Ariadne sorriu, se aconchegando nele.

- Eu tava pensando... A gente pode marcar o casamento pra próxima primavera. O que você acha?

Ela demorou um pouco pra responder.

- Soa bem pra mim.

- Que bom. – Ele suspirou aliviado. – Pode ser na França mesmo, se você preferir. Sua família ta toda lá, né? E você já vai ter se formado.

- É, pode ser logo depois da formatura. – Concordou. – Antes do seu aniversário. Não faço questão de igreja. Meus pais têm uma casa linda no interior do país onde eu passava as férias de verão, com colinas e um rio. Pode ser lá.

- Oh. Vamos ter tempo pra planejar, mas isso também soa bem.

Ele não viu Ariadne engolir seco, porque ela disfarçou rapidamente, colocando as mãos espalmadas no peito dele e invertendo as posições.

- Arthie, sabe de uma coisa? Você realmente não precisa ter medo de me partir ao meio ou sei lá o quê. – Disse, com os lábios próximos dos dele. – Você pode fazer o que quiser comigo.

Um sorriso safado cresceu nos lábios de Arthur e ele a beijou com desejo. Virou-a na cama, mesmo sob os protestos dela.

- Você disse pra eu fazer o que eu quiser. – Ele falou. Soava bastante como o armador que ela conhecia.

N/A: Gente, eu espero que vocês não tenham feito como a minha beta e estejam vivinhas agora. –Q

Esse capítulo ta pronto há alguns dias, mas o nyah tava fora do ar, né? rs Agora, peço um pouco de paciência, porque eu preciso escrever a MW2B antes de voltar a escrever essa aqui, ok? E vai ter mais Eames no próximo, antes que vocês comecem a perguntar –q

Obrigada heri, Carol Black, Geo e Sammy por comentarem =D

Até o próximo ;D

B

N/b: Eu não obedeci a By, e morri, e voltei à vida. Q Tá vendo como é que o Joe ia ficar limd com a Ellen? ;;3/ Essa é Sam frustrada porque ele resolveu pegar uma baranga qualquer, mas eu ainda acredito em Josellen (???????). MAS DE QUALQUER JEITO, TIVE MAIS FILHOS DO QUE A ARIADNE LENDO ISSO, OK. Arthur é ~~~~~~~~CENSURADO~~~~~~~~ Mas ainda sou fiel ao Eames. U_U E ARIADNE SAFADONA RSRSRSSRSRS N Só ficava melhor se tivesse ~eu~ pegando o Eames na fic. Ponto.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.