Notas iniciais
Amor está tanto para loucura quanto idéia está para demora.
Obrigada por ler!

Era uma vez... Todas as histórias começam com “era uma vez”. Talvez essa não seja uma vez, talvez sejam dois... Loucos.

Essa história se passa no Rio de Janeiro, mais precisamente no 1º dia de dezembro de algum ano que não me recordo. Morava na parte nobre, um moço paulista, bom partido, moreno e nos seus anos dourados. Era apaixonado por uma carioca de bom feitio, não tão rica, não tão pobre, mas de bom coração.

Acontece que, no depoimento de um vizinho desse moço, dizia que ele começara a namorar essa mulher no começo de dezembro, e que três meses depois, já iriam se casar. Para preservar as identidades, vou chamar o homem de Vicente e a moça de Marisa.

Nas vésperas do casamento, apareceu uma mulher (que vamos chamá-la de Amanda) que se dizia apaixonada por Vicente. Sabe-se lá de onde ela surgiu, mas dizia ter vindo de muito longe para se casar com ele, como tinha prometido. Falava que quando crianças, eles sempre brincavam perto de um pé de romã, e que os pais eram muito amigos. Hospedou-se num hotel perto da futura casa do casal e lá ficou por um tempo.

Depois do casamento, a vida de Vicente e Marisa virou um inferno. Amanda vinha importuná-los o tempo todo, não satisfeita de não ter se casado com ele, sendo que Vicente nem a conhecia.

A casa aparecia sempre toda cheia de tinta; móveis quebrados por todo canto, sempre que saíam; roupas fora do armário... Enfim, não dava pra viver assim. Em oito meses, Marisa já fora embora, cansada daquela vida e seu marido (ou ex) nunca tomar nenhuma providência.

Pouco tempo depois, Marisa morreu num acidente de carro, e a perícia concluíra de que fora sabotagem. Vicente, que ainda era apaixonado por ela, ficou louco de raiva, pois já sabia quem foi o sabotador.

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Um ano depois, perto do natal, Vicente decidiu dar uma festa para toda a família e amigos, já que não os via fazia muito tempo e no natal iria viajar negócios (fazer o que, foi a única temporada que ele conseguiu passagem). No fundo do quintal, tinha um pé de romã, que só deu frutos em novembro. Era novinha ainda, tinha dez meses, por aí...

Notas finais
Poxa, como será que o pé de romã foi parar no quintal dele? Suspeito...
Reviews, sugestões, número do cartão, é só escrever. Reclamações... também. ¬¬'