Loucura

1 Capítulo 1: Louca pela ultima vez...


Notas iniciais
Como smepre, dois pontos de vista pra entender (quase) tudo Boa Leitura

O medo apossou-se novamente de mim. Aquela fria sensação que levava embora todos os outros sentimentos, como o vento leva as folhas secas e amareladas de outono. Recolhi minhas pernas para meus braços, e abaixei minha cabeça em uma frustrada tentativa de esquecer aquele negro pesadelo. Não parava de olhar para os lados, naquela triste sala desconhecida. Muitos pensamentos começaram a atormentar-me, novamente. A dor de cabeça que aquilo me proporcionava quase nem se comparava ao temor. O pesar de minha mente aumentava gradativamente a cada instante, e não conseguia deter aquilo.

Senti uma mão em meu ombro. Não uma mão reconfortante, e sim uma áspera, melancólica, tanto quanto as coisas ao meu redor: uma maca e uma pequena mesa. Brancas. Olhei para cima, mas deparei-me com ninguém, ou seria mais correto eu dizer que não deparei-me com ninguém? Mas me fez encolher mais ainda no canto da sala branca no qual eu me encontrava. Senti colocarem algo em mim, como se me vestissem. Ataram os meus braços, e eu me sacudia em uma tentativa, frustrada, de libertar-me. Subitamente, senti uma picada em meu braço. Ou algo parecido. Algo perfurava minha pele e penetrava adentro. Fiquei tonta. Sem noção alguma do que ocorria, como se eu tivesse alguma anteriormente. E simplesmente adormeci. Para nunca mais acordar no mundo frio e sem vida que era aquele.

-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~

Eu olhava a moça de pele alva pela janela. Estava encolhida em um canto, não sabia bem o porquê. Ela tinha os cabelos bem sujos, e seu rosto estava oculto pelos braços. Usava uma camisola branca e estava em um quarto da mesma cor, sendo que este possuía apenas uma cama e uma mesinha bem simples. Ela debatia-se ao ar e estava sempre olhando para os lados, sempre com a mesma expressão estampada em seu rosto: pavor, medo. Fiquei observando-a em transe. Por que a maltratavam? Fiquei absorto em meus pensamentos até que dois homens também de branco (não entendia o motivo de tudo ser dessa cor) entraram e prenderam-na em uma camisa de força e deram uma injeção a ela. Pareceu que não doera, e começou a dormir. Os dois homens a tiraram da sala pela única porta existente e começaram a cavar um buraco no jardim próximo dali. Foi então que minha mãe me segurou pela mão e me disse que estava na hora de ir embora, voltar para casa. Ela possuía lagrimas nos olhos. Então, obedeci-a e saímos do lugar. Só entendi que estava em um hospício depois que cresci, e descobri também que a moça que observava, era minha própria irmã.

Notas finais
Reviews? +___+
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!