Notas iniciais
Enjoy! [Revisado e minimamente alterado dia 13/09/2014]

Louco ou Apaixonado?

Por Jinx Vengeance

Capítulo Único

Louco ou apaixonado? Eis a questão.

Não consigo tirar os seus lindos olhos cor de avelã da minha mente. Da sua pele branquinha como a neve. Do seu sorriso infantil que ele abre ao me ver. De seus cabelos negros sempre levemente bagunçados. De como ele é implicante e ao mesmo tempo fofo.

Aqui vai três motivos para eu achar estar à beira da loucura:

1) Estou namorando uma das garotas mais maravilhosas que já conheci e fico pensando naquele garoto.

2) Esse “garoto” por acaso, não é nada mais nada menos que meu melhor amigo.

3) E eu não sou gay.

Vocês devem estar se perguntando: “Ah Mikes, se você está realmente feliz com sua namorada, por que você pensa tanto naquele projeto de gente?”.

Simples. Eu estou louco, delirando, pirando na batatinha.

Eu não sou gay. Não, não sou. Tenho absoluta certeza disso. Eu não poderia estar apaixonado por outro garoto. Simplesmente não posso! Além disso, ele é meu amigo, meu melhor amigo. Aquele que sempre ficou do meu lado nas horas boas e ruins. Que me anima e claro, me irrita nas horas vagas. Aquele que sempre disse “Pode contar comigo a qualquer momento”. Aquele que você sabe, simplesmente sabe, que vai te ouvir e nunca te julgar.

Realmente eu estava enlouquecendo, só podia. Tem alguma coisa de errado comigo, isso não é normal. Eu, apaixonado pelo Sean? Não, não e não. Isso é apenas uma paixonite, nada demais, isso logo logo passa... Espero.

Uma semana depois

Lembram-se daquele papo do “logo logo passa”? Acho que eu estava errado. Ele me faz perder o sono, perder a fome e a não prestar atenção nas aulas. Bom, realmente, o ultimo item citado não me importa muito, mas enfim... Ele toma conta dos meus pensamentos. É Sean, Sean e Sean!

Decidi contar. Não, não contar a Jamie que estou sofrendo uma paixonite pouco saudável pelo meu melhor amigo e terminar com ela. Decidi que iria contar ao Sean o que eu senti nessas últimas semanas.

De novo vocês devem estar se perguntando: “Ah Mikes, pra quem não admitia ser gay a uma semana ‘ta bem animadinho, não?"

Eu realmente não decidi me “declarar” a ele. Só decidi tirar esse peso da cabeça, para ver se admitindo essa paixonite, ela se vá e eu viva feliz para sempre. Bem clichê, mas tudo bem.

Cheguei à escola no horário de sempre e me deparei com Jamie. Ela estava linda, com os cabelos curtos desfiados e os olhos sagazes, procurando algo em que se concentrar. Quando eu e Kyle, meu irmão, éramos novos na escola, Jamie e eu nos conhecíamos apenas de vista, fazíamos algumas aulas juntos, nada demais; viramos amigos quando Sean a apresentou. Pelo o que eu soube, Jamie era a única amiga de Sean na escola, com exceção de Bob. Nos conhecemos melhor, descobri que ela gostava das mesmas bandas que eu, que tocava guitarra e tal e simplesmente aconteceu, agora cá estamos nós.

– Hey Jamie.

– Oi Mikes – ela falou antes de me dar um selinho.

Nós andamos até seu armário para ela pegar alguns livros para a aula e depois encaminhamos ao meu armário enquanto falávamos sobre coisas fúteis. Logo, o sinal soou e fomos para nossas devidas aulas.

Entrei na sala e vi Sean sorrindo e apontando para a carteira atrás dele. Eu tinha duas opções:

1) Passar reto e ignorá-lo.

2) Ou tentar agir normalmente, me segurando para não agarrá-lo ali mesmo naquele instante, na frente de toda essa gente.

Caminhei até lá, sim sou fraco.

– Oi Mikes.

– Oi – respondi me sentando

– E eu por acaso sou invisível? – Bob disse com falsa indignação na carteira ao lado.

Quando eu ia responder, o professor entrou na sala e pediu silêncio. Apenas bufei e me calei. Ah, História, ninguém merece. Acho isso tudo uma grande bobagem, isso é passado, acabou, não serve pra nada além de atormentar nossas vidas. E tudo fica mais chato porque odeio esse professor, e acho que ele não gosto muito de mim também. Quando estava quase pegando no sono (na verdade, nem me dei conta que estava quase dormindo), sinto alguém me cutucar com o lápis.

– Hm? – resmungo sem levantar o rosto.

– O professor vai te colocar pra fora — ouço Sean sussurrar, sem realmente me olhar.

– Me deixa, não dormi direito essa noite – por causa de você! Você toma conta dos meus pensamentos, dos meus sonhos mais obscuros, eu quero você! Claro que não falei isso, estou meio à beira da loucura, mas não é pra tanto né.

E também esse professor me ignora completamente, sou apenas uma ameba ao olhar dele, ele realmente não se importa comigo. Sean apenas deu de ombros e virou para frente.

Próxima aula, Geografia, uma grande merda. Arrastei-me para o terceiro andar, e para minha sorte ou meu azar, Sean e Bob tinham essa aula comigo. Sentamos da mesma maneira que estávamos na aula de história, no fundo, Sean na minha frente e Bob ao meu lado.

A aula começou e meu sono voltou. Tentava me distrair para ver se o tempo passava mais depressa e parecia que não estava funcionando. Olhei para a carteira ao lado e vi a cabeleira loira e bagunçada de Bob abaixada, o mesmo dormindo e então comecei a pensar. Para ser mais especifico, fiquei pensando no ser lindamente lindo (oi?) que estava, por acaso, sentado em minha frente. Admito que essa minha paixonite pelo Sean esteja meio que me possuindo e quase não acredito que ninguém perceba, nem mesmo Bob, que sempre está conosco.

Acho que essa coisa, essa coisa que eu sinto, que deixa meu coração acelerado, me deixa nervoso e com novas perspectivas é um tanto controverso. Tem horas que é quase impossível se controlar perto dele, sabem? Com sua presença, seu cheiro, qualquer coisa relacionada a Sean Thomas me deixa extasiado e prestes a cometer uma cagada. Mas outras vezes eu me culpo por sentir isso, me repugno mentalmente, porque isso é errado, não é normal, não pode ser. Pode?

Também acho que essa paixão não é tão forte, que é apenas uma fase, que é só curiosidade ou algo do tipo, pois se eu estivesse apaixonado pra valer mesmo, sei lá, eu estaria com cara de bobo como as pessoas apaixonadas ficam quando estão perto da pessoa amada.

E vocês devem estar falando: “Ah Mikes, você tem cara de bobo perto ou não do Sean.” Tá, tá, tá, admito, tenho cara de bobo mesmo, mas e daí?

Enfim.

Voltando á aula, tédio total. Já que pensar nele estava me deixando meio confuso, já que sou idiota, comecei a observá-lo. Fiquei observando seu cabelo escuro arrepiado e a minha estranha vontade de passar os dedos entre os fios. Já que eu estou sentado atrás dele, não dava para ver muita coisa, como seus olhos, às vezes verdes e outras castanhos, dependendo da luz do ambiente, do piercing que ele possui no lábio inferior e que o deixa totalmente sexy e outras coisas mais...

Depois de Geografia veio Química e depois o intervalo. Livres finalmente! Exagerado eu não? Caminhei até o refeitório e me sentei-me à mesa onde Bob cutucava sua comida.

– E aí cara?

– Oi – ele diz meio enojado. – Não vai comer?

– Não vou arriscar – rimos – Mas então, você viu o Sean ou a Jamie?

– Na verdade eu os tinha visto indo lá pr...

– Oi seus viados – Kyle, meu querido irmão, interrompe Bob, sentando do lado do mesmo com suas inseparáveis barrinhas de cereais. Credo.

– Oi cabeça de menstruação. – falei. Desde que Kyle entrou na fase "não-sei-quem-eu-sou-não-tenho-identidade" começou a tentar se "descobrir". Seu gosto musical ficou mais eclético, suas roupas mais variadas, virou vegetariano por seis semanas até eu o flagrar comendo o bolo de carne da mamãe escondido e, em um dia quase normal, Kyle apareceu com o cabelo da cor vermelho-cereja e foi aí que esse apelido pegou. O pior de tudo é que essa cor esplêndia ficou bem nele. Não que eu vá admitir, é claro.

– Hey, eu sei muito bem que você tem inveja do meu cabelo maravilhoso e divo, seu saco de ossos — retruca, jogando teatralmente sua curta franja para trás, alá comercial de shampoo.

– Pode apostar que não – eu e Bob falamos em uníssono.

Continuamos a conversar e a tirar uma com a cara de Kyle, que retribuía os xingamentos dizendo o quanto sou magro e o falando que Bob é um loiro oxigenado.

– Hey – diz Sean, sentando-se a minha frente com uma coca das máquinas dos corredores e uma maçã.

Logo em seguida, vi Jamie se aproximar.

– Oi meninos – Jamie estava com uma bandeja da gosma que serviram hoje e se sentou ao meu lado.

– Oi – apenas eu e Seab respondemos, pois os outros dois estavam brigando entre si.

– Por que demorou tanto?

– Ah, eu tive a última aula com a Lindsey e ficamos conv...

– Você conhece a Lynn? Tipo a Lynn Quinn, a capitã do time de natação? – Kyle para de brigar com Bob e arregala os olhos castanhos para Jamie.

– Sim, fazemos Biologia juntas e...

– Por que não me disse antes?

– Eu...

– Ela é sua amiga? – Kyle a cortou novamente.

– Nos conhecemos desde á 8° série e não me interrompa de novo – Jamie falou firme as últimas palavras sabendo o quanto meu irmão é hiperativo e que com certeza iria cortar sua frase pelo meio mais uma vez.

– Será que você pode nos apresentar? – Kyle pediu manhoso.

– Ele gosta dela? – ela pergunta pra mim em meios a sussurros.

– Ele é tão gay que tem medo de chegar nela.

– Hey, eu ouvi!

– É mentira por acaso?

Kyle olhava para Jamie com cara de pidão, esperando a resposta da mesma.

– Tá, tá um dia desses vou te apresentar a ela.

– Ahhh Jamie muito obrigado – o ruivo de farmácia a abraça e começa a pular de uma forma bizarra... E quando digo que ele é gay ninguém acredita né...

Comecei a observar o pequeno ser que estava sentado a minha frente. Enquanto os outros tentavam fazem Kyle parar de pular e se sentar, Sean brinca com o resto do refrigerante que ainda estava na latinha, girando-a como se fosse a coisa mais interessante do mundo.

Logo o sinal soa. Tínhamos que voltar para as salas... Simplesmente amo minha vida, só que não...

– Qual é a sua próxima aula? – minha namorada me questiona.

– Arte e a sua? — resmungo, preguiçoso, dando de ombros.

– Economia... Eu mereço hein...

– Pelo menos você tem essa aula comigo, já ganhou o dia – responde o loiro aguado que se auto denomina Bob.

– Ok vamos ursão – ela responde, revirando os olhos. – Tchau Mikes.

Apenas dei um beijo em sua bochecha e eles se foram. Só pra constar, eu beijei a Jamie e não o Bob... Acho que vocês entenderam.

E não, eu não tenho ciúmes. Já estou acostumado com as brincadeiras desses palhaços então nem esquento.

– E você pequeno Thomas, qual é a sua aula? – ok, isso soou possessivo demais.

– Ãhn... – ele faz uma careta sem querer, formando uma ruga entre suas sobrancelhas, tentando se lembrar – Matemática – por fim diz fazendo cara de desgosto.

– Qual é o problema com a Matemática? Ela é simplesmente divina!

– Divina onde? Não precisa esfregar na minha cara que você é um gênio das exatas – responde, emburrado. Ai que coisa fofa, preciso me segurar para não apertar as bochechas dele. Respira, foco, eu necessito de ar. Só falta minha asma atacar agora, aí eu ganho o dia.

– Se quiser posso... Sei lá né... — murmurei como alguém que não quer nada só que querendo alguma coisa — Te ajudar com essa matéria...

– Sr. McPhill e Sr. Thomas, por que estão batendo papo no corredor? Vão para a sala – diz o Sr. Harris, inspetor do corredor que apareceu, tipo, do nada, enquanto eu tentava conquistar o meu boy.

– Depois nós resolvemos isso — Sean sussurra e então se separa da minha ilustre companhia.

Aceno pra ele e vou para a minha sala. Bom, já que eu não sou um Kyle da vida, que é um aspirante a artista com toda a sua excentricidade e sensibilidade, e que meus desenhos não são lá aquelas coisas, fiz um desenho qualquer e fiquei os dois tempos de Arte escutando música.

Em seguida, tive aula de Literatura. É minha vida não é fácil!

Então, o doce som do sinal ecoou pela sala. Agora sim, livres! Fui até o pátio e fiquei esperando o povo. Os primeiros que encontrei foram Sean e Bob.

– E aí? Cadê todo mundo? — alterno meu olhar entre ambos.

– Seu irmão irritou tanto a Jamie que ela está procurando Lindsey pela escola toda para juntá-la com o Kyle hoje. Ela parece ser um bom cupido – ri Sean.

– É... Talvez eu contrate os serviços dela... Tem gente precisando – fala Bob olhando sugestivamente para mim.

– Ãhn? — Como assim, produção? Eu sou um homem comprometido, o que esse troço loiro está insinuando?

– Nada não... Olha a hora! – Bob olha para o seu pulso esquerdo fingindo que ali havia um relógio. Ai que garoto patético — Meu Deus, preciso ir, tchau pra vocês dois – e sai correndo.

– Impressão minha ou ele sabe de algo que nós não sabemos? – pergunta Sean espremendo os olhos claros, questionando-me após a saída excêntrica de nosso amigo.

– Hehe... Acho que é só delírio dele... — ajeito o meu óculos, nervoso. É uma mania que tenho quando não sei onde colocar as mãos.

– Hm, tá né... Então, você consegue ir lá em casa hoje a tarde pra gente estudar? As 16hr00min?

– Quê?

– Estudar — ele olha pra mim, como se eu fosse um retardado mental — Matemática, lembra?

– Claro, claro, hn...

– Ok, tchau – então abre um meio sorriso (sério, vou morder as bochechas dele) e segue seu caminho.

Nem espero aquele ruivo mequetrefe que chamo de irmão e já vou pra casa, porque pelo andar da carruagem nem sei o que pode acontecer e só falta eu ficar lá, plantando na calçada da escola feito idiota.

A caminhada de vinte minutos até minha casa foi tranquila na medida do possível, ouvi Three Days Grace no máximo, o sol escaldante 'tava na minha cara e a mochila parecia mais pesada do que nunca. Cheguei a minha humilde residência e já fui esquentar a pizza de ontem à noite, qual comi diante da TV assistindo um programa ridículo de auditório.

Depois de vegetar um pouco, percebi eram 14hr30min e nem sinal do Kyle. Hm... Bem estranho. Comecei a me arrumar (eu sei que é cedo, mas quero ficar cheiroso pro meu boy).

Depois de banho tomado, com a roupa certa e cabelo arrumado, eu estava pronto, mas tinha a impressão de estar esquecendo algo... Ah, os livros de Matemática, dããã! Como que eu e Sean estudaremos Matemática sem o livro de Matemática? “Só se vocês optarem a fazer outras coisas...” Calada, mente maliciosa!

Deixei um bilhete para minha mãe na cozinha para ela ver e não se preocupar se voltar mais cedo do trabalho e não surtar em ver que seus dois filhos não estão em casa, coisas típicas de mãe. Quando eu estava prestes a sair, ouço batidas na porta. Abro e encontro Jamie.

– Aonde vai tão bonitão assim McPhill? — arqueia a fina sobrancelha, com um sorriso malicioso sondando no lábios.

– Vou estudar com o Sean.

– Hm... — ela espreme os olhos como um felino em caça, me avaliando demoradamente. Respira, Mikes, fica calmo. Nada de asma agora — Ok, vou te acompanhar até a casa do anão.

Apenas concordo. Achei estranha essa atitude. O caminho todo fomos em silêncio, tirando o som de nossos passos que ecoavam de uma maneira oca e um tanto barulhento pro meu gosto.

– Vão estudar o quê? – pergunta Jamie, do nada, enquanto virávamos uma esquina.

– Matem... – Jamie me interrompe.

– Você pensa que me engana Michael Benjamin McPhill? — ela pára a caminhada, se pondo no meio do caminho com os braços cruzados para eu também parar de andar.

– Como assim?

– Você o ama...

– Amo? Amo quem? – me fiz de ingênuo. Agora eu estou com medo.

– O Sean, né anta! Você acha que ninguém percebeu? — direta como um tiro. Delicada como um coice, essa é a minha Jamie.

– Eu não amo ele, ele é meu melhor amigo! — negar, negar, negar até o fim, esse é o meu lema... Mais ou menos.

– Eu era sua melhor amiga... Agora sou sua namorada. Você acha que eu não percebi? Você acha que o Bob não percebeu? Está ofendendo minha inteligência, moleque — retruca, com as mãos em sua cintura estreita — Mikes, não adianta mentir pra mim, pois só está si enganado. Você está apenas si machucando negando tudo.

~Silêncio~

– Se eu admitir jura que não vai surtar? – ok, foi uma pergunta boba, é lógico que ela vai surtar, mas ela nada disse.

– Eu g-gosto... Eu gosto dele... Do Sean... – falei baixinho e então pigarreei para que minha voz soasse mais alta, cansei de fugir, cansei de me esconder — Quer dizer, gosto dele. Não gostar gostar, mas gostaaaaar, entende? Eu o amo...?

– Você não deve falar isso pra mim – percebi somente agora que estávamos em frente da casa do citado – Eu acho que confundimos o sentimento de amizade e paixão. Acho que pegamos nossa intimidade e forçamos um relacionamento. Isso não foi legal, nem justo. Então, acho que devemos ser somente amigos. – WHAT? – Você merece ser feliz. Vai.

Talvez ela tenha mesma razão. Eu sinto algo forte pela Jamie, algo que faz com que o meu coração aqueça, que me faz querer protegê-la, defendê-la e ficar o tempo todo ao lado dela. Talvez tenhamos mesmo confundido tudo. Ou talvez, se continuássemos com isso, com o namoro, nós teríamos vindo a nós amar. Talvez, talvez. Apenas talvezes. Mas o fato é que eu cansei de viver apenas de 'talvezes'. Mas cabe somente a mim parar com tudo isso.

– Obrigado Jamie – a abracei por que senti que devia fazer isso – Você é simplesmente demais.

Acho que a subestimei, ela não é como as outras garotas.

Bom, já que resolvi esse “problema” não há mais nada que me impeça de fazer o que bem entendo não? Errado. Cadê a coragem? Caminho até a porta e olho para trás. Vi Jamie sorrindo pra mim e logo em seguida indo embora, seguindo em frente. Eu também deveria fazer o mesmo, agora é a minha vez. Ok, é agora ou nunca. Bati três vezes levemente na porta e fiquei esperando nervosamente alguém atender, batendo o pé esquerdo freneticamente no chão.

– Ah, oi Mikes, tudo b...

O interrompi, pois selei nossos lábios. Começou apenas com um selinho demorado, mas longo depois pedi passagem com a língua e ele concedeu. Ele estava me correspondendo! Parecia que eu estava com várias mariposas no estômago (o termo "borboletas" não é lá muito masculino), era como se meu coração fosse explodir de tão rápido que estava batendo. “Aff Mikes, você está parecendo uma garotinha que nunca beijou.” Cala a boca consciência e me deixe aproveitar o momento.

Depois de algum tempo, nos separamos, eu dando alguns selinhos antes. E adivinhem? Ele também gostava de mim! Não o gostar gostar, mas o gostaaaaar, como eu! É incrível como eu nunca percebi. A tarde toda ficamos nos beijando, lembrando de como nos conhecemos, quando o que sentíamos começou e tudo mais. Nem estudamos Matemática, pra quem quiser saber.

Foi aquele beijo que mudou tudo. Foi aquele beijo que me fez pensar o quão idiota eu fui. Sei que aquele beijo foi o primeiro de muitos. Agora sei que paixão é loucura sim. Ela nos controla, nos possui, nos deixa com caras de bobos, nos faz fazer idiotices e nos faz acreditar que a outra pessoa não sente o mesmo por nós. Agora sei que isso tudo vale a pena e posso dizer, sim sou louco e apaixonado.

Loucamente apaixonado por Sean Thomas. Meu Thomas.

FIM

Notas finais
Se chegou até aqui não custa nada deixar um review. Beijão da Jinx
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!