Lysandra Malfoy

Depois de arrumar tudo dentro da mala, inclusive meus lindos livros, deixando minhas estantes brancas sem nenhum residente, pude finalmente descansar.

Joguei qualquer roupa para fora da mala e sentei em cima dela para fecha-la, depois que finalmente consegui isso, caminhei para o banheiro e fechei a porta, traduzindo, empurrei a porta que se chocou com força e voltou diretamente para mim fazendo eu parecer o Avatar, com uma enorme reta na minha testa.

Meu dia começou ótimo.

Olá sarcasmo, como vai?

Levantei do chão e encarei furiosamente a porta, antes de me despir e entrar no box. Liguei a água e adivinha, a merda da água estava gelada, se isso fosse um desenho animado, com certeza, eu teria fumaça saindo dos meus ouvidos.

Percebi que a água começou a esquentar por causa da minha raiva, desliguei a maldita água irritada e sair do box, puxei minha toalha e me enrolei, aí a tragédia resolveu me dar oi novamente. Tropecei na droga do tapete, nunca mais na minha longa vida eu coloco um tapete na droga da porta do banheiro

— Ly, você está bem? — minha mãe perguntou ao me ver deitada no chão.

— Estou ótima, mãe — respondi — Só estou com a droga de uma reta na testa me fazendo parecer o Avatar, meu corpo está doendo e meu pé parece ter deslocado. Sim mamãe eu estou muito bem –falei sarcástica.

— Ok, se arruma logo, suas malas já foram para lá — a mesma sorriu e se virou para deixar o quarto.

— Era sarcasmo, mãe – bufei.

— Eu sei — ela falou e logo em seguida a porta se fechou.

Bufando me levantei do chão e sair do banheiro, me vesti correndo e sai do quarto enquanto calçava o sapato, o que resultou na minha queda, irritada fiquei no chão mesmo.

— Ly, levanta logo daí e vamos — Scorpius falou aparecendo em cima de mim.

— Não — falei emburrada.

— Por que você tem uma reta na testa? — perguntou confuso.

— Meu dia está resumido em desastre — respondi — Minha vida é uma merda e as parcas me odeiam.

— Deixa de drama, Ly. Levanta — ele mandou estendendo a mão para me ajudar a levantar.

— Me obrigue — decretei — Daqui Lysandra Grings Malfoy não levanta.

— Ok, você pediu — ele falou me colocando em seu ombro me dando uma visão das suas costas e da sua bunda.

Ele ligaria se eu apertasse a bunda dele?

Dei de ombros e apertei sua bunda.

— Lysandra — ele reclamou.

— Que foi que eu fiz? — perguntei me fazendo de inocente.

— Pare de aperta a minha bunda — bufou e eu cruzei os braços irritada.

Ele me colocou no chão assim que terminamos de descer as escadas, mamãe e papai estavam se engolindo, sentados no sofá.

— Meus olhos eles queimam — falei ou melhor gritei tampando os olhos.

— Vamos? — papai perguntou me ignorando.

— Tanto faz — respondi.

Scorpius pegou minha mão e logo sentir o conhecido puxão de umbigo e a vontade de vomitar. Aparecemos na frente da mansão Potter, onde se encontrava várias cabeleiras ruivas e poucas morenas ou loiras.

Olhei para a rua ignorando os ruivos, morenos e loiros. Um garoto moreno de olhos verdes passou por mim e eu sentir o doce aroma de água salgada e sorrir.

— Os deuses gregos vivem em Londres — falei sorrindo enquanto me abanava.

Ele me olhou e piscou, sorrindo logo em seguida. Estou amando Londres e olha que nem tem tanto tempo que cheguei.