Notas iniciais
Desculpem a demora, estou em semana de provas, mas está aí! Espero que gostem

Doutor: Tenho uma má notícia para dar à vocês. Houve complicações na cirurgia e, infelizmente, o senhor Antônio não resistiu. Eu sinto muito. Deixarei vocês à sós.

Eu não acreditei no que estava ouvindo. Não mesmo. Senti tudo rodar, eu estava totalmente desnorteada. Me escorei na parede e em seguida apaguei. Não me lembrava de mais nada desde então. Quando acordei, estava em casa e minha mãe segurava minha mão, com os olhos marejados.

Eu: Mãe?
Cristina: Sim meu amor?
Eu: Por favor, me diga que tudo foi um sonho, que meu pai não morreu...

Uma lágrima desceu por seu rosto.

Cristina: Como eu queria que isso tudo não passasse de um sonho.

[P.O.V. Cristina]


Após dizer a Helena que aquilo era real, ela começou a delirar, chamar pelo pai incansavelmente, depois balbuciou palavras incompreensíveis. Eu a chamava, mas ela parecia estar completamente fora de si. Entrei em total desespero, fiquei sem saber o que fazer. Decidi então levar Helena ao hospital. Chegando lá, a encaminharam para um psiquiatra, que diagnosticou sua doença.

Marcos (Psiquiatra): Dona Cristina, tudo aponta que sua filha está com catatonia. Essa doença é caracterizada como um estágio avançado de depressão, aconteceu alguma coisa que a deixou angustiada ou triste?

Eu: Sim. Na verdade, duas coisas. Recentemente, meu marido, pai dela morreu e ela sofreu uma decepção amorosa...

Marcos: Entendi. Então com certeza esses fatos, ainda mais um atrás do outro como a senhora citou, levaram ela a “se fechar” em seu próprio mundo.

Eu: E...isso tem cura, tratamento?

Marcos: Infelizmente, ainda não há um tratamento reconhecido para a catatonia. Esse quadro pode durar horas, semanas, meses ou anos.

Eu: Obrigada doutor.

~ 5 anos depois ~

Não adiantava. Nada mais podia ser feito no caso de minha filha. Os médicos já haviam perdido as esperanças. O Doutor Marcos me disse que o mais correto a se fazer seria interna-la em um manicômio, E eu, apesar de não ter gostado da ideia, fui convencida, afinal, a herança do meu marido havia acabado e eu teria que voltar a trabalhar e não poderia cuidar de Helena. Arrumei as coisas dela, com uma dor enorme no coração, e a levei, mesmo tendo sentido um pressentimento ruim, mas não podia voltar atrás. No fundo, bem lá no fundo, ainda havia esperança. Esperança de que ela melhorasse, de que ela voltasse a ser feliz, me contagiar com seu sorriso, ter de volta seu brilho no olhar... Depois dela ficar catatônica, minha vida ficou sem graça, sem cor. O sorriso no seu rosto que antes era ofuscante, desaparecera. O que se podia interpretar na feição dela era de tristeza e dor. Uma feição de quem teve seu coração partido, de quem foi pego de surpresa nas armadilhas da vida. A abracei e com tristeza, parti. Eu esperava um dia poder voltar aquele lugar para ir busca-la com um sorriso deslumbrante no rosto.

[P.O.V. Renê]

Cheguei para mais um dia de trabalho. Pelo menos eu imaginava ser "mais um". Porém não era. Naquele dia, minha vida mudou.

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Notas finais
Estão gostando?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.