Louca Obsessão
16 Perdição
Notas iniciais
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16. Perdição
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Caminhava lentamente pelos corredores da residência dos Taishou. Sua mente, no entanto, estava em outro lugar. Rin não conseguia parar de pensar um segundo sequer nas imagens das câmeras de Yura. Lembrar-se da ousada vizinha a obrigou a torcer o nariz em sinal de menosprezo. Por outro lado, sabia que deveria agradecê-la por ter disponibilizado as imagens de seu sistema de segurança.
Seu ato os fizera chegar a uma conclusão: Havia alguém junto á Suikotsu em seu veiculo. E era exatamente isso que não conseguia sair de seus pensamentos, não soube dizer como havia conseguido dormir naquela noite tamanho era o turbilhão que sentia. Quem diabos estaria junto com Suikotsu? Tentara pensar em todas as possibilidades, mas não conseguia chegar a nenhuma conclusão. Aquilo estava matando-a por dentro. Se já não bastassem todos os problemas que possuía com o ex-namorado obsessivo, agora precisaria se preocupar com outra pessoa em seu encalço? Se esta mesma pessoa estava junto á Suikotsu, temia então que talvez ela estivesse apoiando-o com seus atos cometidos.
Em busca de seu youkai, Rin continuou a caminhar pelo extenso corredor da casa. Izayoi lhe dissera que provavelmente o encontraria enfurnado no escritório de Inu no Taishou, como costumava fazer. Sendo assim, encaminhou-se em direção ao tal escritório que ainda não havia se dado conta de sua existência. Seguiu a direção indicada por sua doce vizinha e quando avistou a enorme porta de mogno não soube o que fazer. Sesshoumaru poderia estar ocupado. Entrar de supetão não lhe parecia ser o correto a se fazer. Bater na porta antes de entrar seria a melhor forma para anunciar a sua chegada, não?
E pensando dessa maneira foi que depositara com uma das mãos leves batidas sobre a porta bem trabalhada. Em seguida, girou a maçaneta e colocou para dentro da sala apenas sua cabeça. Encontrou Sesshoumaru sentado em frente á mesa do escritório enquanto parecia concentrado em analisar algo sobre ela. O viu erguer o olhar para encará-la e ela se perdeu na imensidão daqueles orbes dourados.
Curvou os lábios em um sorriso e perguntou:
— Posso entrar?
Sesshoumaru manteve-se calado, mas a chamara com uma das mãos pedindo silenciosamente para que Rin se aproximasse. Obedecendo-o, assim que a pequena entrara em seu escritório fechou a porta atrás de si e se encaminhou até onde seu youkai estava sentado. Corou no mesmo instante quando o viu percorrer os olhos por seu corpo escondido pelo curto vestido que usava.
— O que está fazendo? – Não conteve sua curiosidade. Olhou diretamente para a mesa e sorriu com o que viu. – Isto é uma planta baixa? – Rin apoiou a mão na madeira firme da mesa e sustentou seu corpo com o braço enquanto se inclinava para observar o que o youkai fazia. – Que lindo! Está trabalhando em um novo projeto?
O desenho bem detalhado a encantou, seus lindos olhos amendoados brilharam. A lembrança de que Suikotsu a fizera desistir de sua tão sonhada faculdade, a entristeceu, mudando completamente sua expressão. Inesperadamente, a mão que a sustentava foi puxada de forma abrupta. Rin teria perdido o equilíbrio se Sesshoumaru não a tivesse feito se sentar em suas coxas. Seu rosto se tingiu de vermelho no mesmo instante. Encarou o homem de feições indecifráveis e arqueou as sobrancelhas questionando-o em completo silencio.
— S-Sesshy...— Sussurrou seu apelido tão baixo que ele prendeu o olhar em seus lábios levemente entre abertos.
— O que tanto a incomoda Rin? – Apertou as coxas desnudas de sua menina e a puxou contra sua majestosa rigidez.
Concentrar-se enquanto Sesshoumaru a mantinha presa entre os braços estava sendo uma tarefa difícil. Até mesmo compreender o sentido da pergunta de Sesshoumaru havia sido um desafio.
— Não consigo parar de pensar naquelas imagens! – Confessou, soltando um demorado suspiro em seguida.
Ele já imaginava que fosse isto, Sesshoumaru sabia quando algo a incomodava, a conhecia bem.
— Há alguém por trás de Suikotsu, e isso não saí da minha cabeça Sesshy! – Continuou a pequena, com a voz trêmula.
Permitindo que pudesse relaxar a fim de fazê-la esquecer de qualquer coisa que a fizesse voltar a lembrar sobre o assunto, Sesshoumaru trilhou um caminho por entre seus cabelos até alcançar a região sensível de seu pescoço. Apreciou por não encontrar mais nenhuma marca arroxeada que denunciasse que aquele maldito homem a tocara. Passou levemente o nariz na curvatura de seu pescoço e inalou fortemente seu cheiro doce. Céus, aquele cheiro o embriagava.
— Me pergunto quem seria o louco para acompanhar Suikotsu. – Continuou ela.
— Faço-me a mesma pergunta, pequena. – Sussurrou em meio aos fios negros e ela arrepiou-se com seu halito quente. – Este Sesshoumaru está intrigado sobre o assunto.
— Se existe realmente alguém que estava acompanhando Suikotsu, acredito que este seja o motivo que não o fez se hospedar em nenhum hotel da região!
Suas palavras o fizeram refletir. Lentamente, Sesshoumaru afastou-se de seu tentador pescoço e encarou seu rosto delicado enquanto digeria aquelas informações.
— Esta mesma pessoa talvez possa ser alguém que vive aqui, é a única justificativa que pensei. – Fitou-lhe o rosto másculo encarando seus orbes dourados que não deixavam de observá-la.
Sesshoumaru deixou-a falar, ouvindo com atenção todas as suas suspeitas.
— Talvez seja por isso que Suikotsu não se hospedou em nenhum lugar, nós não podemos deixar de pensar nessa possibilidade.
Bem pensado! Suikotsu poderia estar hospedado na casa desta pessoa que o acompanhava. Sesshoumaru não esperava menos vindo de sua doce menina.
— Ele não possui intenções de voltar para a capital Sessoumaru, se realmente tivesse não teria me deixado mais uma de suas ameaças dentro de minha própria casa.
Aquilo fazia sentido! De certa forma, saber que Suikotsu não fugiria de si o incentiva ainda mais em sua procura. O youkai apreciava o fato de que em breve o faria pagar por tudo o que fizera a sua doce menina.
— Yura deu-me a cópia das imagens. – Revelou ele.
Rin franziu o cenho quando o escutou dizer aquilo. A cópia não era a única coisa de que aquela abusada queria te dar, a pequena concluiu em pensamentos preferindo não dizer em voz alta. Seu ciúme começava a dar os primeiros sinais.
— Ela poderá ser usada como prova contra Suikotsu e qualquer outra pessoa que o tenha acompanhado, mas isto não é o suficiente Rin.
— Se refere ao quê exatamente? – Passou a mão pelo cabelo afastando uma mecha que lhe caia sobre o rosto.
— Precisamos de mais provas que o incrimine.
Sim, Sesshoumaru estava certo. Rin matutou suas palavras por alguns segundos, entretanto, não sabia por onde começaria a investigar sobre os crimes cometidos por Suikotsu. Prometera a si mesma que não deixaria Suikotsu intervir em sua vida novamente, e lá estava ela pensando sobre ele. Cumprir tal promessa seria mais difícil do que imaginara. Umedeceu os lábios com a ponta da língua e procurou mudar o rumo da conversa:
— Izayoi me convidou para irmos junto á Kagome procurar seu vestido ideal. Eu não soube o que dizer á ela. – Anunciou a pequena, incerta se iria ou não.
— Vá! – Sesshoumaru incentivou-a.
— Eu devo? – Juntou as sobrancelhas, confusa.
— Isto irá distraí-la!
Rin pegou-se pensando sobre o assunto. Sim, quem sabe assim ela não se distrairia e se esqueceria — mesmo que por um instante — dos problemas denominados Suikotsu. Balançou a cabeça em confirmação, confirmando que acompanharia Izayoi em sua ida até a loja de vestidos.
— Quem irá acompanha-las? – Seus olhos captaram a visão de Sesshoumaru enrolando uma de suas mechas envolta de seus cumpridos dedos enquanto a levava até o nariz para cheirá-la.
— Ainda não sei, Izayoi apenas me informou de que iríamos nos encontrar com Kagome na loja de vestidos!
— Não quero que vá sozinha! Este Sesshoumaru se sentiria aliviado caso alguém as acompanhasse.
Arfou quando o escutou dizer aquilo. A sensação daquelas palavras pareciam lhe queimar a pele. Sesshoumaru preocupava-se com seu bem estar e mesmo assim a apoiara para que pudesse distrair a mente. Rin o olhou com tamanha admiração, seus olhos brilharam com intensidade e por um momento pensou que em breve transbordariam suas emoções.
Suikotsu jamais a tratara com tal carinho, e agora ela realmente compreendia que não existia amor em sua relação com aquele homem. Ele se dizia amá-la, no entanto, Suikotsu não nunca entenderia o real sentido de tal sentimento.
— Inuyasha irá acompanhá-las? – Inquiriu ele.
— Inuyasha não poderá ir! – Negou com veemência. – Ele não pode ver o vestido antes do casamento, é a regra!
— Dane-se a maldita regra! – Grunhiu com repreenda em seu tom de voz. – Você dirige?
— Sim. Por que pergunta? – Piscou os olhos sem entender o porquê da repentina pergunta e mudança de humor.
— Izayoi não dirige, portanto use meu carro. – Ordenou ele.
Sesshoumaru estava permitindo-a que dirigisse seu carro? Aquilo foi uma surpresa. Surpresa esta que logo foi compreendida devido ao grau de intimidade que ambos já possuíam.
— Não sei se será preciso, provavelmente Inuyasha nos deixará lá. – Tentou fazê-lo mudar de ideia.
Dirigia? Sim, mas não possuía tanta experiência quanto Sesshoumaru imaginava.
— Use meu carro! – A pequena piscou os olhos, vindo de Sesshoumaru aquilo estava longe de se parecer com um pedido.
Desviou o olhar para suas pequeninas mãos entrelaçadas sobre seu colo, no mesmo momento sentiu-o movimentar-se sob si fazendo-a voltar a encará-lo. Estranhou quando Sesshoumaru lhe estendeu um pequeno aparelho, que sumia por entre suas enormes mãos.
— Use-o! – E lá estava ela, mais uma de suas ordens para se juntar á sua coleção.
Relutante, Rin apanhou o celular das mãos do youkai sem desviar o olhar de sua face inexpressiva. Não estava acreditando que Sesshoumaru havia lhe comprado um aparelho novo. Quando fora que ele realmente o comprara? Mal o vira sair de seu lado, ultimamente estava passando mais tempo ao lado do youkai do que imaginara passar.
— Mantenha este número restrito e use-o apenas para falar com este Sesshoumaru.
— E minha família? – Rin o questionou de imediato. – Não posso falar com eles?
— Qualquer contato com sua família seria um problema doce Rin.— Advertiu-a.
Problema. Não existia problema pior do que aquele em que se encontrava.
— Eu sei disso! – lamentou-se.
Endireitou-se aparentemente desconfortável, seu movimentou obrigou suas coxas a se esfregarem contra a rigidez de Sesshoumaru que se tornava a cada instante mais notável. Rin o escutou arfar diante de sua repentina movimentação. O peitoral definido subia e descia à medida que apreciava suas madeixas bagunçadas e os lábios entre abertos.
E então o inevitável aconteceu. Seus lábios se encontraram com ânsia, buscando a urgência por um beijo. Suas línguas se conectavam, embolando-se em uma dança sensual. Rin o envolveu com os braços, acariciando desde seus cabelos até o pescoço grosso. Deslizava suas mãos por seus ombros largos sentindo a definição de seus músculos sob o tecido da camisa. Uma corrente elétrica a dominou quando as enormes mãos de seu youkai se alastraram por suas grossas coxas seguindo um caminho para a perdição. Sentiu-o alcançar a lateral de sua calcinha por baixo de seu curto vestido, e imaginar aqueles mesmos dedos tocando-lhe sua pele quente e sensível fez seu sexo pulsar em desejo.
— Está excitada pequena Rin, não negue! – Rosnou contra seus lábios, em sinal de aprovação.
Oh céus, ele conhecia até mesmo as sensações que a fazia sentir. Que homem era aquele?
— Lembre-se de sempre usar vestidos ou saias quando estiver comigo. – Grunhiu contra seu queixo enquanto trilhava beijos por toda a extensão de seu pescoço.
— P-Porque faz tanta questão disso? – Falar naquele momento, estava sendo uma tarefa difícil.
— É mais fácil do que arrancar-lhe uma maldita calça colada.
Oh, céus! Sim, sim e sim. Apesar de que Rin não se importaria se ele lhe arrancasse suas calças, por ela Sesshoumaru poderia arrancar-lhe até mesmo a sua sanidade. No entanto, ele já havia feito isso desde o momento em que a conhecera.
— Mas se desejar usá-la, não me importarei. – Rosnou em meio aos seus cabelos. – Minha Rin consegue ficar deliciosa com qualquer vestimenta, seja em um vestido ou em uma maldita calça justa.
Arfou com a nova revelação. Sesshoumaru a desejava, não importava com quais vestes estivesse usando.
Sentiu-o agarrar sua cintura com firmeza enquanto seu outro braço se dirigia á mesa. Rin sobressaltou-se em seu colo, com apenas um único movimento Sesshoumaru empurrara todos os objetos para lado deixando a mesa totalmente livre e antes que pudesse protestar, ele a suspendera com o braço que a rodeava e facilmente colocara seu corpo na superfície lisa da madeira. Seu quadril deslizou sobre o móvel e sem que percebesse já estava mordendo os lábios com expectativa.
— Sesshy, não! – Deteve-o. Quando ele avançou e se instalou por entre suas pernas, Rin espalmou a mão em seu peitoral impedindo-o que se aproximasse. – Sem rapidinhas.
— Não aprecio rapidinhas! – Retirou a delicada mão de seu peito e a levou em direção aos lábios, beijando o nó entre os dedos finos. – Desejo tomar-lhe com tudo o que tenho.
Raios, sentiu-se úmida em seu centro diante de tais palavras.
— Aqui não é lugar! E se alguém entrar por aquela porta?
Olhou para trás encontrando a porta de magno fechada. Tentou recompor-se, mas ele a impediu.
— Dane-se quem poderá entrar. Eu a desejo, Rin! – Rosnou contra sua mão e capturou-lhe um dos dedos com os dentes.
Mordeu os lábios mais uma vez e soltou um suspiro contido. Sesshoumaru estava provocando-a, instigando-a desejá-lo mais do que já desejava. Céus, aquele homem a enlouqueceria!
— Caso venha a se sentir mais confortável, tranque a porta. – Ordenou ele, com os orbes âmbares em chamas.
Respirou fundo e tomou toda a coragem do mundo para fazer o que lhe fora ordenado. Isto era loucura! Deixar Sesshoumaru torná-la sua dentro da sala de Inu no Taishou era tentador, excitante, porém indecente. Tinha a sensação de que estava desrespeitando seu local de trabalho. Sentiu toda a superfície de sua pele exposta queimar sob o olhar em chamas que Sesshoumaru lhe lançava. Trancou a porta com maestria e girou nos calcanhares encaminhando-se mais uma vez em direção ao seu youkai.
— Arraste esse corpo tentador até aqui minha Rin.— Chamou entre um rosnado e outro.
Acatou sua ordem com obediência. Moveu o corpo até ele e voltou a encostar-se sobre a mesa. Sentiu-se exposta com a tamanha intensidade com que Sesshoumaru devorava seu corpo com seus observadores olhos.
— Vire-se. – Ordenou.
E novamente sua ordem fora acatada. Estremeceu ligeiramente quando a enorme mão do youkai percorreu-lhe as costas, tendo em seguida o corpo inclinado para frente. A face tocou-lhe a mesa fria e pelo canto dos olhos Rin conseguia ver os movimentos de seu youkai logo atrás de si. Teve o vestido suspenso na altura de sua cintura e ofegou quando o sentiu alisar-lhe as perfeitas nádegas. Seu ofegar se intensificou no momento em que os dedos de Sesshoumaru se infiltraram pela renda delicada de sua lingerie. Aqueles benditos dedos mágicos, exatamente como na primeira vez em que se entregara aquele homem. Sentiu-o tocar-lhe a região sensível, desde sua entrada pulsante até o seu botão róseo.
— Está úmida como o inferno minha menina, completamente pronta para receber-me. Sinto sua carne molhada pulsante em meus dedos doce Rin. – Aproximou-se de seu lóbulo e lhe sussurrou ao ouvido. – O que quer que eu faça? Diga-me.
Ela podia sentir o peso do corpo de Sesshoumaru quando o mesmo se inclinara sobre suas costas com o intuito de cheirar-lhe os cabelos recém-lavados. Aquela montanha de músculos a atentava, a muito custo não se virou de frente á ele e percorreu os dedos por seu peitoral másculo coberto por uma fina camada de pelos, até alcançar o caminho para sua perdição. Teria feito isso se Sesshoumaru não tivesse surpreendido-a arrancando sua calcinha ás pressas.
— Afaste as pernas. – O fogo incendiou-a, a quentura lhe queimava a pele com intensidade.
Teria acatado sua ordem com maestria, no entanto as risadas próximas ao recinto onde estava impediu-a. Rin congelou no mesmo instante sentindo um aterrorizador frio na barriga. Sesshoumaru era capaz de sentir toda a sua tensão e vez ou outra ela entre abria os lábios na intenção de tentar articular alguma coisa para dizer.
— Não deveríamos estar fazendo isso, não aqui! – Tremulou o corpo e Sesshoumaru não soube dizer se era de nervoso, ou de excitação.
— Relaxe minha Rin, se continuar tensa deste jeito não conseguirei dar-lhe prazer pequena. – Ronronou em sua orelha.
Deslizou suas enormes mãos desde seus braços até as pequeninas mãos, apertou-a com delicadeza transmitindo toda a segurança que emanava de seu corpo atlético. Aos olhos de Sesshoumaru, Rin era uma visão fenomenal com as costas arqueadas, o vestido levantado até a cintura e as nádegas arrebitadas em plena exibição.
Beijou-lhe o ombro esquerdo e quando a sentiu mais relaxada, alinhou-se entre seu corpo e separou-lhe as pernas, soltando um longo “shhh” em suas costas. Enterrou-se fundo, dilatando sua entrada estreita. Sentia-a estremecer debaixo de si, a imagem era suficiente para fazê-lo estocar com mais intensidade. Seus gemidos abafados o fizeram rosnar, sua Rin mantinha o controle de sua própria voz com medo de que alguém pudesse escutá-los.
Uma parte de Sesshoumaru se satisfazia por deixar sua doce menina completamente sem voz, em êxtase com seu ritmo rápido. Seus delicados dedos procuravam apoio na mesa enquanto o majestoso membro de seu youkai rasgava-a por dentro. Os objetos sobre a mesa tremiam ao mesmo tempo em que acompanhavam seus corpos em movimento.
— Você é capaz de conseguir sentir como se encaixa perfeitamente á este Sesshoumaru, Rin? – Soltou um grunhido rouco.
Sua enorme mão deslizou por sua perna acomodando-se atrás de seus joelhos, e com um único movimento Sesshoumaru o ergueu levando-o de encontro à mesa com o intuito de deixá-la mais exposta, completamente acessível para suas estocadas profundas.
— Está sentindo isto? – Tomando sua mão, entrelaçou seus dedos e os guiou até seu clitóris inchado. – Toque-se! Sinta o quanto é sensível aos meus toques. – Movimentou os dedos junto á ela, ensinando-a acariciar-se.
Aquilo era demasiadamente sensual. A pequena conseguia sentir com a ponta de seus dedos o membro de Sesshoumaru afundando-se em seu corpo a cada nova estocada. Vez ou outra seus dedos tocavam seu majestoso eixo enquanto fazia movimentos circulares sobre seu botão sensível. Um gemido lhe subiu a garganta, mas Rin o impediu de sair. Colou os lábios contra a madeira da mesa e seu grito foi abafado com sucesso. Os primeiros sinais de que seu corpo começava a entrar em combustão se aproximava, de imediato seu canal se estreitou e pulsou de maneira violenta enquanto o êxtase envolveu cada parte de seu corpo. Suas pernas tremularam e Rin falhou consideravelmente tentando evitar um gemido.
— A-Ahm... C-Céus...— Revirou os olhos em sinal de satisfação.
— Quieta, não quer que nos escutem não é mesmo doce Rin?
A nova ordem fez seu centro pulsar, estava sendo difícil segurar seus gemidos. Seu sexo apertou-se entorno do majestoso eixo de Sesshoumaru, o que o obrigara a estocar com mais rapidez e agilidade. Ser o motivo da satisfação de sua humana o desarmava e saber que a mesma gozara entorno de seu corpo o fez rugir. Raios, sua Rin era deliciosa como o inferno. A pequena não mais possuía forças em suas pernas, estava mole o suficiente para fazê-la ir ao chão e poderiam ser facilmente confundidas com gelatinas. Com mais algumas estocadas fortes, Sesshoumaru sentiu-a sensível. O êxtase tomou o musculoso corpo e sua libertação o fez despejar-se dentro de sua menina. Curvou-se sobre ela e deixou que a onda de prazer o consumisse.
— Linda... Deliciosamente linda! – Raspou os dentes pela pele exposta dos ombros de Rin e levemente a mordera em seguida.
Mas que coisa louca acabara de fazer, Rin. Minutos atrás havia escutado som de risadas ecoando pela casa e em questão de segundos Sesshoumaru conseguira fazer seu corpo relaxar. Seu sexo ainda pulsava e ele parecia não querer abandoná-la, seu membro pulsante ainda se encontrava em seu canal estreito.
Quando enfim controlou sua respiração entrecortada, foi que Sesshoumaru afastou-se a libertando de seu domínio. Recompôs-se ajeitando a calcinha em seu lugar e penteando os cabelos com os dedos, mas tinha consciência de que nada disso adiantaria. Sua expressão pós foda denunciaria o que andara fazendo dentro daquela sala.
Ajudou-o a ajeitar a camisa social amarrotada sentindo a rigidez de seus músculos sob o tecido. Em seguida, um arrepio lhe percorreu o corpo quando o fitou nos olhos. Sesshoumaru ainda mantinha os mesmos olhos em chamas. Oh não, ela conhecia aquela expressão. Realmente, Sesshoumaru não era o tipo de homem que se contentava com rapidinhas. Ele era insaciável! Antes que ele voltasse a dominar-lhe, Rin decidiu afastar-se. Acabaria não resistindo aos encantos daquele homem que conseguia mexer tanto consigo.
— Terá que se contentar hoje com rapidinhas Sesshy.
— Este Sesshoumaru espera ser recompensado por isso. – Provocou-a – Não sinto-me totalmente satisfeito Rin, anseio por seu corpo a cada segundo. – Puxou-a de encontro á sua montanha de músculos, esfregando-lhe o membro ainda acordado. – Que tipo de feitiço usou para render-me?
Não se conteve e Rin riu gostosamente de suas palavras. Então Sesshoumaru Taishou estava rendido? E a considerava como algum tipo de bruxa ou coisa parecida?
— Prometo recompensar-lhe mais tarde. – Se manteve nas pontas dos pés e aproximou seus lábios dos dele. – Preciso ir!
— Vá, antes que eu lhe rasgue este maldito vestido e a tome novamente. – A muito custo Sesshoumaru a deixara partir.
Viu-a encaminhar-se até a porta do escritório e girar a chave com facilidade. E no momento seguinte em que abrira a porta, a pequena congelou diante do que viu. Ali, de pé no corredor, estava Izayoi com os punhos erguidos como se estivesse pronta para bater na porta. Seu rosto corou no mesmo instante. Teria ela ouvido tudo o que acontecera dentro daquela sala? Céus, que ela não tenha escutado nada! Que ela não tenha escutado!
— Eu vim chamá-la Rin, podemos ir querida? – Sorriu docemente.
E pela forma como ela encarava sua face, julgou que Izayoi não havia escutado nada. Os deuses ouviram seus clamores.
— C-Claro! – Gaguejou de inicio, escondendo seu constrangimento ao se virar-se e encontrar a expressão serena de Sesshoumaru.
Raios, esse homem não se sentia nem um pouco envergonhado? Estreitou levemente os olhos para ele como se conversasse com ele por troca de olhares. “Eu avisei que aqui não era lugar para isso!” seu rosto a denunciava e Sesshoumaru compreendeu perfeitamente o que suas feições queriam lhe dizer.
— Sesshoumaru nos disponibilizou para usarmos seu carro, Izayoi!
— Oh? – A matriarca da casa mantinha a expressão confusa. Ninguém dirigia seu carro a não ser o próprio Sesshoumaru, o que estava acontecendo com seu enteado? – É mesmo querido? – Virou-se para ele, questionando-o.
— Use-o, mas não rale minhas calotas ao estacionar! — Levou a enorme mão em direção ao bolso da calça e tirou de dentro dele a chave de seu conversível.
Quando o viu estender-lhe as chaves, Rin aproximou-se para apanhar o conjunto preso ao chaveiro.
— Se ralar minhas rodas irei castigá-la. – Seu sussurrar evidenciava desejo.
Rin compreendia perfeitamente que tipo de castigo Sesshoumaru lhe daria. Mordeu o lábio inferior e os libertou de maneira lenta procurando atiçá-lo ainda mais. Curvou os lábios em um sorriso torto e os moveu devagar, sem deixar escapar um único som de sua voz. Pela leitura labial, Sesshoumaru a entendera:
— Estarei ansiosa por isso!
Atrás de si Izayoi não parecia se dar conta da tamanha intensidade com que ambos se encaravam, tão pouco percebera o que haviam cochichavam. Lentamente, Rin deu-lhe as costas e o youkai teve o rápido vislumbre de suas perfeitas nádegas escondidas pelo vestido. Raios, maldita humana que o atentava. Seguiu-a sem desviar o olhar carregado de desejo vendo-a sumir junto a Izayoi pela porta do escritório.
Maldita feiticeira! O estado entre suas pernas ainda se encontrava crítico, teve sorte de Izayoi não ter notado sua terrível ereção. Tocou-lhe o membro por cima da calça procurando acalmá-lo, ele estava realmente disposto em castigar sua menina por deixá-lo daquela forma.
Em outro cômodo, Izayoi apanhava a bolsa sobre o sofá da sala e aguardava pacientemente o retorno de Rin que dissera que buscaria algo em seus aposentos. Sozinha, Izayoi passou a pensar sobre seu enteado e o quanto havia notado sua diferença desde que Rin se tornara sua vizinha. Estava evidente que ambos se atraiam e a matriarca da casa confessava em seus próprios pensamentos que nunca o vira agir da forma como agia. A prova disso era o empréstimo de seu carro, nem mesmo Inuyasha conseguira autorização para dirigi-lo e a pequena Rin o conseguira em questão de pouquíssimos dias de convivência.
— Vamos? – Escutou-a descer as escadas tirando-lhe de seus devaneios.
Em seus ombros, Rin carregava uma bolsa de couro e Izayoi imaginou que fora aquilo que ela dissera que buscaria em seu quarto. Alias, não podia deixar de pensar sobre o fato de que sua adorada vizinha estivesse dividindo os mesmos aposentos de Sesshoumaru. Conhecendo-o como sempre o conhecera durante toda sua vida, sabia que ele jamais permitiria que outra pessoa invadisse seu próprio espaço. Mas com Rin era tudo tão diferente!
A matriarca a encarou com o cenho levemente franzido deixando-se levar pela sua linha de raciocínio enquanto a observava caminhar até onde estava. Seus analisadores olhos caíram de imediato para a chave do carro de seu enteado que Rin possuía em mãos. A mais nova a olhou intrigada, não compreendendo o porquê da repentina avaliação por parte de sua doce vizinha.
— Izayoi? – Arriscou chamar seu nome. – O que foi?
E quando se deu conta de que estava nítido em sua expressão que estava analisando-a dos pés a cabeça, Izayoi procurou disfarçar:
— Acho que estamos atrasadas, querida!
Rin sentiu as bochechas esquentarem. Será que havia ficado tempo demais junto á Sesshoumaru em seu escritório? Oh céus, sabia que não deveria ter-se levado daquela maneira.
— Desculpe, fiquei tempo demais conversando com Sesshoumaru que não me dei conta do tempo.
— Não peça desculpas querida, Kagome é paciente e ela irá nos entender. – Curvou os lábios lhe dirigindo um amável sorriso acolhedor.
Tomara, pensou a pequena.
Desde que passara a dirigir o conversível de Sesshoumaru, Rin tomou o máximo de cuidado com o mesmo. Estranhou o silencio que se instalou durante todo o trajeto até a loja de vestidos, algo perturbava sua doce vizinha. Izayoi sempre possua alguma coisa para contar-lhe e naquele momento ela estava demasiadamente quieta.
— Está tão quieta hoje Izayoi, aconteceu alguma coisa? – Inquiriu, desviando a atenção da rua para fitar-lhe o rosto.
— Não, não aconteceu nada querida. – Afirmou ela.
Por mais que Izayoi parecesse querer tranquilizá-la, Rin sentia que algo a incomodava e que por certo se sentia desconfortável em lhe dizer. Não a culpava, ela mesma escondia seus próprios segredos o que a fazia compreender perfeitamente sua atitude.
— Você dirige bem!
— Obrigada. – Agradeceu ao elogio. – Mas não tenho tanta experiência. Confesso que estou com um pouco de medo!
— Não sinta! Caso contrário se tornará alguém como eu, que depende dos outros para levar-me em todos os lugares.
— Não sinto medo por dirigir, na realidade me sinto desconfortável por dirigir um carro que não é meu. – Rin viu-a balançar a cabeça em concordância pelo canto dos olhos. – Tenho que redobrar o cuidado e a atenção, Sesshoumaru me matará se eu ralar as rodas de seu carro.
Riu de sua própria piada e Izayoi seguiu seu exemplo. A questão de que Sesshoumaru emprestara seu carro para Rin voltara com força na cabeça de Izayoi. A mesma se perguntava que tipo de relação os dois possuíam no momento. Não que isso a desagradasse, pelo contrário, Izayoi sentia um carinho enorme por Rin e saber que ela de alguma forma estava fazendo parte da vida de seu enteado, deixava-a contente e ao mesmo tempo curiosa em relação ao relacionamento dos dois.
Com a cabeça longe, mas ao mesmo tempo atenta com o caminho que faziam. Izayoi a guiava por entre as ruas da cidade, apontando e mostrando-a quais deveriam entrar.
— Vire a próxima esquerda Rin.
— Estamos longe? – Indagou a motorista.
— Da loja? Não, não está tão longe.
— Kagome deve estar ansiosa. – Rin comentou baixo.
— Sim, está! – Sua doce vizinha sorriu e seus olhos brilharam de satisfação e orgulho. – Creio que já deva estar vendo os vestidos.
— Com toda certeza! – Riu com o pensamento.
Diminuiu a velocidade quando o semáforo a frente fechou. Desviou os olhos para os espelhos retrovisores e mordeu o lábio inferior. Sem que Izayoi notasse seu desconforto Rin evitou não estreitar os olhos para o espelho e tampouco apertar o volante com forte. Atrás de si havia um veiculo escuro e Rin se pegou perguntando-se se o mesmo estivesse seguindo-a, já que percorria o mesmo caminho que fazia durante um bom tempo.
Deve ser coisa da minha cabeça, pensava a mais nova.
— O que foi querida? – Izayoi lhe chamou a atenção.
Tentou disfarçar, mas não obteve sucesso. Sua doce vizinha era mais perspectiva do que imaginava.
— Não, nada. – Procurou tranquilizá-la. Pelo jeito Izayoi não havia notado a possível perseguição. – Estamos chegando? – Mudou de assunto mais que depressa.
— A loja é em uma das esquinas da próxima travessa! – Disse apontando para a direção que indicava.
— Sabe dizer se a loja tem estacionamento?
Vez ou outra Rin olhava para frente e rapidamente desviava sua atenção para o espelho, encarando o carro escuro.
— Sim, fica ao lado da loja.
— O estacionamento é aberto ou fechado? – Questionou mais uma vez, fazendo Izayoi franzir o cenho com tantas perguntas.
— Fechado! Por quê? — Sua doce vizinha não conteve sua curiosidade.
Perfeito, pensou a mais nova. Em sua cabeça Rin já estava arquitetando um plano de fuga, plano este que não fizesse Izayoi desconfiar de nada.
— Sesshoumaru não irá gostar de deixar seu carro no sol! – Inventou a primeira desculpa que pensou.
— Oh, isso é verdade!
Nervosamente, Rin mordeu o lábio inferior e apertou o volante de maneira inconsciente. Os segundos diante daquele semáforo pareciam uma eternidade. Seu coração batia forte dentro de seu peito e ela pediu aos céus para não demonstrar nenhum resquício de medo e insegurança diante de Izayoi.
Assim que o sinal abriu Rin acelerou o carro sendo a primeira a colocá-lo em movimento. Izayoi encolheu-se no banco com a rapidez e agilidade da pequena surpreendendo-se com a mesma. Escutou o cantar de pneus atrás de si fazendo-a olhar para os espelhos a fim de saber a distância que aquele veículo estava de si.
— Esquerda ou direita? – Perguntou de supetão, referindo-se a direção que deveria fazer a curva.
— Direita! – Izayoi respondeu rapidamente.
A seta foi a ultima coisa que lembrara em fazer, até porque se a desse o possível perseguidor saberia para onde viraria. Ziguezagueou por entre os carros à frente na intenção de fazê-lo perder de vista a Audi de Sesshoumaru, escutou ao seu redor alguns xingamentos e buzinas por sua direção agressiva, mas não se importou. Tudo o que desejava era apenas despistá-lo.
— Qual é a loja Izayoi? – Perguntou assim que fizera a curva mantendo a mesma velocidade.
Sem dizer uma única palavra sua vizinha ergueu um dos braços e apontou para a loja. Não foi difícil encontrá-la, sua fachada era grande e sua vitrine possuía inúmeros vestidos de festas como modelos. Ao lado estava um estacionamento fechado e assim que Rin o avistou, pisou fundo no acelerador agradecendo aos céus pela rua não estar com um grande fluxo de veículos.
Embicou o carro para dentro do estacionamento e antes de sumir por entre as paredes fechadas virou o rosto para o lado vendo o momento exato em que a frente do veiculo escuro começava a fazer a curva na esquina com certa rapidez. Ele não a vira! Ele não a vira entrar no estacionamento! Céus, por favor, que não a tenha visto! Clamou em pensamento.
Seus ombros caíram no exato segundo em que parou o carro e puxou o freio de mão. Pendeu o corpo para frente e colou a testa contra o volante procurando acalmar seu coração descompassado. Seu estomago embrulhou e suas mãos suavam frio. O fato da arrancada brusca e do cantar de pneu apenas a fazia constatar de que realmente a perseguiam. Mas quem? Quem diabos estava seguindo-a? O vidro era escuro o bastante para Rin conseguir vislumbrar a pessoa que dirigia aquele carro.
— O-que-foi-isso? – Izayoi perguntou pausadamente, dando um tempo longo entre uma palavra e outra.
Oh céus, Izayoi! Por um momento havia se esquecido de que ela a acompanhava. Mas que droga, o que diria para sua vizinha agora? Qual justificativa usaria por estar dirigindo o carro de Sesshoumaru como se fosse algum tipo de louca?
— Rin, você está se sentindo bem querida? – Escutou-a falar.
Estremeceu quando sentiu o toque delicado das mãos de Izayoi em suas costas. Manteve a cabeça por entre o volante sem coragem alguma de encarar sua vizinha e seus prováveis questionamentos, mas Rin precisava dizer algo. Precisava ao menos dizer que ainda estava viva e que Izayoi não precisava se preocupar com seu estado lastimável. Tomando toda a coragem que não possuía, a mais nova ergueu o rosto do volante para encontrar uma Izayoi totalmente preocupada ao seu lado.
— Meu Deus Rin, você está mais branca que um papel! – Izayoi passou a mão por seu rosto, afastando algumas mechas teimosas. – Sua pressão baixou?
— A-Acho que sim! – Sussurrou fracamente. – Desculpe por isso Izayoi.
— Está se desculpando por passar mal? – A mais velha tentou segurar o riso. – Venha querida, vamos até um banheiro.
Izayoi ajudou-a sair do carro e Rin teria ido ao chão se não tivesse se apoiado na porta. Suas pernas estavam tão tremulas que nem ela soube dizer como havia acelerado e freado o carro com tamanha facilidade. Ao informar-se da localização do banheiro mais próximo, Izayoi a guiou-a pelos ombros dirigindo-a para a pia de mármore. A primeira coisa que a mais nova fizera fora lavar suas mãos e molhar seu rosto e sua nuca, tentando espantar o nervosismo. Izayoi estava ao seu lado, segurando algumas folhas de papeis enquanto a estendia em direção a Rin para que ela secasse as mãos e a face.
— Para evitar preocupações, irei avisá-los que chegamos e que estamos no banheiro do estacionamento. – Com uma das mãos, viu Izayoi tirar um celular de dentro de sua bolsa e digitar alguns números conhecidos.
Ficou receosa com o pensamento de ter todos dentro do pequeno banheiro enquanto a rodeavam e questionavam seu estado de saúde, por certo iria se sentir sufocada com toda a atenção que lhe dariam.
— A-Avise-os que já estamos subindo! – Rin passou as folhas de papel em seu rosto, secando-o.
— Tem certeza que quer subir? – Izayoi perguntou, com seu semblante ainda preocupado em sua face. – Não prefere esperar um pouco mais até se sentir melhor querida? – Levou o celular a orelha e escutou a linha chamar.
— Já me sinto melhor, obrigada. – mentiu.
— Agora compreendo o porquê de ter dirigido daquela forma.
Rin sentiu-se culpada pela expressão de pena que Izayoi lhe lançava. Mal sabia ela o real motivo que a fez dirigir daquela maneira.
— Porque não me disse que estava passando mal? Eu teria deixado-a em casa descansando. – Izayoi a repreendeu.
— Desculpe, eu não quis te causar problemas Izayoi.
A mais nova se desculpou. Por outro lado, se sentia aliviada por saber que não teria que inventar mais uma de suas desculpas para contornar a situação.
— Você não é nenhum problema Rin! – Izayoi voltou a repreendê-la. – Mas se isso voltar a acontecer, eu quero que me conte.
— Prometo que a avisarei. – Garantiu-a.
Rin sorriu diante de todo o cuidado e carinho com que sua doce vizinha a tratava. Assim que Kagome atendera a ligação do outro lado da linha, Izayoi ergueu o dedo indicador pedindo para que Rin aguardasse um momento enquanto conversava ao telefone.
Lentamente, ela virou-se de volta para a pia e apoiou ambas as mãos sobre a pedra gelada procurando sustentar o próprio peso do corpo. Encarou sua imagem no espelho do banheiro e soltou um suspiro para o alto. Na imagem a sua frente, refletida no espelho, estava ela. Uma Rin com expressões sérias, perdida em seus pensamentos e que não sabia o que faria. Seja lá quem estivesse perseguindo-a, não era difícil tentar descobrir quem era e tampouco o motivo que o levou a fazer tal perseguição.
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