Notas iniciais
Oh mds, isso é um capítulo surpresa ? Talvez S2 UHEOSUEHSOUE

~~

32. Insegurança

~~

Sentia seus pés latejarem, resultado das incontáveis horas que passara em pé. Rin nem ao menos esperou chegar ao quarto para se livrar das sandálias, foi logo as arrancando assim que cruzara a porta de entrada. O alivio a dominou quando sentiu o chão frio sob seus pés descalços. O casamento de Inuyasha e Kagome se prolongara por mais algumas horas, e ela se via cansada o bastante a ponto de se jogar sobre a cama e ali ficar. Quando subiu para o quarto acompanhada de Sesshoumaru, não pensou muito antes de jogar os belos saltos em algum canto qualquer e puxar o zíper lateral do vestido que a sufocava.

Assistiu seu youkai se mover com maestria, ocupando todo o recinto com seu enorme corpo recheado de músculos. A tensão pela noite continuava em suas costas, ela podia perceber isso pelos ombros rígidos de Sesshoumaru. E a causa para isso possuía um único nome: Naraku Onigumo. A lembrança da inoportuna presença no casamento a fez torcer os lábios em desgosto, sem impedir que um novo arrepio lhe subisse pela espinha a cada recordação dos olhos escarlates sobre si.

O corpo de Sesshoumaru se deixou cair sentado no colchão, ele havia se livrado da maldita gravata borboleta e os primeiros botões de sua camisa estavam abertos revelando um peitoral malhado coberto por pêlos curtos. Rin se sentiu sensibilizada pela visão. Subindo sobre a cama, se posicionou com os joelhos dobrados atrás de Sesshoumaru levando as mãos para a região em completa tensão. O massageou bem ali, sentindo os músculos relaxarem com o contato de suas mãos pequenas. Aproveitou para salpicar inúmeros beijos por toda a extensão da nuca, detendo-se em seu pescoço grosso e forte.

Esqueça-o.— Rin ronronou em sua orelha. – Não ligue para as provocações daquele homem.

Ele se deixou relaxar pelas palavras de sua humana.

— Naraku nos deu um prejuízo grande. – rosnou. – Quase perdemos a empresa por conta disto.

— Mas não foi ele quem ganhou a briga na justiça. – insistiu ela, orgulhosa por seu youkai ganhar aquela causa. – Além do mais, pela lei ele teve que devolver cada centavo que tirou de vocês pelos desvios nas contas bancárias. – vendo o seu silencio, ela continuou: – Sesshy, se ele foi até o casamento de Inuyasha e Kagome foi apenas para provocá-los!

Sim! Infernos, sim. Ele conhecia a tamanha audácia daquele verme. Naraku teria coragem o suficiente para se passar por um convidado como se nada de fato, houvesse acontecido. Apenas para provocá-los e estragar uma comemoração tão aguardada pela família Taishou.

Inuyasha quase perdera a cabeça expulsando-o a ponta pés de sua festa. E pobre Kagome, se isso acontecesse teria seus planos totalmente destruídos. Admirava a maneira como ela lidou com toda a comoção, impedindo que seu noivo manchasse seu smoking com o sangue do outro.

— Pare de pensar nele! – Rin pulou para fora da cama, se posicionando a frente de Sesshoumaru.

Deslizou as mãos pelos seus ombros, abrindo caminho até alcançar os botões da camisa. Continuou o trabalho de Sesshoumaru, e ela mesma libertou os botões de suas casas. Abrindo-o, um por um. Tocou o peitoral malhado, deslizando as mãos para cima, alcançando os ombros largos e tirando a camisa por ali. Viu quando o tecido deslizou pelos braços fortes e caíra sobre o colchão em um emaranhado amaçado. Sem desviar o olhar, Sesshoumaru manteve os olhos sobre si. O desejo lascivo vivo em sua íris.

Inesperadamente, Rin teve ambas as nádegas agarradas e com um puxão brusco o youkai a colocara no meio de suas pernas, trazendo seu corpo para mais perto do seu.

Curvou os lábios sedutoramente. Rin conhecia uma boa forma de acabar de uma vez por todas com toda a tensão no corpo de seu youkai. Antes que ele pudesse fazer mais algum movimento com intenções de puxá-la para cama, Rin o empurrou pelos ombros, obrigando suas costas a se acomodarem sobre o colchão.

— Pensei que queria ser recompensado por mais cedo. – mordeu o lábio inferior, provocadora.

— Este Sesshoumaru passou toda a maldita festa ansiando por você. – rosnou.

Sesshoumaru a assistiu calado, apreciando toda a sensualidade que emanava de seu corpo curvilíneo. Tendo a atenção de seu youkai toda para si, Rin se permitiu fazer um show apenas para ele. Essa noite, seria ela a estar no comando. Primeiro soltou o perfeito penteado que Jakotsu lhe fizera, deixando os cabelos caírem em completa cascata por suas costas. Em seguida suas mãos trabalharam juntas para colocar o vestido de festa para fora de seu corpo. E a cada movimento seu, eram rapidamente capturados pelos olhos âmbares de Sesshoumaru.

— Não. – ela parou de se despir. – Minha Rin não sabe o quanto quis arrancar este maldito vestido. Deixe que este Sesshoumaru quem irá ajuda-la a se livrar disto.

As enormes mãos arrancaram o vestido de seu corpo, e ele nem ao menos se incomodou em encontrar um lugar propício para largar o vestido. Sesshoumaru simplesmente o descartou, jogando-o em qualquer canto do quarto. O grunhido de aprovação que deixou sua boca a fez se sentir bonita e desejosa. Rin o fez se deitar novamente e vê-lo a sua mercê bem a sua frente, com os cotovelos apoiados sobre a cama era uma visão bonita de se ver. Os olhos vorazes percorreram cada extensão de seu corpo, detendo-se na lingerie sensual que era tudo o que escondia os pontos atrativos de seu corpo. A minúscula calcinha clamava para ser arrancada. Não suportando manter as mãos longes de sua menina, Sesshoumaru fez menção de querer puxa-la para si. No entanto, Rin o impediu. Ela imaginou o quão desejoso e duro ele se encontrava agora ao ponto de se deixar levar por sua impaciência em tê-la para si. Mas ali, naquele momento, seria ela a dominante desta vez. E utilizar a sensualidade e a provocação ao seu favor não seria nada de mais, não é mesmo?

Com um sorriso carregado de promessas não ditas, ela espremeu os seios com a palma de suas mãos e os massageou por cima da lingerie. Infernos, sua Rin era tão linda quando o provocava desse jeito.

— Me diga o que quer Sesshy. – deslizou as alças do sutiã pelos ombros, fazendo os seios balançarem no processo.

— Você. Na cama. Agora. – rosnou.

Conteve a risada. Apenas desta vez, obedeceria a sua ordem.

Inclinou-se sobre ele, passeando as mãos por suas coxas musculosas, levando-a em direção a sua evidente masculinidade. Desafivelou seu cinto, roçando os dedos provocadoramente em sua ereção a ponto de bala.

— Você me quer aqui? – umedeceu a boca com a língua.

Sua resposta veio em forma de rosnado. Sesshoumaru a assistiu abrir sua calça social e deslizar sua braguilha com extrema lentidão, aliviando seu aperto nas calças. Céus, sua demora o estava mantando! Sesshoumaru precisava estar dentro de sua humana.

— Calcinha, fora. – ele ordenou.

Mordeu a parte interna de suas bochechas. Enlaçou a lateral de sua peça intima e a desceu por suas pernas, não perdendo a oportunidade de ora ou outra rebolar para que a peça deslizasse com mais facilidade. Tirou a calcinha pelos pés e a jogou sobre o peitoral dele, que logo a agarrou e a levou em direção ao seu nariz. Cheirando-a, maravilhado com o cheiro de excitação de sua fêmea completamente impregnado no tecido rendado. Seus orbes se tornaram febris e o desejo de tê-la embaixo de si agarrando seu membro de maneira gulosa enquanto ele se afundava dentro dela crescia a cada inalada.

Como uma gata experiente, ela se aproximou. Salpicou beijos pela barriga dele até fazer uma trilha que a levasse para o tórax definido de Sesshoumaru aproveitando para roçar as cumpridas unhas pela região, escutando grunhidos roucos partir de seu youkai.

— Preciso que me ajude a resolver um imenso problema. – sua risada doce o deixou entregue.

Sesshoumaru a fez soltar um gemido, seu membro ainda encoberto pelo tecido de sua calça era deliciosamente friccionado contra a umidade de Rin. Ela teve as coxas agarradas com brusquidão e puxadas para que se acomodassem perfeitamente ao quadril do youkai.

— Sente o quanto este Sesshoumaru a quer? – puxou-a pela cintura intensificando o contato de seus sexos.

Oh, e como ela sentia!

— Sim, eu quero vir por cima. – admitiu.

Passou o nariz por toda a extensão de seu pescoço grosso e soltou uma respiração profunda. Um pedido como aquele, é claro que Sesshoumaru não o ignoraria. Convencida de que ele a deixara tomar as rédeas da situação, Rin se prontificou em tomar a iniciativa. Segurou sua ereção pulsante passando por seu centro quente separando os lábios rosados. Sua glande rosada lambuzou-se com seu doce mel, ajudando a umedecer toda sua fenda, desde a sua entrada suplicante, até seu botão róseo. Posicionou o eixo de seu youkai coberto por grossas veias em sua cavidade e com certa lentidão abaixou o quadril para que ele deslizasse todo para dentro de si.

— A-Ah, eu estou tão molhada! Consegue sentir Sesshy? – rebolou sobre o mastro do youkai, jogando a cabeça pra trás, em êxtase.

Puxou as taças do sutiã, expondo os seios doloridos. Apoiou as palmas das mãos no peitoral forte e se deixou sentir a explosão de sentimentos que a envolvia.

Levou uma das mãos em seu centro e circulou seu pequeno botão rosado, o que foi prontamente impedido por Sesshoumaru.

— Não se toque. – ordenou. – Eu quero fazê-la gozar entorno de mim.

— Mas... Eu preciso... – choramingou deixando sua frase ao ar.

Aliviar-se? Sesshoumaru completou sua frase em pensamentos. Oh sim, ele também precisava disso. Como resposta a sua lamentação, ele impulsionou os quadris e seu eixo a preencheu. Um gemido rouco escapou de seus lábios no instante seguinte.

N-Nossa... Isso é tão bom!

Começou a mover-se contra ele, seus seios se movendo junto ao seu ritmo. E raios, aquela visão era quente como o inferno. Ela teve um dos seios agarrados e os mamilos presos entre os dedos de Sesshoumaru. Sua carne úmida dilatava a cada nova estocada e aquilo era facilmente considerado um paraíso. Paraíso este que Sesshoumaru o tinha apenas para si e que não estava disposto em dividir. Vendo-a tão entregue engolindo seu eixo com volúpia, ele soube naquele momento que não havia outro lugar no mundo que o fazia se senti tão bem do que ao lado de sua humana. Admirou seu membro sumir por entre suas dobras e rosnou em sinal de satisfação por tê-la em seus braços, inteiramente sua.

Ela revirou os olhos. Sentia-se completamente preenchida e seu centro começava a dar os primeiros sinais de que iria pulsar, em completo êxtase. A sensação gostosa crescendo e subindo por seu ventre.

— Não goze ainda. – o youkai ordenara.

Impossível! Ela pensou. Rin estava a ponto de se desmanchar.

N-Não dá...— sua voz tremeu.

— Você consegue doce Rin, só goze quando seu youkai mandar.

S-Sesshy...

Instantaneamente perdera as forças. Deixou seu corpo cair chocando sua testa contra a dele. E ela se perdeu. Não estava mais no comando, Sesshoumaru era quem assumira o controle em seguida. Ouvi-la gemer seu nome apenas o incentivou a aprofundar as estocadas. Passou os musculosos braços por baixo de suas coxas e com a força do braço ele a subia e descia assumindo o ritmo que desejava. O gemido dela se chocou contra a boca dele. Sentiu-a agarrar seu eixo, apertando-o gloriosamente. Sua Rin estava perto, seus sinais eram claros para si.

— Ainda não, Rin. – rugiu.

O âmbar no castanho. Completamente presos um no outro. A distância foi quebrada quando ela se jogou sobre ele, saboreando sua boca como se há tempos não o fazia. Os lábios famintos o tomaram e seus gemidos eram abafados por eles. Sentiu quando os caninos de Sesshoumaru roçaram seu lábio inferior, para logo estarem deslizando por toda a extensão de seu pescoço. Afundou o nariz na curva de seu ombro e inalou a maravilhosa essência de sua humana. Ela se contorceu no momento em que o nariz de Sesshoumaru alcançou a região de sua orelha. Céus, aquilo era tão bom!

Rosnou bem ali, contra seus cabelos quando sentiu sua virilha se contrair, uma pressão gostosa se acumulando na base de seu membro e sua libertação chegando arrebatadora.

S-Sesshy...— Seu nome veio acompanhado de um gemido. – Não dá mais pra aguentar...

— Então vamos doce Rin, goza pra mim. – rugiu em forma de ordem.

Investiu contra si, arrebatando-se em seu interior, dilatando suas paredes deliciosamente. Forte e duro. Seu clitóris protestou pulsante, um leve desconforto subiu pelo ventre. Suas pernas tremularam e seu canal estreito se apertou entorno da virilidade de seu youkai.

C-Céus...— balbuciou entorpecida. – T-Tão perto! Eu vou...

Jatos quentes a invadiram enquanto os músculos fortes se enrijeciam e ambos estremeciam com fortes espasmos musculares. Deixou-se cair sobre a montanha de músculos, completamente esgotada. Ela o agarrava com ânsia, arrancando-lhe a ultima gota de sua libertação.

— Eu adoro quando você me aperta assim! – rugiu.

Seu peito subia e descia à medida que recuperava o fôlego perdido. Nenhuma outra palavra fora trocada, a respiração descompassada era tudo o que sugavam um do outro. Rin se deixou relaxar em cima do youkai, esgotada o bastante pelo estressante dia que levara. Todavia, Sesshoumaru também lhe roubara o pouco das forças que ainda possuía e agora tudo o que Rin queria era fechar os olhos e dormir.

Rolou o corpo para o lado, mas sem manter qualquer tipo de distância do corpo recheado de músculos que dominada parcialmente toda a cama. Acomodou a cabeça no peito do youkai e ouviu a maravilhosa sinfonia de seu coração batendo fortemente.

— Durma pequena. O casamento te deixou cansada. – cheirou-a demoradamente, passando o nariz pelo topo de sua cabeça.

Não foi apenas o casamento que a deixara desta forma. Rin quase dissera a ele, quase. Sesshoumaru tinha uma grande parcela de culpa por isso. Esfregando o pequenino nariz contra a pele sedosa do youkai, foi que sua inconsciência a levara, deixando-a momentaneamente em paz para fazê-la se esquecer de seus problemas e do quase fiasco que acontecera na cerimonia de seu cunhado.

~~

Ainda sonolenta, Rin tateou sobre o colchão em meio ao emaranhado dos lençóis buscando o calor do corpo de Sesshoumaru, mas ela não o encontrou deitado ao seu lado. Ergueu a cabeça do travesseiro vasculhando toda a extensão da cama, seu youkai já havia despertado. Todavia, o quarto estava em completo silencio e o banheiro vazio. Jogou os lençóis para lado e se levantou, não se incomodando com o fato de que ainda estava nua. Trocou-se rapidamente e fizera sua higiene. Se espantou com sua imagem no espelho, seus cabelos estavam uma bagunça, resultado do penteado que Jakotsu lhe fizera. Os penteara para trás e fizera um rabo alto, disfarçando os fios rebeldes e fugindo da sua preguiça de lavá-los. Sua bexiga se apertava, Rin notou de que uns tempos para cá que sua necessidade havia aumentado consideravelmente e que aquilo não era de seu costume.

Saiu do quarto, passando pelos corredores. Bocejou uma, duas, três vezes, enquanto obrigava suas pernas a se moverem para descer as escadas. Seu ouvido não captou nenhum barulho e Rin suspeitou de que talvez apenas ela fosse a única na casa. Acordara sozinha na cama sem Sesshoumaru para presenteá-la com a melhor das carícias. Nem mesmo olhara para o relógio com o intuito de saber as horas. Estava tão exausta pelo casamento da noite passada e pela rodada de sexo quente que Rin só pensou em repor suas forças e julgou que talvez, todos estariam na mesma situação.

Passou pela sala e rumou em direção a cozinha quando o cheiro forte de café a arrebatou e seu estomago se contorceu no instante seguinte. Colocou a mão sobre a barriga como se aquilo ajudasse a aliviar seu desconforto. Quando atravessou a porta a imagem de Izayoi se fez nítida, sua doce vizinha estava com um sorriso radiante em seu rosto e sabia o motivo de encontra-la assim. Ainda estava encantada por ter casado seu único filho de sangue, e aparentemente satisfeita por nada ter destruído todo o trabalho que tivera com os preparativos da cerimonia. Ela ainda possuía o penteado da noite passada, os fios em completa bagunça, totalmente desgrenhados.

— Bom dia. – ela cantarolou para si.

— Bom dia Izayoi. – sorriu com o seu jeito espontâneo.

— Acordou tarde hoje querida! – observou Izayoi, levando a xícara de café aos lábios.

— Sim, a festa me deixou cansada! – se acomodou em uma das cadeiras, sentando-se a mesa.

— Eu ainda estou exausta e tão feliz! Não há nada que possa acabar com a minha felicidade nesse momento. – sorriu em resposta por vê-la tão radiante. – Nem mesmo as provocações de Naraku foram capazes de acabar com o casamento do meu filho. – enrugou a testa, transformando o radiante rosto em uma carranca fechada.

— Esqueça-o. – aconselhou Rin. – Lembre-se apenas das coisas boas!

— Você tem razão! – suavizou sua expressão. – Não vale a pena pensar nesse homem e tudo o que ele já nos fez.

— Passado é passado! – apoiou. – E o Sesshy? Sabe onde ele está? – quis saber ela.

— Ah, Sesshoumaru está com o pai! Como Inuyasha está afastado aproveitando sua lua de mel, foram eles que ficaram com toda a responsabilidade do trabalho.

Assentiu em concordância. Ela imaginou que isso aconteceria após Inuyasha e Kagome se casarem. Jogou seus cabelos para trás dos ombros quando uma mecha teimosa se manteve em seu campo de visão. Izayoi assistiu seus movimentos e quase engasgara com seu café quando algo chamou sua atenção.

— E-Ele... – pigarrou a matriarca aliviando o incomodo da garganta. – Sesshoumaru a marcou?! – Izayoi arregalou os olhos. – Você sabe o que isso significa?

Rin tocou sua marca com a ponta dos dedos e se permitiu corar por Izayoi ter presenciado sua forte ligação com seu enteado. Seu mal estar voltara com força a fazendo prender a respiração por alguns segundos.

— Não conversamos muito sobre isso! – endireitou-se sobre a cadeira.

— Ele a reivindicou querida! – Izayoi largou sua xícara de café para agarrar suas mãos e as envolver em um aperto firme. – Sesshoumaru fez sua escolha! E ele não poderia escolher alguém melhor! – os olhos de Izayoi marejaram e Rin se sentiu emotiva por vê-la assim. – Nós somos uma família agora!

A matriarca limpou o canto de seus olhos, ainda com um enorme sorriso sobre os lábios. Se antes Izayoi se encontrava radiante, agora era como se toda a felicidade não fosse capaz de caber dentro de si.

— Não vai tomar seu café da manhã? – indagou, vendo que Rin não se servira desde que sentara à mesa.

Torceu o nariz quando direcionou a atenção para a mesa farta recheada de tudo o que mais gostava, não deixando sua atitude passar despercebido aos olhos de sua doce vizinha.

— Não me sinto bem! Devo ter comido algo no casamento, não estou acostumada com esse tipo de comida requintada.— admitiu.

— O que você está sentindo? – Izayoi franziu o cenho, preocupada.

— Não sei, é um desconforto na barriga. – massageou o estomago por cima da roupa. – Como se meu estomago se embrulhasse.

— Já faz algum tempo que tem se sentido assim Rin?

Rin matutou por alguns instantes. Pensando bem... Desde que estivera em sua cidade natal Rin já vinha se sentindo mal.

— Desde que viajei com Sesshoumaru...

— Deveria procurar um médico então! – Izayoi a aconselhou.

— Acho... Que sim... – respondeu meio incerta.

Sua vizinha mantinha o olhar em seu rosto, avaliando-a em silêncio. Viu Izayoi abrir e fechar a boca algumas vezes, pensando se falava ou não. Acabou por se dar por vencida, sua curiosidade estava lhe sufocando.

— Querida, não se sinta ofendida com o que irei lhe perguntar. – Izayoi fez uma pausa antes de continuar. – Como anda a sua tabelinha?

Sua... Tabelinha? Rin arqueou as sobrancelhas ainda processando sua pergunta.

— Seu ciclo menstrual, Rin! – Izayoi foi direto ao ponto. – Quando foi a ultima vez que menstruou?

Rin contou nos dedos fazendo algumas contas em sua cabeça. E a realidade caiu sobre si como um balde gelado de água.

— Já faz algum tempo! – alarmou-se com a nova constatação.

— Ela está atrasada?! – a pergunta de Izayoi soou mais para uma afirmação. – Meu deus Rin, você nem ao menos chegou a desconfiar? Como pode ser tão desligada? – foi repreendida por ela.

— V-Você acha que... – Rin não continuou a frase.

— Tem outra explicação? – Izayoi abriu o maior sorriso que conseguira. – Ah meu Deus, você precisa confirmar! – soltou um grito agudo ao alto. – Temos tantas coisas para fazer, precisamos montar o enxoval e decidir onde vai ser o quarto. Eu já imagino essa casa coberta de brinquedos espalhados para todos os cantos e termos que nos adaptar com as novas mudanças e com a rotina...

— Espera aí Izayoi. – Sentiu-se tonta com bombardeio de sua vizinha. – E-Eu... N-Nem sei se isso é mesmo verdade! – sua voz tremeu. – N-Não pode sair planejando as coisas desse jeito! – advertiu-a.

— Então precisamos fazer o teste. – disse o obvio. – Vou ligar para uma médica conhecida e pedir pra que ela faça um exame de sangue em você. O resultado sai em poucas horas!

Viu quando Izayoi abandonou a mesa e seguiu em direção a sala de estar a fim de cumprir com que acabara de dizer. Rin piscou os olhos ainda assimilando tudo o que sua vizinha lhe jogava sobre si. Teria Izayoi razão sobre tudo o que dizia? E se não estivesse esperando um filho de Sesshoumaru? No entanto, os sinais eram tão claros! Seu aumento de peso, seus seios maiores, pesados e doloridos, seus enjoos rotineiros, seu ciclo atrasado e seu apetite que aumentara consideravelmente. Tocou seu ventre acariciando-o devagar. Céus, o que seu youkai pensaria sobre isso? Sesshoumaru estava preparado para ser pai e carregar uma responsabilidade tão imensa quanto aquela? O medo e a insegurança ficaram cravados em suas entranhas. Ela precisava descobrir! Precisava tirar esta duvida de sua cabeça de uma vez por todas! Mas estava com tanto medo... Oh céus, como estava!

Izayoi voltou para a cozinha depois de alguns minutos, o sorriso largo ainda brilhava em seu rosto.

— Houve uma desistência, então consegui agendar uma consulta para daqui a pouco com a Drª Kikyou, expliquei a situação e apenas pedi que um exame de sangue seja feito. Ela me garantiu que o resultado fica pronto em duas horas!

Rin meneou a cabeça em sinal de afirmação. Na realidade, sua cabeça estava tão longe que mal prestara a atenção no falatório de Izayoi.

— O lugar não é longe, fica perto da loja de vestidos! – explicou. – Você poderia aproveitar para devolver nossos alugueis e em seguida ir até o consultório, o que acha? – sugeriu. – Como Sesshoumaru está com o meu marido, seu carro está na garagem. Ele não vai se incomodar se você o roubar por alguns instantes. – lhe piscou um olho de maneira cumplice.

Izayoi continuou com o seu discurso, mas Rin não estava consciente o bastante para ouvi-la tagarelar. Decidida, ela se pôs de pé anunciando que iria até o consultório de Kikyou, por mais que seus receios a impedissem. Izayoi a fez se alimentar, sua vizinha não a deixaria sair sozinha sem nada em seu estomago. Saco vazio não para em pé, ela lhe dissera.

Depois de alimentada, Rin se ocupou em se arrumar. Mudou de roupas e apanhou sua bolsa, trazendo junto consigo o seu vestido e o de Izayoi para serem devolvidos. Sua vizinha lhe entregou o endereço e lhe desejou toda a sorte do mundo, torcendo pelo resultado ser o esperado. Diferente de si, Izayoi ficara completamente eufórica ao pensar que ela pudesse estar gerando um filho de seu enteado. Rin estava feliz, é claro que estava! Ter o resultado de seu amor por aquele youkai crescendo dentro de seu corpo a enchia de sentimentos bons. Todavia, ela não sabia como ele reagiria. Nunca havia sequer conversado com ele sobre filhos. Sesshoumaru nunca lhe dissera se os queria ou não... E agora ali estava ela, entre a cruz e a espada.

Girou a chave na ignição e fez suas preces em silencio antes de colocar a Audi de Sesshoumaru em movimento. Seguiu por entre as ruas, agora, tão conhecidas por ela. Fez o caminho de cór, devido a tantas idas e vindas que fizera por ali. Devolveu os vestidos na loja e seguiu até o endereço dado por Izayoi. Como ela mesma lhe afirmara, o consultório de Kikyou ficava em uma rua próxima, paralela de onde estava. Achou a clínica com facilidade. O estacionamento se encontrava lotado e infernos não havia nenhum lugar que pudesse estacionar o carro por ali. Era uma rua abarrota de comércios, claro que seria difícil encontrar uma vaga lhe esperando. Rin tivera que dar a volta no quarteirão e estacionar em outro lugar. No entanto, sua única saída fora deixar o carro em outra rua afastada, muito mais calma e tranquila, desprovida de qualquer movimentação.

Seguiu o restante da caminhada a pé. Avistou o consultório ao longe e tentou disfarçar o quão desanimada ficara por o ver tão cheio. Sinal de que demoraria mais o que o esperado por ali. Deu seu nome assim que entrara para a jovem secretária que digitava algo no computador e mantinha o telefone entre o ombro e sua orelha, enquanto conversava com alguém. Ela lhe sorriu amorosamente, pedindo para que aguardasse ser chamada, não sem antes fazê-la assinar um documento.

Após preencher seus dados Rin se sentou completamente desconfortável, remexendo-se inúmeras vezes no acento estofado. O ambiente em que se encontrava fazia a realidade lhe atingir em cheio. Havia tantas mulheres ali, e todas sustentavam barrigas enormes e trocavam entre si experiências e informações sobre suas gestações. Rin pegou-se admirando uma mãe que acariciava sua protuberante barriga com adoração, com seu marido sempre ao lado. Imaginou-se em seu lugar. Um sorriso lhe surgiu á boca, mas logo foi desfeito quando pensou em Sesshoumaru. Sua insegurança voltou como um baque e ela se viu novamente desconfortável.

Tentou desviar a atenção para outra coisa. Capturou a primeira revista que viu e passou a lê-la, ignorando totalmente o falatório das mães ao seu redor. Aquilo pareceu relaxá-la. Os minutos se seguiram e Rin só ergueu o olhar da revista quando seu nome foi chamado:

— Rin? Rin Himura?

Seu estomago gelou naquele instante. Uma elegante mulher apareceu, saindo por uma das portas dos corredores. Alta, magra, com cabelos negros e cumpridos. Sua pele clara destacavam seus olhos escuros que eram quase cobertos por sua franja reta. Ela lhe sorriu quando Rin se levantou devolvendo a revista para o lugar que a encontrou mais cedo. Caminhou até a bonita mulher ainda sentindo os efeitos do nervosismo se sobressaindo de seu corpo.

— Olá! – Rin a cumprimentou.

— Sou Kikyou, é um prazer conhece-la. – a médica guiou-a para dentro de sua sala. – Izayoi me contou sobre suas condições. Está aqui para fazer um exame de sangue, certo?

A médica indicou a cadeira para que se sentasse. Deu a volta por sua mesa, se acomodando do outro lado, de frente para Rin.

— Sim, ela insistiu para eu que fizesse isso.

— Eu devo imaginar! – Kikyou sorriu enquanto deslizava os dedos pelo teclado, digitando informações. – Quer conversar sobre o assunto? Me conte sobre sua menstruação. – pediu ela.

— E-Ela sempre foi desregulada, por isso não dei tanta importância pensando que pudesse ser uma gravidez. – explicou. – Os sintomas surgiram e Izayoi me aconselhou a vir.

Kikyou registrou o que dizia em sua ficha em seu sistema, ouvindo atentamente tudo o que sua paciente lhe contava. Desde os enjoos até o aumento de peso e as mudanças que notara em seu corpo.

— Podemos começar então? – ela girou na cadeira, se colocando em pé.

— C-Claro! – sua voz tremeu.

Kikyou a levou para uma sala adjacente a sua. Rin a assistiu preparar todo o material da coleta enquanto ocupava uma das cadeiras. Kikyou tateou em seu braço, não demorando a encontrar sua veia. Limpou o lugar com um algodão com álcool e fez todo o procedimento. Rin ignorou a picada da seringa e a pequena quantidade de sangue que lhe foi tirada.

— Não foi tão ruim assim, não é mesmo? – brincou a médica. – Você quer esperar? O resultado sai em duas horas!

— S-Sim, por favor. – torceu os dedos em seu colo, controlando seu nervosismo.

Oh, mais é claro que esperaria. Ela precisava descobrir e tirar essa dúvida de suas entranhas. Voltando a sala de espera, o lugar estava menos cheio de quando havia chegado. Sentou novamente no acento e cruzou as pernas, balançando-a no ar. Os minutos se seguiam devagar, e pareciam ainda mais demorados. Foram às duas horas mais longas que tivera em toda a sua vida, mas ver Kikyou voltar com um envelope branco nas mãos fez todo o seu autocontrole se esvair de seu corpo.

— Você já está liberada, Rin! – Kikyou lhe estendeu o envelope.

— O-Obrigada. – sorriu a ela.

Com as mãos trêmulas Rin agarrou o objeto de papel como se toda a sua vida dependesse disso. O que não deixava de ser verdade! Sua vida dependia do resultado que continha dentro daquele envelope.

— Mande lembranças para Izayoi.

— E-Eu mandarei. – sua voz vacilou.

Despedindo-se da jovem médica, a morena deixou o consultório com a sensação de estar pisando em ovos. Fez seu caminho de volta sem tirar os olhos do que tinha em mãos um só segundo. Chegou até o lugar onde estacionou seu carro e suas mãos nervosas não facilitaram quando tentou destravar a porta. Jogou a bolsa para um canto e afundou no banco do motorista. Os orbes ainda fixos no envelope branco. Abrir ou não abrir? Ah, mas ela precisava saber! É claro que abriria! Fechando os olhos com força, contou até dez em pensamentos. O barulho do envelope rasgando fez seu coração bater mais forte e o seu fluxo de sangue correr mais rápido.

Vamos lá, Rin. Coragem! Repetia em sua cabeça como um sagrado mantra. E foi então que ela abriu os olhos, interrompendo sua respiração.

Positivo.

A palavra parecia brilhar sobre o papel, em completo destaque. Sua visão ficou turva e seus olhos queimavam pelo fluxo de lágrimas que desciam por suas bochechas. Gravida! Céus, estava carregando um filho de Sesshoumaru!

Ai... Meu Deus. — soluçou alto, se ocupando em limpar o rosto com as mãos.

Piscou os olhos para afastar as lagrimas que a impediam de ler o resultado que tinha em mãos. Inesperadamente, sentiu um impacto se chocar contra a traseira do carro. Rin soltou um gritinho ao alto e se sobressaltou assustada. Girou o pescoço encontrando uma grande Range Rover preta completamente colada atrás de si. Sem tirar os olhos da SUV, ela tentou colocar a chave na ignição pronta para fugir, mas o que não contava era que um novo impacto surgisse, dessa vez a sua frente.

Rin estava cercada! Em ambos os lados, por todas as direções. Dois carros negros a rodearam e dentro de cada um deles um homem saíra, caminhando em sua direção.

~~

Notas finais
Olá meus amores!! Estou lhes trazendo mais um capítulo de LO para avisá-los de que amanhã estarei indo viajar e ficarei 10 dias sem acesso a internet, porém estarei fazendo o possível para encontrar um vizinho caridoso que possa dividir seu WiFi comigo S2 Quero avisar também que as emoções finais de LO está perto, muito perto. Eu já escrevi o ultimo capítulo e estou dando os "retoques" finais no desfecho da estória. Ao meu ver, até que está ficando bonitinho! UHEOSUEHSE qq Não sei vocês, mas espero não decepcioná-los com o final. Um grande beijo a todos, tenha um ótimo domingo e até a próxima atualização meus amores :*