Louca Obsessão
12 Confiança
Notas iniciais
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12. Confiança
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Afundou no banco de couro e se permitiu suspirar. Diante de si um enorme prédio comercial jazia, e para seu alivio não se parecia nem um pouco com algum tipo de hotel ou pensão. O que a fazia pensar de que ali não era a região onde supostamente Suikotsu estaria. Aquilo fez com que sua respiração se normalizasse. Se Sesshoumaru não fora em busca de Suikotsu, o que diabos viera fazer naquele prédio? Algo lhe dizia que aquilo tinha sim alguma ligação com seu ex-namorado. Céus, causava-lhe náuseas por lembrar-se de que um dia foi capaz de criar algum tipo de relacionamento com aquele homem.
Rin perguntava-se a todo o momento o motivo por trás de estarem naquele local. Em sua cabeça imaginou que Sesshoumaru a levaria de encontro ao lobo com vestes de cordeiro, lobo este que atendia pelo nome de Suikotsu. Sabia o quanto o youkai ansiava em descobrir onde o outro se enfiara.
— Que lugar é esse? – Não se contentou em apenas se manter calada, Rin precisava saber o que se passava pela cabeça de Sesshoumaru.
No entanto, o youkai nada a respondera. Seu primeiro movimento desde que estacionara seu carro foi abrir a porta do veiculo e se colocar para fora do mesmo. Sua atitude a fizera seguir seus movimentos, fazendo-a firmar os pés sobre a calçada coberta por paralelepípedos. Escutou o alarme do carro ser ativado e só se pós a andar quando Sesshoumaru dera os primeiros passos em direção ao prédio. Ainda sem compreender o que acontecia, Rin só se pode dar ao luxo de segui-lo. Confiava cegamente no youkai, sabia que ele jamais a deixaria vulnerável em algum lugar onde suspeitava que Suikotsu estivesse. Não depois do que acontecera. Sendo assim, o prédio não passou a ser mais tão ameaçador diante de seus olhos.
— O que viemos fazer aqui? – Rin voltou a indagá-lo.
Caminhava ao seu lado em velocidades diferentes. Sesshoumaru estava mais a frente, suas pernas eram maiores que as suas permitindo-o dar passos mais largos que as suas pequeninas pernas eram capazes de dar.
— Há alguém que pode ajudá-la!
— Quem? – Interessou-se de imediato, ignorando o prédio à frente para fitar-lhe suas costas largas. – Algum conhecido seu?
— Alguém que já trabalhou com este Sesshoumaru. – Parou de andar quando alcançou o portão de ferro.
Afastou o enorme corpo para o lado a fim de permitir que Rin adentrasse o estreito portão aberto primeiro que ele. Agradeceu com um sorriso e sem pestanejar atravessou o minúsculo espaço. Seguiu o trajeto em direção ao prédio quando Sesshoumaru se colocou novamente ao seu lado.
Algumas pessoas caminhavam em sentido contrário e vez ou outra Sesshoumaru as pegava observando a beleza exótica que emanava do corpo de sua humana. Sentiu sua fina cintura ser circulada por um dos fortes braços do youkai, enquanto a trazia para perto de seu corpo. No mesmo instante, os olhares se dispersaram para outras direções e a pequena não se dera conta do que realmente acontecia.
— Que tipo de pessoa é ele?— Olhou para cima para conseguir visualizar perfeitamente o rosto másculo, não se incomodando com a maneira com que Sesshoumaru a mantinha ao seu lado.
Ele estava apreciando sua tamanha curiosidade, aquilo mostrava claramente que Rin ansiava em se ver livre de Suikotsu.
— Como sabe que é homem?
— Intuição, talvez. – Tentou brincar, mas nem mesmo seu tom descontraído conseguiu mudá-lo de expressão. Sua carranca fria era de sua própria natureza, conhecia-o bem.
Foi guiada para o interior do prédio, a pequena estranhou ver Sesshoumaru desviar da recepção logo na entrada e rumar diretamente para os elevadores. O youkai não fizera questão de se identificar e ninguém ousara chamar sua atenção diante ao seu comportamento. Não enquanto possuísse a expressão fechada e ameaçadora no rosto bonito.
Dentro do elevador sentiu o aperto na cintura se suavizar, mas a aproximação dos corpos continuou. O cubículo apertado apenas destacava o corpo atlético e musculoso que Sesshoumaru possuía e o quão enorme era aquele homem. Sentia-se enclausurada, mas agradecera por ninguém mais compartilhar do mesmo elevador que eles. Claro que não iriam! As pessoas que aguardavam ansiosas do lado de fora não ousaram entrar no elevador quando Sesshoumaru se apossara do mesmo. Sua presença por si só, já era ameaçadora. Rin teve vontade de rir, mas se conteve.
O elevador apitou o andar desejado e quando as portas se abriram, teve as pequeninas mãos agarradas e puxadas com delicadeza. Um corredor gigantesco se fez diante de seus olhos e inúmeras salas os rodeavam. O grande fluxo de pessoas naquele lugar era constante e Rin procurou ter cuidado para não esbarrar em ninguém. No entanto, não precisara desviar, as pessoas que desviavam de ambos. Foi então que percebera a comoção que a presença de Sesshoumaru causava ao seu redor. Se estivesse sozinha em meio aquele corredor, temia ser arrastada por quem passava apressado por ele. Caminhar ao lado de alguém como Sesshoumaru possuía suas vantagens.
Não sabia onde ele a levava, mas não fora difícil descobrir. Em poucos instantes já estavam adentrando uma saleta aconchegante sem antes mesmo bater na porta anunciando a nova chegada. Sesshoumaru parou naquele mesmo momento e tudo o que Rin conseguiu visualizar sobre o enorme corpo do youkai a sua frente, foi que haviam interrompido algo importante. Automaticamente suas bochechas coraram e ela tentou se esconder atrás de seu condutor.
As poucas pessoas presentes pararam de imediato os seus diálogos para se viraram em busca do motivo da repentina interrupção. Sentado em uma cadeira giratória estava um homem idoso com uma das mãos levantadas pedindo para que os restantes se mantivessem em silencio por um momento. Seu rosto era extremamente magro onde suas marcas de expressões eram bem marcadas juntamente com seu fino bigode grisalho. Mas o que chamou a atenção de Rin foram seus olhos grandes, desproporcionais á suas feições. Com um breve aceno de cabeça indicando a porta por onde Sesshoumaru e Rin entraram, o idoso homem fez um pedido silencioso para que todos os presentes se retirarem. O que foi prontamente atendido. Rin desculpou-se em pensamentos, desejando não ter interrompido nada de muito importante.
— Não esperava a sua visita! – O idoso começou quando se viram sozinhos na sala. – Da ultima vez que nos vimos foi para resolver um problema com a empresa de Inu no Taishou, seu pai.
— Isso não deixa de ser um problema.— Sesshoumaru dera ênfase no motivo que o levara á sua sala.
O velho homem coçou o queixo e virou levemente a cabeça encontrando a figura de Rin parada pouco atrás de Sesshoumaru.
— É em relação à empresa novamente? – Desconfiado, arriscou ele.
— Não! Este Sesshoumaru quer apenas informações, Toutousai.
Então a figura estranha a poucos metros de si se chamava Toutousai. Era ele quem Sesshoumaru dissera que a ajudaria?
— E que tipo de informações você busca Sesshoumaru? – O mais velho não tirava os olhos da pequena.
Rin estava desconfortável, parecia que os enormes olhos esbugalhados de Toutousai não saiam de cima de si. Por certo desconfiava que a vinda de Sesshoumaru até sua sala era devido á ela. Se ele estivesse pensando sobre isso, estava coberto de razão!
— Quero que descubra o paradeiro de um homem.
— Um homem? – O idoso franziu a testa enrugada, aparentemente confuso. – O que ele te fez?
— Nada que seja de seu interesse! – Sesshoumaru retrucou impaciente.
Custava Toutousai acatar suas ordens? Não havia necessidade para tantas perguntas sem fundamentos!
— Bem então... – Toutousai voltou a coçar o queixo coberto pela barba grisalha.
— Suspeito de que ele esteja escondido em hotéis localizados ao norte. – Continuou o youkai.
Sua informação o fizera se endireitar sobre a cadeira giratória. O Idoso homem apoiou ambos os cotovelos sobre sua mesa e descansou o queixo sobre as mãos enrugadas.
— Aquela não é região em que as duas garotas do noticiário foram mortas? – O velho perguntou, interessado.
Rin segurou a respiração quando o escutou dizer aquilo. A culpa não havia deixado-a completamente. Duas jovens inocentes foram assassinas por sua causa. Aquilo não era algo que poderia esquecer-se de um dia para o outro.
— Está fazendo perguntas demais! – Sesshoumaru deixara um rosnado sair como um último aviso para que Toutousai guardasse suas perguntas para si mesmo.
— Qual é o nome do sujeito? – Ignorando suas ameaças, o mais velho pegou um caderno jogado sobre a mesa e passou a escrever algumas informações sobre o papel em branco.
— Suikotsu.— Seu rosnado foi ainda mais brutal que o anterior.
Rin encolheu-se de imediato. A fúria era nítida a cada momento em que Sesshoumaru pronunciava o nome daquele miserável. Involuntariamente, seu peito subia e descia sempre que tocava em seu nome. Sua visão ficou levemente turva devido à intensidade em que seus olhos se estreitavam. Toutousai já desconfiava que o caso fosse ainda mais grave que o anterior que resolvera para a empresa de Inu no Taishou. Suas suspeitas se confirmaram quando Sesshoumaru passou a se tornar mais frio com apenas a menção do nome do outro. Pobre Suikotsu, sentia pena por este homem existir.
— Possui apenas estas informações? – Continuou a fazer suas anotações, sem fitar-lhes. – Será impossível tentar encontrá-lo com tão pouco, Sesshoumaru! Esse maldito tem pelo menos algum sobrenome? Uma foto, talvez?
Ainda de costas o youkai virou a cabeça e pelo canto dos olhos, encarou-a. Rin era a única que poderia dar a Toutousai aquela informação. A demora em respondê-lo fez o idoso homem erguer o olhar, encontrou um enorme Taishou encarando sua acompanhante de maneira intensa.
Então Toutousai estava realmente certo! O motivo de Sesshoumaru estar em busca de Suikotsu envolvia a pequenina jovem.
— Sabe seu sobrenome? – Dessa vez dirigiu sua pergunta á Rin.
— Ah... – Deu um passo a frente posicionando-se ao lado da figura imponente de Sesshoumaru. – Shichinintai!* – Respondeu. – S-Seu nome completo é Suikotsu Shichinintai.
Toutousai voltou a anotar a nova informação junto com as anteriores.
— Que tipo de envolvimento você têm com esse homem garota? E o que foi que ele te fez?
Arregalou os olhos com a repentina pergunta. Seus olhos grandes faziam jus ao fato de ser tão observador. Encolheu-se, não se sentia confortável em responder tal tipo de pergunta. Até porque, se lhe contasse estaria envolvendo o senhor com olhos esbugalhados naquela situação.
— Já lhe avisei sobre as perguntas, velho! – Sesshoumaru o repreendeu mais uma vez.
— Quero saber em que tipo de situação estarei me metendo! – Se defendeu ele.
— Apenas descubra onde este rato está enfiado, qualquer vestígio sobre ele é válido! E assim que souber de algo, entre em contato.
Sentiu sua mão ser enlaçada com urgência. Sesshoumaru buscava o calor de seu miúdo corpo na ponta de seus dedos cumpridos.
— Deseja isso o quanto antes, eu presumo. – Toutousai meneou a cabeça em concordância. – O paradeiro deste homem é tudo o que busca saber, Taishou?
Sesshoumaru não o respondeu. Havia deixado aquilo claro para Toutousai, no entanto ele parecia querer brincar com a sua paciência.
— Seja lá o que esse maldito tenha feito, sinto pena por ele ter ousado cruzar o seu caminho. – Balançou a cabeça em sinal de reprovação. – Lembro-me perfeitamente do seu caso com Naraku Onigumo.
Caso? O que Toutousai queria dizer com aquilo? E afinal de contas, de quem ele estava falando? Intrigada no assunto, Rin olhou na face do youkai esperando que ele dissesse algo em relação às palavras do outro.
— Este assunto não se trata da empresa, portanto não a envolva nisso! – Rosnou suas palavras enquanto lhe dava as costas e caminhava em direção á saída. Mas antes de sair, completou: – Isto é algo para se tratar com este Sesshoumaru, lembre-se disso velho.
Abandonou o recinto deixando para trás o idoso homem em sua sala. Com as mãos entrelaçadas as do youkai, Sesshoumaru a guiava novamente por entre o movimentado corredor. Com passos rápidos Rin tivera que aumentar o ritmo de suas pernas para conseguir acompanhá-lo. As pessoas mais uma vez desviavam da figura ameaçadora que ocupava o extenso corredor, que carinhosamente Rin o apelidara em pensamento como sendo um labirinto devido às inúmeras salas e saídas que o rodeavam.
Alcançaram o elevador á tempo, para a sorte de ambos ele já se encontrava no andar em que estavam. O apertado cubículo e a quantidade de pessoas obrigou Rin a se projetar ainda mais para perto do youkai. A sensação de estar dentro de uma lata de sardinhas logo passou, o elevador não demorara a chegar ao piso térreo. Passaram pela recepção sem se dar ao trabalho de encará-los, a pequena soltou um suspiro ao alto e voltou-se para Sesshoumaru em busca de respostas. Desde que chegara á aquele prédio havia muitas coisas que gostaria de lhe perguntar.
— Toutousai é de confiança? – Começou então, pela primeira pergunta.
— Toutousai é um velho amigo de meu pai. Prestou alguns serviços para a empresa no ano passado.
— Ele é algum tipo de detetive?— Inquiriu ela.
Obrigou suas pernas a se moverem mais rápido na intenção de acompanhar os passos de Sesshoumaru.
— Seu trabalho é voltado na área investigativa.
Então podia-se dizer que sim, Rin pensou. Céus, Sesshoumaru a levara até um detetive? Se Toutousai fazia qualquer tipo de investigação, imaginou que tipo de serviço ele fizera na empresa de Inu no Taishou, mas preferiu não lhe perguntar sobre o assunto. Não enquanto Sesshoumaru estivesse focado em resolver outros problemas, seus problemas.
— Ele parece ser bom no que faz. – Comentou baixo apenas para si mesma, mas ele a ouvira.
Desviou sua atenção de Sesshoumaru para olhar para frente. No mesmo instante o youkai voltou-se para ela, o que a obrigou a voltar a encará-lo. Diminuiu o ritmo de sua caminhava na medida em que percebera que Sesshoumaru parava de andar. Franziu o cenho sem entender o motivo da parada, mas não demorou á compreender o que o levou a estacar diante de si. Com delicadeza, levou as enormes mãos em direção ao seu pescoço e puxou o lenço que o envolvia, arrumando-o.
Estava tão entretida com suas perguntas que não notara que o lenço se desfazia e que mostrava os hematomas levemente arroxeados. Aquilo era perigoso! Olhou ao redor para ver se mais alguém havia notado as suas marcas, até então escondidas. O alivio a dominou quando reparou que pouquíssimas pessoas caminhavam próximo de si. Elas não perceberam! Foi tudo o que Rin conseguiu pensar.
— Obrigada. – Retomou sua caminhada enquanto o agradecia profundamente pelo seu ato.
O portão de ferro estreito estava logo à frente, localizaram o luxuoso Audi de Sesshoumaru estacionado na entrada assim que o atravessaram. Sentiu uma das enormes mãos do youkai se posicionarem cuidadosamente em suas costas, como se estivesse guiando-a de volta para o carro e quando faltava pouco para alcançá-lo, foi surpreendido mais uma vez pela curiosidade de sua humana:
— E Naraku? Quem é ele? – Voltara a fazer suas perguntas, quando estava a poucos metros do veiculo estacionado.
Estacou no mesmo lugar quando a escutara perguntar aquilo. Maldito seja Toutousai! O xingou de inúmeros impropérios enquanto pensava em uma maneira eficaz para nunca mais fazê-lo abrir a merda da boca. Naraku Onigumu era passado, sua Rin não precisava se preocupar com mais um maldito inútil.
Havia algo errado em sua atitude, Rin sentiu que aquele era um assunto delicado. E por um momento se arrependeu por ser tão intrometida.
— Apenas outro verme que se atreveu á entrar em meu caminho.
Como suspeitara. Havia algo por trás daquilo tudo e aparentemente Sesshoumaru não queria entrar em detalhes. Com as feições sombrias e os olhos cerrados, ele deu a volta em sua Audi e se acomodou no lado do motorista.
— Obrigada por não contar a Toutousai sobre os motivos de querer encontrar Suikotsu. – Começou a falar no mesmo instante em que se afundava no banco do passageiro.
— Você pediu para este Sesshoumaru não contar nada a ninguém. – Se justificou.
— E eu agradeço por isso! Por mais que Toutousai esteja investigando, é natural fazer tantas perguntas como ele fez e mesmo assim você não contou.
Sim, agora não possuía duvidas de que Sesshoumaru era de confiança. Ele havia cumprido com sua palavra. Nem mesmo com as constantes perguntas por parte de Toutousai, ele não se deixou levar para revelar seus segredos.
— É apenas questão de tempo para aquele velho descobrir, Rin. – Arrancou com o carro acelerando, vez ou outra ultrapassava os carros á sua frente com demasiada facilidade.
— O-O que quer dizer com isso? – Seu sorriso desapareceu de imediato.
Remexeu-se em seu banco. Mentiria caso dissesse que não ficara abalada com as palavras de Sesshoumaru. Ter alguém investigando sobre sua vida não era algo fácil de acostumar.
— Toutousai não é burro, apenas aparenta! – Deixou o carro em ponto morto quando parara no semáforo fechado.
Notando que sua Rin ficara desconfortável com o que dissera, Sesshoumaru procurou tranquilizá-la. Ele também não se agradava com o fato de Toutousai investigar sobre sua vida, mas ele era a pessoa mais correta para efetuar aquele trabalho.
— Toutousai não fará nada que eu não ordene, Rin. Mesmo que ele venha a suspeitar de algo, ninguém saberá.
Viu quando a enorme mão de Sesshoumaru deslizou do câmbio e veio parar sobre uma de suas coxas. Levemente ele apertou sua carne firme, tentando lhe transmitir toda a tranquilidade e segurança que ela sempre almejou encontrar. Rin não o afastou, pelo contrario. Gostava da sensação que os dedos quentes de Sesshoumaru lhe passava, sentia certa proteção esvaindo dos músculos que aquele homem possuía.
Deixou-se menear a cabeça em concordância. Virou o rosto devagar a fim de encarar seu rosto quadrado, incrivelmente másculo. Confiava perdidamente naquele youkai de olhos âmbares. Estava depositando toda sua confiança em suas mãos e sentia que Sesshoumaru não a decepcionaria.
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Remexeu-se sobre a cama e puxou o lençol procurando se cobrir. Que horas seriam agora? Provavelmente muito em breve amanheceria. Não sabia se o motivo de não conseguir dormir era o fato de estar dividindo a mesma cama com Sesshoumaru ou se era devido aos últimos acontecimentos. Estava realmente preocupada com relação à Toutousai, Rin não o conhecia tão bem quanto ao seu vizinho de janela, portanto não conseguia colocar sua confiança sobre o idoso investigador. Confessava que o que mais se passava por sua cabeça era justamente sobre este assunto. Temia que Toutousai descobrisse o que acontecera e novas pessoas se dessem conta de seus segredos. Por Deus, Rin não queria envolver ninguém! Já não bastava o que acontecera com seu amigo Hakudoushi que há tempos não se falavam.
Pensando no amigo, Rin perguntou-se para si mesma se ele estava bem. Virou-se pela milésima vez, mudando de posição. Perdera as contas de quantas vezes havia se virado, surpreendia-se por Sesshoumaru não ter despertado com seus movimentos. Piscou os olhos inúmeras vezes sem nenhum indício de sono. Pelo jeito, não iria conseguir pregar os olhos naquela noite. Mas bastou um puxão brusco para Rin ter o coração sobressaltado e se tornar mais desperta do que se encontrava. Relaxou os ombros quando sentiu sua cintura ser circulada por um dos braços fortes do youkai enquanto ele a mantinha presa contra seu tórax desnudo. O contato do peito largo contra suas costas pequenas a fez perceber o quanto a respiração de Sesshoumaru estava calma, tranquila.
— O que tanto a incomoda? – Contorceu-se em seus braços quando um arrepio lhe dominou, ocasionado pelo sussurrar do youkai em seu ouvido.
—E-Estava apenas pensando. – Confessou, totalmente constrangida por ter sido pega de surpresa.
— E o que tanto pensava, Rin? – Passou o cumprido nariz por sua orelha, fazendo uma trilha até alcançar seu pescoço.
— Em Hakudoushi, estava me perguntando se ele estava bem. – Inclinou a cabeça, permitindo que Sesshoumaru se afundasse mais e mais em seu pescoço.
O youkai parou seus movimentos naquele mesmo instante, o que a fez estranhar. Estreitou levemente os olhos âmbares, ele não apreciava o fato de ter sua Rin com os pensamentos voltados para outro homem. Virou-se, ficando de frente para Sesshoumaru e com a escuridão ela não foi capaz de ver perfeitamente a sua expressão.
— Eu te acordei? – Perguntou alarmada.
Ele meneou a cabeça em negação. Permitiu-se relaxar, a última coisa que queria era atrapalhar as noites de sono de Sesshoumaru. Já não bastava lhe ter acolhido em sua cama, seria audácia demais impedi-lo de dormir.
— Prometo que pararei de pensar em besteiras e tentarei dormir um pouco. – Sorriu procurando não tranquilizar apenas ele, mas a si própria também.
Virou-se mais uma vez mudando de posição e fechou os olhos evitando voltar a pensar em seus problemas. Aconchegou a cabeça no travesseiro e fez um esforço enorme em tentar manter a mente em branco, nada adiantou. Por mais que tentasse fugir de seus problemas, seus problemas nunca fugiriam dela.
Escutou o barulho dos movimentos dos lençóis e sentiu a cama se movimentar sob seu corpo. Em questão de segundos o enorme corpo de Sesshoumaru voltara a se aconchegar próximo de si e ela engoliu em seco. Tinha a leve impressão de que ele não queria que se deixasse levar por seu sono. Como conseguiria dormir sabendo que aquele corpo delicioso estava á centímetros de distancia de suas mãos?
— Não tente, porque não conseguirá! — Abriu os olhos no mesmo instante em que o escutou dizer aquilo.
Seu hálito fresco brincava com a região sensível de seu pescoço. Rin não foi capaz de entender o duplo sentido de sua frase devido à comoção que Sesshoumaru lhe causava no corpo.
— C-Como sabe que não conseguirei? – Remexeu-se desconfortável.
— Porque este Sesshoumaru a conhece bem. – Levou uma das mãos em direção aos seus cabelos que lhe caiam sobre a face, e delicadamente Sesshoumaru os afastou deixando seu pescoço e ombros expostos.
Arfou quando aqueles lábios passaram a trilhar beijos por toda a região descoberta, começando pelo ombro, encaminhando-se pelo pescoço e finalizando em seu queixo. Soltou a respiração surpresa quando ele capturou seu queixo com os dentes, mordendo-o de maneira sensual. Com a ajuda de sua enorme mão a alça de sua camisola deslizou por seu ombro. Seu rosto se tingiu de vermelho, escondeu-o por entre o travesseiro evitando que ele percebesse seu constrangimento.
— Você me pertence, Rin. – Rosnou por entre suas madeixas cumpridas.
Aquela possessão estava longe de ser comparada com a forma possessiva com que Suikotsu a tratava. Era uma possessão completamente diferente, carregada de desejo e carinho. Não deveria fazer comparações, sentia que aquilo era errado, um crime talvez. Mas Sesshoumaru a preenchia, a fazia transbordar de novas sensações e sentimentos. Aquele youkai a completava, e ela estava entregue a ele.
Sentiu toda a rigidez dura de Sesshoumaru contra seu bumbum empinado e à medida que ele a puxava de encontro ao seu corpo ela sentia-se pulsante em seu centro. Apertou as pernas uma contra as outras e mordeu o lábio inferior nervosamente. Céus, os indícios de sua excitação começavam a dar os primeiros sinais. Sentia seu sexo quente e imaginou que estivesse úmida o suficiente para recebê-lo, inteiro e completamente duro. Os olhos âmbares estavam febris, ele ansiava se enterrar dentro daquele corpo curvilíneo e tentador.
— Este Sesshoumaru a deseja Rin, a deseja como nunca desejara outra humana. – Cheirou-a demoradamente.
Rosnou entre dentes. Rin emanava excitação. Seu cheiro o descontrolava, o desarmava completamente. Sesshoumaru precisava prová-la, sentir seu gosto adocicado em sua língua. Ansiava por isso como um animal louco, sedento por seus instintos. Se Rin lhe desse o mínimo sinal de que não o desejava, então ele se deteria. Mas seu cheiro, sua excitação iminente lhe provava o contrario.
Sentia as bochechas se tornarem quentes. Céus, o que aquele homem lhe dissera? Tinha consciência do desejo que Sesshoumaru possuía sobre si, da ultima vez o afastara, mas agora ele parecia não se importar com os limites que impura. Tudo o que via era apenas seu desejo ardente lhe dominando o corpo. Inesperadamente, dois braços fortes a puxaram mais uma vez.
— Ah!— Soltou um grito rouco quando se viu com ambas as pernas envoltas da cintura do youkai. Rin estava montada sobre seu corpo enquanto sua enorme rigidez se fazia aumentar sob si.
Mordeu o lábio inferior e ele a achou terrivelmente sexy. Rin era sensual como o inferno! Por mais que discordasse sobre aquela aproximação repentina dos dois, ela não poderia negar a atração que sentia por aquele homem. Não podia negar que o desejava da mesma intensidade que ele a queria. Estaria mentindo se dissesse que não o queria entre suas pernas. Ela estava entregue aos seus encantos, e não se arrependia por isso. De maneira provocativa, apoiou ambas as mãos sobre o peito desnudo de Sesshoumaru e rebolou seu quadril contra sua ereção. O youkai a amaldiçoara por isso. Rin estava brincando provocando-o dessa maneira.
— Não me provoque. – Rosnou em meio ao desejo.
Soltou o ar surpresa quando Sesshoumaru deslizou suas mãos para dentro de sua camisola e agarrou seus seios. Foi inevitável não impedir que o fino tecido que a cobria lhe subisse até a altura de sua cintura. Sua calcinha de renda chamou a atenção do youkai e ele apreciava a deliciosa visão que sua menina lhe proporcionava. Estimulou seus mamilos enrijecidos, totalmente voltados para a sua direção. Oh, como ansiava em vê-los novamente. Rosados e incrivelmente fartos.
A pequena jogou a cabeça para trás e se permitiu apreciar a sensação. Imaginou como seria ter essas mãos trabalhando em sua intimidade enquanto explorava seu clitóris inchado e sua cavidade úmida. Apenas com aquele pensamento, Rin sentiu seu sexo se contrair e um gemido rouco lhe escapou da garganta. Sesshoumaru arfou diante de tal gemido, nunca escutara um tão sexy e sensual como o gemido de sua Rin.
— Diga-me o que está pensando. – Exigiu saber o youkai.
Teve sua atenção voltada para ele. Pensar em dizer que o imaginava explorando sua feminilidade com os dedos a fez corar.
— Diga-me, Rin. – Insistiu ele.
— E-Eu... – Tentou procurar as palavras certas para usar. – Eu quero que me toque Sesshy. – Disse com firmeza.
Os olhos âmbares se tornaram ardentes. Ver sua Rin pedindo para ser tocada fez seu membro pulsar dentro de suas vestes. Encolheu-se quando os mesmos olhos varreram por seu corpo, como se fossem capazes de ver seu interior. As mãos fortes saíram de seus seios e se encaminharam para os seus quadris. Uma sensação de abandono a consumiu no momento em que ele parou de acariciá-la.
— Tire a camisola. – Ordenou com a voz sôfrega.
O peito arfante, os músculos retraídos e o maxilar trincado intensificavam seu desejo que transbordava por suas entranhas. Se outro homem lhe fizesse tal pedido, Rin teria corado e fugido com sua tamanha ousadia. No entanto, Sesshoumaru já havia lhe visto com os seios expostos e até mesmo os limpara. Porque sentiria vergonha naquela altura do campeonato?
Lentamente passou a camisola por cima de sua cabeça e as deslizou por seus braços finos. Sesshoumaru conteve um novo rosnado. Com ansiedade por sentir seu gosto, levou até a boca um dos mamilos enrijecidos e os lambera. Os chupou e os mordeu em seguida. Por cima de seus seios ele foi capaz de observar a cena de sua Rin jogando a cabeça para trás e revirando os olhos extasiados.
Seus seios passaram a ficar doloridos, mas ela gostava da nova sensação que o youkai lhe proporcionava. Soltou um gemido de repreensão quando Sesshoumaru afastou para contemplá-los. Os envolveram com ambas as mãos e apreciou o fato por serem feitos perfeitamente para elas. Os massageou devagar, provocando-a enquanto encarava a expressão prazerosa na face de sua menina.
— Deliciosos.— Conteve sua vontade de apertá-los, temia não se controlar e acabar deixando novas marcas no corpo de sua Rin. Jamais se permitiria machucá-la.
Voltou a dar atenção para os seios de Rin. Arfou novamente com o contato da língua de seu youkai em seu mamilo rosado. Distribuiu beijos pelo vale de seus seios até alcançar a linha de sua clavícula. Permitiu-se lambê-la demoradamente, atitude esta muito parecida quando Sesshoumaru a limpara da ultima vez. Mordeu seu ombro levemente o que a fez rir e enfim lhe possuiu os lábios totalmente faminto pelo seu gosto adocicado. Pediu passagem com a língua e seu pedido foi prontamente atendido. Rin o envolveu com ambos os braços e o trouxe para mais perto de seu corpo miúdo enquanto aprofundava o beijo e se deixava levar pela reação que Sesshoumaru lhe causava.
Durante o beijo sentiu a enorme mão de seu youkai agarrar-lhe o bumbum enquanto o apertava fortemente. A trouxe para mais perto de si e de maneira consciente esfregou sua ereção em sua feminilidade. A pequena gemeu por entre o beijo o que o fizeram se afastar, sem perder a distancia e a troca de olhares entre eles.
— É extremamente macia, Rin.
Com sensualidade, a enorme mão de Sesshoumaru deslizou por sua barriga lisa e alcançou a lateral de sua calcinha. Céus, Rin e suas calcinhas rendadas ainda o desarmariam. A pequena ficava extremamente sexy com suas calcinhas minúsculas.
— Não precisamos disso! – Abaixou o olhar e fitou a ultima peça que lhe escondia o corpo escultural, sua calcinha rendada.
Com um único movimento de dedos puxou de maneira bruta sua delicada calcinha, rasgando-a. Rin viu sua calcinha completamente destruída e rasgada nas mãos de Sesshoumaru. Deixou o queixo cair chocada e choramingou contra a sua pressa de querer despi-la logo de uma vez.
— E-Eu gostava dela. – Protestou à pequena.
— De onde veio esta, lhe comprarei muitas outras. – Aproximou a calcinha de seu nariz cumprido e a cheirou, inalando seu cheiro inebriante.
Rin corou com o que viu. Sesshoumaru apreciava o cheiro que impregnava em sua peça intima, sentiu seu sexo se contrair com aquela visão. O cheiro de sua Rin era maravilhoso, embriagava-se apenas por inalá-lo. Mordeu o lábio inferior sem tirar os olhos daquele homem. Céus, Sesshoumaru a levaria a loucura daquela forma! Com um dos braços que circulavam por sua cintura, facilmente ele a fizera mudar de posição. Sentiu suas costas se chocarem contra o colchão macio e se permitiu afundar em meio aos lençóis. Não se constrangeu quando os olhos observadores de Sesshoumaru varreram por toda a extensão de seu corpo e pararam em seu centro pulsante. Rosada! Rin era incrivelmente rosada. Rosnou com a nova constatação.
— Deliciosa!— Voltou a repetir. Rin era gostosa como o inferno!
Levou dois dedos até sua boca e os lambeu. Não conteve sua ânsia em tocá-la, esfregou sua intimidade, preparando-a, lubrificando-a. Mas sua Rin já estava completamente úmida, pronta para recebê-lo. Contorceu-se sob o enorme corpo de Sesshoumaru. Revirou os olhos prazerosamente quando um dos dedos invadira seu canal estreito. Sesshoumaru tocou-a, estimulando desde o seu clitóris até a sua entrada. Suas pernas tremeram ligeiramente e seu corpo inteiro estremeceu envolvido por um arrebatador espasmo muscular. Seu clitóris foi o primeiro a protestar enquanto pulsava descontroladamente sob os dedos do youkai, sentiu uma leve ardência na região ocasionada pela delicadeza com que Sesshoumaru o esfregava. Ele foi capaz de sentir quando os voluptuosos lábios de sua intimidade se contraíram em sua mão.
—S-Sesshy...— Murmurou seu apelido entre um gemido e outro.
Céus, aqueles dedos eram mágicos, a pequena pensou. Arqueou suas costas tentando controlar os espasmos de seu corpo e seus seios se projetaram para o alto, apontados para a direção de Sesshoumaru. Ele rosnou em resposta a sua excitação. Vê-la deste modo totalmente exposta para si enquanto se contorcia fizera seu membro se tornar mais rígido dentro da roupa. Ofegante, ela o encarou observando a intensidade que os olhos dourados se estreitavam. Sem tirar os olhos em chamas de sua humana, Sesshoumaru permitiu-se levar os dedos que a tocara em direção á boca, sugando seu sabor exótico e apreciando seu gosto divino.
— Algum homem a tocara? – O pensamento de que alguém pudesse ter tocado-a, o repudiava.
Sesshoumaru desejava ardentemente arrancar a cabeça do maldito que se atrevera a tocar em sua humana. Rin lhe pertencia, e mataria quem lhe dissesse o contrario.
Aquele tipo de pergunta a constrangia, Sesshoumaru estava lhe perguntando sobre sua virgindade. Mas é claro que já se envolvera com outros homens, no entanto tinha receio de dizer isso. A expressão sombria na face de Sesshoumaru a impedia de confessar o que já era evidente. Seu silencio foi a sua resposta e o youkai não gostara nem um pouco de descobrir que sua Rin já estivera em situação semelhante.
Se fosse realmente virgem não estaria tão sinuosa e provocativa como há momentos atrás, permitindo que Sesshoumaru a tocasse de uma maneira mais intima. Não, claro não! Sua vergonha e sua falta de experiência não a deixariam seguir em frente.
Entre abriu os lábios para falar, mas ele a interveio:
— Não responda. – Ordenou ele.
Segurou a respiração quando ouviu a sua ordem, Rin não esperava que Sesshoumaru se importasse sobre o assunto. Perguntou-se para si mesmo com quem Rin havia se deitado. Com Suikotsu? Muito provável, no entanto desconfiava de que talvez ele se deitara com sua Rin contra a sua vontade. A ideia de que isso pudesse ter acontecido o fez socar fortemente o colchão na altura da cabeça de sua menina.
A pequena sobressaltou-se de imediato. Ele comportava-se de maneira possessiva, não se agradando com a possível ideia de um dia já ter pertencido a outro homem. Ora, mas aquilo era passado! Ficou para trás!
— O-O que aconteceu não importa mais! – Afirmou com convicção. – Esta Rin têm apenas olhos para o seu Sesshoumaru.— Mordeu o lábio inferior, segurando um sorriso.
Quanto atrevimento. Aquela humana estava imitando-o!
Aproximou-se de sua menina e ela pensou que Sesshoumaru a beijaria. Inclinou-se para ele autorizando que lhe capturasse os lábios, mas tudo o que Sesshoumaru fizera foi apenas provocá-la para fazê-la ansiar por sua boca sobre a dela. Esfregou seu nariz contra o dela e se dirigiu para a sua orelha.
— Este Seshoumaru se agrada por saber disso. – Passou os caninos por sua orelha, provocando-lhe arrepios pelo corpo todo.
Sorrio quando o ouviu falar. Ele estava provocando-a, sabia que estava. Encarou aquela maravilhosa montanha de músculos e se deixou acariciar sua definição á frente. Céus, a visão que possuía sobre os músculos de Sesshoumaru era totalmente privilegiada. Seu abdômen trincado o deixava incrivelmente másculo. Aproveitou a posição para deslizar as mãos por seu corpo, mas Sesshoumaru foi surpreendido logo em seguida quando estas mesmas mãos se atreveram a entrar em sua calça.
Soltou um rosnado em sinal de aviso. Se Rin continuasse a provocá-lo, não pensaria duas vezes antes de torná-la sua. Sua, essa palavra o enchia de desejo á cada momento em que se passava por sua mente. Sentiu quando as pequeninas mãos o agarraram por trás, tateando sua volumosa comissão traseira. Rin estava se mostrando outra pessoa em sua cama, e confessava que estava gostando da nova Rin que estava conhecendo.
— Eu sei o que está pensando! – Ela sussurrou. – Está pensando o quão atrevida me tornei.
— Aprecio seu atrevimento pequena. – Inclinou-se sobre ela e lhe roubara um beijo.
Ela não se conteve, precisava contemplar o quão majestoso aquele youkai era. Puxou sua calça para baixo e engoliu em seco quando coseguiu capturar a visão de sua glande rosada lhe escapando pelo tecido. Nunca vira um ser com tamanha exuberância.
Sua calça foi arrancada ás pressas e ela foi capaz de contemplar ainda mais Sesshoumaru.
Céus, ele a rasgaria com seu incrível tamanho! Mordeu o lábio inferior com força, o pensamento de ter aquele majestoso membro coberto por grossas veias dentro de si a fazia salivar de ansiedade. Ele segurou seu membro firmemente fazendo movimentos suaves para estimulá-lo.
— Abra-se para este Sesshoumaru, Rin.
Mordeu o lábio inferior quando escutou a nova ordem. Raios, aquele homem era autoritário até mesmo na cama.
Havia compreendido exatamente o que Sesshoumaru queria dizer com aquilo. Permitiu-se então, acatar sua ordem. Afastou as pernas mantendo-as abertas para que ele pudesse apreciar por inteiro sua intimidade rosada e pulsante. Sesshoumaru lhe roubou um gemido no momento em que decidira fazê-la ansiar por estar dentro dela. Pincelou-a com a ponta de seu membro enquanto suas dobras acompanhavam os seus movimentos de vai e vêm. Por Deus, ele a enlouqueceria.
Sesshoumaru não poderia esperar mais, com tamanha urgência a penetrou. Enterrando-se dentro dela, forte e duro, mas ao mesmo tempo com delicadeza. Tinha consciência de que seu membro era demasiadamente grande e que poderia vir a machucá-la. Esperou que Rin se acostumasse com seu tamanho e sua grossura, e só iniciou as estocadas quando a sentiu relaxada. Sua glande larga chocou-se contra o colo de seu útero e ele estremeceu com a sua temperatura e seu canal estreito.
— Deliciosamente apertada! – Rosnou enquanto estocava mais a fundo.
Por Deus, sua Rin era terrivelmente apertada.
Intensificou as estocadas fazendo-a contorcer-se debaixo de si. Seu corpo amoleceu e sua intimidade pulsou enquanto se contraia em volta do membro de Sesshoumaru que continuava enterrando-se em seu corpo. Aquilo o fez enlouquecer. A pequena revirou os olhos quando o prazer lhe arrebatou e entre abriu os lábios se permitindo gemer. Virou o rosto de lado afundando a cabeça em meio aos lençóis enquanto fechava os olhos e se deliciava com as sensações que Sesshoumaru lhe proporcionava. Abriu os olhos no mesmo momento em que ele lhe agarrou o queixo e a fez levantar a cabeça, em um pedido silencioso para que ela não desviasse o olhar de seu rosto másculo um minuto sequer.
— S-Sesshy... – Gemeu seu nome.
— Deixe-me senti-la vir! – Murmurou contra sua testa. – Goze para este Sesshoumaru, Rin.
Agarrou o lençol com força e se contorceu sob seu corpo. O som de seu gemido e a visão de sua Rin totalmente entregue a ele o entorpecia. Um rosnado alto lhe escapou da garganta, suas marcas sobre a face se intensificaram e seus olhos mudaram para uma tonalidade avermelhada. Seus caninos aumentaram de tamanho e suas feições se tornaram mais marcantes. Enlaçou suas grossas pernas fortemente entorno da cintura de Sesshoumaru, com medo de que perdessem o contato intimo. Arqueou as costas e estremeceu violentamente enquanto um gemido agudo lhe escapava da garganta.
O youkai aproveitou o fácil acesso de seu pescoço e percorreu a língua pela região. Com mais algumas estocadas fortes, sentiu sua libertação chegar. Despejou-se dentro de sua Rin, libertando-se completamente. Soltou um grunhido rouco e deixou-se aninhar sobre a sua humana. Sentiu a respiração quente de Rin se chocar contra seu peitoral definido e a observou atentamente enquanto procurava normalizar o ritmo de seus pulmões. Ele passou seu nariz por seus cumpridos cabelos e ela deliciou-se com o toque. Sua intimidade ainda pulsava, completamente em êxtase.
Quando sentiu a respiração voltar ao normal, Sesshoumaru ergueu-se sobre seu corpo e se manteve em pé. Percorreu o olhar por toda a extensão de seu corpo e conteve a respiração quando o viu encará-la. Corou. Havia sido pega, como se estivesse aprontando alguma travessura.
Desviou o olhar para outro lugar e afundou ainda mais na cama. Pelo canto dos olhos o viu se afastar em direção ao banheiro e ela franziu a testa sem entender o que ele pretendia fazer.
— O que pretende fazer? – Perguntou de onde estava.
Encarou a porta do banheiro por onde Sesshoumaru entrara e ele só a respondeu quando voltou para o quarto e se encaminhou para a cama.
— Irei limpá-la.— Segurava por entre os dedos uma esponja branca, de aparência macia.
Limpá-la. Aquela palavra lhe transmitia lembranças não tão distantes, Rin podia imaginar o sentido daquilo. Sentou-se automaticamente procurando entender o que raios Sesshoumaru faria com aquela esponja que sumia em suas enormes mãos. Tentou ignorar sua nudez, mas seu corpo lhe traia. Como deixaria de admirar Sesshoumaru, sendo este dono de um corpo tentador?
— Abra estas maravilhosas pernas Rin e deixe-me limpá-la.
Sentiu as bochechas esquentarem. Balançando a cabeça em negação, ela tentou fazê-lo mudar de ideia:
— N-Não precisa fazer isso! – Gaguejou.
— Não se sinta constrangida pequena, não depois do que fizemos. – Continuou com a insistência. – Vamos Rin, abra as pernas! – Pediu novamente.
Ela não moveu um único músculo, aquilo era constrangedor. Vendo que sua Rin não se moveria tão cedo ele foi obrigado a tomar o primeiro passo. Com uma das mãos, tocou delicadamente o joelho de Rin e afastou suas pernas devagar. Temia que sua humana pudesse ficar dolorida depois do que acontecera, ainda mais por não estar acostumada com todo o seu majestoso tamanho.
Cobriu o rosto com ambas as mãos tentando esconder o constrangimento. Abaixou a cabeça e seus cabelos lhe caíram sobre a face. Estremeceu quando sentiu a esponja lhe tocar, massageando sua intimidade e ultrapassando suas dobras molhadas. Remexeu-se sem tirar as mãos do rosto apenas sentindo a esponja passar desde o seu clitóris pulsante até a sua entrada. Céus, ainda estava sensível depois do que acabara de acontecer, e o contato do objeto áspero contra seu sexo inevitavelmente a fazia estremecer. Segurou o gemido no momento em que fincou seus dentes em seus lábios avermelhados e firmou os pés no chão procurando controlar o tremular de suas pernas.
— Tire as mãos do rosto, Rin. – Ele pediu.
Com tamanha coragem retirou as mãos da face devagar, mas continuou de olhos fechados. Ouviu um longo grunhido partir de Sesshoumaru, com a ajuda de seus ouvidos podia se manter atenta com tudo o que acontecia ao seu redor.
— Abra os olhos. – Voltou a pedir.
Capturou seus lábios com os dentes e seu coração palpitou dentro do peito. Lentamente, abriu os olhos castanhos e se surpreendeu com a aproximação de Sesshoumaru á sua frente. Seus rostos estavam com pouca distancia. Aqueles olhos a fitavam, observando todas as reações que conseguia lhe causar em seu delicado e curvilíneo corpo.
— Não há motivos para se sentir envergonhada! – Sussurrou perto de sua boca e ela não sabia o que encarava, seus olhos âmbares que tanto amava ou sua boca que lhe chamava.
Sim, sabia que não havia motivo para se sentir constrangida. Mas estava difícil de controlar, sempre foi uma pessoa demasiadamente tímida. Antes que se perdesse mais uma vez naquele corpo, tentou não transparecer seu desapontamento quando o viu se levantar e voltar para o banheiro.
Em poucos segundos ele estava de volta, mas desta vez sem a esponja em suas mãos. Provavelmente ele teria dado um fim no objeto assim que o usara para limpá-la. Sustentou seu olhar o vendo caminhar majestosamente em sua direção, completamente a vontade diante de sua nudez. A cama moveu-se embaixo de si quando o youkai voltou a se deitar e com um puxão delicado sentiu o rosto se chocar contra aquela montanha de músculos.
— Durma um pouco minha Rin. – Pediu em meio aos fios negros que se espalhavam por sobre seu peitoral desnudo.
O sentiu inalar fortemente seu cheiro e parecia completamente satisfeito por isso. O cheiro de Sesshoumaru desta vez estava impregnado em suas entranhas, e ele apreciava esse fato. Ela lhe pertencia!
O constrangimento, aos poucos lhe deixava. Aconchegou-se em seu peito espalmando a pequenina mão sobre o peitoral malhado, sentiu-se a vontade para depositar uma de suas pernas grossas sobre o corpo do youkai, e assim o fez. A rigidez daquele homem era notória, tocava-lhe a parte interna das coxas e por incrível que pareça, Rin não corou quando o sentiu. Seu corpo estava relaxado, ele lhe transmitia segurança.
Com um afago em seus cabelos, lentamente seus olhos chocolates começavam a pesar. Acreditava que desta vez conseguiria dormir, calma e tranquilamente. Como há tempos não fazia.
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