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22. Martírio

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Do outro lado do vidro, as casas e comércios passavam diante de seus olhos como se estivessem fugindo de si. Ao seu lado Sesshoumaru dirigia em silencio absoluto, mas sua cabeça não estava tão silenciosa quanto o youkai prostrado ao seu lado. Rin se perguntava durante todo o percurso onde diabos ele a levava. Algo ali a intrigava, aquele caminho não lhe era estranho. Tinha a impressão que já estivera naquelas ruas e por isso tentava adivinhar as intenções de seu youkai.

Naquela manhã ele a pedira para que o acompanhasse, e assim o fizera. Mesmo sem saber para onde ia, ela não recusou o convite. E conforme percorriam as ruas, Rin sentiu o estomago gelar quando finalmente reconheceu o caminho que faziam. Aquela era a mesma rua onde havia sido perseguida. Mas porque estavam ali? O que Sesshoumaru queria com tudo aquilo? Endireitou-se no banco, sentindo-se desconfortável. Seja lá o que ele tinha em mente, Rin adoraria saber.

Ele manteve a direita e deu a seta para a mesma direção quando estava prestes a virar o volante. Cravou os dentes em seu lábio inferior e conteve a vontade de balançar a cabeça em negação. Agora as coisas pareciam fazer algum sentido para ela, mas optou em permanecer calada. Rin só o questionaria quando Sesshoumaru chegasse enfim em seu destino. E foi exatamente o que fizera, assim que ele imbicou sua Audi para dentro do estacionamento da loja e manobrou seu carro entre dois veículos parados, foi que Rin o questionou:

— Sesshy o que estamos fazendo na loja de vestidos?

Sesshoumaru não viera ali para escolher um terno, mas é claro que não! Então por qual motivo a levara para a loja? Esperou ansiosamente por sua resposta, enquanto ela não vinha Rin o viu puxar o freio de mão e desligar o motor da Audi.

— Recordo-me que disseste que uma das vitimas era conhecida da recepcionista.

Engoliu em seco, sua saliva a muito custo desceu por sua garganta.

— Sim, eu disse! – Concordou com ele.

Só não sabia o que ele pretendia com tudo aquilo. E foi então que o quebra-cabeça pareceu se juntar em sua mente, peça por peça.

— Irá interrogá-la! – Rin afirmou com veemência e o silencio que se iniciou foi a confirmação para suas suspeitas.

Investigar seria a palavra correta. – Ele a corrigiu.

— Investigar sobre o quê exatamente? – Soltou o cinto de segurança, libertando-se da sensação de sufocamento que o cinto lhe passava.

— Deva haver algum furo nessa história Rin, algo que tenha passado despercebido.

— E por pensar assim você acha que é capaz de descobrir alguma coisa? E esse o tipo de prova que está buscando? – Soltou seus pensamentos em voz alta.

Encolheu-se em seu acento quando notou que dissera o que deveria guardar para si mesma e em resposta a suas duvidas, Sesshoumaru inclinou-se sobre si mantendo os olhos fixos em seu rosto destorcido por uma careta.

— Foi você quem disse que não queria ficar de braços cruzados! – Abriu a porta do carro sem desviar o olhar de seu rosto de feições suaves, para então sair.

Sim! Mas que merda, ele sabia bem como provocá-la. Sesshoumaru estava usando suas palavras como justificativa para seus atos, mas no calor do momento Rin dissera aquilo da boca para fora. Não queria necessariamente dizer que precisava parar de uma vez por todas de chupar o dedo e tomar alguma providência.

Abriu sua porta e se pós de pé. Por cima do teto da Audi ela encontrou o olhar de seu youkai que continuava focado em seu rosto. Desviou os olhos encarando seus próprios pés enquanto passava a caminhar em direção as escadas que os levariam para o andar de cima. Ele a seguia logo atrás de si e por um segundo Rin pensou que talvez seus olhos âmbares estivessem voltados inteiramente para as suas nádegas que se movimentavam sensualmente na medida em que subia degrau por degrau. E quando finalmente chegou ao topo, ela simplesmente prendeu a respiração sem saber o que fazer. Varreu o olhar pelo lugar. Algumas pessoas esperavam em ser atendidas e do outro lado do balcão da recepção um rosto conhecido lhe chamou a atenção.

— Eu me lembro de você! – A simpática recepcionista lhe abriu um sorriso em cumprimento.

Ela olhou de Rin para Sesshoumaru, completamente ciente da nova presença masculina. Era impossível alguém como ele passar despercebido, ainda mais devido á sua beleza e ao seu tamanho que irradiava masculinidade. Sesshoumaru era incrivelmente alto e coberto por músculos que fariam qualquer mulher ter fantasias com aquela montanha de testosterona.

— O-Olá novamente Eri.— Leu seu nome gravado no cartão de identificação preso em seu uniforme de trabalho.

— Olá querida, dessa vez você quem veio escolher um vestido? – Perguntou, já imaginando o motivo de sua vinda até a loja. – Eu posso ajudá-la!

Juntou ambas as mãos em frente ao corpo, entrelaçando seus dedos. Oh sim, mas é claro que poderia ajudá-la! No entanto não era para este tipo de ajuda que viera.

— Na verdade... – Não sabia como diria aquilo. Inclinou sobre o balcão procurando diminuir a distância entre elas para só assim sussurrar algumas palavras que apenas Eri seria capaz de ouvir e entender. – Vim por outro motivo!

A presença intimidante de Sesshoumaru atrás de si não parecia estar lhe ajudando em nada. Fez menção de virar-se para trás trocando olhares cúmplices com seu parceiro, o que fez com que a jovem recepcionista percebesse que conversavam com os olhos.

— Por outro motivo? Qual? – Eri franziu o cenho sem entender.

Por qual motivo estaria ali se não fosse por algum vestido? Havia alguma coisa muito errada, a simpática recepcionista sentia a tensão no ar.

— Podemos conversar em outro lugar? – Sussurrou ainda mais baixo.

Eri olhou ao redor entendendo o porquê do pedido, havia pessoas demais naquela pequena recepção, algumas mulheres aguardavam ansiosamente para ser chamadas, ansiosas o bastante para encontrarem seus vestidos ideais. Todas eram acompanhadas por seus familiares e amigos, exatamente como Kagome havia sido. Eri pareceu pensar por um momento antes de respondê-la:

— Irei pedir para alguém trocar de lugar comigo, aguarde um instante. – E dizendo isso, deu meia volta em busca de outra funcionária.

Rin se permitiu suspirar, pensando na melhor forma de abordá-la sobre o assunto de sua amiga assassinada. E quando Eri retornou trocando de lugar com outra funcionária, ela os guiou para uma saleta privada e a pequena se esqueceu como se respirava.

— Algum problema? – Sua curiosidade a fez perguntar.

A simpática vendedora contornou a mesa com passos lentos para só assim se acomodar em sua cadeira.

— S-Só estamos atrás de informações. – Rin pigarreou, aliviando o nó em sua garganta.

— Que tipo de informações? – A jovem recepcionista voltou a questioná-la, sem compreender onde a outra queria chegar.

E lá estava ela, tentando descobrir como responderia sem entrar em muitos detalhes sobre seus motivos para estar ali a interrogando. Rin sentou-se a sua frente enquanto Sesshoumaru acomodava-se bem atrás de si apoiando o peso do corpo com a mão espalmada no encosto de Rin.

— Na última vez que estive aqui, soube por meio de Ayumi que você era amiga de uma das vitimas que foi assassinada. – Procurou as palavras certas para abordá-la.

— Ah, sim... – Seu sorriso morreu no instante segundo.

Rin percebeu que entrar naquele assunto ainda a deixava desconfortável, Eri não havia superado os recentes acontecimentos. Era notório! Sua expressão se contorceu em uma careta e Rin teve a impressão de ver seus lábios tremularem levemente. A jovem recepcionista tentava a todo custo se manter forte, mas estava completamente quebrada. Exatamente como ela.

— Falar sobre esse assunto... Ainda é difícil... – Ela confessou.

Apoiou suas mãos sobre a mesa e brincou com seus anéis evitando encarar Rin. Já a pequena endireitou a postura, completamente desconfortável.

— Mas você não veio até só para consolar-me, não é mesmo? – Eri levantou o olhar de suas mãos e a encarou nos olhos. – O que deseja saber?

Seria agora! Rin teria que tomar toda a coragem do mundo para justificar sua visita. Puxou a respiração com força e quando abriu a boca, Sesshoumaru interveio antes dela:

— Nos dê o endereço da vítima que foi assassinada. – A voz grossa de Sesshoumaru quebrou a atmosfera, deixando claro de sua presença intimidadora.

Rin virou-se bruscamente o encarando com os olhos semicerrados, repreendendo-o por ser tão direto. Surpresa foi tudo o que passou no rosto da jovem recepcionista. Ela esperava que Rin lhe pedisse qualquer coisa, não algo como aquilo. Quando voltou a se recompor para dirigir toda a atenção para Eri, Rin a encontrou completamente aturdida. Como se pensasse seriamente nas últimas palavras do youkai.

— Não entendo, porque querem o endereço? – Seus olhos iam de Rin para Sesshoumaru, em busca de explicações.

Sim, Rin também não esperava que Sesshoumaru fosse exigir algo como aquilo. Oh Céus, o que diabos se passava na cabeça de seu youkai?

— Sem perguntas. – Sesshoumaru rosnou, demonstrando sua impaciência.

A pequena funcionária se encolheu em seu encosto diante de sua reação, o youkai teve a mão amparada enquanto que quase ao mesmo tempo sua humana apertava seus dedos com delicadeza. Ele sabia que Rin fazia aquilo para acalmá-lo e para que parasse de assustar e torturar a pobre mulher.

— Sinto não poder dizer nossos motivos, eu não quero envolvê-la nisso tudo. Mas se confia em mim, preciso que me ajude. – Disse com a voz mansa, tentando deixá-la o mais confortável possível.

Torceu os dedos debaixo da mesa pedindo aos céus que ela contribuísse, que a ajudasse sem questionamentos.

— Vocês são algum tipo de... – Eri tentou achar a palavra certa. – Perito criminal? – Arriscou em perguntar.

Rin tentou não fazer nenhuma careta diante de sua curiosidade e por se manter em silencio, a outra julgou que talvez aqueles dois que estavam á sua frente faziam parte da área criminalística. Era o único motivo que encontrava para tê-los agora em seu trabalho exigindo que lhes desse o endereço de sua amiga morta.

— Isso me pegou de surpresa! – Admitiu ela. – É a primeira vez que alguém vem até aqui atrás de algo que não sejam vestidos.

Piscou os olhos com expectativa. Sesshoumaru estava começando a perder o pouco da paciência que lhe restava. Não estava ali para ouvir suas ladainhas, apenas queria o maldito endereço. Ele estreitou levemente seus olhos âmbares e Eri quase se afundara ainda mais em seu encosto com a tamanha intensidade com que aquele homem a fuzilava com os orbes.

— Se veio até aqui me pedir algo como isso é porque deva ter seus motivos não é mesmo? E eu até posso imaginar quais são! – Evitou olhar para a expressão de desagrado na face de Sesshoumaru.

Rin meneou a cabeça em afirmação, agradecia mentalmente por ela não estar bombardeando-a de perguntas. Eri lhe sorriu de maneira cúmplice e Rin soube naquele momento que ela estava disposta em ajudá-la.

— Eu só te peço uma coisa, que mantenha isso em absoluto sigilo. – Com as feições sérias, Rin procurou ser o mais convincente possível.

Sua insinuação a fez arfar em sua cadeira, por certo Eri imaginava que aquilo tudo não se passava de um trabalho perigoso que poderia lhe trazer qualquer tipo de risco, e que este seria o motivo para Rin estar lhe exigindo seu absoluto silencio.

— Não se preocupe, eu compreendo a situação. – Pegou um papel e uma caneta sobre a mesa e passou a escrever sobre ele.

Sem tirar a atenção da caneta deslizando sobre o papel em branco, ela esperou ansiosamente para o momento em que Eri lhe entregasse o endereço que escrevia.

— Procurem por Tsubaki. – Disse assim que largou a caneta e lhe estendeu o papel com o endereço.

Seu coração falhou uma batida. Ignorando sua relutância, ergueu a mão com lentidão e apanhou o papel dobrado que estava estendido á sua frente.

— Tsubaki é a proprietária da residência? – Sesshoumaru quebrou o silencio, questionando-a.

— S-Sim, é! – Eri gaguejou de iniciou quando o respondeu.

Seus lábios curvaram-se em agradecimento, levantou-se pronta para estender sua mão e agradecê-la pelo seu voto de confiança e por sua inesperada ajuda, mas foi detida pelas palavras da outra:

— Só que quero que façam uma coisa...

— O-O quê? – Rin teve receio em perguntar.

— Que a justiça seja feita e que a pessoa que tirou a vida de minha amiga pague em dobro por essa atrocidade.

Justiça. A menção daquela palavra fez um arrepio lhe percorrer a espinha. Seu sorriso foi arrancado às pressas de seu rosto e Rin se sentiu mal pela falsa esperança que estava proporcionando para Eri. Atrás de si a pequena conseguia sentir a presença esmagadora de Sesshoumaru. Sem reação ela virou-se com cautela em busca de ajuda e o encontrou com os olhos perdidos fitando algum ponto da sala de seu extremo interesse. Ele parecia pensativo, parecia que estava arquitetando algo em sua mente que o impedia de estar ciente de que Rin estava observando-o com olhos suplicantes. Seu silencio apenas a deixou ainda mais nervosa diante das palavras de Eri.

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Não desviou os olhos do papel que tinha em mãos um só segundo. Nele uma caligrafia bonita jazia, onde a mesma indicava o endereço de uma casa. Ao seu lado, Sesshoumaru voltara a dirigir e percorria as ruas seguindo as informações que Eri havia lhe passado. Lembrar-se da jovem recepcionista a fez recordar automaticamente de suas ultimas palavras antes de sair da loja. Que a justiça seja feita, as palavras de Eri ainda martelavam em sua cabeça. Sim, ela esperava com todas as forças o dia em que isso aconteceria. Que Suikotsu e seja lá quem o ajudava pagassem por todos os seus crimes.

O balanço do carro ajudou a despertá-la evitando que continuasse a pensar sobre o assunto. Há quanto tempo Sesshoumaru dirigia? Nem ela mesma havia se dado conta dos tortuosos minutos que se seguiam. Mas quando ele diminuiu a velocidade do carro ela se tornou mais atenta, imaginando que estivessem perto do endereço escrito no papel. E estava realmente certa! O viu embicar o carro e desligar o motor quando terminou de manobrar.

— É aqui? – Perguntou assim que Sesshoumaru estacionou sua Audi ao meio fio.

Mas que pergunta tola, é claro que era ali! Olhou através da janela encarando a visão de uma casa simples, pintada com cores claras agora tão desbotadas. A residência lhe passava uma impressão de abandono e deveria ser porque suas paredes já estavam desgastadas e cobertas por mofos acinzentados.

Abriu a porta da Audi com as mãos tremulas e não soube dizer como conseguiu se manter de pé com suas pernas que poderiam ser facilmente confundidas com gelatinas. Agarrou o papel por entre os dedos e quase o amassou sem querer. Sesshoumaru deu a volta e parou ao seu lado dando o primeiro passo, a primeira iniciativa. Quando o viu erguer as mãos para tocar a campainha, Rin o impediu.

— Sesshoumaru, por favor. – Ela suplicou. – Não há nada que possamos fazer em relação a isso! Deixe que a perícia faça seu trabalho.

Ignorando seus argumentos, ele apertou a campainha contra a sua vontade e Rin se sentiu inquieta quando o viu ignorá-la completamente.

— Se suspeitarem que estamos investigando, eles vão fazer alguma coisa. – Protestou, procurando fazê-lo mudar de ideia.

Mas Rin o conhecia bem e não seria um trabalho nada fácil de fazer Sesshoumaru Taishou mudar de ideia de uma hora para outra.

— Não me faça se sentir pior do que já estou, eu não quero ver o sofrimento que Suikotsu causou á essas pessoas! – Sussurrou tão baixo que talvez nem mesmo ele foi capaz de ouvi-la.

Sua vontade era de dar meia volta e desistir de tudo, abrir a porta do carro e se jogar dentro dele como se não houvesse outra solução. E quando abriu os lábios para falar com ele novamente, seu coração se agitou. As grades do portão de ferro cederam para o lado quando uma idosa senhora os recebeu em sua porta. Ela tinha a expressão cansada, os olhos fundos indicando as noites mal dormidas sem demonstrar qualquer brilho, como se apenas seu corpo estivesse ali. Era uma alma completamente vazia, completamente sem vida.

— O que querem? – Sua voz saiu arrastada.

Rin umedeceu os lábios com a ponta da língua, mas sua voz não saia. A imagem da senhora a sua frente a incomodava. Ela tinha a sensação de saber o porquê de ela estar daquele modo, qualquer pessoa esperta o bastante entenderia que aquela senhora havia sofrido algo trágico o suficiente que lhe tirou a paz e a impediu de dormir.

— Você é Tsubaki? – Sesshoumaru foi direto.

A idosa mulher ergueu sua sobrancelha quando ouviu seu nome ser pronunciado pelos lábios do youkai.

— Sim, porque quer saber? – Ela enrugou ainda mais sua testa, intensificando suas rugas.

Maldita velha. Sesshoumaru rosnou entre dentes pela sua ousadia, pelo jeito ela desejava morrer bem cedo. Rin o viu cerrar os punhos ao seu lado e ela segurou sua mão suavizando seu aperto.

— Viemos interrogá-la! – Disse, sem rodeios.

Rin engoliu em seco. Sesshoumaru era tão direto! A expressão carrancuda no semblante da mais velha se suavizou na menção daquela palavra, deixou um suspiro involuntário lhe fugir dos lábios. Estava cansada de tantos interrogatórios, até mesmo já havia perdido as contas de quantos fizeram a ela.

— Porque não disse antes? – Ela abriu seu portão ainda mais, permitindo que os dois passassem por ele.

Sesshoumaru foi o primeiro a entrar, sendo seguido logo atrás por uma Rin desnorteada que parecia tropeçar em seus próprios pés. A idosa uniu suas sobrancelhas quando viu que a menina não deixava de encará-la um só segundo. Rin não conseguia desviar o olhar, o sofrimento que causara na vida daquelas pessoas era notório. E a culpa lhe arrebatou com força, como se uma pedra de uma tonelada caísse sobre seu pequenino corpo.

A mais velha os recebeu em sua casa, acomodando-os em seu sofá de couro. Rin sentou ao lado de Sesshoumaru e não evitou percorrer o olhar pelo recinto. Havia inúmeras fotos espalhadas de uma jovem garota que aparentava ter sua idade, e ela pensou que talvez ela fosse a vitima pelas características semelhantes que possuíam.

— Ela era tão jovem! – Tsubaki começou quando viu o olhar de Rin preso em uma das fotografias.

Sim, ela era realmente muito nova! Tinha tantas coisas para viver, tantos desejos para realizar... E em segundos, teve tudo destruído.

— Ela era a única lembrança viva de minha filha! – Continuou a idosa mulher.

— Era sua neta! – Afirmou Rin.

— Sim, era! – Mesmo que não tivesse lhe feito uma pergunta direta, Tsubaki a respondeu. – Ela comentou que sentia que estava sendo seguida sempre que voltava do trabalho.

— Onde ela trabalhava? – Sesshoumaru foi mais uma vez direto.

— Em uma casa de Shows noturna.

Um pensamento sujo lhe passou pela cabeça. A ideia de saber que ela trabalhava em tal lugar a fez pensar se talvez ela fosse algum tipo de mulher da vida. Se este fosse o caso seria ainda mais difícil solucionar tudo aquilo. A hipótese de que alguém a matou por vingança não pode ser descartada. Se esse pensamento fosse verdade, então inúmeros homens haviam se passado por sua vida, desde os comprometidos até mesmo os solteiros. Qualquer esposa ou namorada que tivera suas relações destruídas seriam capazes de cometer qualquer tipo de vingança.

— Minha neta não era nenhuma puta!— Tsubaki esbravejou, defendendo a dignidade da neta. – Ela ajudava a servir os clientes.

Com as mãos tremulas, ela agarrou uma das fotos e passou seu dedo por sobre a fotografia da neta. Esperava que Tsubaki estivesse dizendo a verdade e que sua defensão não fosse devido ao fato de santificar os mortos depois que faleciam.

— Me digam vocês, como andam as investigações? – Ela quis saber.

Rin engoliu em seco. Não se surpreendia, assim como Eri, a idosa mulher também pensava que fizessem parte das investigações e que buscavam por respostas.

— Ainda há buracos nessa história e este Sesshoumaru está disposto em tampá-los.

A dona da casa que os recebiam não foi capaz de perceber, mas lá estava mais uma das rotineiras indiretas de Sesshoumaru.

— Conte-me mais a respeito de sua neta. – Ele pediu, compenetrado demais, interessado o bastante para desviar os olhos de sua figura.

— Ela disse que tinha a sensação de que alguém a seguia e eu a dizia que era coisa de sua cabeça. Isso durou por alguns dias e...

Tsubaki fez uma pausa, interrompendo suas revelações. Rin balançou a cabeça em concordância, fez uma careta quando entendeu o que aconteceu em seguida:

— E-E logo depois foi encontrada morta! – Completou a frase da outra.

Rin juntou as mãos em seu colo e estralou seus dedos, demonstrando o quanto estava desconfortável com o rumo da conversa.

— Eu não quis ver as fotos, me disseram que o corpo estava mutilado.

Seu estomago se contorceu, uma nova náusea a dominou e ela semicerrou os lábios procurando controlar a ânsia que lhe subia pela a garganta.

— O corpo ainda está sendo examinado, não a enterraram porque ele pode ser de grande ajuda nas investigações.

Um novo nó se infiltrou em suas entranhas. A pobrezinha nem mesmo ganhara um enterro digno!

— Mas foi encontrado resquícios de sêmen, qualquer suspeito será examinado para averiguar se é compatível com os resultados dos exames. – A mais velha esclarecia. – Foi o que me disseram.

Oh céus, já havia escutado o suficiente. Eram informações demais para conseguir suportar. O traste as violentara. A imagem de Suikotsu fodendo-as enquanto achava que era ela em seus lugares, a deixou ainda mais horrorizada. Maldito seja aquele homem! Com tamanha inquietude, foi que Rin se levantou do sofá extremamente desconfortável e caminhou pelo recinto de uma extremidade a outra, sem deixar que transparecesse toda a sua fúria por Suikotsu ter destruído mais uma vez a vida de alguém.

Sabia que Sesshoumaru a encarava, podia sentir seus olhos lhe queimarem a pele. Ele observava sua reação diante de tanta monstruosidade feita pelo outro. Havia chegado ao seu limite, precisava sair dali antes que seu próprio martírio a sufocasse. Rin nunca, nunca se sentira tão culpada como naquele momento. Estava despedaçada, completamente destruída e se Sesshoumaru não a tirasse dali temia que não conseguisse segurar mais as suas lágrimas. Seu corpo deu os primeiros sinais de sua crise de nervosismo, sua respiração falhou e suas pernas e mãos tremulavam como se estivesse com frio. Vendo sua reação, ele se pós de pé e caminhou até onde estava. Segurou seu cotovelo com sua enorme mão e a puxou para perto de seu corpo evitando que fraquejasse, evitando que seus joelhos cedessem e que fosse de encontro ao chão.

— As informações que nos deu são de grande utilidade! – A voz grossa de Sesshoumaru rompeu as barreiras de seu nervosismo.

Ele estava ali. Estava ao seu lado e não deixaria que nada lhe acontecesse. Seu corpo acalmou-se, diminuindo consideravelmente sua respiração ofegante e seu tremular.

— Espero que seja, eu agradeço por todo o esforço de vocês. – Tsubaki agradeceu.

Sim, estavam realmente se esforçando. Tanto que seu corpo se encontrava exausto por tanto esforço. Por tanta procura e por tanta pergunta sem resposta.

Tsubaki os fez um cumprimento de cabeça ao mesmo tempo em que sua mão abria a porta de sua casa e os permitia partir. Suas pernas se moveram com a ajuda de seu youkai, até mesmo andar estava sendo uma tarefa difícil. Rin teve o corpo arrastado para dentro do Audi estacionado e ela estava tão atordoada que nem mesmo se deu conta de como conseguiu entrar e tampouco de como o cinto de segurança se prendeu ao seu redor. Encolheu-se em seu banco afundando a cabeça no vidro fechado enquanto que Sesshoumaru dava a volta e se sentava no banco do motorista ao seu lado.

Fechou os olhos e sentiu o carro tremer quando Sesshoumaru o ligou e o colocou em movimento. O toque em sua coxa a despertou. Ele alisava seu joelho e vez ou outra virava o rosto para fitar-lhe, voltando a encarar a rua logo à frente.

— Como se sente? – Perguntou quando apertou levemente seu joelho.

C-Cansada...— Sua voz falhou miseravelmente.

Durante todo o caminho a enorme mão esteve ali, todo o tempo em sua coxa enquanto o silencio exorbitante lhe faziam companhia. Sesshoumaru apenas tirava sua enorme mão de seu corpo quando trocava de marcha e logo voltava a acomodar sobre a pele alva de sua menina. Sua respiração pareceu voltar ao normal, assim como suas mãos e pernas. E só soube que havia chegado quando o seu youkai inclinou-se para perto de si para avisá-la de que era hora de sair do carro.

— Chegamos Rin. – Seu halito quente tocou-lhe a região do ouvido enquanto seu cumprido nariz se afundava em seus cabelos.

Piscou os olhos amendoados notando enfim o lugar aonde chegara. Havia chegado em casa, a mesma casa que dividia com aquela majestosa montanha de músculos que estava parada á sua frente mantendo sua porta aberta. Ele ajudou-a a tirar o cinto de segurança que tanto desprezava e puxou seu corpo para fora da apertada cabine de ferro. Enquanto andava notou a ausência de pessoas no lugar. Estranhamente a casa estava silenciosa, mas para ela era um enorme alivio. Não queria em hipótese alguma que alguém a visse daquela maneira tão miserável, principalmente sua doce vizinha que a rodearia com sua habitual preocupação.

Sesshoumaru ajudou-a a subir as escadas enquanto Rin praticamente arrastava suas pernas que pareciam mais pesadas que o normal. E quando se viu dentro de seu quarto um gigantesco nó se prendeu em sua garganta.

— E-Eu... Eu vou tomar um banho tudo bem? – Sua voz saiu fraca, insuportavelmente arrastada.

O silencio de seu youkai foi o seu consentimento. Ele a encarou enquanto observava seus passos desengonçados até o banheiro do quarto. Rin fechou a porta atrás de si e um rosnado gutural se prendeu em suas cordas vocais. Cerrou os punhos com tanta força que o sangue não circulava no nó de seus dedos, o que os faziam ficar completamente brancos. Trincou o maxilar e Sesshoumaru teve o ímpeto de destruir algo. Algo que descarregasse toda a tensão de seus ombros e músculos enrijecidos. Sua vontade era de invadir aquele banheiro, mas ele deixou-a sozinha, imaginando de que talvez sua Rin precisasse de um momento apenas dela.

Sentiu o bolso da calça vibrar e um toque insuportavelmente alto lhe machucou os ouvidos. Tirou o aparelho as pressas e rosnou quando viu quem o incomodava. Raios, Toutousai lhe ligava em um momento tão oportuno.

— Diga-me de uma vez o que você quer. – Grunhiu assim que o atendeu.

Acalme-se homem, mas que forma inusitada de me atender. — O outro o provocava.

— Este Sesshoumaru não tem tempo para suas provocações. – Rosnou.

Eu sei que não, mas este Toutousai está ligando apenas para mantê-lo informado. — Anunciou ele, com divertimento na voz.

Seu trincar de dentes foi o suficiente para que o idoso homem parasse com suas brincadeiras. Sesshoumaru ficou em silencio esperando que o outro continuasse, quando mais rápido Toutousai lhe dissesse os motivos de sua ligação, mais rápido voltaria a estar com sua humana.

Eu fiz exatamente o que me pediu e você estava coberto de razão quando disse que não existia nenhum cadastro alegando que Suikotsu Shichinintai se hospedara em algum hotel!— Continuou ele.

Isso não era nenhuma informação que já não soubesse. Mediante aos últimos acontecimentos sabia que Suikotsu não havia se hospedado em lugar algum, e sim na casa de alguém.

— Hackeou os sistemas dos hotéis! – Sesshoumaru presumiu, afirmando. – Está se mostrando um velho muito audacioso e eficiente Toutousai.

Culpa sua!— Toutousai resmungou. – Foi contra os meus princípios, mas se é algo que irá ajudá-lo então eu o fiz. Dê um desconto á este velho Sesshoumaru, faço meu trabalho como posso.

— Preciso de mais um de seus serviços velho. – Ignorou tudo o que ele dissera anteriormente.

Oh céus, você não se cansa? — Sentiu que ele rodou os olhos esbugalhados quando lhe perguntou aquilo. – Vou começar a cobrá-lo com juros! Diga o que quer dessa vez.

— Consiga todas as informações sobre as garotas assassinadas. – Ordenou.

Porque quer informações sobre elas? — Toutousai o indagou, surpreso o bastante sobre o novo pedido.

— Apenas faça seu trabalho velho. – Cuspiu suas palavras e desligou antes que ele retornasse a questioná-lo.

Jogou o celular sobre a cama e passeou as enormes mãos por seus cumpridos cabelos. Seus olhos âmbares foram imediatamente para a porta fechada do banheiro onde o som do chuveiro ligado era tudo o que conseguia ouvir. Mas algo estava malditamente errado, ele só conseguia captar o som da água caindo, nem mesmo os movimentos de sua Rin seus ouvidos aguçados detectaram.

Caminhou com passos firmes e pesados até o banheiro e a porta foi bruscamente aberta por sua ansiedade em constatar se sua Rin estivesse bem. Semicerrou os olhos quando o vapor da água o barrou e no segundo seguinte que os mirou para o Box foi que ele a encontrou. Seu enorme corpo estacou no mesmo lugar enquanto seu peito subia e descia de maneira frenética. Lá estava ela, encolhida dentro do Box de vidro com as pernas unidas e o rosto afundado por entre seus joelhos enquanto sentia a água do chuveiro cair em suas costas avermelhadas pela temperatura.

— Rin? – Ele a chama, avançando em sua direção.

Seus ombros se encolheram quando ouviu seu nome ser chamado. Estava acabada, havia presenciado o sofrimento que Suikotsu causara para aquelas pessoas inocentes. A imagem da expressão cansada no rosto de Tsubaki não queria lhe deixar a mente. Foi capaz de sentir toda angustia e indignidade daquela mulher quando ela se pós a contar o que havia acontecido, ou o que pelo menos pensava que acontecera. Rin sentia-a péssima e mais uma vez culpada.

— Rin? – Ele pronunciou seu nome dessa vez mais forte.

Sua enorme mão tateou o azulejo em busca do registro, e quanto o encontrou, girou a torneira e a água parou de cair.

— Venha pequena, vamos sair do chuveiro. – Tocou seus delicados ombros e ela tremeu diante de seu toque. – Eu lhe ajudo, vamos.

Ele curvou-se acima dela, sustentando o peso do corpo com um dos braços na parede. Diminuiu a distância ainda mais e com a mão que lhe tocava os ombros, Sesshoumaru a levou até suas madeixas ensopadas.

— Vamos para a cama, minha Rin. – Ele insistiu para que ela voltasse a se mover.

Nada. Rin continuou na mesma posição e Sesshoumaru foi obrigado a tirá-la de seu próprio martírio, de seu próprio mundo. Puxou a toalha pendurada mais próxima de si e a jogou sobre seu pequenino corpo. Apoiou um dos braços em suas costas enquanto o outro se infiltrava sob seus joelhos. Com facilidade ele a ergueu em seus braços e levou-a dali. Ignorou o fato de que sua menina estava completamente nua, se não fosse pela situação Sesshoumaru já se encontraria duro feito rocha.

Sua cabeça pendeu para trás e ele foi capaz de ter um vislumbre rápido de seu rosto, mas ela logo o cobriu levando ambas as mãos á face. Derrotada, era exatamente assim que se sentia. Manteve-a com firmeza em seus braços músculos com cuidado ele a tirou de lá de dentro, girando o corpo para atravessar a porta aberta e caminhou até sua cama com sua doce menina presa em seus braços. Ele a colocou sentada sobre a cama cobrindo seu corpo exposto com a toalha que a envolvia.

Rin...— Ele sussurrou seu nome com urgência.

Apertou delicadamente a toalha branca em seu corpo esguio procurando secar qualquer tipo de resquício de água.

— E-Eu... V-Vou molhar a cama S-Sesshy... – Tentou pará-lo, em vão.

Que se foda a maldita cama! – Ele rosnou alto e Rin nunca o viu alterar seu tom de voz para ela.

Encolheu-se ainda mais deixando que ele cuidasse de si, que ele secasse seu corpo com toda a delicadeza do mundo, como se fosse capaz de se quebrar a qualquer momento. Mas o que diabos estava pensando, ela já estava quebrada o suficiente.

Gemeu baixo quando ele envolveu seus seios com a toalha e os secou seguindo em direção a sua barriga lisa. Seu centro também foi pressionado por seus cumpridos dedos e ela se encolheu ainda mais quando o sentiu passar a toalha por sua fenda sensível. Ali, bem diante de seus olhos ela notou todo o cuidado que aquele homem tinha consigo. Quando Sesshoumaru terminou de secar suas pernas, ele girou o corpo e se infiltrou em seu closet voltando segundos depois com uma de suas camisas nas mãos.

— Vista isto. – Ele ordenou.

Rin não o afastou, e tampouco protestou. Seus olhos âmbares estavam escuros, febris o bastante para lhe passar a mensagem de que não estava para brincadeiras. Ela deslizou a toalha de seus ombros e ergueu os braços para que ele a vestisse. Deixou Sesshoumaru vesti-la, e raios, sua Rin estava ainda mais sexy usando uma de suas roupas.

Soltou um rosnado para o alto, e até mesmo ele não sabia como defini-lo. Não sabia se rosnara em aprovação por ver sua menina vestida apenas com sua camisa de botões, ou por ter encontrado-a miseravelmente encolhida dentro daquele maldito banheiro. Não gostava, não apreciava nem um pouco ver sua doce humana naquelas condições.

Rin...— Seu nome voltou a ser dito com urgência. – O que tanto a incomoda?

A pequena o viu cerrar os punhos ao lado do corpo. As mesmas mãos que se apertavam com força foram parar na lateral de suas bochechas. Sesshoumaru as aninhara bem ali, enquanto o polegar acariciava o contorno de seu lábio entre aberto.

E-Eu sabia q-que aconteceria...— Seu lábio tremeu bem em baixo de seu dedo.

— O quê? – Ele instigou-a. – O quê aconteceria?

— Q-Que ficaria desse jeito no momento em que eu pusesse meus olhos naquelas pessoas, no momento que eu ouviria de suas próprias bocas a tragédia que Suikotsu causou em suas vidas. – Sua voz falhou, tornando-se pequenina.

— Pare de pensar sobre isso. Pare de se martirizar, Rin. – Pediu o youkai com a voz mansa.

Abaixou o enorme corpo, curvando-se sobre ela. Sua testa encontrou a dela e Rin se perdeu naqueles olhos que tanto amava.

— O que aquele verme fez não é culpa sua! – Ele grunhiu próximo de sua boca.

— E-Eu discordo. I-Isso não teria acontecido se eu não tivesse cruzado o caminho dele. – Ela conteve um soluço. Piscou os olhos tentando evitá-los de marejar, mas sabia que isso não daria certo.

— Este Sesshoumaru tem suas duvidas. Suponho que foi ele quem cruzara seu caminho doce Rin, apenas você não consegue enxergar por esse lado. – Afagou suas bochechas, roçando suas unhas em suas maças rosadas.

Ela franziu o cenho quando o ouviu dizer aquilo. Será? Será mesmo que fora Suikotsu quem cruzara sua vida? Que se aproximara de si com intenções diabólicas, como um lobo em vestes de cordeiro?

— Suikotsu é um fodido de merda que faz isso por saber que você se incomoda. – Seu grunhido lhe escapou dos dentes cerrados. – O reinado deste verme irá cair, portando não se martirize mais.

Seu tom de voz evidenciava perigo, e ela sabia que aquilo estava longe de ser um pedido. Sesshoumaru não a queria ver assim, sentindo-se culpada pelos cantos da casa por algo que ela não havia feito. Rin se permitiu apenas assentir em consentimento procurando enfiar aquelas palavras em sua mente. Engoliu o enorme nó que se instalou em sua garganta e com as mãos tremulas, ela envolveu aquela montanha de músculos parada bem a sua frente e afundou sua cabeça no peitoral malhado, escondendo-a enquanto Sesshoumaru a salvava mais uma vez.

Desta vez salvando-a de seu próprio martírio, de sua própria culpa. Sabia que seria difícil se convencer de que não era culpada, se Suikotsu fez o que fez foi porque ele não passava de um doente obsessivo que tinha prazer em destruir as vidas das pessoas, de vê-las e fazê-las sofrer. Sua louca obsessão poderia ser facilmente confundida com algum tipo de fetiche doentio e suas vestes de cordeiro eram capazes de esconder perfeitamente sua mente diabólica.

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Notas finais
Meus amores eu estou em prantos, com o coração na boca... Postei o capítulo justamente para avisá-los de que não sei quando voltarei a postar novamente! O motivo ? Meu computador simplesmente não quer ligar, o porque de eu estar assim é justamente porque perdi alguns capítulos da fanfic!! Eu apenas consegui postar o capítulo 22 porque o tinha salvo em meu e-mail, mas os outros eu não sei se conseguirei recuperá-los... Sinceramente, eu não sei o que eu faço!! Claro, eu irei chamar meu técnico e ver como iremos resolver esse problema, no entanto é muito provável que eu venha a perder os capítulos escritos!! Vejam só que belo presente de aniversário eu ganhei :( Nesse momento estou postando pelo computador do meu irmão, o que me salvou, assim posso avisá-los e deixá-los a par do que esta acontecendo. Eu não sei como conseguirei escrever a fic, não sei se a escrevo no papel e depois a passo para o computador do meu irmão, ou eu tente escrevê-la pelo meu celular, salvando-a nos rascunhos do meu e-mail... Ou eu espero que o técnico me salve e então eu não venha a precisar escrever por estes meios... Então, eu realmente não sei o que fazer kkkkk Mds, estou rindo de desespero!!! Torçam por mim meus amores, eu ainda tenho fé de que meu notebook volte a "vida" kkkkk Enquanto isso espero que apreciem o capítulo 22 e por favor, tenham paciência comigo. Amo todos vocês s2