Louca Obsessão
24 Lugar
Notas iniciais
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24. Lugar
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O barulho ensurdecedor machucava seus ouvidos. A música eletrônica dominava o ambiente agitado e fazia com que os corpos se esfregassem uns contra os outros. Aquele não era o tipo de lugar que Rin costumava frequentar, longe disso. Podia notar o quão desconfortável seu youkai estava diante de tanto barulho e comoção. Rin sentiu o estomago se contorcer quando viu uma mulher esfregar as bonitas nádegas no membro de um desconhecido homem como forma de uma dança sensual. Aquilo estava longe de se parecer com uma dança, a tensão sexual exalava dos corpos de cada um deles. Procurem um maldito quarto, era o que pensava. Céus, onde fora parar?
Com as mãos entrelaçadas com as de Sesshoumaru, ele a guiava em meio a multidão prostrando-se a sua frente, enquanto Inuyasha a seguia logo atrás de si. A impressão que teve foi que ambos os irmãos se colocaram entre ela como meio de escudo para que outras pessoas não esbarrassem em seu pequenino corpo.
— Não saia de perto de mim! – Escutou-o dizer por cima da musica alta.
Balançou a cabeça, confirmando que havia entendido e que não seria louca de deixar a segurança dos braços de Sesshoumaru. Deixou-se ser guiada por ele, mal sabendo por onde começaria a procurar pistas sobre a antiga empregada daquela casa de shows. No entanto, o melhor lugar para buscar informações seria o Bar, mas é claro. Aquele era o lugar onde nada passava despercebido, nem mesmo os choros e lamentações jogadas para o alto enquanto apenas a bebida era a única companhia.
— O que vão querer? – Um bartender de cumpridos cabelos negros presos por uma longa trança perguntou quando se aproximaram da banqueta.
Rin foi conduzida a sentar-se em umas das banquetas vazias, enquanto Sesshoumaru prostrava-se as suas costas e Inuyasha ao seu lado, apoiando o cotovelo sobre o balcão. Um puxão em sua saia rodada chamou sua atenção, Sesshoumaru havia se esgueirado ao seu redor enquanto puxava o tecido com o intuito de cobrir o máximo possível as suas maravilhosas coxas roliças. Achou graça de seu cuidado excessivo.
Rin tivera que encolher as mãos quando viu o mesmo bartender que lhe atendeu passar um pano escuro na superfície do balcão, limpando-o. Seus olhos eram vermelhos e sua testa completamente desproporcional em comparação com o bonito rosto.
— Já que Sesshoumaru quem está dirigindo, traga-me um Martini! – Inuyasha pediu, sem ao menos olhá-lo no rosto. – O mais forte que tiver.
Seus olhos âmbares pareciam vagar pelo lugar como um predador em busca de sua presa. O bartender anotou seu pedido em uma comanda, entregando-a para Inuyasha antes de virar-se para fazer seu coquetel.
— Quer alguma coisa? – Sesshoumaru lhe perguntou.
Céus, é claro que não! Rin não tinha cabeça para ingerir uma gota de álcool. Negou com veemência quando o escutou perguntar. Pelo canto dos olhos viu o forte bartender começar a preparar a bebida de Inuyasha enquanto colocava na borda do copo uma pequena quantidade de sal. Viu-o quando ele retornou e colocou o pedido de Inuyasha bem a sua frente. Ele virou-se de costas enquanto continuava a preparar mais bebidas.
— Aqui é sempre tão movimentado? – Inuyasha tentou adquirir o máximo de informação possível.
— Depende do dia. – O bartender lhe respondeu dando de ombros.
— Essas pessoas vêm sempre com frequência, ou sempre há alguém novo por aqui? – Instigou-o a falar.
— Sempre há, você não é muito diferente dessas pessoas. – Ele virou o rosto de lado, tendo um vislumbre de Inuyasha pelo canto dos olhos.
Inuyasha franziu o cenho. Esse maldito bartender estava tirando uma com a sua cara? Seu corpo ficou rígido e Rin teve medo de que talvez ele fosse ter o impulso de pular o balcão para diminuir a distância de seus corpos e acertar suas diferenças. Já Sesshoumaru, fez pouco caso do atrevimento do bartender para com o seu irmão. Por um lado, Inuyasha apreciou a resposta que ganhara. Sinal de que esse atrevido bartender era observador e sabia quem entrava e saia com frequência daquele lugar.
— Não vai beber? – O bartender meneou a cabeça em direção a sua bebida intacta sobre o balcão.
Controlando sua vontade de agarrar-lhe pelo pescoço, o hanyou apanhou sua bebida com uma das mãos e virou o copo de uma só vez sentindo o liquido incolor queimar-lhe a garganta como fogo.
— E vocês? Não vão querer nada? – Estranhou o fato dos outros dois continuarem calados.
Havia algo de muito estranho naquilo tudo. Ninguém se aproximava de seu balcão se não fosse para pedir uma dose de bebida, no entanto apenas o orelhudo havia pedido. Os outros dois mal fizeram questão saborear uma boa dose de álcool. Cruzou os braços frente ao peito sem deixar de encarar o rosto de cada um deles, desconfiado o bastante para manter sua postura em alerta.
— O que querem? Estão procurando o quê? – Ele foi direto ao ponto, sem rodeios.
— Hiten, não é? – Inuyasha quis constatar, vendo o nome do bartender gravado em seu cartão de identificação preso ao avental de cor vinho.
— Sim! – Ele respondeu, erguendo o rosto e estreitando levemente seus expressivos olhos vermelhos.
Inuyasha lambeu o canto dos lábios retirando qualquer resquício de sal de sua boca, quando estava prestes a questioná-lo mais uma vez, Sesshoumaru interveio:
— Conhece essa garota? – O youkai tirou uma fotografia do bolso falso de dentro de seu casaco, depositando-a sobre o balcão lustrado.
— Porque querem saber sobre ela? – Hiten mantinha a mesma pose impassível.
— Estamos investigando sobre sua morte, tem algo que queira nos contar? – Inuyasha afastou o copo vazio de Martini, para só assim apoiar os braços sobre o balcão enquanto inclinava-se para frente.
— Eu não tenho nada a dizer, perderam o tempo de vocês vindo até aqui só por isso. – Seus braços cruzados se desvencilharam de seu peito e Hiten apanhou o copo vazio de Inuyasha levando-o para o outro lado do balcão. – Aceita mais um drink? – Perguntou assim que apoiou os quadris no armário embutido.
Inuyasha e Sesshoumaru se entre olharam, já imaginando que esse tipo de reação pudesse vir a acontecer. Mas tudo estava sob controle! Em questão de segundos Inuyasha tirou de dentro de sua carteira um bolo recheado com notas verdes. Nada que não pudesse ser instigado com uma bela quantia de dinheiro, sabia que Hiten não recusaria quando pusesse seus olhos no bolo gordo. Ninguém recusava, a não ser se essa pessoa fosse louca.
— Vamos lá, você me parece ser bastante observador! – Balançou o enorme bolo de dinheiro entre seus dedos, apreciando a imagem de Hiten que mantinha os olhos cravados nas notas.
A pequena remexeu-se de maneira desconfortável sobre a banqueta. Então era assim que aqueles dois pretendiam conseguir informações? Por meio de subornos?
— O que querem saber? – Hiten desencostou-se do armário embutido e apanhou o bolo de notas escondendo dentro das calças.
— Notou algo de diferente enquanto ela ainda trabalhava aqui? – A pergunta surgiu já pensada em sua cabeça.
— No inicio em que começou a trabalhar, nada de estranho aconteceu. – Hiten deu de ombros enquanto respondia.
— Ela tinha o costume de se envolver com as pessoas do lugar? – Sesshoumaru o questionou dessa vez, mudando o foco da atenção para si.
— O que está querendo insinuar? Que ela era algum tipo de prostituta?— Hiten torceu os lábios em desgosto.
— Não quero que se sinta ofendido, mas precisamos saber cara...— Inuyasha ergueu ambas as mãos em rendição.
Inuyasha estava começando a se arrepender de ter entregado seu dinheiro para Hiten, quando não estava obtendo nenhum tipo de progresso em descobrir algo que a seu ver, era de extrema importância.
— Não! Ela não tinha! – Foi tudo o que Hiten respondeu.
Então Tsubaki dissera a verdade. Sua neta não tinha o costume de parar na cama de seus clientes. Sentia-se aliviada por ela nunca ter enganado sua avó que demonstrava um carinho grandioso pela falecida neta.
— Mas havia alguém interessado nela? – A pergunta dessa vez soou com cautela.
— Sempre havia! – Hiten dissera o obvio. – Olhe bem para onde estão, é natural ter tantos homens interessados nela, mas ela nunca se envolveu com ninguém!
— Alguém em especial chamou a sua atenção? – Sesshoumaru perguntou com um rosnado preso em sua garganta.
Rin sentia a rigidez de seus músculos logo atrás de si. Ela sabia bem de quem exatamente seu youkai estava se referindo. Sesshoumaru procurava saber a respeito de Suikotsu e de seu comportamento estranho para com a falecida garota.
— Tinha um... – Hiten pareceu pensar. – Ele era estranho e eu nunca o vi por esses lados.
— Então era alguém que não tinha o hábito de frequentar a casa... – Inuyasha murmurou, e a musica alta abafou sua voz impossibilitando de ser ouvido.
— Sabe o nome dele? – Pela primeira vez, Rin se manifestou e sua doce voz se fez presente.
— Não sei ao certo, ela disse que tinha medo da maneira como ele a olhava.
Oh sim, Rin compreendia bem essa sensação de medo. Ela mais do que ninguém sabia o poder que os olhos de Suikotsu possuíam.
— Sabe dizer quantas vezes o viu aqui? – Rin perguntou, absorta o suficiente em querer saber a respeito do outro.
— Alguns dias antes dela ser morta, por volta de dois á três dias atrás. Ela começou a reclamar que sentia que estava sendo seguida sempre que terminava o expediente, isso se tornou estranho e suspeito, e desde que ela se sentiu assim ela foi encontrada morta.
Fazia sentido. Era realmente estranho o fato da vitima se sentir perseguida e não demorar a ser brutalmente assassinada. Era do feitio de Suikotsu fazer suas vitimas temerem sua presença para então começar a torturá-las.
— A morte dela foi um choque para todos nós. – Hiten continuou. – Nós imaginamos que isso tenha alguma ligação com a sua morte já que desde que ela morreu nunca mais vimos esse sujeito na casa. O cara simplesmente desapareceu...
O que Hiten contava os fazia suspeitar de que o tal sujeito fosse realmente Suikotsu! Mas isso era pouca informação, precisavam de mais detalhes. Precisavam de algo que os levassem diretamente á ele.
— Você pode descrevê-lo?
— Fisicamente? – Hiten respondeu com uma pergunta.
— Sim!
— Era um homem alto, cabelos pretos, de rosto comum. Não havia nada nele que pudesse torná-lo diferente das outras pessoas. Mas seu sotaque não era daqui da região, ele parecia ser de outra cidade...
Não lhe restava duvidas. Hiten estava realmente descrevendo as características de Suikotsu.
— E o que mais? – A pequena o instigou a continuar.
— Estava sempre vestido igual, com uma calça jeans e uma camisa de botões. Ele parecia não se enquadrar com o ambiente. – Gesticulou com as mãos, apontando para a casa de shows. – Era muito reservado, passava a maior parte do tempo sentado enquanto bebia alguma coisa e ficava...
— Observando a garota... – Rin o interrompeu.
— Exatamente! – Hiten afirmou.
Sim, Hiten falava claramente de Suikotsu. Era de seu costume observar ao longe ao mesmo tempo em que seus olhos de águia se focavam em sua próxima diversão.
— Acha que ele pode estar escondido pela região? – A pergunta foi feita por Inuyasha, no entanto, não foi dirigida para o bonito bartender.
— É bem provável, mas sabemos que ele tem um cúmplice então é difícil dizer se ele pode ou não estar por perto. – Sesshoumaru o respondeu.
— E segundo Toutousai ele não se hospedou em nenhum hotel ou pousada. – Rin o lembrou.
— Porra, mas que cara impertinente... – O hanyou resmungou.
Seguir o rastro de Suikotsu estava ficando cada vez mais difícil. Rin não buscava apenas provas, buscava também o esconderijo daquele maldito homem.
— O quê? Já suspeitam de quem seja? – Hiten perguntou surpreso.
— Não é nada concreto, ainda precisamos de muitas provas! – Sesshoumaru estreitou seus orbes pela ousadia do outro em querer se meter em seus assuntos.
— Talvez Houjo possa ajudar! – Hiten palpitou.
— Quem é Houjo? – Inuyasha arqueou as sobrancelhas.
— O proprietário da casa! – Hiten disse de forma obvia.
— O que ele tem a nos oferecer? – Sesshoumaru perguntou, interessado no rumo que aquela conversa seguia.
— Sei que ele andou arquivando algumas imagens das câmeras como forma de precaução para que ninguém venha a suspeitar dele. – Hiten continuou. – Se quiserem, posso conversar com Houjo para que ele mostre a vocês.
Oh, isso seria de muita ajuda. E a faria enfim tirar suas duvidas se Suikotsu realmente estivera ali, onde estava agora.
— Chame-o, por favor. – Rin adiantou-se em pedir.
— Eu iria chamá-lo!
E dizendo isso, se afastou, deixando para traz o trio que tentava a todo custo encontrar algo que valesse realmente a pena osacrifício que faziam.
— Daqui a pouco estarão fazendo coleções de vídeos!— Inuyasha caçoou.
— Melhor isso do que nada... – Rin retrucou a brincadeira.
Não se passara muito tempo desde que Hiten se afastou dos três, sumindo pelo gigantesco fluxo de pessoas da casa. Para matar a impaciência, Inuyasha pediu outra dose de Martini e vez ou outra bebericava a bebida enquanto seus olhos varriam por todo o local barulhento. As pessoas ainda dançavam coladas umas as outras cobertas por insinuações, enquanto o efeito do álcool corria por suas veias tornando-as mais leves e soltas. Agiam como se ninguém fosse capaz de assisti-las. Vestiam suas máscaras de falsidade e não se davam por satisfeitas enquanto não retonasse para casa com um novo acompanhante.
— Aqui é muito cheio...— A pequena sussurrou para si mesma, ao mesmo tempo em que seus orbes varriam pela pista de dança.
Imaginou como seria capaz de encontrar alguma prova que pudesse incriminar ainda mais Suikotsu, sentia-se como se estivesse procurando uma agulha no palheiro. Quase se dera por vencida, mas então Hiten voltou, trazendo dessa vez junto a si um homem que aparentava ter a sua idade. O sorriso de lado, os cabelos castanhos e o porte magro deixavam-no ainda mais jovial.
— A que devo a honra? – Ele aproximou-se do balcão, já ciente do que se passava.
Pela demora de Hiten, julgou que talvez esse homem que se denominava Houjo, já estava a par de tudo o que acontecia em sua casa noturna.
— Este é Houjo! – O bartender anunciou. – O dono!
Houjou ergueu uma das mãos, cumprimentando-os com um breve aceno.
— Hiten já o informou! – Inuyasha afirmou, mas suas palavras soaram como uma pergunta.
— Sim, disse-me apenas o necessário para que eu compreendesse o que acontecia. – Houjo o respondeu.
— Está disposto em nos ajudar? – Sesshoumaru foi direto, como de costume.
— Qualquer coisa que me livre dessa confusão toda é bem vinda. – Ele respondeu o obvio. – Estou cansado das constantes acusaçõesque recebo. – O outro torceu os lábios em sinal de desgosto.
Então a situação era tão vantajosa para Houjo quanto para aqueles que a buscavam. É claro que o acusariam, investigariam sua casa noturna mais do que realmente desejava, como se o culpado pelo assassinato de sua funcionária fora ele. E ao julgar pela sua expressão não era apenas isso que o acusavam, a morte de sua funcionária havia sido apenas um estepe. Talvez Houjo estivesse sendo investigado por suspeitarem que seu estabelecimento pudesse ser um ponto de drogas e um possível prostíbulo. Ali tudo acontecia!
— Venham, irei levá-los a minha sala.
Houjo ergueu a tampa de um dos lados articulados do balcão e passou para o outro lado, colocando-se próximo de seus clientes.Sesshoumaru a puxou pelas mãos mantendo seu corpo pequeno sempre tão próximo de si, sussurrando em seu ouvido para que não se afastasse. Inuyasha fez um aceno de cabeça em direção a Hiten agradecendo silenciosamente por toda a ajuda do mesmo, e então afastou ligeiramente do balcão. Enquanto o seguiam, ambos os irmãos Taishou caminhavam um de cada lado de seu corpo, criando uma nova barreira que impedisse que qualquer estranho se aproximasse. E foi com essa proteção toda que Houjo os levou em meio à multidão, atravessando a onda de corpos quentes e suados até alcançar a outra extremidade do salão. Uma porta camuflada com o mesmo papel de parede do recinto foi aberta, revelando um extenso corredor escondido. Então era ali que ficava a sala de Houjo, a pequena pensou.
E ela estava realmente certa. O corredor diminuía de tamanho na medida em que avançavam. A baixa iluminação deixava o lugar com uma estranha penumbra.
— Entrem. – Houjo abriu a ultima porta do corredor.
Inuyasha foi o primeiro a entrar ao mesmo tempo em que analisava a saleta com seus olhos examinadores. Logo atrás Rin o imitou, sendo seguida pelo enorme corpo de seu youkai. Os dois corpos cobertos por músculos se mantiveram sempre em alerta. Era um ambiente estranho, até então desconhecido por seus olhos. Se Houjo tentasse algo, com certeza se arrependeria. Seu corpo fraco não teria chances caso ousasse enfrentar os outros dois. Viu quando Houjo rumou até a mesa do escritório e tirou de dentro de sua gaveta um CD gravado.
— Isto é uma cópia, podem ficar se quiserem. A original está muito bem guardada! – Balançou o CD no alto.
O disco foi inserido no computador ligado e com um movimento de mãos Houjo os chamou para que se aproximassem da tela. Seus dedos se moveram pelo teclado com agilidade e assim que Houjo abriu o arquivo e revelou as imagens gravadas, o reconhecimento se passou pelo rosto da única figura feminina presente na sala. Rin reconheceria a imagem de Suikotsu em qualquer lugar, mesmo se ele estivesse rodeado de pessoas, ainda assim ela o reconheceria. Seus olhos sempre o achariam, sempre. Especificamente em um canto isolado do balcão, ele estava sentado, enquanto vez ou outra levava o copo que bebia em direção aos lábios sorvendo o liquido incolor. Sem dizer uma única palavra, ela apenas apontou para a direção onde ele estava isolado.
— É esse o cara? – Inuyasha perguntou, torcendo o nariz. – Não dá pra ver o rosto dele direito!
— Mas é ele! Exatamente como Hiten o descreveu! – Rin afirmou com veemência. – Quieto, isolado enquanto apenas os seus olhos buscam a sua vitima.
Sentiu o estomago embrulhar. O pensamento de que Suikotsu estava buscando por alguém de extrema semelhança de si, a fez ansiar por sair daquele lugar o mais rápido possível. Ele estivera ali! Estivera bem ali onde estavam minutos atrás.
— Não sei se só isso é o suficiente, mal dá pra ver a cara dele! – Inuyasha voltou a bater na mesma tecla. –
— Vocês podem ver o registro de quem entra na casa.— Houjo palpitou.
— Podemos? – O hanyou arqueou as sobrancelhas, desconfiado da extrema bondade do outro.
Um estalo se passou por sua cabeça, como se uma luz se ascendesse em meio a escuridão. Os nomes de quem frequentava o ambiente eram sempre dados na entrada, assim como seus ingressos para adentrar o interior da casa. Mas é claro, porque não pensara nisso antes?
— Não temos a garantia de que ele possa estar usando documentos falsos. – Sesshoumaru refrescou-lhe a memória, insinuando de que aquilo seria tempo perdido.
— Mas também não custa tentar! – disse o mais novo. – Pense comigo irmãozinho, esse cara está rodeado de seguranças, ele não seria burro o bastante para fazer algo que o comprometa, não aqui com tantas pessoas. Ele não seria burro o bastante em entregar documentos falsos!
Aquilo fazia sentido! Talvez Inuyasha tivesse razão!
— Então você acha que pode ter uma possibilidade de Suikotsu ter apresentado seus documentos verdadeiros? – Inquiriu Sesshoumaru.
— Exatamente! Se pensarmos por esse lado, não nos resta duvidas.
— Mas há muitas pessoas que frequentam esse lugar... – Rin pareceu pensar.
— Bastam procurar pelo nome dele, deve ter registros salvos em seu nome verdadeiro. – Houjo voltou a palpitar.
— Você pode fazer isso Houjo?
— Mas é claro! Aqui eu posso tudo!— Vangloriou-se por seu poder sobre aquele lugar.
Rin conteve sua vontade de girar os olhos para ele, mas estava sendo difícil.
— Nome do sujeito? – Pediu.
— Suikotsu! Suikotsu Shichinintai! – Ela o respondeu.
Trocando o peso de seu corpo de uma perna para outra, ela aguardou pacientemente enquanto Houjo entregava o CD á Inuyasha e voltava a digitar algo em um de seus programas instalados. Assim que seus constantes movimentos sobre o teclado cessaram, Houjo fez menção de virar a tela do computador para mostrar sua planilha de controle. Possuir os nomes de seus frequentadores era demasiadamente importante, assim se alguém fizesse algo que poderia vir a comprometer o nome de sua casa, a tal pessoa era devidamente barrada na entrada.
Rin não precisou controlar seus hormônios, quando pós seus olhos na enorme tela não se surpreendeu com o que encontrou. Lá estava o que tanto procurava! O nome de Suikotsu Shichinintai reluzia na tela do computador e parecia piscar como um maldito sinal de alerta vermelho.
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Durante todo o percurso de volta, o silencio se fez presente. Rin ainda tentava absorver tudo o que se passara naquela noite. Que horas seria agora? Estava com preguiça de tirar seu celular da bolsa apenas para descobrir por quanto tempo ficara dentro daquela barulhenta casa de shows. Perdida nas casas que passavam voando em sua janela, ela sentiu um leve aperto em sua coxa, o que a fez virar o rosto para a direção oposta de seu olhar. Encontrou a face serena de seu youkai, e por mais que ele se mantivesse calado, seus olhos lhe diziam tantas coisas. Inuyasha pareceu não notar o que se passava no banco da frente.
— Não consegui ver o rosto do desgraçado...— Inuyasha resmungou do banco de trás, indignado o bastante pela câmera não estar focada na figura isolada no balcão de bebidas.
— Não queira, aquele verme não é merecedor de sua simpatia. — A voz grossa de Sesshoumaru cortou o pequeno espaço entre eles.
— Mas eu quero saber quem é ele, assim se eu o encontrar na rua não pensarei duas vezes antes de lhe dar uma surra! – Outro resmungo escapara de sua garganta.
— Precisamos dele vivo!
— E pra quê? Esse cara merecia morrer!
— Eu entendo o seu ponto de vista Inu...— Rin o compreendia, é claro que o compreendia. – Eu mais do que ninguém me sinto péssima pelas coisas que Suikotsu fez, mas resolver as coisas desse jeito não adianta nada!
Resolver tudo com violência não a agradava. Rin não queria se rebaixar á mesma laia de Suikotsu. Ignorando o apelido que sua cunhada lhe dera, Inuyasha voltou a se encostar em seu acento soltando um de seus rotineiros resmungos para o alto. O resto do caminho se seguiu assim, em absoluto silêncio. Até que mais a frente os portões da casa dos Taishou foi avistada. Sesshoumaru estacionou sua Audi dentro de seu território e o primeiro a sair do carro foi Inuyasha, mas antes que ele se afastasse Rin o segurou pelo braço e disse a ele o que não dissera na noite passada.
— Obrigada.— Agradeceu.
Não era preciso especificar o porquê do agradecimento, seu cunhado sabia bem o que Rin estava fazendo.
— Não agradeça, eu faria qualquer coisa pela minha família! – A resposta de Inuyasha a pegou de surpresa.
Família! Aquilo lhe soara tão bem. Sentia-se como se estivesse realmente em uma. E dizendo isso, ele desvencilhou de seus dedos com delicadeza e continuou o seu caminho de volta.
Quando colocou os pés dentro de casa não conseguiu conter a vontade de soltar um suspiro de alivio. Ah o silencio, como gostava dele. A barulhenta música da boate a havia deixado com dor de cabeça. O lugar estava silencioso demais e ao julgar o horário imaginou que todos já estivessem em suas camas. Tomando o máximo de cuidado possível para não fazer muito barulho, subiu as escadas junto de Sesshoumaru e quando abriu a porta do quarto a primeira coisa que fez foi tirar os maçantes sapatos de salto.
Ah liberdade! Era exatamente assim que se sentia quando se viu livre dos tortuosos sapatos. Mas o que poderia fazer? Por mais que machucassem seus pequeninos pés, Rin não conseguia deixar de usá-los. Amava-os demais para deixá-los jogados em algum canto tomando poeira. Seus pés descalços tocaram o chão gelado e a sensação era tão boa, tão refrescante. Encontrava-se cansada, tão cansada que a única coisa que pensava em fazer era se jogar na cama que dividia com Sesshoumaru e dormir. Rin não se importaria nem um pouco se passasse o resto de sua vida enfiada naqueles lençóis, ela apenas não queria acordar. Afundou a cabeça em seu travesseiro sentindo o cheiro de Sesshoumaru impregnado na fronha branca. Permitiu-se relaxar, soltando mais uma vez um suspiro ao alto.
— O que tanto a incomoda Rin? – Escutou-o dizer
Sesshoumaru a conhecia tão bem! Sabia que algo estava errado. Levantou a cabeça do travesseiro para encontrar seu rosto e então o respondeu procurando ser o mais convincente possível:
— São apenas pensamentos distorcidos, não há nada que deva se preocupar... – Voltou a esconder a face no travesseiro.
Será que não deveria realmente preocupar-se? Nem ela mesma sabia se deveria se dar ao trabalho de pensar em tantas besteiras.
— Conte-me. Tudo o que venha de você é de meu interesse. – Ele insistiu.
Sentiu a cama mover-se sob si e não precisou voltar a erguer o olhar para saber que Sesshoumaru se acomodara bem ali, ao seu lado. O toque de sua enorme mão na pele de sua perna descoberta à fez relaxar. E um quase gemido escapara de si quando ele deslizou os dedos de sua perna, alcançando seus pés doloridos para massageá-los.
— Isso tem alguma coisa a ver com nossa ida até a casa de shows?
— Tenho a sensação de que estamos novamente na estaca zero.— Ela se abriu. – Eles estão muito mais a frente do que nós, sabem de informações ao nosso respeito e o que nós sabemos sobre eles? Apenas uma coisa ou outra...
Sesshoumaru continuou calado, permitindo que Rin lhe dissesse tudo o que a incomodava, e assim ela o fez:
— Estamos em desvantagem! Parece que por mais que buscamos alguma pista, nada é de muita importância.
— Isto é porque procuramos no lugar errado!
Sua observação a fez arquear as sobrancelhas em sinal de confusão. Rin endireitou-se, sentando-se sobre a cama e quebrando o contato das mãos de Sesshoumaru sobre seu corpo.
— O que quer dizer com isso? – Indagou quando se viu perto o bastante para vislumbrar os detalhes do rosto másculo.
— Quero dizer que a partir de agora devemos procurar em outro lugar. Um lugar que tenha muito de Suikotsu. – Sentiu quando ele dera ênfase.
Um lugar que tenha muito de Suikotsu? Mas que lugar seria esse? Rin não conseguia acompanhar o raciocínio de seu youkai.
— Onde? – Rin perguntou, esbanjando curiosidade. – Em que lugar você esta se referindo?
— Não é difícil de compreender. – Sesshoumaru tentou fazê-la adivinhar. – É um lugar que conhece muito bem pequena.
Um lugar que conhecia bem... Mas que infernos! Não gostava quando a instigavam a partir para a adivinhação. Odiava conversas que se pareciam com quebra-cabeças. Já não bastava sua vida que era facilmente comparada como um, agora suas conversas se tornariam igualmente semelhantes?
— Que lugar seria esse? – Voltou a questioná-lo.
— Sua cidade natal! – Tocou-lhe as bochechas rosadas seguindo um caminho até a deliciosa boca entre aberta.
Um lugar que tinha muito de Suikotsu, um lugar que conhecia muito bem... Mas é claro! Porque não colocara sua cabeça para funcionar, Rin?
— O que espera indo até lá? – Sentiu os dedos de Sesshoumaru tocando o contorno de seu lábio inferior. – Acha que seremos capazes de descobrir algum podre de Suikotsu? Algo que o mande diretamente para o xilindró?
— É muito provável! – Seu maxilar se contraiu rudemente e Rin viu a expectativa brilhar naqueles olhos âmbares. – Mas por hora esqueça-o, não quero mais pensar naquele maldito rato.
Seus dedos deslizaram de sua boca para a linha de seu maxilar até que se aninhara em sua nuca, emaranhando seus cabelos ao mesmo tempo em que os puxava para si. Quebrando a distancia de seus corpos, seus lábios se conectaram juntamente com suas línguas quentes que compartilhavam uma dança sensual.
— Vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance, por você. – Murmurou contra sua boca sem perder o contato de seus lábios.
Ela arfou consideravelmente. Sentia os músculos enrijecidos contra suas mãos na medida em que as deslizava por toda a extensão de seu peitoral. Parou exatamente onde o sentiu mais forte, onde sentiu o bruto movimento por de baixo do músculo, o lugar onde seu coração batia descompassado assim como o seu. Sua boca exigia a sua, mordendo, sugando... A sanidade aos poucos esvaia por entre os dedos. Seu corpo se incendiou necessitado, necessitado por cada toque, necessitado por prazer. E então dissera o que estava nítido para ambos:
— Eu preciso de você... – Disse ofegante quando seus lábios se viram livres.
— Forte e duro? – Ele ronronou em seus cabelos.
Oh sim, sim e sim. Forte e duro, exatamente como o desejava dentro de si. Oh céus, estava viciada em Sesshoumaru Taishou! Não conseguia negar!
— De preferência!— Abriu um sorriso travesso diante de sua sinceridade e ansiedade. – Mas antes, deixe-me fazer uma coisa? – Perguntou com a voz mansa.
Sesshoumaru estava intrigado com as artimanhas de Rin. Seja lá o que sua menina tinha em mente, ele imaginou que seriafodidamente sexy e que não se arrependeria no final. O sorriso travesso e ao mesmo tempo sexy lhe dizia isso. Com a coragem que pensou nunca possuir, ela o tocou por cima das vestes e o sentiu forte, rígido e pulsante. Seu ataque o agradou, diante de si não estava uma tímida Rin. Sua humana a cada dia se tornava ousada e disposta em descobrir coisas novas.
Sem perder o contato de suas mãos ela deslizou da cama para o chão e ajoelhou-se por entre suas longas pernas. Vendo que ele não se afastara de seu toque, Rin entendeu que aquilo era um pedido silencioso para continuar o que fazia. Ele estava permitindo que ela tomasse a iniciativa, que assumisse o controle da situação. O que a deixou segura de que aquilo era a coisa certa a se fazer. Acariciou-o por cima da calça e mordeu o lábio inferior da forma mais ousada e sensual que conseguiu. Seu rosnado apenas incentivou-a continuar a caricia.
— O quão interessante isso está se tornando? – Ele fez uma pergunta para si mesmo e ela achou graça.
Sorriu. Os primeiros botões de sua calça foram abertos e Sesshoumaru rosnou em ansiedade. Ajudou-a livrar-se da peça e quando puxou o tecido por suas coxas torneadas, quem tivera que conter um gemido de ansiedade fora ela. Sua cueca foi levada junto a calça e seu membro saltou para fora apontando diretamente para seu abdômen. Oh céus, Sesshoumaru já estava tão... Tão malditamente delicioso. Umedeceu a boca deslizando sua língua de maneira lenta, como se o provocasse. Ela queria prová-lo, como queria. Seu majestoso eixo parecia lhe prender a atenção e sua respiração também. Não conseguiu esperar mais, ela tinha que tocá-lo. Ainda mais quando Sesshoumaru estava totalmente a sua mercê. Tocou sua glande com um dos dedos, circulando suavemente sentindo-o estremecer logo em seguida. O suave toque o fez soltar um grunhir rouco, coberto de êxtase.
— O quão ousada se tornara Rin? – Dessa vez suas pergunta fora direcionada para si.
— Você gosta!— Distribuiu beijos pela extensão de suas coxas, permitindo-se rir contra os músculos malhados.
— Não possuo reclamações!
Rin o sentiu completamente relaxado, viu um leve puxar de seus lábios e pensou que talvez aquilo fosse a sombra de um sorriso. Estava realmente vendo um sorriso nascer no rosto de Sesshoumaru? Intrigada, decidiu continuar para ver então até que ponto ele iria. Parou os movimentos de seu dedo e ele pareceu protestar. Curvou os lábios em divertimento e então aproximou a boca onde desejava estar. Sua aproximação o fez enrijecer os músculos... Ora, então Sesshoumaru estava tão ansioso por aquilo quanto ela!
— Você é tão lindo, Sesshy! – Ela murmurou depositando um beijo casto bem em sua virilha.
Oh, Rin o faria clamar por seu toque, por sua boca. Exatamente como ele fazia sempre que a tomava como sua.
— Era isso o que queria fazer? Devorar-me?
— Eu sempre quero devorá-lo, sempre. – Umedeceu novamente os lábios e Sesshoumaru achou aquilo terrivelmente sensual.
Ele deixou os braços ao lado do corpo e assistiu quando Rin lambeu-lhe a ponta rósea de seu majestoso eixo. Ela repetiu o gesto uma, duas, três vezes, antes de enfim o tomá-lo por completo em sua boca. O gemido que escapava por sua garganta ao mesmo tempo em que o tomava, era como musica para seus aguçados ouvidos. Sesshoumaru tivera que testar seu autocontrole, enquanto era sugado com maestria. Ela elevou os olhos para o seu rosto e olhou todos os tipos de expressões que se passavam no rosto de seu youkai. Porra de mulher gostosa!
— Não sabia que era tão boa com a boca! – Ele provocou-a.
Aquilo era um desafio? Oh, céus. Ele não imaginava no quão boa poderia se tornar. Rin o sugou até que o sentiu tocar bem a fundo em sua garganta, porem muito de seu majestoso eixo ficou para fora. Sua boca era pequena demais para acomodá-lo por inteiro. Um leve engasgar a tomou, mas rapidamente foi esquecido. Seu gosto era salgado e seu cheiro inebriante, másculo.
— Cuidado com os dentes. – Ele a instruiu.
Sim, ela sabia que deveria tomar cuidado. Seus dentes o machucariam. Uma mexa de cabelo lhe cairá sobre o rosto delicado, e suas enormes mãos o afastara com o intuito de continuar apreciando o show. Manipulou-o com uma das mãos enquanto sugava o que conseguia. Fitou-o com o olhar devasso adorando a forma como ele reagia aos seus ousados toques. O enorme corpo estremeceu e Rin o sentiu pulsar, antes que ele encontrasse sua libertação, agarrou-a pelos ombros e a puxou de encontro ao seu corpo. Ele não iria gozar ali, não agora.
— Consegui mudar sua opinião ao meu respeito? – Beijou-lhe os lábios, compartilhando seu sabor com ele. – Confesse que sou boa com a boca.
— Sim, você é! – Ele a tomou com sofreguidão. – Absurdamente boa.
Devorou-lhe a boca com urgência ao mesmo tempo em que deslizava a alça de sua blusa por um dos ombros. Mordeu-lhe toda a extensão de pele exposta, desde sua clavícula até seu queixo para enfim afundar-se mais uma vez em sua boca.
— Deixe-me se enterrar dentro de você pequena, me permita fazê-la se sentir bem.
Sua roupa foi arrancada ás pressas. Primeiro ele se perdeu no vale entre os seios e depois suas mãos trilharam para o seu centro úmido e quente. Esfregou os dedos por entre suas dobras e ela arfou em antecipação. Umedeceu-a ainda mais, como se estivesse preparando-a para o que veria a seguir. Com as pernas envolta de seus quadris, ele agarrou suas redondas nádegas e a puxou de encontro ao seu membro. Seu eixo roçou deliciosamente em seu sexo e seu centro se contraiu em expectativa pela invasão.
— Sinta o quanto eu a desejo! – Mordeu-lhe a orelha, puxando-a com delicadeza.
— Eu sinto! Eu sei, eu também o quero da mesma forma! – Confessou. – Céus, Sesshy... Eu não consigo mais ficar longe de tudo isso!
Não conseguia mais esconder o turbilhão de sentimentos que se passava dentro de si. Necessitava de Sesshoumaru e de seus toques da mesma forma que seus pulmões necessitavam de oxigênio. Naquela noite Sesshoumaru a tomara mais uma vez de forma exigente, autoritária, mas ao mesmo tempo tão carinhosa. O sentimento que crescia dentro de si por aquele homem não podia ser ignorado, não podia ser esquecido. Rin havia enfim se encontrado, aquele era o seu lugar, nos braços de seu youkai.
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