Notas iniciais
Ai mds gente, eu estava coçando minhas mãos para não publicar esse capítulo tão rápido kkkkkk Eu me diverti horrores escrevendo-o e eu espero que vocês se divirtam lendo s2 O capítulo está bem descontraído e eu o fiz assim apenas para fugir um pouquinho do foco principal e não deixar a fanfic com um ar tão cansativo. Então, eu espero que gostem! Aproveitando, quero fazer uma divulgação meus amores, minha irmã e diva da inspiração, conhecida aqui no Nyah como Isis Silvermoon iniciou as postagens da sua nova fanfic de Sesshoumaru e Rin! Minha Rendição é uma fanfic quente como o inferno, onde há vampiros gostosos rasgadores de calcinha s2 Anny pira!! haha Portanto, aos interessados deixarei o link da sua nova fanfic nas notas finais ok ? Espero vê-los por lá, porque cá entre nós... Minha Rendição já me conquistou s2

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17. Escolhas

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Sentia o nó na garganta se intensificar, tamanho era o seu desconforto. Rin engoliu em seco enquanto subia os degraus que a levava de encontro á loja de vestidos de festa em companhia de Izayoi. Kagome, juntamente com seus outros conhecidos às aguardavam no andar de cima. Seu nervosismo havia lhe dado trégua, porem sua preocupação ainda a assombrava.

Por certo o possível perseguidor ainda estaria rondando a região em sua procura. Rin possuía suas suspeitas, no entanto, algo lhe chamara a atenção. Não reconhecia aquele veiculo, estava muito longe de ser o carro de Suikotsu. Então quem? Quem estava perseguindo-a? Já havia comprovado por meios das imagens de segurança que mais alguém acompanhava Suikotsu naquele dia. Sendo assim, seus pensamentos a faziam levar em direção á possível pessoa que o acompanhava, seu provável cúmplice. Seria esta então a pessoa que no momento a seguia em seu carro de luxo?

Naquela altura do campeonato, Rin não possuía cabeça para mais nada. Apertou o celular que ganhara de Sesshoumaru contra seu peito e arfou sem saber o que fazer. Deveria avisá-lo do que acabara de acontecer? Ele deixara claro para que o telefonasse, mas como falaria do ocorrido quando no momento estava rodeada de plateia? Qualquer um dos curiosos que pudesse escutar sua conversa com o youkai se questionaria do que acontecera. Curiosos estes que não lhe eram estranhos.

Sem prestar a devida atenção por onde passava, Rin se permitiu apenas seguir Izayoi. E ela só se dera conta para onde estava sendo guiada quando ao fundo escutou um sonoro grito afeminado.

— RIN!

Assustada pela inesperada forma que a receberam, Rin varreu o lugar com os olhos até se deparar com uma figura conhecida que balançava ambas as mãos de maneira frenética á sua frente. Com sua calça jeans colada, sua blusa colorida e brilhosa e sua maquilagem extravagante, Jakotsu corria em sua direção nas pontas dos pés e com os braços abertos.

— Você veio! – Ele abraçou-a com força e a pequena se deixou ser acolhida por aqueles braços.

Conteve um sorriso no rosto com a tamanha empolgação costumeira por parte de Jakotsu. Olhando ao redor, foi que percebeu enfim que estava dentro de uma sala fechada rodeada de araras com vestidos muito bem guardados em plásticos grossos.

— Há quanto tempo Jakotsu! – não conseguiu evitar sua risada.

— Só assim para nos vermos, mas saiba que nosso passeio ainda esta de pé meu bem. – lhe piscou um dos olhos carregados de maquiagem.

— Não me esqueci dele. – A pequena garantiu. – Mas por ora, continuarei te devendo.

Não sabia como, mas Jakotsu possuía o dom de fazê-la esquecer – mesmo que por um curto momento – suas preocupações. A engraçada figura que já a considerava como uma amiga, virou-se para Izayoi e dirigiu a palavra a ela.

— Tenho que te agradecer tia Iza, por ter trazido-a. – Jakotsu abriu os braços e a abraçou igualmente como fizera com Rin, enquanto lhe beijava ambos os lados de sua bochecha.

Ela observou a cena e sorriu quando os viu. Afastou-se deles e deu atenção para o restante dos presentes.

— Que bom que veio Rin, isso é muito importante para mim. – Kagome a recebeu igualmente de braços abertos.

— Eu sei! – Rin retribuiu o abraço. – Me desculpe pelo atraso.

— Izayoi avisou que você não estava se sentindo bem. – Fora a vez de Sango lhe cumprimentar.

— Se sente melhor? – Ayame aproximou-se, abraçando-a também em seguida.

— Sim, eu já estou bem melhor Aya. Obrigada. – Agradecera pela preocupação de todos.

Sorriu com todo o carinho que a proporcionavam. Ao lado de Kagome, estava uma elegante mulher que aparentava ter a mesma idade de Izayoi. Rin perguntou-se de quem se tratava tal pessoa, e vendo que a mesma a encarava com um doce sorriso sobre os lábios, foi que Kagome a apresentou:

— Rin esta é minha mãe! – Kagome puxou sua mãe pela mão, mantendo-a mais próxima de si.

Rin sorriu ainda mais com a revelação. Kagome havia puxado bastante os traços de sua mãe, como não havia se tocado que ambas eram parentes?

— É um grande prazer conhecê-la Senhora Higurashi. – Cumprimentou-a.

— O prazer é meu, meu doce. – A Senhora Higurashi puxou-a para um abraço. – Você é a nova vizinha de Izayoi não é mesmo? Kagome falou muito de você querida.

— Sim, eu sou! Sou a caipira da cidade, como costumo sempre dizer. – Brincou ela, arrancando uma risada de sua nova conhecida.

Izayoi surgiu ao lado de Kagome enquanto apoiava delicadamente uma de suas mãos em seu ombro, fazendo-a virar para encará-la.

— Já começou a ver algum vestido querida? – Ela perguntou á sua futura nora.

— Ainda não, estávamos esperando vocês chegarem para chamarmos a vendedora. Ela irá nos mostrar os modelos.

— Chame-a filha, porque se depender de nós, nós a faremos vestir todos os vestidos de noiva dessa loja. – Kagome riu do comentário de sua mãe.

Rin conseguia ver o brilho nos olhos azulados da futura Taishou, a alegria e a felicidade, ambas estampadas em seu semblante. Sentia-se feliz pela amiga, e quem sabe futura cunhada.

— Eu irei! Volto em um minuto! – Dizendo isso, Kagome se afastou saindo da pequena saleta em que se encontravam.

Rin afastou-se devagar, não querendo atrapalhar a empolgante conversa que se iniciou entre a mãe de Kagome e Izayoi. Podia escutá-las conversar a respeito dos preparativos do casamento e o quanto estavam ansiosas para o grande dia. Izayoi veria seu filho se casar, já a Senhora Higurashi teria o prazer de ver sua única filha mulher vestida de noiva. A fim de deixá-las mais a vontade, Rin voltou-se para seus amigos que se encontravam sentados nas poltronas enfileiradas uma ao lado da outra. Jakotsu parecia sussurrar algo, arrancando risadas de Sango e Ayame. Seja lá o que estivesse contanto podia imaginar que era algo demasiadamente engraçado. Jakotsu era até mesmo engraçado de boca fechada, imagina quando resolvia abri-la para falar alguma de suas pérolas.

Conteve um sorriso. Era impressionante o quanto estava mais aliviada desde o ultimo incidente. Sua preocupação fora embora, Sesshoumaru estava coberto de razão quando lhe dissera que se distrairia e que dispersaria maus pensamentos. Quando Rin juntou-se á eles e se sentou em uma das poltronas vazias, Kagome retornara dessa vez trazendo uma nova pessoa junta a ela. Rin julgou ser a vendedora, devido aos trajes que usava bordados a mão com o logotipo da loja.

— Boa tarde, estão todos presentes? – A simpática vendedora trazia junto a si inúmeros álbuns.

— Sim. – Kagome foi a primeira a respondê-la. – Minha sogra e minha amiga acabaram de chegar.

— Ah que bom, sua sogra também veio! – A vendedora empolgou-se com a notícia. Izayoi aproximou-se da mesma e a cumprimentou educadamente. – Meu nome é Ayumi e eu espero poder ajudá-la a encontrar seu vestido ideal hoje Kagome!

Jakotsu foi o primeiro a bater palmas, não escondendo sua animação diante do que a jovem vendedora dizia.

— Eu trouxe a vocês alguns catálogos com todos os nossos modelos, conforme forem vendo me digam que eu o trago. – Entregou os catálogos á jovem noiva e Rin achou graça quando todos se aglomeraram á sua volta. – Qual é a sua numeração Kagome?

— Kagome tem corpinho de sereia, aposto que usa 38. – Jakotsu palpitou.

— Eu usava, não uso mais. – revelou a noiva. – Estou tão ansiosa com o casamento que ultimamente ando comendo igual um dragão.

O comentário os fez rir. Porem Jakotsu estreitou os olhos em sua direção.

— Anda saindo da dieta Kagome? Bem que eu notei que sua bunda está maior! – Alfinetou o amigo. A noiva o fulminou com o olhar e Jakotsu tentou segurar a risada. – Mas não se preocupe, pelo menos agora Inuyasha vai ter o que pegar.

Sua expressão raivosa se suavizou e ela explodiu em gargalhadas. Era impossível ficar irritada com Jakotsu por muito tempo. O amigo a fazia esquecer em questão de segundos do motivo que a fazia franzir o cenho.

— Traga-me os tamanhos 40, por favor. – A noiva se virou para a vendedora e a mesma balançou a cabeça em concordância.

— Tem certeza? Ainda dá tempo de correr com o prejuízo. – Jakotsu se intrometeu.

— Meu tamanho 40 são muito bem distribuídos, Jaky! – Deslizou a mão pela lateral de sua cintura, mostrando a ele.

— Eu sei disso amor, só estou te provocando. Você sabe que eu a amo não sabe? – Piscou um dos olhos pintados e Kagome achou graça de sua atitude.

— Certo! Venham todos me ajudar a escolher os modelos. – Chamou a noiva enquanto folheava os catálogos.

Ayumi, a vendedora, anotava em seu bloco de notas todos os códigos dos modelos que Kagome mais gostara. Entre um palpite e outro por parte de seus amigos e familiares, a jovem noiva ficou indecisa com tantos modelos diversificados. Havia desde os mais ousados até os mais conservadores, todos cobertos por rendas delicadas. Kagome chegou até mesmo a sentir medo de usá-los e acabar rasgando-os no final, tamanha era a delicadeza do tecido. A escolha dos vestidos durou por um longo tempo e enquanto ainda se decidiam, Ayumi fez questão de passar a lista para outra funcionária começar a separá-los para a prova. Ao total, cerca de quinze modelos foram escolhidos e Kagome se surpreendeu com a quantidade. Teria que fazer a prova de quinze vestidos, ela nunca se sentira alguém tão indecisa na vida como naquele momento.

Com o incentivo de todos, a jovem noiva apanhou um dos modelos com a funcionária da loja e caminhou até o provador com passos firmes e decididos. Ayumi vez ou outra se infiltrava junto a ela para ajudá-la. E quando puxou a cortina do provador e desfilou pela saleta fechada, a boca de todos se abriram consideravelmente. Seus olhos azuis se fixaram ao espelho suspenso ao seu lado esquerdo e quando Kagome viu seu próprio reflexo, sentiu os olhos se encherem de lágrimas. Sua mãe e Izayoi não estavam diferentes de si. Seus olhos brilhavam, assim como os seus.

— Guarde suas lágrimas para o dia da cerimônia. – Sango brincou, arrancando risadas por parte da noiva.

— Esse é o primeiro vestido que experimenta e você já está chorando? Não creio! – Ayame entrou na brincadeira.

Rin sorriu quando a viu completamente emocionada fitando sua própria imagem no espelho.

— Espere só quando ela provar o restante dos vestidos ruiva, prepare o balde. – Jakotsu cutucou Ayame com o cotovelo, fazendo a ruiva rir.

— O que acharam? – Lentamente, virou-se dando as costas ao espelho para ficar de frente á todos os presentes.

— Está linda! – A mãe de Kagome e Izayoi disseram juntas.

— Eu gostei! – Sango ergueu o polegar, aprovando a bela escolha.

Kagome virou o rosto encarando Rin e Ayame como se aguardasse ansiosamente a opinião das outras amigas.

— Você tem bom gosto, não posso negar. – A ruiva foi a primeira a falar.

— É um vestido maravilhoso Kagome! – Rin elogiou.

— Mas lembre-se que alguém terá que ajudá-la toda vez que sentir vontade de ir ao banheiro, será difícil segurar tantos babados. – Jakotsu observou.

Kagome olhou para os babados que a rodeavam e pareceu concordar com sua linha de raciocínio. Seria de fato uma tarefa difícil, porem o sacrifício valeria a pena. Ela iria se casar! E por Deus, se fosse para escolher um vestido de casamento, que fosse então o modelo mais bonito da loja. Por mais que fosse um ritual colocá-lo e tirá-lo, no fim sabia que todo seu sacrifício valeria a pena.

Ergueu o olhar encarando os presentes, todos pareciam compenetrados enquanto observavam os babados do vestido que provava.

— Eu gostei! – A noiva confessou. – Mesmo que será um ritual ter que ir ao banheiro no dia da festa, mesmo assim eu gostei.

— Se quiser, podemos separá-lo! – Ayumi a aconselhou, fazendo todos desviarem a atenção para a sua face. – Deixe separado aqueles que gostou mais, e então você faz a decisão final!

A noiva pensou por alguns segundos, Ayumi tinha razão. Ainda haviam mais catorze vestidos para provar. Ela sabia que aquele que vestia não seria o único modelo que gostaria. Apesar de que desejava fortemente que um dos modelos fosse realmente o vestido que imaginava em sua cabeça, o vestido dos seus sonhos. Pensando dessa forma, concordou com Ayumi e pediu á ela para que o separasse.

Quando Kagome fez menção de virar-se para voltar ao provador, Jakotsu, Sango e Ayame disseram em coral:

— Próximo!

A empolgação de seus amigos fez Kagome rir. Aparentemente, Rin não soube dizer quem de todos eles era o mais empolgado. Os amigos de Kagome pareciam mais felizes do que a própria noiva.

— Já comece a pensar no penteado que fará, dependendo do vestido escolheremos algum acessório bonito para colocar no seu cabelo. – Izayoi comentou enquanto folheava outro catalogo da loja.

— Não se preocupe tia Iza, eu prometi para a Kah que faria seu penteado. E com toda certeza, ela será a noiva mais linda que irei produzir! – Garantiu Jakotsu para a mãe do noivo.

Izayoi curvou os lábios em um sorriso deliciando-se com a situação, ela confiava cegamente nos dotes do outro.

— Ainda estou pensando se farei meu penteado com você Jaky. – Alfinetou a noiva, de dentro do provador.

— Se você não fizer o penteado comigo meu bem, eu juro que queimo seu cabelo Kagome. Aí sim você não vai fazer penteado em salão nenhum! – Rosnou o amigo, entre dentes.

A noiva soltou uma gargalhada alta, divertindo-se com a ira de Jakotsu. Ele não era apenas o único que gostava de provocações, Kagome também as apreciava. Rin franziu o cenho ligeiramente quando escutou a conversa entre eles. Lentamente, inclinou-se para o lado onde Ayame estava sentada sobre a confortável poltrona, e chamou sua atenção.

— Jakotsu é cabeleireiro? – A pequena perguntou baixo, tentando ser discreta.

Aham, ele é dono de um salão! – A ruiva a respondeu.

— Sério? – Rin mostrou claramente em sua expressão que não sabia da nova novidade. – Puxa, que legal!

— Todas nós vamos bastante ao salão dele! E modéstia a parte, ele é um dos melhores da região. – Ayame sorriu ao elogiar a profissão do amigo. – Não falo isso apenas por ele ser meu amigo, mas Jakotsu é realmente bom no que faz! Qualquer dia desses, iremos levá-la para conhecer o lugar.

Rin balançou a cabeça em resposta. A pequena adoraria conhecer o local de trabalho de Jakotsu. Além do mais, quanto tempo fez desde a última vez em que decidira se arrumar? Seus longos cabelos negros clamavam por uma boa hidratação e desde que se sentiu acuada diante de Suikotsu, Rin nunca mais tivera a liberdade de ir e vir onde desejava.

Ah!— Sango virou-se para elas soltando uma sonora exclamação, como se tivesse acabado de se lembrar de algo importante que havia se esquecido. – Kagome me contou que você está morando na casa dos Taishou, é verdade Rin? – Sango a questionou.

Pega de surpresa pela repentina pergunta, a pequena piscou os olhos enquanto ainda parecia processá-la em sua cabeça. No mesmo instante que Sango lhe perguntara isso, Jakotsu desviou sua atenção do provador de Kagome para ouvir a conversa das amigas.

— É verdade, sim! – Procurou ao máximo não gaguejar, para que ninguém desconfiasse de seu nervosismo. – Estou com problemas em casa.

Achou-se no direito de se justificar, antes que pensamentos errados á seu respeito se passassem pela cabeça dos presentes. Rin sentiu-se acuada, agora todos sabiam que estava dividindo o mesmo recinto que aquela família. Só esperava que Kagome não houvesse revelado que também dividia o mesmo quarto com o irmão mais velho. Conhecendo Jakotsu, sabia que ele seria o primeiro a fazer insinuações sobre a sua relação com o mais velho dos Taishou.

— Kagome nos disse! Problemas com ratos, né? – Sango torceu o nariz, em sinal de nojo.

Sim, problemas com ratos, concluiu em pensamentos. Mal sabiam elas quais tipos de ratos estavam lhe causando tanta dor de cabeça.

— Você é uma maldita sortuda caipira da cidade!— Jakotsu foi o primeiro a falar. – Quem dera problemas com ratos me fizesse levar até a casa dos Taishou! Tia Iza que me perdoe, mas até mesmo ela tem uma sorte do caramba! Já viram de perto como é o pai dos irmãos delícia? – Abanou-se com uma das mãos enquanto soltava pequenos gemidos inaudíveis para o alto.

Irmãos delícia? Então era assim que Jakotsu se referia a eles? Não era a toa que Inuyaha não apreciava ficar um minuto sequer perto do amigo de sua noiva.

— Conte-nos Rin, qual é a sensação de dividir a mesma casa junto com os irmãos delícia? – Os lábios pintados de Jakotsu se curvaram em um sorriso malicioso. – Inuyasha já está comprometido, se for para dar uma chave de coxa terá que fazer isso com o mais velho!

Jakotsu poderia ser tudo, menos discreto! Seu rosto se tingiu de vermelho naquele mesmo momento. O que diabos ele estava lhe dizendo? Era exatamente por isso que desconfiava que ele seria o primeiro a fazer insinuações com o mais velho dos irmãos.

— C-Céus Jakotsu! Pela forma como fala parece que sou uma oferecida! – Rin se defendeu.

— Não se sinta ofendida meu anjo, mas com um homem desses é impossível não pensar em coisas sujas!— Jakotsu dissera o obvio.

Rin não era nenhuma santa, é claro que pensamentos sujos já haviam se passado por sua mente. Mas era sua intimidade que estava em jogo e ela nunca gostou de se expor dessa tal forma, mesmo que fosse diante de seus amigos. O que acontecia entre quatro paredes não se dizia respeito a mais ninguém.

— Minhas fantasias mais sujas são com aqueles dois! – Ele revelou em seguida, o que a fez arregalar os olhos surpresa.

Sango e Ayame não pareciam tão surpresas com a nova confissão e dando-se conta do que acabara de dizer, foi que Jakotsu levou automaticamente as mãos á boca como se houvesse dito algo que não deveria ter falado.

— Meu Deus, não digam á Kagome que eu disse isso a vocês! Se ela desconfiar que tenho fantasias sexuais com o futuro marido dela, ela me mata!

— Não é difícil perceber que você deseja Inuyasha, Jaky! – Sango revirou os olhos quando lhe dissera o óbvio.

— Pena que o coitado foge de você como o diabo foge da cruz. – Ayame refrescou-lhe a memória.

— Vocês gostam da desgraça alheia, né? Não precisavam me lembrar disso, bando de amigas da onça! – Fungou ele, como se estivesse profundamente magoado diante da sinceridade das outras duas.

Rin segurou o riso. Jakotsu era impossível! Sabia que ele não era nenhum tipo de amigo fura olho, tanto que era notório o grau de brincadeira quando ele se referia á Inuyasha. Kagome nem mais ligava com as suas costumeiras alfinetadas e insinuações para com o seu futuro marido. Jakotsu era assim e nunca iria mudar, disso tinha a absoluta certeza!

De dentro do provador, Kagome puxou uma pequena fresta da cortina e entregou á Ayumi o primeiro vestido que provara, para logo em seguida apanhar o próximo que vestiria. Em poucos minutos, a cortina foi novamente puxada revelando a todos o novo modelo de vestido. Jakotsu foi o primeiro a franzir o cenho quando o viu. O novo vestido não valorizava em nada as perfeitas curvas que Kagome possuía e o modelo parecia deixá-la mais velha, nãs condizendo com a idade que possuía.

A noiva virou-se novamente para encarar seu reflexo no espelho e torceu o nariz quando o viu. Encarou seus amigos pelo espelho esperando suas sinceras opiniões.

— Eu diria que combinaria com você se você fosse algum tipo de freira, Kagome. – Jakotsu foi o primeiro a opinar. – Parece que você está sufocada aí dentro desse mundaréu de tecido! Ele cobre muito o corpo, não está valorizando suas curvas.

Todos concordaram com suas palavras e Kagome não se sentiu ofendida por ter sido comparada com uma freira.

— Certo, então... Traga-me o próximo Ayumi! – Dizendo isso, se dirigiu mais uma vez até o provador.

— Você tem um vestido mais ousado? – Sango dirigiu à palavra a vendedora. – Algo um pouco mais decotado, talvez...

— É! Algo que realce esses dois airbags que essa mulher tem! – Jakotsu intrometeu-se na conversa.

Jakotsu...— A noiva o repreendeu.

— O quê? O que é bonito é pra se mostrar amor. E eu tenho certeza que Inuyasha me agradecerá por isso mais tarde. – Vangloriou-se ele por sua justificativa.

— Ele irá gostar de qualquer vestido que Kagome usar, conheço meu filho. – Izayoi defendeu seu menino.

— Você ficará linda com qualquer vestido meu amor, mamãe tem certeza disso!

Ahm, obrigada mãe. – Kagome agradeceu assim que escutou as palavras de sua doce mãe.

— Isso me fez se lembrar de algo... – Jakotsu piscou os olhos diversas vezes, abanando seus cílios cumpridos e processando seus pensamentos quase que ao mesmo tempo.

— O quê? – Sango, Ayame e Rin perguntaram no mesmo instante.

Discretamente, Jakotsu aproximou-se das três para contar-lhes o que tinha em mente:

— Ainda estou programando o chá de lingeria da Kagome e eu já estou até pensando no que comprarei a ela, será algo que certamente Inuyasha irá gostar e usufruirá bastante.

— Jakotsu eu ouvi isso! – A noiva protestou.

Seu amigo recompôs-se em sua poltrona assim que ela fizera questão de puxar a cortina do provador para o lado e colocar a cabeça para fora no intuito de fuzila-lo com o olhar. O sorriso zombeteiro estava ali, cravado em seu rosto masculino. Suas bochechas estavam vermelhas, completamente corada e constrangida. Vez ou outra Kagome mudava seu olhar de direção, observando a reação de sua mãe e futura sogra. Porem elas pareceram não se dar conta do que o amigo dissera.

— Algo que não seja indecente, por favor. – Ela implorou.

— Relaxa Kah! – O viu cruzar as pernas e se encostar-se ao encosto da poltrona. – É apenas um presente e ele será algo que você usará e muito, ainda mais com a delícia do seu futuro marido. – Puxou a gola de sua blusa brilhosa, insinuando que estivesse com calor.

Rin tivera que cobrir a boca com as mãos, procurando controlar o riso.

— Você é impossível! Nem mesmo na presença da minha mãe e da minha sogra você não para com as brincadeiras e insinuações. – Kagome revirou os olhos para seu amigo e cabeleireiro.

— Mamãe fez assim, aceita que dói menos! Agora ande logo e vista esse vestido de uma vez por todas. – Ordenou ele.

Antes de lhe dirigir um olhar estreito, Kagome voltou a enfiar-se dentro do provador e não demorou a voltar a aparecer já vestida.

A tarde transcorreu daquela forma. Com provas e mais provas de vestidos, com opiniões e críticas, e com mais brincadeiras por parte de Jakotsu. Kagome começava a se sentir cansada por provar tantos vestidos de uma única vez, e por mais que estivesse empolgada por estar escolhendo-os, não conseguia deixar de transmitir seu cansaço em sua face. Pela janela do recinto, podia-se ver claramente que o dia já de fora.

Há quanto tempo estava dentro daquela loja? Rin se perguntava. Dirigiu os olhos para o visor de seu novo celular e o apertou contra seus dedos. Em breve partiria e só o pensamento de que teria que sair por aquela rua sabendo que alguém estava seguindo-a, a deixava com medo. Sua cabeça estava em um turbilhão e a pequena não sabia se ligava ou não para Sesshoumaru.

Seus dedos deslizaram pelas teclas, ficou um bom tempo encarando os números que surgiram na tela e sem pensar direito apertou o botão para efetuar a ligação. Não levou o aparelho ao ouvido, apenas continuou a encará-lo enquanto ao fundo o escutava dar linha.

— Algum problema Rin? – Ergueu a cabeça quando alguém a chamou.

Sobressaltou-se na poltrona e mais que depressa encerrou a chamada. Fitou o rosto preocupado de Izayoi que ainda esperava por uma resposta.

— Voltou a se sentir mal querida?

— Não, eu... Eu estou bem! – Respondeu de prontidão.

Endireitou-se, arrumando sua postura e abriu um sorriso apenas para tranquilizá-la. Sua doce vizinha ainda mantinha o semblante sério, não acreditando em suas palavras.

— É ESSE! – Kagome gritou em plenos pulmões e Rin se lembraria mais tarde de agradecê-la por atrapalhar sua conversa com Izayoi.

Seu grito alto as fez desviar a atenção da conversa que levavam para encarar a imagem maravilhosa de uma Kagome parada em frente ao espelho. Os olhos de Rin abriram-se ligeiramente quando observou o décimo vestido que kagome experimentava. Seu queixo caiu com a figura que encontrou, Kagome estava linda!

— É esse! – Voltou a afirmar.

Seus olhos brilharam. Girou no mesmo lugar, rodando e balançando a delicada renda que compunha o belíssimo vestido. Todos pareciam possuir a mesma expressão que Rin. Estavam boquiabertos com o fato de o vestido ter-lhe caído como uma luva. O corpete bordado moldava a cintura fina e erguia os seios fartos tornando-os maiores. Seu decote não estava com exageros, deixava-a com um ar de sensualidade e beleza sem esbanjar qualquer indicio de vulgaridade. Sua calda era longa e pequenas pedrarias contornavam as rendas delicadas.

— Não quer provar o restante dos vestidos? – Ayumi perguntou.

— Não, eu quero este! Estou apaixonada por este vestido! – Decidida, Kagome a respondeu.

Sua felicidade não cabia dentro de si. E vê-la tão feliz diminuiu o nó que sentia em sua garganta. Escutou um pequeno soluço baixo e Rin não demorou a descobrir de onde vinha. Em pé ao seu lado, lá estava ela, sua doce vizinha que não impedia das lagrimas transbordarem seus olhos amáveis. Viu quando todos se levantaram e caminharam até a futura Taishou, rodeando-a enquanto a elogiavam pela ótima escolha que fizera. A cena a comoveu e Rin sentiu quando seus olhos se umedeceram. O toque de seu celular a obrigou a dirigir o olhar para seu aparelho que começou a cantar. E não foi surpresa quando o nome de Sesshoumaru surgiu em meio à tela.

— Um minuto! – Ergueu o celular mostrando o motivo de sua retirada.

Caminhou em direção á porta e só o atendeu quando estava longe do alcance de ouvidos curiosos.

— Oi Sesshy... – Levou o aparelho ao ouvido e caminhou para longe da sala.

Recebi sua ligação. Há algo errado minha Rin?— Rin engoliu em seco. Escutar aquela voz sensual do outro lado da linha, a fazia sentir um fogo abrasador entre as pernas.

Fechou os olhos com força. Dizer ou não dizer? Sabia que não poderia esconder algo como aquilo de Sesshoumaru, era errado.

— Quase aconteceu, na verdade... – Sussurrou tão baixo que pensou que talvez seu youkai não houvesse escutado.

A pressão em seu peito voltou e o nó na garganta se intensificou. Um silêncio perturbador se iniciou ao fundo e Rin apenas escutava a respiração de Sesshoumaru. Incomodada com seu silêncio, ousou chamá-lo pelo nome esperando que ele ao menos a questionasse sobre o ocorrido.

— S-Sesshoumaru?

Diga-me o que aconteceu, Rin.— Pediu ele, com a voz aparentemente calma.

— P-Posso estar enganada, mas... – Olhou ao redor constatando de que estava sozinha no corredor. – Tive a impressão de estar sendo seguida!

Encostou as costas na parede plana e encolheu os ombros assim que revelou á ele. Seu rosnado do outro lado da linha fez seu corpo estremecer. Mordeu o lábio inferior com força esperando que Sesshoumaru lhe dissesse que estava errada, que era apenas coisa de sua cabeça e que não havia ninguém a seguindo. Mas todo cuidado era pouco! Rin sabia disso.

— Quando aconteceu?— Indagou ele.

— A-Assim que estava vindo pra cá! – Sentiu a voz tremula.

— E por qual maldito motivo não me ligou mais cedo Rin?

Engoliu em seco quando ouviu suas ríspidas palavras. Ele tinha razão! Deveria ter-lhe avisado assim que percebera que estava sendo seguida.

Saia daí!— Ordenou ele.

— Mas... – Tentou protestar.

— Isto não é um pedido, Rin! Saia!— Outro rosnado lhe escapara da garganta.

— Não posso sair daqui sem nenhum motivo, isso levantaria desconfianças. – Justificou ela. – Além do mais, Izayoi está comigo! – Refrescou-lhe a memória.

— Diga á ela que este Sesshoumaru precisa utilizar o maldito carro, e volte para os meus braços em segurança.

A pequena Rin balançou a cabeça em sinal de afirmação, como se ele fosse capaz de vê-la. Aquilo era uma boa desculpa, ninguém desconfiaria certo? Ela podia sentir toda a tensão do corpo de Sesshoumaru e se perguntou em pensamentos se ele estivava com a mandíbula travada e o corpo enrijecido.

— E assim que retornar venha ao meu encontro!— lançou-lhe outra ordem.

— J-Já estou indo Sesshy... – Murmurou baixo, ainda olhando para os lados.

Não demore, Rin! Ou então serei capaz de colocar esta maldita cidade a baixo!

Fechou os olhos quando o escutou grunhir do outro lado da linha. Imaginou no que teria que fazer quando o encontrasse para Sesshoumaru voltar a relaxar seus músculos tensos. Podia sentir o quanto seu youkai estava desconfortável sabendo que Rin estava longe de si e que alguém estava rondando-a. Se algo acontecesse com sua doce humana, Sesshoumaru rasgaria a garganta do primeiro que ousasse lhe tocar. A ideia de que isto pudesse acontecer o fez retrair os músculos de maneira automática.

— Estarei aí quando menos esperar, eu prometo.

E dizendo isso, finalizou a ligação para então guardar o celular no bolso do vestido e rumar com passos decisivos em direção á saleta em que estivera. Quando entrou, pode ver Kagome ainda com o vestido de noiva sobre o corpo enquanto era rodeava por ser parentes e amigos que continuavam a elogiá-la. Rin mordeu o lábio inferior com força e se sentiu mal por ter que acabar com aquele momento. Aproximou-se devagar até onde Izayoi estava e cutucou-lhe um dos braços chamando sua atenção. Sua vizinha virou-se no mesmo instante com o seu costumeiro sorriso nos lábios, e lhe perguntou em seguida:

— Quem era no telefone querida?

— Era Sesshoumaru, ele disse que precisa usar o carro e nos quer de volta. – Torceu os dedos pedindo aos céus para que ela acreditasse.

— Oh, mas já? Ainda é cedo! – Izayoi protestou.

— Ele disse para devolvermos seu carro e que espera não encontrar nenhuma calota arranhada! – Rin sorriu diante de sua pequena mentira.

Izayoi não escondeu sua risada. Riu com gosto imaginando o enteado dizendo-lhe isto com sua voz grossa, séria e autoritária.

— Aguarde um instante, querida. Sesshoumaru que nos espere, mas não sairei daqui antes de ver Kagome assinar os papeis do aluguel do vestido!

Rin balançou a cabeça em concordância, sabendo que se demorassem mais do que desejava, havia uma grande possibilidade de Sesshoumaru vir procurá-la devido a sua demora. O que ela poderia dizer á Izayoi? Que precisavam voltar o quanto antes porque alguém estava seguindo-as? Não, Rin não podia contar-lhe a verdade. Sendo assim, tudo o que fizera fora apenas acenar a cabeça de forma obediente e rezar para que elas não demorassem mais do que esperava.

Para sua sorte e alivio, Kagome retornou ao provador a fim de voltar a colocar suas vestes. Rin cruzou os braços frente ao peito e batucou o pé no chão de maneira impaciente, ninguém parecia ter notado o seu desconforto já que conversavam entre si ainda comentando sobre o fabuloso vestido que Kagome escolhera. Quando a viu entregar o vestido á Ayumi sua impaciência só se fez aumentar.

“É claro que ela iria demorar! Colocar e tirar vestidos como aquele era trabalhoso e demorado!”— Pensava ela.

Só esperava que Sesshoumaru continuasse em casa e que não fizesse jus á suas palavras. Quando Kagome puxou a cortina e saiu do provador já vestida, foi que Rin conseguiu ser capaz de voltar a respirar sem dificuldades. Observou-a arrumar os cumpridos cabelos e checar suas vestes em frente ao espelho enquanto Ayumi estendia o vestido que segurava á outra funcionária, pedindo-a que o separasse com o nome de Kagome.

Em silencio, Rin as seguiu. Saíram todos juntos e se dirigiram as escadas. E quando Rin colocou os pés no chão novamente, teve vontade de se dirigir para o estacionamento e se acomodar dentro da Audi de seu youkai. Quantos minutos havia se passado desde que falara com Sesshoumaru ao celular? Quinze? Não, talvez vinte!

Ayumi levou Kagome até o escritório onde a faria assinar alguns documentos e deixar algum sinal em relação ao aluguel do vestido. Sua mãe, assim como sua futura sogra, a seguiram. Deixando para trás três jovens e um rapaz um tanto quanto exótico.

— Veio de carro, Rin? – Ayame quebrou o silencio quando a perguntou.

— Ah, sim! Sesshoumaru me emprestou o seu carro!

A atenção de todos se dirigiram á ela no exato segundo que pronunciara aquilo. Viu a expressão estupefata no semblante dos três e por um momento Rin quis se chutar por ter dito algo que não deveria. Tampar a boca com as mãos ficaria tão obvio o fato de ter contato algum tipo de segredo, que ela preferiu não fazer algo como isso.

“Você é tão esperta Rin! Agora irão pensar coisas erradas ao seu respeito, gênio!” — Martirizava-se em pensamento.

— Eu ouvi certo? – Sango franziu o cenho.

— Ele te emprestou o carro dele? – Ayame perguntou novamente.

— Porque está dirigindo o carro do Senhor Monumento, Rin? – Até mesmo Jakotsu não conteve sua curiosidade sobre o assunto. – Céus, eu estou em cólicas!

Senhor Monumento? De onde diabos Jakotsu tirara aquilo? Apesar de que não era difícil entender o sentido daquelas palavras, por certo imaginou que esse apelido era devido ao enorme tamanho de seu youkai.

— Que tipo de relação você têm com Sesshoumaru? – Sango voltou a questioná-la.

Estava sendo bombardeada por tantas perguntas que ela não sabia por onde começar a respondê-las. Você e sua maldita boca grande Rin, censurou-se em pensamento.

— N-nenhuma! – Se prontificou em respondê-la. – Ele apenas me emprestou seu carro porque Izayoi não dirige! – Disse o obvio.

Certo, aquilo não era de todo modo uma mentira. Mas eles não precisavam saber disso, não é mesmo? Jakotsu lhe estreitou os olhos, desconfiado, não acreditando em nada do que dissera.

— Pelo o que vejo você é mais rápida no gatilho do que aparenta! – Ele a alfinetou.

Rin engoliu em seco, se sentindo completamente desconfortável diante de seus olhares acusadores. Apertou a alça de sua bolsa com firmeza sobre o ombro e seus olhos se encaminharam para a pequena televisão de LED suspensa ao alto na parede. Perdida em pensamentos, apenas passou o olhar pela imagem do jornal, mas não prestou atenção no noticiário. Só se dera conta do que realmente se tratava quando Jakotsu virou-se para comentar sobre a matéria:

— Felizmente não houve mais nenhum outro caso de assassinato!

Sentiu um frio na barriga quando o ouviu dizer aquilo. Mas que depressa fixou seus olhos na tela fina e passou a prestar atenção no noticiário.

Os moradores passaram a não ter mais medo desde que os assassinatos cessaram, apesar de continuarem receosos em deixar suas casas. A perícia ainda mantém as investigações no caso das duas jovens brutalmente assassinadas, mas nada até o momento foi apurado.— Dizia o repórter.

Engoliu em seco. Então ainda não descobriram que fora Suikotsu quem matara as duas jovens. O caso estava em aberto e Rin se pegou pensando como as investigações estavam procedendo. Ela precisava fazer algo! Suikotsu precisava pagar por todos os crimes que cometeu. Rin precisava denunciá-lo ou então carregaria essa culpa pelo resto de sua vida.

— O engraçado é que dizem que as vitimas eram parecidas. – Ayame comentou.

— Que tipo de ligação teria isso? – Sango franziu a testa não compreendendo o motivo que fizera o suposto assassino cometer dois crimes tão bárbaros.

— Não sei, mas deve ser algum maníaco por mulheres que possuem essas mesmas características. – Ayame constatou.

Bem observado ruiva, Rin pensou.

— Vai saber, nesse mundo têm louco pra tudo. – A pequena murmurou tão baixo que os outros três não desviaram o olhar da televisão para encará-la.

— Que Deus me proteja, eu sinto até medo de sair de casa. Vai que sou atacado por um tarado desses? – Jakotsu envolveu-se em seus próprios braços como se estivesse tentando se proteger de algum tipo de ameaça.

— Menos Jakotsu! – Sango o repreendeu enquanto revirava seus olhos castanhos.

— Apesar de que se o assassino for bonito, não me importo de ser sua vitima também! — Completou ele em seguida.

Não apenas Rin, mas Sango e Ayame entre abriram a boca surpresas com a nova revelação do amigo.

— Vira essa boca pra lá Jaky! – Ayame foi a primeira a censurá-lo.

— Olha quem fala, aposto que também toparia morrer de prazer! Não se faça de santa ruiva! Quem nesse mundo não quer morrer com orgasmos? Pense pelo lado bom, pelo menos morrerei feliz!

— Só se for com você Jakotsu, porque eu não sinto prazer algum em ter alguém me torturando até a morte! – Defendeu-se Ayame.

— Por acaso isso é algum tipo de fetiche novo? – Sango o indagou, ainda surpresa com a repentina revelação por parte de Jakotsu.

Ele deu de ombros, ignorando-as completamente. Rin encolheu-se em seu canto, não sabendo onde enfiar a cara. Então Jaky era o que costumavam chamar de masoquista?

Voltou a encarar a televisão ligada e no instante seguinte que o silencio voltou a se instalar entre os quatro presentes, ele não demorou a ser quebrado por uma Ayumi que trazia junto a si uma bandeja quadrada que continha quatro xícaras de café fumegantes.

— Souberam de mais alguma coisa á respeito das garotas mortas? – A vendedora perguntou.

Aparentemente ela havia escutado o noticiário do outro cômodo próximo de onde estavam.

— Nada! – Sango se manifestou.

— Encontrar o assassino está sendo mais difícil do que encontrar um ácaro a olho nu no travesseiro! – Se a situação não fosse tão séria, certamente elas teriam rido da comparação feita por Jakotsu.

— A polícia continua investigando! – Ayame comentou.

— Uma das vítimas era conhecida da nossa recepcionista! – Ayumi revelou com uma expressão de tristeza em seu rosto.

Aquilo lhe foi como um baque no estomago. Imaginou na dor que a tal recepcionista sentiu quando soube que perdera uma amiga. Ayumi aproximou-se devagar enquanto erguia a bandeja em sua direção, pedindo silenciosamente para que apanhassem o café recém-coado.

Eu sinto muito!— Rin murmurou quando ela lhe estendeu a bandeja á sua frente para pegar o café.

E Rin sentia mesmo. Aceitou a bebida de bom grado, sua garganta estava seca com as ultimas informações que ouvira. A simpática vendedora lançou-lhe á ela um sorriso reconfortante, e só assim deu-lhe as costas para voltar a trabalhar. Bebericou sua bebida e não se importou com a baixa quantidade de açúcar que continha no copo. Sua vida poderia ser facilmente comparada com aquela pequena xícara de café: Escura, amarga e nem um pouco doce.

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Notas finais
Ps:. Como prometido, deixo o link da fanfic citada nas notas iniciais: http://fanfiction.com.br/historia/619049/Minha_Rendicao/ Meus amores, como vocês estão ? s2 Confesso que já estava ficando com saudades de vocês s2 Antigamente eu postava com mais frequência, hoje estou demorando horrores para atualizar e peço desculpas por isso! Por favor, me digam o que acharam desse capítulo! Sério, eu estou ansiosíssima para ler os comentários de vocês kkkkk Eu me diverti muito escrevendo o capítulo 17 e estou morrendo aqui pra saber se vocês também se divertiram lendo! Portanto, me digam meus amados, Anny precisa saber *-* Em relação as pouquíssimas cenas de Sesshoumaru nesse capítulo, eu prometo que irei recompensá-los pela ausência do nosso youkai no capítulo 18! Então, não se preocupem *sorriso maligno* Vocês não imaginam nas futuras ideias que estão borbulhando dentro da minha cabeça e que muito em breve irei colocá-las no papel *-* Desejo a todos uma boa noite e um ótimo começo de semana, um grande beijo meus amores s2 Espero revê-los em breve *-*