Lost in Paradise
7 We've been falling for all this time, and now I'm lost in paradise
Com o tempo, acabei por escolher me afastar de Raziel, e são os momentos que lembro de ter o mínimo de luz, paz… Sanidade.
Hoje vejo com clareza que aquela relação é como o câncer, só que nos sentimentos. Uma coisa doente e pequena, com o tempo se multiplica e afeta o resto.
Raziel, o perfeito Raziel, que me encantava ao mesmo tempo me esmagava.
Mas manterei o foco.
Enquanto ele namorava e mostrava a todos seu novo namorado perfeito, eu fiquei fora daquilo, me afastei e conheci uma pessoa maravilhosa.
Aquele homem que, achava eu, não queria nada. Na verdade ele sempre levou a relação de forma tão leve que talvez tenha me apaixonado por aquilo.
Uno era um homem de pele escura, cabelos longos e olhos pretos. Cada vez que lembro dele sempre me lembro da imagem de um Sultão, e parecia mesmo, já que antes de começar a se relacionar comigo eu via nitidamente que ele só faltava ter um harém.
Ele era sarcástico na medida certa, engraçado e nada sútil. Lembro-me até hoje que sua primeira investida em mim foi quase desrespeitosa, seguindo das palavras “o prazer é todo seu”.
Ele era o tipo de homem que não desiste fácil, como em uma caçada.
Foram meses de investidas até eu aceitar o primeiro beijo, e aquilo desencadeou o resto.
Aquele era o tipo de relação que eu merecia, era quase perfeita. Exceto pela parte de que ele não era o Raziel. Ele me tratou como uma rainha, me deu os melhores momentos da minha vida até então.
Mas como disse, o casamento de Raziel não durou muito tempo.
Logo depois de terminar, nos reaproximamos, dessa vez sem brigas ou qualquer coisa do tipo.
Voltamos a conversar e manter contato. Tivemos alguns momentos tão cheios de saudades e sentimentos que terminei meu relacionamento quase perfeito antes de fazer qualquer coisa e me juntei com Raziel, nos distanciamos de tudo e todos para viver aquilo da forma que deveria ser, ou era o que eu achava.
Raziel começou a jogar novamente na minha cara que eu havia ido embora e assim eu voltei a me torturar com aquela relação dolorosa, até voltei a pensar que não deveria ter desistido do Uno por conta daquela relação que é sempre igual, é sempre mais do mesmo.
Uma hora tudo estava bem, outra tudo ia mal.
Sempre a culpa era minha por ele ser ruim, mas todas as vezes que eu tentava me aproximar via que ele só se afastava.
Se eu tentava o tocar, beijar ou lhe dar um carinho, ele sumia por horas. Quando voltava era com uma situação totalmente diferente e que só me afastava.
Assim eu segui acreditando que ele estava comigo só pra não me deixar ter mais ninguém. Parece isso não é mesmo?
Enquanto com outros ele é quente como um vulcão, comigo era o iceberg que afundou o Titanic.
Aquela relação foi sendo empurrada com a barriga até o dia que ele novamente resolveu surtar e terminar tudo.
Fale com o autor