Lost Stars
11 Capítulo 10 - Especial
Notas iniciais
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"I had a dream that I kissed your lips and it felt so true
Then I woke up as a nervous wreck and I fell for you
I'll spend the night living in denial
I'll crash into you, crash into you"
Thalia se sentia feliz.
E culpada.
Feliz por ter conhecido alguém como Nico em sua vida.
Culpada por deixar Annabeth sozinha porque iria sair com Nico.
Os dois já estavam saindo há algumas semanas, e , é claro, ela se sentia incrivelmente alegre, mas por outro lado tinha a amiga, que, mesmo feliz e animada pela própria Thalia, também não podia deixar de se sentir um pouco decepcionada.
Quando Nico ligara para ela, a convidando para sair, se empolgara tanto que aceitara de cara.
Entretanto, quando Thalia chegara em casa e vira Annabeth, acabara por quase desmarcar com o rapaz.
Mas não desmarcara.
– Você me parece triste — Nico olhou-a, um pouco preocupado — Achei que ficaria contente em me ver hoje.
Thalia sorriu, realmente, sua expressão não deveria ser das melhores:
– E eu estou sim, contente em te ver hoje — admitiu ela — É só que ...
– O que aconteceu?
– Deixei Annabeth sozinha. De novo. — Thalia suspirou — Não devo ser uma boa amiga.
– Mas você é uma boa amiga, eu tenho certeza. — Ele assegurou.
– Mas ela está sozinha. — Ela repetiu.
– Por que você não sugeriu que ela ligasse pro Percy? — Nico perguntou.
Thalia sorriu ainda mais; era impressionante como ela e o moreno compartilhavam de tantas ideias parecidas, senão iguais.
– Eu fiz exatamente isso.
– Então o problema está resolvido, certo? Quer dizer, tenho certeza que ele irá ver-la.
– Com certeza, é bobagem minha — Thalia tentou não estragar a noite — Eles devem se divertir mais que a gente.
– Bem, nesse caso eu acho que tenho que discordar — Nico sorriu — Nós dois vamos nos divertir mais, acredite.
Ela arqueou as sobrancelhas:
– É mesmo?
– É mesmo. — Ele confirmou.
– Aonde vamos?
– Primeiro, ao cinema. Tem um filme novo em cartaz.
– Mas a essa hora as sessões já não estão esgotadas?
– Eu comprei os ingressos adiantados — Nico riu pelo nariz, como se aquilo fosse a coisa mais obvia do mundo.
– Ahh, espertinho hein. Só que, e se eu não viesse? — Thalia o provocou.
– Thalia, pare com isso. Eu sabia que você viria.
– Como?
– Bem, talvez eu só quisesse tanto que você aceitasse, que nem me passou pela cabeça a hipótese de uma recusa da sua parte.
Os olhos azuis dela brilharam, encantados pelo o que ele acabara de dizer:
– Queria muito que eu aceitasse?
Nico pareceu perceber o que acabara de declarar:
– Eu... hum, ahn... acho que queria.
– Então ande logo — Disse Thalia — Eu quero ver este filme.
– E queria muito me ver também — Ele brincou
– Não tenho certeza disso, mas se você acha... não posso fazer nada — Ela mentiu.
(...)
Nico já conhecera e saíra com outras garotas e por isso podia afirmar com certeza: Thalia era, definitivamente, a mais incrível de todas elas.
Eles se davam tão bem que, às vezes, parecia que já se conheciam há anos, e não dias.
Ele ficava completamente fascinado por ela; por seus olhos azuis elétricos, pela sua beleza em geral, pelo seu jeito, pelo seu estilo.
Resumindo: Por tudo.
E se tivesse que arriscar dizer, diria que, dentro do seu peito um sentimento cada vez maior e forte crescia.
Algo que o deixava louco.
Toda vez que estava perto dela, seu coração começava a acelerar.
Toda vez que se separavam, seu coração parecia começar a quebrar.
Ele simplesmente não conseguia mais se controlar.
Thalia fazia-o se sentir completamente inteiro. Fazia- o perder o ar.
Quando estava com ela, nunca se sentia só.
Queria abraçar-la até o sol nascer, queria olhar em seus olhos para sempre, queria gastar seu tempo, aproveitar o dia e fugir. Fugir de tudo e de todos.
Só ele e ela.
Queria ser, ter e estar com ela.
Como nunca, jamais, quisera outra garota em sua vida.
(...)
– Mê dê um pouco do seu — Disse Thalia se referindo ao sorvete de Nico.
– Tome — Ele a entregou — Agora me dê o seu.
– Não. — Ela respondeu.
– Não? Como assim? Eu te dei o meu! Agora, você tem que me dar o seu, Thalia. É justo.
– Não tem nada a ver.
– Tem tudo a ver. — Nico discordou.
– O meu sorvete é melhor que o seu, por isso eu não vou te dar — Ela explicou.
O rapaz emitiu um som indignado:
– Creme é melhor que chocolate, está bem?
– Então por que você está querendo meu sorvete de chocolate?
– E por que você pediu o meu de creme se acha o seu de chocolate tão superior assim? — Ele rebateu
– Você não entende? Eu estou fazendo um favor a você acabando com ele mais rápido.
Nico revirou os olhos e tomou o sorvete das mãos dela.
– Ei! — Thalia reclamou — Me devolva!
– Me obrigue — Ele sorriu desafiador.
– di Angelo , pare com isso — Ela avisou — Você sabe que eu posso mesmo te obrigar.
– Estou disposto a correr o risco.
– Por favor, Nico. Tire esse seu sorriso debochado do rosto.
– Sabe, só tem uma forma dele ser tirado — Ele explicou.
– E como é?
– Assim — Nico se virou, ainda sentado num dos diversos bancos espalhados por um parque de Londres, e inclinou o rosto na direção do da garota, selando seus lábios em um beijo apaixonado.
Thalia fora pega de surpresa pelo ato, mas, de repente, não se importou se a segundos atrás os dois estavam tendo uma discussão infantil, só o correspondeu, na mesma intensidade, uma das mãos se dirigiu, involuntariamente, ao cabelo bagunçado do rapaz, enquanto a outra ainda segurava o sorvete.
Nico parou o beijo, um pouco ofegante, e, com os narizes dos dois ainda se roçando e os lábios quase colados, murmurou:
– Thalia Grace, eu me apaixonei por você. Desde a primeira vez que a vi, meu coração deu sinais disso, mas, como eu sou, provavelmente, o cara mais estúpido e covarde do mundo, só estou tendo coragem de lhe dizer isto agora. E é por isso que eu preciso, com todas forças, saber se, de alguma forma, sou correspondido.
Ela abriu os olhos azuis e fitou a escuridão dos dele, e sorrindo o abraçou:
– Você ainda tem dúvidas? Eu achei que a resposta fosse obvia. É claro que você é correspondido!
Nico a afastou, delicadamente, de si, com um sorriso ainda maior, de tanto alivio.
– Nesse caso, tenho que fazer o pedido oficial. — Ele deu uma pausa e soltou o ar, devagar — Thalia, será que você me daria a extraordinária honra de aceitar ser minha namorada a partir de agora?
– Eu sou um pouco louca, você sabe disso, mas não ao ponto de recusar um pedido desses.
Ele a beijou de novo, só que mais confiante dessa vez, sabendo de seus verdadeiros sentimentos com relação à ele.
– Hoje eu tenho que dizer que sou o cara mais feliz e sortudo de todo mundo — Começou ele -Só que, por mais que nunca mais queira te soltar, sei que está tarde e preciso que minha namorada — Ele sorriu dizendo a palavra, pensando em como soava bem — durma em segurança, então, eu vou fazer o papel do tipico namorado responsável, e te levar para casa.
– Ahhh — Ela lamentou — Mas já, namorado?
–Sim, namorada. Mas se te deixar mais alegre, eu posso pegar o caminho mais longo até lá. O que você acha?
– Eu acho perfeito — Thalia sorriu.
– Então venha — Nico se levantou e segurou a mão dela para que fizesse o mesmo — Preciso me lembrar aonde estacionei a droga daquele carro.
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