Lost Star

1 Capitulo Único


Notas iniciais
Bom, essa one é quase que uma continuação para Allison. Eu amo muito essa personagem e acho que, assim como grande maioria, chorrei horrores quando ela morreu e fiquei meio depressiva ljalkshd Mas enfim, tentei deixar o melhor possível, espero que gostem! xx Lucy

A garota não conseguia distinguir o quê exatamente estava acontecendo. Para ela, era tudo como um borrão seguido de uma forte luz, como a de flashes e depois, uma escuridão completa.

Ela estava de bruços, com a cabeça apoiada sobre as mãos que tocavam o chão úmido; quem a visse daquela maneira pensaria que ela pudesse ter sido arremessada daquela maneira. Estava com medo de abrir os olhos e ver o que a esperava, ver o lugar em que estava. Queria acordar no chão de seu quarto com seu pai lhe perguntando o que houvera, gostaria que tudo aquilo não tivesse passado de um sonho ruim, um pesadelo e que ela estava bem.

Porém, Allison sabia que aquele súbito desejo de se ver bem estava longe de ser alcançado.

Ao menos era o que achava.

De repente, lembrou-se das palavras que dissera a Scott, sobre sempre ter amado e ainda o amar. Ela não mentira, longe disso, Allison nunca havia sido tão sincera em toda a sua vida. Ela queria poder abrir os olhos e vê-lo sorrir de alivio, queria poder ter evitado o grito agoniado de Lydia, clamando seu nome ao anunciar sua morte. Queria ter mais uma chance de tentar salvar Stiles do Nogitsune. Mas, acima de tudo, Allison não queria ter deixado seu pai, queria poder lhe abraçar ao menos por uma última vez.

Ela então se contorceu no chão, tentando erguer seu corpo que parecia frio. Levou uma das mãos ao abdômen, onde a Katama a atingiu, mas não havia ferimento algum ali. Ela então respirou fundo, virando seu corpo para que repousasse sua cabeça sobre o chão e abriu os olhos. A primeira vista que teve fora do céu o quê a fez levantar em um sobressalto do chão, observando o lugar em que estava.

Ela logo de inicio reconheceu o local como sendo a Floresta de Beacon Hills. Allison correu sem saber o porquê e sentiu o corpo se chocar conta algo. Ela virou o rosto e já não estava mais na floresta, estava em Beacon Hills High School.

A menina, por sua vez, franziu o cenho sem entender. Entretanto, lembrou-se de quando teve a alucinação com sua tia, Kate, e sentiu um leve Déjà vu.

Uma onde de saudade e desconforto tomou seu corpo e, ao caminhar pelo imenso corredor, flashbacks surgiram em sua mente como pequenos filmes. Ela conseguia visualizar nitidamente o dia em que Lydia lhe autonomeou como “sua nova melhor amiga”; as primeiras palavras e olhares trocados com Scott; as brincadeiras e a armação com os gêmeos... Tudo.

Lembrar-se daqueles momentos fez com que ela se perguntasse como Lydia deveria estar. O quê ela mais queria naquele momento era poder dizer a sua melhor amiga que tudo estava bem. Allison queria que, tanto Lydia como Isaac, Scott, Kira e até mesmo Stiles, seguissem suas vidas de uma maneira saudável e sem carregar qualquer tipo de magoa de si próprios por sua morta.

Allison encostou-se a uma parede de forma delicada, talvez com medo de que ela sumisse – já que nada ali parecia real ou concreto – e escorreu seu corpo até se sentar no chão. Ela agarrou os joelhos e sentiu seus olhos arderem, denunciando as lagrimam salgadas que provavelmente cairiam a qualquer segundo. Sentia-se fraca, imune e frágil. Seu corpo parecia que iria quebrar a qualquer segundo a medida que seus olhos pesavam e as lagrimas caíram livremente. “Como posso chorar se estou morta?”, questionou-se, passando a manga grossa de seu casaco sobre as bochechas, secando suas lagrimas.

- Não pode. – ouviu a voz ecoar pelo lugar, lhe causando arrepios – Você sente tais emoções, minha querida, por que ainda não morreu.

Allison ergueu a cabeça e procurou, diante do nevoeiro branco que se formou a dona daquela voz tão familiar.

De fato, se assustou ao ver a quem pertencia. Era Victoria, sua mãe, em longas vestes azul claro. Seu rosto demonstrava uma expressão calma, afetuosa, sem rigidez como Allison se lembrava. Ela parecia um anjo de tão gracioso que seus passos se tornaram.

Um anjo.

Talvez fosse exatamente isso que a mulher havia virado após a... morte.

A mulher se aproximou da filha, estendendo uma das mãos para ela. A caçadora não sabia ao certo se deveria aceitar, mesmo assim o fez, de forma receosa. Allison logo a encarou com seu Iris castanho e com a expressão confusa e, ao mesmo tempo, inocente; com medo, se arriscou ao dar um passo na direção da miragem e forçou sua própria garganta:

- Mas o quê...? – Allison torceu para que não precisasse terminar a frase. Ela ergueu o olhar para o lugar em que estava e vasculhou cada canto, tentando assimila-lo com algo – Onde estou? – questionou dessa vez com a voz firme e alta.

Victoria a observou apreensiva e Allison não soube interpretar se aquilo era bom ou ruim.

- Onde acha que está, Allison? – a mulher riu fraco.

Allison respirou e inspirou algumas vezes, analisou novamente o lugar. Estava claro que era a escola, apesar de tudo não passar de uma imensidão branca. Porém, ela estava com medo de dizer e, mais ainda, com medo do quê viria depois.

- Parece a escola. – murmurou baixo.

- Oh, sim, a escola. – Victoria riu mais uma vez – Como não pensei nisso antes? Os armários, as escadas, as portas, as...

- Mãe! – Allison a interrompeu eufórica – O quê eu faço aqui, afinal?

Victoria acenou com a cabeça, para que elas continuassem a andar pelo corredor que parecia não ter fim. Allison a seguiu um tanto receosa, mas achou que fazendo aquilo, teria algumas respostas para o turbilhão de perguntas que passavam por sua mente. Ambas pararam de frente para duas portas e Victoria colocou-se de frente para a filha, colocando as mãos sobre os ombros da garota.

- Allison, a partir daqui, você tem duas escolas a fazer. – Murmurou ela, com a voz mais suave que o costumeiro tom áspero e frio.

- E quais são? – a menina perguntou impaciente.

Victoria suspirou, afastando-se da filha e ficando no centro das duas portas.

- Você pode entrar nesta – apontou para a esquerda –, e voltar à vida ou...

- Ei, ei, ei! – Allison impediu que ela continuasse – Voltar à vida? Eu já não estou tipo morta? – Victoria negou – Como não? Achei que estava aqui para ir pro... Céu.

- Ai que está, Allison. Melissa McCall e uma equipe de médicos estão nesse exato momento tentando te reanimar e, adivinhe só, seu coração ainda bate! – O tom de sarcasmo misturado com brincadeira na voz de Victoria fez Allison duvidar plenamente de suas palavras – Ah, por favor, Allison. – Revirou os olhos. Aquela era Victoria Argent que Allison conhecia – Não estou mentindo, seus batimentos cardíacos são fracos, mas ainda sim, dão esperanças.

Allison abriu um largo sorriso. Só de pensar na possibilidade de voltar e ajudar seus amigos fez seu coração se encher e seus olhos brilharem como os de uma criança que acabou de ganhar o brinquedo que queria.

- Oh, querida, ouça a segunda opção antes de escolher a mais obvia. – Victoria a despertou, apontando para a porta da direita – Essa te levara a morte, claro. Mas, você poderá ser alguém como eu, viver pela eternidade e ainda poder ficar perto de seus amigos e seu pai, sem que eles saibam, é claro.

Allison se aproximou da porta que lhe dava a vida. Ela estava certa de que era quilo que queria, era aquilo que desejava. Queria poder abraçar seus amigos e seu pai e dizer que, sim, tudo ficaria bem.

Victoria colocou-se atrás da filha, segurando seu braço.

- Se este é seu desejo, saiba que haverá consequências. – Allison virou-se para a mãe com as sobrancelhas arqueadas, como se perguntasse quais seriam as tais consequências. – Você estará ressuscitando pela segunda vez, Allison. Se da primeira vez, coisas estranhas lhe aconteceram, imagine agora!

Ela teria de concordar com Victoria, mesmo que não quisesse. Afastou-se da porta voltando a ficar de frente para as duas, franziu o cenho na falha tentativa de argumentar contra a afirmação da mãe e, então, chegou a uma conclusão.

- Poderei ajuda-los mesmo que indiretamente? – Perguntou e Victoria concordou – Eles ficaram bem, certo? Sem mim... – A mulher deu de ombros, mesmo que a menina tenha dito aquilo mais para si mesmo do quê para ela – Então, é basicamente voltar à vida ou seguir pela eternidade.

Victoria atreveu-se a abrir a porta do lado direito, como uma pressão para que a filha escolhesse logo. Allison, ainda próxima à outra porta, analizava todo aquele momento e aquela situação. A seu ver, seria injusto voltar à vida. Não saberia como explicar a Lydia o porquê de ter falhado com sua previsão, ou a Scott sobre seu discurso antes da morte. Não saberia como seria, parecia que havia se tornado imune a tudo aquilo e, por mais egoísta que soasse, fez sua escolha.

Sua mãe sorriu satisfeita e vitoriosa, passando pela porta quando Allison se aproximou para fazer o mesmo. A menina deu uma última olhada no corredor, agora sem o nevoeiro e com as tradicionais cores e sorriu. Sabia que seria difícil para todos lidar com sua perda e com a falta que provavelmente iria fazer, mas sabia que aquela poderia ser a melhor escolha.

Ela iria se tornar uma estrela. Uma estrela perdida tentando iluminar a escuridão.

Notas finais
Primeiramente, me perdoem! Sim, a intenção era fazer ela viver. Até li muitas coisas sobre o mito da fênix em diversas culturas, mas, apesar de tudo, todavia... Ela é sim uma personagem incríveld e que faz muita falta. Porém, o quê eu faria depois que ela vivesse? Para ser sincera, a principio eu iria ressuscita-la por causa da Lydia porque Allydia é vida, né migos. Enfim, espero que tenham gostado e não ficado com muita raiva de mim!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!