Lost Memory

20 Chapter Twenty


Notas iniciais
O cap saiu ultra grande então dividi em dois mas vou postar os dois junto. Se não for pedir mt gostaria que comentassem nos dois, mas td bem se comentarem em um só. Bjs e espero q gostem.

Da cadeira em que estava no deck de madeira do restaurante, o qual ficava bem de frente para à praia, Sara observava Grissom que estava na água juntamente com os filhos e Penny. A todo instante ela o via sorrir junto com os três enquanto eles tentavam jogar vôlei.

Jully jogava a bola para Penny que como uma boa jogadora que era, já que fazia parte do time da escola, levantava a bola na altura certa para Matt que estava sentado sobre os ombros de Grissom, tentasse tocá-la com as duas mãos de volta para à irmã. Por ser pequeno, não ter ainda muita coordenação e habilidade para tal feito, Matt mais errava do que acertava o "tempo" da bola e dar o passe certo à irmã. Mas nas poucas vezes em que ele conseguia acertar isso, tanto Grissom quanto Jully e Penny faziam a maior festa para comemorar o feito do pequeno que sorria alegremente por ter conseguido acertar a bola.

— A brincadeira lá parece bem animada!

Shirley comentou se sentando de volta ao lado de Sara. Ela tinha saído só uns instantes para ligar para o filho, saber como ele estava, mas não conseguiu falar com o garoto.

— Parece mesmo! ... Conseguiu falar com o Tom?

— Que nada! O celular dele só chama e depois caí na caixa postal. Não sei pra quê tem celular se não atende. Mas enfim... Liguei para casa do pai dele e a tia dele foi quem atendeu. Ela disse que o Tom havia saído rapidinho com o pai, mas assim que voltasse lhe diria para me retornar a ligação.

Sara apenas assentiu e voltou novamente seu olhar para onde o marido e os filhos estavam, e pode vê-los rindo muito de algo.

— Pelo visto o patrão está se divertindo bastante com os três lá, pois não para de sorrir.

Mais uma vez, Sara assentiu enquanto seus olhos não se desgrudava do marido que era só sorriso com Jully, Matt e Penny.

Era tão bom ver Grissom se divertindo e sorrindo daquele jeito tão descontraído e leve que ela via. Pelo que se lembre aquela era a primeira vez desde que ele acordou desmemoriado, que ela via aquele sorriso espontâneo novamente estampar seu rosto barbudo que tanto amava.

— É bom vê-lo assim Shirley... Sorrindo, se divertindo com os filhos como está ali.

— E pensar que logo após a perda de memória, o patrão nem se aproximava e falava direito com os filhos, mas agora olha lá... Ele não se desgruda mais dos dois, exatamente como era antes!

Elas viram Grissom abraçar e beijar os dois filhos enquanto Penny ia buscar a bola que caiu mais afastado de onde eles estavam brincando.

— Me alegra muito, Shirley, ver que o Gil com o passar desses meses tenha reaprendido a amar os filhos que tanto o amam e o admiram... Mas também me dói ver que nesses mesmos meses que se passou, ele não reaprendeu a me amar também! A gente continua na mesma.

Shirley viu a patroa suspirar e perder o sorriso que antes exibia. Antes que ela pudesse dizer o que achava sobre o que vinha percebendo de uns tempos para cá a respeito de seu patrão com relação à esposa, um garçom que não era o mesmo que estava atendendo a mesa da família Grissom, apareceu ali carregando uma bandeja com uma taça de coquetel.

— Com licença... Isso aqui é para à senhora! — ele disse se dirigindo à Sara.

— Para mim? — a mulher expressou surpresa. Não havia pedido nada e muito menos àquele garçom, que nem era o mesmo que vinha lhe atendendo.

— Sim!

— E o que é isso?

Ela perguntou sem entender enquanto via o jovem garçom depositar em sua frente uma taça que continha um líquido vermelho e que era enfeitada na borda com um suculento morango.

— É um coquetel de frutas vermelhas com uma dose de vodka. — o rapaz explicou com um sorriso inocente.

Shirley olhou para Sara, que assim como ela, também não estava entendendo bem aquela situação toda.

— Olha... Creio que está havendo algum engano aqui. Eu não pedi isso.

— Mas foi o cavalheiro ali quem pediu pra entregar-lhe essa bebida!

O garçom apontou discretamente com a cabeça na direção de um homem que estava mais ao longe em uma mesa.

Sara juntamente com Shirley olharam na mesma direção apontada e viram um homem bonito, bem-apessoado e que aparentemente estava sozinho. O bonitão olhava insistentemente para Sara e lhe sorria de forma muita sedutora.

— Você me faz um favor? — Sara desviou o olhar do estranho bonito e encarou o garçom a sua frente. — Pegue essa bebida que trouxe, leve de volta para o CAVALHEIRO que a mandou e lhe diga que eu não posso aceitá-la por dois bons motivos... Um, eu sou casada e dois, estou grávida!

O garçom ficou visivelmente constrangido e sem jeito. Não imaginava que ela fosse casada.

— Me desculpe... Eu não sabia disso, senhora..

— Tudo bem!... Apenas faça o que acabei de lhe pedir, por favor!

— Sim, senhora!

Ele pegou a taça novamente, colocou-a sobre a bandeja e saiu em direção ao homem que mandou a bebida a Sara.

— Que abusado esse sujeito lhe mandar isso não?

— Sim, muito!... Será que ele não viu quando o Gil estava sentado aqui do meu lado, não?

— Se viu fez que não viu, por isso mandou a bebida.

Shirley comentou, vendo o homem que falava com o garçom. Ela o viu sorrir enquanto assentia para o garçom que deixava a bebida na mesa dele, em seguida, o sujeito ficou fitando Sara de onde estava.

— O sujeito abusado não pára de olhar para à senhora! — Shirley comentou disfarçadamente.

Sara olhou com discrição na direção do sujeito e comprovou que realmente o homem não tirava os olhos dela.

— Era só o que me faltava!

— Venhamos e convenhamos, o sujeito apesar de abusado é um pedaço de mau caminho bem bonitão, não acha? — Shirley perguntou já antevendo a resposta que ouviria de Sara.

— Não, não acho... Grissom sim é um pedaço de mau caminho muito mais bonito que esse cara!

Shirley não pode deixar de sorrir, pois sabia que ouviria exatamente isso de Sara. Para sua patroa não havia homem mais bonito que seu marido, e ela sempre repetia isso a Shirley.

— Bom... Realmente, o Dr. Grissom com todo respeito, é bem mais bonito e charmoso do que o fortão lá. — ponderou a empregada.

— Eu sei disso, Shirley!... Foi por ele ser... Bonitão e charmoso, além de um homem maravilhoso, que me apaixonei e me casei com ele! — ela piscou e sorriu para Shirley que novamente sorriu.

— Sabe, eu queria ver o que o patrão faria se estivesse aqui na hora que o garçom veio lhe trazer aquela bebida que o fortão loiro lhe mandou.

— Eu te digo o que ele faria... Nada, Shirley!... Se duvidar, ele nem se importaria dada as circunstâncias em que está agora.

— Olha... Pois eu não acho isso. Pra mim, ele ia ficar é com ciúmes da senhora.

Em outros tempos ela acreditaria, mas atualmente, Sara não achava possível o marido ter ciúmes dela.

— Ciúmes?? Duvido, Shirley! Antes até eu podia dizer isso, mas agora? Não.

— Por que não? Por que dúvida que ele não possa sentir ciúmes da senhora?

— Porque eu sei que por causa dessa amnésia, ele não me ama. Então não tem sentido ele ter ciúmes de mim!... O Gil apenas gosta de mim por eu ser a mãe dos filhos dele e por ser uma boa esposa, que está ao seu lado lhe dando apoio, cuidando dele nesse problema que está passando... Mas amar? Como era antes dele esquecer tudo? Não, ele não me ama! Tenho certeza de que ele só vai voltar a me amar assim, quando recuperar a memória novamente. Já estou conformada quanto a isso Shirley!

O celular da empregada tocou naquele momento interrompendo o papo das duas mulheres.

— É o Tom! — ela disse, olhando no visor. — Vou atender mais pra lá, porque com essa música alta, não vou ouvir nada! — Sara assentiu enquanto Shirley levantava da cadeira e saía em direção ao calçadão da orla da praia.

Se vendo sozinha à mesa Sara voltou a observar o marido na água com os filhos. Naquele momento o homem segurava Matt suspenso no ar. O menino mantinha os braços abertos e as perninhas esticadas, numa pose que lembrava um avião planando no ar. Sara sorriu ao ver a cena e também ao ver o filho rindo com aquela brincadeira que o pai fazia com ele. Matt adorava quando o pai lhe fazia de avião e saía movimentando-o pelo ar como se fosse um.

— Que sorriso lindo você tem!

Ela virou imediatamente o rosto na direção de onde a voz grossa veio e pode ver o dono dela parado ali ao lado de sua mesa, lhe sorrindo e fitando sem a menor cerimônia. Era o mesmo homem do drinque.

O sujeito havia aproveitado que aquela bela mulher tinha ficado sozinha e resolveu se aproximar dela. Havia se encantado com ela assim que chegou ao bar/restaurante. Chegou a ver um homem sentado ao seu lado, mas não imaginava que ele tão mais velho fosse seu marido e sim, da outra mulher que estava junto com eles e parecia combinar mais com aquele sujeito de cabelos grisalhos, do que aquela morena.

Sara olhou o homem de madeixas loiras de cima a baixo para depois, sem perder tempo, lhe mandar uma resposta direta.

— Meu marido também acha a mesma coisa do meu sorriso!

O sujeito esboçou um sorriso diante da resposta ríspida.

— Seu marido?

— Sim!... O garçom quando foi devolver a bebida que me mandou não lhe disse que eu sou casada?

— Ele disse sim, mas eu não acreditei muito nisso... — sem pedir licença o homem puxou a cadeira vazia que havia ao lado de Sara e sentou-se juntamente com a morena a mesa. — Pensei que ele fosse marido da sua amiga, já que me parece combinar mais com ela do que com você.

Sara estreitou mais os olhos no homem.

— Mas não é. Ele é meu marido mesmo!

— Hum... Desculpe-me nem me apresentei... Donovan!

Sorrindo o loiro estendeu a mão a Sara que apenas se limitou a olhar para a mão do sujeito e depois voltou a olhar para os olhos verdes dele.

— Eu não me lembro de ter perguntado o seu nome e nem lhe convidado a se sentar comigo em minha mesa. — ela disse séria e sendo mais ríspida que antes. Detestava homens abusados e aquele parecia ser um em potencial, já que se abancou ali sem pedir licença.

— Calma, guarde suas armas princesa! — ele sorriu em divertimento e erguendo as mãos em rendição.

Aquele seu comportamento e o tempo usado para se referir à Sara irritou mais ainda a mulher.

— Não me chame de princesa, porque não lhe dê intimidade pra isso... E quer fazer a gentileza de se retirar daqui da minha mesa, por favor! — ela pediu impaciente.

Àquela altura o papo entre Sara e Donovan já era observado com desgosto por Grissom lá da água. O marido disfarçadamente para os filhos e Penny não perceberem, fitava à todo instante a esposa falando com um sujeito que ele não sabia quem era. Viu desde quando o homem se aproximou dela e depois se sentou ali com Sara até o momento em que eles persistiam de papo. Uma inquietude e um sentimento que ele não sabia qual era, o estava tomando por dentro ao ver aquele desconhecido perto de Sara.

— Jully sabe quem é aquele homem que está conversando com sua mãe? — resolveu sondar a filha. Via ver era algum conhecido da família.

A adolescente olhou na direção da mesa e não reconheceu o sujeito com Sara.

— Não faço idéia de quem seja, pai.

— Talvez seja algum amigo da tia Sara, porque ela deixou se sentar lá com ela. — Penny observou.

— Não acho que seja, Pê!... — Jully comentou, observando com mais atenção. — A mamãe me parece que não está gostando de conversar com aquele sujeito.

Jully conhecia sua mãe e a cara dela não era boa. Decerto, ela não estava se sentindo bem na companhia daquele cara.

— Será que ele é algum engraçadinho que tá dando em cima dela?

Grissom e Jully olharam para Penny no mesmo instante. O primeiro aparentando desagrado enquanto que a segunda expressou susto com o comentário da amiga.

— Pê!! — Jully repreendeu a amiga pelo que disse. Não tinha nenhuma necessidade dela abrir o bocão dela para falar aquilo.

— Opa! Foi mal! — ela pediu sem graça ao olhar para Grissom e se dar conta que tinha falado demais.

— Eu vou lá ver se esse sujeito não está incomodando a sua mãe, Jully!

— Eu quero ir também, papai. — pediu Matt no colo de Grissom.

— Não, filho. Fica aqui brincando com a sua irmã. O papai já volta. Jully segura seu irmão.

Ele estendeu o garoto a irmã, que pegou Matt no colo.

— Já venho, crianças! — dizendo isso Grissom se afastou do trio e caminhou para sair da água.

— Ih! Eu acho que o tio Grissom ficou com ciúmes da tia Sara, Jully! — Penny falou, rindo enquanto elas observavam o homem que àquela altura já havia alcançado a areia e seguia em direção ao bar/restaurante.

— Também pudera, você disse que o cara estava dando em cima dela queria que ele não ficasse?

— Será que ele vai dar uns socos no cara lá?

Jully arregalou os olhos e encarou sua amiga maluca.

— Penny não exagera!

A outra garota caiu na risada.

— Jully, o papai vai bater naquele homem?

— Não, Matt. A Pê tá brincando!

— Mas ia ser maneiro ver o tio Grissom dando uma lição naquele lá com a tia Sara.

— Você gosta de uma confusão, não é?

— Ah! Quem não gosta?! — ela deu de ombros rindo e fazendo Jully rir.

Notas finais
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