Lost Memories - Snamione
43 Epílogo
Notas iniciais
Três meses haviam se passado após o casamento de Hermione e Severo, a cerimônia aconteceu poucas semanas depois que Snape descobriu sobre a gravidez de Hermione, foi tudo muito simples, pouco chamativo, no entanto isso não impediu a tal festa de ganhar as primeiras páginas dos jornais, principalmente a do Profeta Diário, que por sua vez não perdeu tempo em colocar como acompanhamento um comentário maldoso. Hermione, não queria muitos convidados, o que era contraditório, pensava Snape, pois ela convidara a Família Weasley, que era suficiente para lotar o lugar.
Agora, eles residiam num bairro chamado Leeds, em Londres, onde também haviam famílias Bruxas quanto Trouxas, era possível notar. Lá era muito calmo, e a casa era grande, mas por dentro era muito maior, as paredes da sala eram brancas, contrastando com os móveis de mogno negro. Não era uma residência simples, tampouco luxuosa, a decoração em si era equilibrada. As cortinas da sala tinham um tom dourado muito claro, e suas bordas na cor prata, havia uma lareira clássica, ligada somente à lareira da casa dos pais de Hermione, à de Hogwarts, e a da família Potter e Malfoy e Weasley . Somente os mais próximos. Ali também era possível encontrar artefatos trouxas, tais como Eletrodomésticos e Eletrônicos, a maior parte dos Bruxos adotaram a tecnologia dos Trouxas, fascinados com o que eles podiam fazer sem uso da Magia, mas é claro que ainda existiam algumas poucas famílias tradicionais, que repudiavam tudo isso. No andar de cima, localizava-se os quartos, e o escritório onde era possível encontrar dois quadros, Hermione e Severo fizeram questão de ter Minerva e Dumbledore em sua casa, os dois foram como pais para ambos, faziam parte da família.
Naquela tarde nada agradável para Snape, que desejava veemente para que Harry Potter estrunchasse na Aparatação, ou simplesmente terminasse de rachar aquela testa dele, para que ele não viesse dar o detestável ar de sua graça, para tratar de assuntos mais detestáveis ainda. Elizabeth chegara ao extremo nível de insanidade mental, não tinha salvação, a moça iria se casar com o Potter cabeça-oca Junior. Era tudo culpa de Granger, que não a criara bem, se fosse ele quem tivesse criado os gêmeos, sem nenhuma sombra de dúvidas, agora Lizz teria asco de Potters e Weasleys anencéfalos. O quê sua menina, dona de uma grande beleza, personalidade forte e inteligentíssima estava fazendo com aquele garoto tão bobo e sem graça? Se bem, que Hermione lhe dissera uma vez, que os opostos se atraiam. Mas, Severo almejava fortemente que no caso de Elizabeth e James, fosse diferente, esperava que os opostos se repudiassem. Contrariando os seus desejos, a campainha tocou e ele respirou fundo. E pegou o caminho da sala de estar, andava lentamente, como se não quisesse chegar ao seu destino e de fato, não queria.
Hermione, estava muito feliz por sua filha, como qualquer outra mãe estaria. Ela sabia muito bem que James tinha lá suas qualidades, e mesmo que não tivesse, quando amamos não vemos defeitos, achamos a pessoa amada perfeita. Lizz tinha a chance de ficar ao lado da pessoa de quem amava, nada a impedia, não era como na época de Severo e ela... Ainda divagando, ouviu o som da campainha e foi atendê-la. Já que havia dado folga para os elfos. Abraçou Harry e Gina e chamou-os para se sentarem. Snape logo apareceu, os cumprimentou cordialmente e sentou ao lado de Hermione, ele queria sumir dali.
– Pelo que sei, são os pais da noiva que arcam com todas as despesas. — Começou Harry, sério.
– Nós fazemos questão de pagar tudo, Harry, não se preocupe. — Assegurou Hermione.
– Não fazemos, não. — Interveio Snape, grosso. — Em qual século acha que estamos, Potter? Dezoito? Não vá me dizer que você espera que eu também lhe dê um dote? Embora, você quem devesse me pagar para aceitar aquele degenerado em minha família.
Harry já não ficava mais ofendido com as grosserias de Snape, conhecia-o bem e apesar de Snape não saber, ele o considerava como um pai, por tudo que ele fez. Harry já havia tentado muitas vezes ser amigo do homem, tentativas falhas, no entanto. Só que agora seriam da mesma família e Snape teria de atura-lo, querendo ou não.
– Severo... — Repreendeu Granger, se aquilo continuasse, decerto sua casa iria pelos ares.
– Foi apenas uma brincadeira, Snape, não precisa se alterar. Na sua idade, deves tomar muito cuidado com o coração.
– Harry, não provoque! — Agora, foi a vez de Gina intervir, Harry perdera a noção do perigo.
– Asseguro-lhe que meu coração está em ótimas condições, Potter, o mesmo não se diz do seu cérebro, se é que ainda lhe resta ao menos fragmentos de um. — Rebateu, Snape, e o sarcasmo era quase palpável.
Hermione vendo que os dois homens não iriam parar com as farpas, decidiu apelar para outro lado. Sorriu ladina para Gina que arqueou a sobrancelha para a amiga.
– Bom, enquanto vocês resolvem esse assunto, nós iremos fazer os acertos para a despedida de solteira da Lizz.- informou a Sra. Snape piscando para a ruiva.- Vamos Gina, temos de ver os modelos...
– O que?! — bradaram juntos.- Onde vão? — indagou Snape.
– Enquanto vocês estão brigando, nós iremos ver os preparativos para a despedida de solteira...
– Quem está brigando?- Harry abraçou o ex-professor, que por sua vez se afasta rapidamente.
– Não lhe dei essa ousadia, Potter. Eu não sou o seu amiguinho Weasley.
– Certamente, Snape. Uma vez que Rony é bem mais jovem e não possui cabelos brancos.
– Ora seu... — Começou Snape.
– Me espere, Gina... — Gritou Harry, enquanto saia apressadamente da sala, atrás da esposa, tendo um Snape furioso atrás de si. Sim, seria uma tarde muito... mas, muito longa.
***
Deitado em sua cama, Snape estava suado, abraçado a sua esposa. Ambos nus, descansavam do sexo ardente que tiveram. A mulher estava em seus primeiros meses de gravidez e mal havia mudança alguma em seu corpo. Apenas a fome sexual que estava elevada. Não que ele reclamasse, ao contrário, Hermione estava cada vez mais saborosa. O corpo, apesar do tempo e das mudanças, ainda era o encaixe perfeito para o dele.
Muitos pensamentos corriam pela mente do homem. Toda a sua vida passou como um filme.
– No que tanto pensa, Severo?- perguntou Hermione deitada em seu ombro brincando com seus poucos fios do peito.
– Em tudo. Desde o dia em que a vi, quando tinha apenas dezesseis anos.- riu. Falava como se fosse há muito tempo. Pra ele era, mas para ela, nem tanto.
– E...?
– Pensando em como te achei tagarela e enxerida por ficar bisbilhotando minhas anotações.- lembrou-se.- Mesmo sendo uma irritante sabe-tudo, foi minha melhor amiga naquele tempo. Até hoje, aquele aniversário, em que me levou ao museu, é o melhor da minha vida...
– Você que foi, e é um bom amigo, Severo.- afirmou erguendo a cabeça apoiando-a no peito dele, para fitá-lo nos olhos.- Aqueles dias em que passamos juntos me fizeram ver além desta máscara que você mostrava aos outros. E o que vi, achei lindo.- murmurou beijando-o. — Um pouco rabugento, mas ainda sim, lindo.
– Achei que conseguiria ser feliz me distanciando daqui quando acordei. Que poderia esquece-la...- divagou recordando.- Mas você deve ter me dado Amortentia, para ter me dependente de sua presença...- brincou.
– Como se fosse possível fazer isso com um mestre em Poções...- a mulher ficou pensativa.- Severo, durante esse tempo, você, não teve ninguém? Nenhuma mulher?- a morena prendeu a respiração a espera da resposta.
– Por que quer saber disso agora, Hermione?- arqueou a sobrancelha. Estaria ela com ciúmes? Algo novo e engraçado.- Eu nunca pensei em me relacionar novamente. Preferi me dedicar às poções. Às vezes voltava para Londres, a fim de lhe ver, mesmo que de longe.- informou.
– Muito cruel de sua parte. Me deixar sofrendo por esses anos...
– Esqueça isso, já passou. E estamos aqui, juntos.
– Enfim, juntos.- concordou tornando a de deitar no ombro dele.
Severo teve certeza de que teria um lar, uma família e que teriam mais filhos. Teria o amor e o riso da morena flutuando ao seu redor durante todos os dias que decidisse permanecer sobre a terra. Ele possuiria seu corpo e seu coração. Ela havia transformado seu inferno em paraíso que, de algum modo, tinha conseguido alcançar apesar de todos seus enganos e erros.
***
A música alegre era sinônimo de como as pessoas ali estavam felizes pela união daqueles enamorados. O único que mantinha a face entediada era o pai da noiva, Severo Snape.
O homem estava sentado à mesa junto de sua esposa, que estava com a maior barriga que ele já vira. Mas ele ainda a achava bonita. Os anos e a maternidade só fizeram realçar os traços e curvas que ficaram delineados pelo curto vestido vermelho.
– Está na hora, Severo.- anunciou a morena.
– Hora de quê?- perguntou arqueando a sobrancelha. O Sonserino trajava, como sempre, vestes negras.
– De dançar com sua filha, oras. Logo ela vai com Jay pra lua-de-mel, temos que fazer a dança antes disso.- explicou se levantando trazendo-o junto.
Elizabeth já o aguardava no centro do Salão com um sorriso típico dos Snape, mas Severo percebeu que era um riso de felicidade, e não entendeu porque estar feliz em se casar com um estúpido como os Potter.
– Me parece feliz, querida.- comentou quando começaram a dançar.
– E estou, pai.- afirmou ainda sem tirar o sorriso do rosto. Seus olhos brilhavam como nunca Snape vira antes.
– Ainda não entendo, tantos homens mais providos de...tutano, e você me escolhe um Potter.- o homem fez uma careta de desgosto.- Se era pra casar com um baixinho, que fosse com um dos duendes de Gringottes.- comentou resignado. Agora não tinha mais o que fazer, sua filha agora era uma Potter também.
– Eu não sabia que viraste piadista...- gargalhou apertando o pai num abraço.- Você, melhor do que ninguém sabe que no coração não se manda, pai.- pontuou fitando o senhor.- Apesar desse seu mau humor, mamãe ama você de tal forma que me admira e me deixa feliz em saber que, por mais que não diga, você sente o mesmo. Ou não teriam esperado esses anos um pelo outro.- a morena, assim como seu irmão, ficara espantada ao conhecer a história dos pais, que relutaram mas acabaram por contar como foi que começaram a se envolver. Algo que jamais poderiam pensar para aquela história.
Snape se calou diante daquilo. Era verdade, ele não podia se contrapor aquela relação de sua filha. E não podia negar que James tratava bem sua princesa. Se bem que seu ex-aluno andava de rédea curta com a mulher.
– Só quero te ver feliz, querida.
– Já estou pai.- murmurou com os olhos mareados beijando o rosto do homem.
Um barulho de gritos e risadas se sobressai à música. Logo uma rajada de vento passa pelas cabeças dos convidados. James e Alvo voavam em suas vassouras pelo salão jogando fogos de artifícios Wealsey, presentes dos gêmeos ruivos.
Percebendo do que se tratava a algazarra, as pessoas riam e aplaudiam o show de cores e imagens que os fogos proporcionavam. Exceto Snape que achava aquilo um despropósito. Aqueles imbecis não conseguiam ficar um segundo sem aprontarem?
Elizabeth ria do marido. Olhou para o lado e viu seu pai erguendo a varinha contra James.
– Pai!- ralhou a baixando o braço do homem.- Quer me ver viúva?- a morena não pode ouvir a resposta do pai, pois foi levada rapidamente por um braço que enlaçava sua cintura. Potter sorria abertamente para ela.
– Pronta para irmos, Sra. Potter?- questionou manobrando a vassoura para o centro do ambiente.
– Certamente, Sr. Potter.- riu.- Melhor pararmos com isso. Parece que estou falando com tio Harry.- pediu.
– Tudo bem, Lizz.- disse beijando-a e entregando o último fogo.- Quando quiser.
A mulher acenou para seus pais no chão, procurou com os olhos o irmão e o viu agarrado a Chalotte. Sua vida agora seria completa. Agora James era definitivamente dela, assim como ela era dele.
Mal jogou o fogo, Jay voou rapidamente com ela entre a fumaça, partindo para a lua-de-mel, pretendendo começar o mais cedo possível, antes que o campeonato da liga de Quadribol se iniciasse.
***
Depois que a agitação pelos fogos de artifício de passou, os convidados voltaram a se divertir na festa.
Em sua mesa Hermione conversava com Luna, que estava com Adhafera, enquanto seus maridos também conversavam entre si.
– Mais alguns dias e terei meu Recanto de Criaturas.- comentou Luna deixando Adha descer de seu colo. A menininha já tinha seus quatro anos e era bastante curiosa.
– Isso é maravilhoso, Luna!- exclamou a morena alisando a barriga.
– Draco é bastante companheiro, e me deixou usar uma das casas que a família Malfoy tinha para fazer isso. E tem me ajudado com a papelada para regulamentar o Recanto.
– Fico muito feliz por você.- afirmou antes de sentir um afago na barriga. Olhou e viu Adha alisando-a.
– Neném.- falou a garotinha com sua voz sonhadora. No mesmo instante, a barriga se ondulou. O bebê estava se mexendo. Hermione já estava acostumada com os remexos de Alan, e pela ondulação, se via que era o punho da criança a provocar aquilo. Adhafera colocou sua mãozinha onde supostamente estaria a mão de Alan.- Alan gostou de você, Adha.- comentou Hermione. A loirinha sorriu e continuou a afagar a barriga da mulher.
A Sra. Malfoy sorria para o gesto da filha. Ela e Scorpius eram seus maiores tesouros. Rodou os olhos pelo Salão em busca do primogênito, porém, não o viu. Mas a mulher não se preocupou, já suspeitava onde e com quem o filho estaria. Mesmo que eles não assumissem um relacionamento sério, a loira sabia que seu filho amava aquela ruiva.
***
Mais ou menos um ano depois...
Era uma manhã bastante agradável de Verão. O Sol revelava-se esplendoroso no céu azul celeste, desanuviado, dando animação àquelas pessoas que eram mais habituadas à temperatura mais álgida. Aquela estação era a preferida de Hermione, que parecia muito contente; sua irmã Emily de doze anos, lhe enviara uma carta convidando-a para junto da mãe, passear pelo Beco Diagonal e comprar os materiais necessários para o breve início do ano letivo, que no seu caso seria o segundo.
Graças a Godric, Emily era bruxa e pode ter a sorte de conhecer um mundo suntuoso e cativante. A pequena também era Grifinória e muito inteligente, uma mini sabe-tudo, porém menos irritante e metida, dizia seu marido, que á propósito não iria gostar nada nada, da ideia de ficar com Alan, para que ela pudesse sair.
Alan tinha pouco menos de um ano, e Severo achava-o irritante feito a mãe, além de ter cachinhos castanhos e olhos amendoados, e o pequeno nariz arrebitado e as maçãs do rosto, um tanto sardentas. Seria uma Hermione versão masculina, de fato.
Já era por volta das dez horas e Hermione preparava o café, segurava Alan, — que se mantinha entretido, aninhando os pequenos dedos nos cabelos da mãe, puxando-os levemente — e terminava de ler as outras cartas. Cansada de segurar aquela criatura rechonchuda, e mau-humorada, depositou-o em sua cadeirinha próximo a mesa e imediatamente a criança pôs-se a chorar.
– Oh, meu amor. Espere um pouquinho, que eu já lhe pego. — Dizia Hermione, tentando acalma-lo e falhando miseravelmente, enquanto terminava de colocar alguns alimentos sobre a mesa.
Meio segundo depois, azedo pelo choro incessante que se ouvia do andar de cima, Severo entra na cozinha. Beija a testa de Hermione e senta...
– Bom Dia, pequeno diabrete sugador de seios. — Disse, olhando para o filho, que por sua vez cessou o choro, e sorriu.
– Severo!- ralhou a nulher.
– E não é verdade? Essa criatura se apossou do que antes era meu...- brincou.
– Mas ontem você nem se lembrou deles...- pontuou — Deitou e virou.
– Eu estava cansado, oras! — Tentou se defender.
– Ah, entendo perfeitamente... a idade...
– Está me dizendo que sou velho, Granger? — Arqueou a sobrancelha — Antigamente você não se importava muito com isso.
– Não tire palavras de minha boca, professor Snape. O senhor sabe que a sua bendita idade nunca foi e nunca será um problema, e acho extremamente desnecessário a discussão desse assunto.
– Certamente, senhora Snape.
– Minha irmã me mandou uma carta... — Começou, ele voltou sua atenção para ela, que prosseguiu. — Me chamando para ir até o Beco Diagonal, sabe... inicio do ano letivo.
– Interessante. — Disse ele.
– Sabia que você iria entender! — Replicou Hermione, enquanto pegava Alan e o levava escada acima.
– Entender o quê exatamente? — Questionou Snape, indo atrás da mulher.
– Que não poderei levar o Alan. — Lhe informou.
– E por que não?
– Porque se o virem, certamente será mais uma manchete nos jornais, com direito à fotos e tudo mais, sem contar dos abutres, mais conhecidos como repórteres que nos cercarão como se cerca um frango. Não quero expor ele dessa maneira. — Dizia, no mesmo momento em que colocava uma roupa mais confortável na criança.
– Então não vá!
– Eu irei sim. — Replicou calmamente. — Você é o pai, precisa de um tempo com ele...
– Eu não preciso de um tempo com um aparato de excremento.
– Não escute o que seu pai diz, meu amor. Você é um anjinho. — Deu um beijo na cabeça do pequeno, e o entregou para Snape. — Cuide bem dele, e o banhe antes de dormir...Não se esqueça de trocar as fraldas, se eu chegar e o ver com fraldas sujas, colocarei Bichento no seu lugar da cama. — Advertiu, o beijou, pegou a bolsa e aparatou.
Severo olhou meio perdido para o bebê, que estava alheio a tudo.
– Bem, somos só você e eu... — Viu Bichento entrando no quarto. — e aquela bola de pelos.
Snape nunca tivera uma experiência parecida , afinal nunca gostara de crianças e agora ele teria que cuidar de uma, não era uma qualquer e sim seu filho. Talvez Hermione estivesse certa, de uma maneira que ele ainda não compreendia, sobre ter de passar um tempo com Alan, talvez o tempo que ela dizia, fosse aquele dia, mas como agir?
Talvez Alan quisesse brincar... não era isso que faziam as crianças normais e sadias?
Minutos depois, o pequeno encontrava-se sentado no enorme e macio tapete da sala de estar, chorando. Ao mesmo tempo em que o pai, observava-o num canto do cômodo, com uma careta e tapando os ouvidos... Porque ele tinha de chorar tanto? Hermione mimava-o demais, sem dúvidas.
Como um milagre divino, o berreiro tinha parado. E a criança engatinhava em direção ao pai, que o olhava atentamente, quando chegou bem perto, equilibrou-se em pé e estendeu os braços, e se pôs a chorar novamente.
– Não já basta você gritar no meio da sala, agora irá querer gritar bem perto dos meus ouvidos também? — Dizia Snape, o olhando. Será que Alan pensava que ele iria se submeter às suas vontades, como fazia sua mãe, o deixando manhoso? É claro que não, mas como negar algo àqueles olhos dourados? Nunca conseguira negar nada à Hermione...ela o deixava à sua mercê com um simples olhar, que o pequeno herdara.
Bufando por render-se à uma criança, ele o pegou no colo e Alan se acalmou.
– Papai.. — Balbuciou o neném e Severo o encarou, incrédulo.
– O quê disse...?
– Papai... — Repetiu, mesmo sem entender a pergunta anterior, parecia feliz com a nova palavra que aprendera.
Para Snape aquilo foi um choque e tanto, sentiu uma alegria e um orgulho encher seu peito. Quando era mais jovem, via famílias e achava aquilo tudo tão distante. Já um pouco mais velho, ouvira conversas sobre esses momentos e achava-os tão bobos, no entanto sentia-se o homem mais feliz do mundo e o mais arrependido também, jamais admitiria a ninguém, mas naquele momento teve uma certa vontade de chorar.
Apesar de ter tempo, não era um pai muito presente, tampouco tinha segurado seu filho alguma vez, que não fosse quando nasceu, não era o melhor pai do mundo e muito menos o mais carinhoso. Depois de negar uns minutos de colo ao seu filho, ele lhe presenteia com uma única e simples palavra com um grande significado para ele, capaz de deixa-lo desarmado. Hermione sempre esteve em expectativa esperando que saísse alguma palavra útil, esperando que ele dissesse mamãe, e nunca acontecia, ela às vezes comentava com ele, e ele pouco se importava, achava que tinha coisas mais importantes para dedicar atenção... Mas, agora percebia que estava completamente enganado e se soubesse que aquilo iria acontecer, teria dedicado desde o início todo o seu tempo para aquela pequena criatura, tão pura e angelical...
Meio desajeitado, plantou um beijo na cabeça do pequeno, num pedido mudo de obrigado, obrigado por lhe proporcionar um dos momentos mais sublimes e inesquecíveis de sua vida.
Logo em seguida, para aproveitar ainda mais a companhia do filho, Severo resolveu passear um pouco pelo bairro, coisa que não era de seu costume fazer. Alan, era muito esperto, atento e curioso, também não parava quieto um minuto, tentando captar tudo o que acontecia ao seu redor. Seria um Sonserino brilhante, divagava o orgulhoso pai.
O Sol já estava se pondo quando voltaram, Alan estava todo lambuzado de sorvete. Um banho seria prudente, pensava Snape, embora não tivesse a mínima ideia de como o fazer, no entanto teria de tentar. Fazendo um bom uso da lógica, ele colocou água na banheira, deixando-a rasa e numa temperatura morna. A criança parecia gostar bastante de se banhar, pois batia os bracinhos alegremente, molhando o pai que não se aborreceu, como esperado, pelo contrário entrou na brincadeira também, afinal, o que custava sorrir um pouco enquanto ninguém estava vendo? Bom, esse seria o segredo dos dois.
Salazar me ajude, pedia o homem tentando colocar uma fralda no bebê. Já havia colocado-a de várias maneiras diferentes e nenhuma parecia ser a correta. Era algo tão complexo. Como as mulheres conseguiam executar com tanta perfeição? Bem... seja lá o que Merlim quiser...
Pronto! Não ficara do jeito que pensava ser o certo, mas dava pro gasto. Ele não tinha obrigação nenhuma de saber colocar uma fralda, não é mesmo?
Fome... era o que crianças normais costumam ter, não é? Á essa altura, Alan devia estar também, e era melhor alimenta-lo antes que o mesmo começasse a se lamuriar novamente. Já tinha observado a esposa preparar a mamadeira, algumas vezes e se achava capaz de fazer o mesmo. No entanto, Bichento não parava de miar em seu pé, de certo estava faminto também.
– O quê Hermione lhe dá de comer? Elixir da vida? — Questionou, no mesmo momento em que se abaixava para servi-lo de ração. Severo perguntava-se como aquele gato ainda permanecia vivo, ele era imortal? seria algum tipo de Vampiro ou Extraterrestre? O gato já estava velho, mal se aguentava nas patas, por quê não morria logo? Todavia, o animal fazia bem à Hermione, então que vivesse por cem anos.
Após alimentar o pequeno aparato de excremento, não mais tão irritante assim, Snape entregou-lhe a chupeta, e deixou no berço entretido com uns floreios coloridos que fizera com a varinha e fora tomar um banho, era o que precisava naquele momento. Não se permitiu preocupar-se com Hermione ou ir atrás dela, sabia que a mesma precisava de um tempo com a família.
Minutos depois, Snape saíra do banheiro e pegara Alan do berço, que parecia nem estar com sono. Acomodou-o na cama, e se deitou ao lado, tendo Bichento acompanhado-os. Resolveu por fim, contar uma história e assim o fez. A história contada era a da batalha de Hogwarts de uma forma exagerada e um tanto cômica. Alan ouvia tudo atentamente, com os enormes olhos bem abertos, que a cada momento trágico da estória se arregalavam mais ainda, talvez não estivesse entendendo nada do que o pai falava, entretanto gostava de ouvi-lo. Aos poucos seus olhos foram se fechando e acabou por adormecer, o pai dormiu logo em seguida e Bichento já estava dormindo há tempos.
Hermione chegara meia hora depois, e os encontrou no quarto dormindo, aquela cena a fez sorrir, era uma imagem inarrável, nunca conseguiria contar a ninguém, todas as palavras seriam insuficientes para descrevê-la em si . Teve vontade de fotografar, e o fez. Estava exultante e orgulhosa de si mesma, por tê-los deixado sozinhos, eles precisavam de um tempo. Severo precisava de um tempo, para poder usufruir dos momentos mais singelos e felizes da vida. Ele merecia.
***
Três anos depois nascera Eileen, dos cabelos muito lisos e negros assim como os olhos. Uma criança muito arteira e hiperativa. Muito diferente dos irmãos. Era uma verdadeira moleca, sempre implicando com o irmão mais velho, era destemida, brigava e batia em Alan, mesmo sabendo que ele era mais alto, mesmo sabendo que ele poderia revidar. Na rua brigava com todos os meninos e ganhava, brincava de luta, mal parecia uma garota. Quando fez onze anos e entrou para Hogwarts, sendo selecionada para a Sonserina assim com o irmão, não mudara em nada. Frequentemente era vista no gabinete do diretor, seu pai, levando uma bronca. Andava somente com os meninos, e faltava pouco botar fogo na escola, os pais se perguntavam a quem ela havia puxado, pelo menos inteligência e notas boas ela tinha. Já Alan, era tranquilo, os pais nunca receberam uma reclamação dele. Desde que o menino entrara em Hogwarts, viu-se talvez, apaixonado por uma loira de olhos azuis, Adhafera Malfoy, e apesar de ela ser veterana ele continuava a 'babar', como dizia a irmã que sempre quando tinha oportunidade zombava dele, por ela. Após seis anos, para fechar a fábrica, nascera Emma, o xodó da casa, dos cabelos cacheados e castanhos claro assim como os belos olhos, super parecida com a mãe, em tudo. Talvez fosse até selecionada para Grifinória, muito apegada ao pai e sempre estava por perto, principalmente no laboratório na hora do preparo das poções, era ela quem estava lá, sentada no balcão observando-o ou ajudando, Emma não falava asneiras como as crianças normais de sua idade, era interessante o que ela dizia, uma vez que ela não fechava a boca. Ora perguntando, ora divagando ou contando uma novidade e por incrível que pareça Severo não se irritava com isso, adquirira muita paciência cuidando dos mais velhos.
***
Os jardins dos fundos da casa que Snape morava com a esposa, um aglomerado de pessoas estavam conversando alegremente entre si.
Era bastante gente espalhada pelo lugar. Snape achava aquilo muito para sua sanidade, mas se Hermione queria uma foto de família, ele não iria se opôr. Mesmo que seu desejo fosse mandar todos pro inferno. Pra quê incluir nessa foto os Potter? Será que nunca vou me livrar desses filhotes de veado? Já bastava sua filha ter se tornado uma, teria que aturar aquela família pelo resto da vida?
Elizabeth já estava por ali junto do marido. Praticamente todos os Potter estavam ali.
Severo entrou no quarto de sua caçula, Emma, que tinha seis anos. A menina era a cópia de Hermione, os mesmos cabelos, os olhos curiosos, e um sorriso meigo que desarmava o homem. Sua esposa terminava de arrumar a menina para a foto quando a pequena o viu.
– Papai!- exclamou se sacudindo para se livrar das mãos da mãe, que tentava colocar um laço em seu cabelo.
– Emma! Ainda não acabei!- ralhou a mulher. Ela já estava pronta, vestia um simples, mas charmoso vestido rosé que deixavam suas pernas elegantes.
– Ah mamãe!- resmungou a menina que já estava no colo do pai.
– Deixe assim, Hermione. Ela está do jeito que você era quando entrou em Hogwarts.- brincou.
– Ou seja, uma vassoura ambulante.- retrucou.- Ok, eu desisto.- bufou se levantando da cama.- Vou ver se alguém mais chegou.
O casal foi para os jardins, onde podia se ouvir o falatório e risadas das crianças que brincavam pelo lugar. Passaram pelo alpendre da porta e Snape tensionou o corpo. Poderia passar o tempo que fosse, nunca conseguiria suportar a presença do ruivo Weasley.
– Ron!- saudou Hermione abraçando o amigo.- Que bom vê-lo, não mudou nada.- pontuou.
– Digo o mesmo, Mione. Continua linda...- elogiou. Um rosnado foi ouvido por ambos.- Oh, como vai Snape?- perguntou sem interesse algum na resposta.
– Estava bem até agora, Weasley.- retrucou azedo.
Ronald não se importou com o jeito do ex-professor. Estava acostumado com o mau humor desde os onze anos. Se afastou para cumprimentar os outros.
– Que grosseria, Severo.- repreendeu a morena.
– Oras, eu nem sei por que esse legume está aqui. Não é uma foto de família? Que eu saiba, ele não se enquadra nesse termo.- resmungou de frente para a esposa.
– Por mais que você não goste, Ron me ajudou a criar nossos filhos. E é meu amigo há muitos anos...- pontuou.
– Amigos...sei bem que ele quer ser mais que seu amigo, Hermione.- cruciou carrancudo.- E nem tente negar. Essa anta sempre está te cercando, jogando indiretas...
– Severo.- a morena riu rodeando o pescoço dele com seus braços.- Eu amo você. E nada mudará isso, ciumento. Ron sabe disso.- afirmou beijando-o.
— Você é a coisa mais importante do mundo pra mim. — sussurrou em seus lábios. — Espero que nunca se esqueça disso.
— Mas se um dia eu esquecer, seja por qual motivo for, você encontrará um jeito de me fazer lembrar.
Severo estudou a boca e depois todo o rosto da morena.
— Sempre.— diz antes de beija-la com ternura.- Mas se por acaso ele aparecer sem o membro reprodutor, não me culpe.
O barulho alto típico de aparatação anunciou a chegada de mais alguém. Todos os quatro, muito sorridentes, de cabelos loiríssimos.
– Desculpem-nos pela demora, Kriss deu a luz nessa madrugada. Um belo espécime de Testrálio macho.- informou a Sra. Malfoy abraçando a Sra. Snape.
– Tudo bem, Luna. Não se preocupe.- confortou a mulher.- Fico contente que seu Recanto esteja indo bem.
Enquanto as mulheres conversavam, Draco cumprimentava o padrinho depois de balançar a cabeça em negativo para o filho que ia em direção à Srta. Potter.
– Devo ter feito trança na barba de Merlim pra que Scorp tenha caído de amores por uma Potter.- reclamou o loiro.
– Pelo menos, ela é mais aceitável que o restante da família.- pontuou o moreno.- Foi uma das melhores de sua turma.
– Mas ninguém derruba o trono da sabe-tudo-Granger.- gargalhou.- E que horas vamos tirar essa foto?
– Assim que o fotógrafo chegar. E esse imprestável está atrasado.- resmungou.
Se passaram quase meia hora e enfim, o fotógrafo chegou com sua câmera bruxa. Uma exclamação de "Aleluia" foi ouvido.
– Bem, vamos se arrumando para a foto.- anunciou Hermione.- Os adultos de pé ao fundo, e as crianças e jovens na frente. Sentem-se caso desejem.- disse aos pequenos.- Mãe, fique ao lado de Prince e Charlotte. Papai, com Lizz e Jay.- instruiu indo para seu lugar.
Cada um se colocou ao lado de seu parceiro. Severo se colocou ao lado esquerdo de Hermione, e ao seu lado ficou Draco e Luna. Mais a frente estavam Molly e Artur já muito velhos, mas com os mesmos sorrisos despretensiosos. Próximo a eles, encontravam-se Fleur e Gui, com os gêmeos de cinco anos no colo, Ted também estava por ali, acompanhado pela esposa Victoire, que segurava nos braços a recém-nascida, que apesar dos poucos fios, notava-se que teria os cabelos rosas como os da avó, Tonks. Prince e Charlote, era um exemplo de casal feliz, sempre sorrindo e mimando a pequena Dominique de cinco anos, que não parava quieta, ao seu lado Elizabeth tentava domar os cabelos rebeldes de seu filho Henry, enquanto James ria sem parar da esposa, ele era pior que a criança. Um pouco mais distantes de todos Alan, agora já com quinze anos sorria bobamente para Adhafera Malfoy, que era quatro anos mais velha que ele, mas achava-o uma gracinha, atrás do rapaz uma Eileen nada discreta ria do irmão, de fato o papel que ele se prestava era cômico, senão trágico. No meio de todos, destacava-se uma bela mulher muito parecida com Hermione, Grifinória, que beirava os trinta anos, era a irmã caçula da mesma; Emily, que por sua vez sustentava os olhares gananciosos de Ronald Weasley, um solteirão já de cabelos grisalhos, e apesar da sua idade estava no ponto; do jeito que o Diabo gosta. Resolveu se aproximar da moça, mas o único lugar vago era ao lado de Hermione.
– O que pensa que está fazendo, Weasley?!- rosnou para o ruivo que se prostrou ao lado direito de sua mulher.
– Me posicionando para a foto, Snape.- informou entre Hermione e Harry.
– Era o que me faltava, aguentar pessoas a vir em minha casa e ficar dando em cima da minha esposa...- resmungou apertando a morena pela cintura a fim de colocar distância entre ela e Ronald.
– O que quer dizer com isso?- inquiriu Rony.
– Não citei nomes, mas se a carapuça lhe serve, use-a com moderação, Weasley!- rebateu o Sonserino fuzilando o outro pronto para azará-lo se ele ficasse mais próximo de sua mulher.
– Por Salazar! Será que não podem ficar um tempo sem quase se matarem?- perguntou Lizz que estava entre o avô e James.
– Isso seria um milagre, maninha...- pontuou Prince ao lado da avó e dos Malfoy.
E isso foi o começo de uma discussão onde até os menores participavam. Emma puxou as vestes do pai, gesto que ela usava para pedir colo. Severo ainda discutindo com Weasley pegou a menina no colo.
– Prontos? Digam xis.- gritou o fotógrafo com a câmera pronta para bater a foto.
Naquele instante todos sorriram para o homem, cessando a confusão. Snape apenas ergueu a sobrancelha. Um braço estava em volta da cintura da mulher, e o outro segurava Emma, que viu a cara fechada do homem.
– Sorria, papai.- pediu puxando as bochechas do homem forçando um sorriso. Hermione vendo a cena gargalhou sendo acompanhada pelos outros.
Não era a foto perfeita que Hermione pretendia ter. Mas era uma foto que denominava bem sua família. Havia brigas, divergências, no entanto, era a mais feliz que conhecia. Estava grata por ter encontrado aquele livro há muitos anos atrás.
***
Cinco anos depois...
O tão esperado dia chegara, era a vez de Emma ser selecionada por uma das quatro casas. Estava nervosa, olhava constantemente para a mesa dos professores, para avistar os pais que por meio de olhares lhe transmitiam confiança.
– Preparada para perder a aposta, Granger? — Questionou o marido, agora bem mais velho, com os cabelos curtos e grisalhos, mudara um pouco a aparência, só não se livrou das vestes negras, pois sua esposa não permitiu, alegando que era sexy.
Hermione esperara os filhos entrarem para a escola, para poder voltar a lecionar, os serviços de casa não eram seu forte e ali ela poderia monitora-los de perto. A mulher agora, já tinha os cabelos grisalhos, infelizmente a idade chegara para ela também, mas Severo garantira que ela estava ainda mais bela e sedutora. Era óbvio que ele mentia, pensava ela.
– Você sabe tão bem quanto eu, que ela irá para a Grifinória, não sei se aturarei mais uma serpente em casa. — Retrucou, sorrindo.
– Contanto que não vá para a Lufa-Lufa, para mim está perfeito. Embora, eu tenha certeza de que ela será uma Sonserina. — Afirmou convicto.
– Os anos passam, as coisas mudam, menos o preconceito de Severo Snape. Talvez, eu deva lhe lembrar, que só uma verdadeira Grifinória é capaz de aturar o senhor, por pelo menos duas horas num laboratório.
– Certo, você tem um ponto. — Concedeu ele, de má vontade.
– Muito obrigada, Sr. Só tenho filhos Sonserinos. — Brincou ela.
Estavam tão entretidos conversando, que só se lembraram da filha, quando o chapéu Seletor depois de muito falar, gritou; GRIFINÓRIA!
E a mesa dos Leões explodiu em palmas, Emma olhou para os pais e sorriu, estava feliz por ser Griffana.
– Hahaha! Eu estou lhe dizendo, Granger, minha filha é uma verdadeira Sonserina. — Disse, Hermione, imitando o marido. — Diz quem ganhou a aposta, diz, diz... Sev é um perdedor, ha ha ha — cantarolava ela.
– Você convenceu ela a pedir para o Chapéu Seletor coloca-la lá, não é Granger? — Estreitou os olhos.
– Você não sabe perder, não é, Diretor Snape. Espero que você cumpra com o que prometeu.
– Eu sempre cumpro com as minhas promessas... — Começou o homem, e vendo a sobrancelha arqueada da esposa, resolveu corrigir — Exceto uma vez.
– Certo, então, o que fará?
Em resposta, Severo cochichou no ouvido da esposa, deixando-a vermelha com um sorriso cúmplice.
– Está bom para você, Granger? — Questionou, sorrindo maliciosamente.
– Você pode fazer melhor.
– Isso é um desafio? — Arqueou a sobrancelha.
– Pode-se dizer que sim.
– Espere essa porcaria de seleção acabar e verá...
– Já disse que te amo hoje? — Perguntou a esposa, enquanto segurava a mão dele, por cima da mesa.
– Acho que não, mas só para dar uma variada, eu serei o primeiro a lhe dizer; Eu amo você, Hermione Granger Snape. — Disse, entrelaçando a sua mão, com a dela.
– Eu também o amo, e essas palavras são insuficientes para provar o quanto. — Naquele momento, por conta da proximidade, eles não notaram, mas as alianças brilharam, e nesse brilho era possível notar o contorno de uma palavra... Sempre.
***
No Gabinete do Diretor, dois quadros riam sabiamente, o mais velho foi o primeiro a se manifestar.
– Ah, minha cara Minerva, a melhor coisa que fizemos fora deixar as coisas nas mãos daquelas crianças. Elas souberam exatamente o que fazer.
– Sem dúvidas, Alvo, sem dúvidas... — Concordou a senhora.
***
Severo Snape, falecera aos 144 anos. Um mês depois, sua esposa falecera também, de tristeza. Já tinham passado tempo demais separados, não conseguiriam viver um longe do outro. Passava seu tempo mergulhada em lembranças de seu marido. Aceitou a morte como um passo para se reencontrar novamente com Snape, numa outra vida, num outro lugar, mas seriam eles na essência, no amor que levariam para além daquela vida. Pois não há distância pra quem mora do lado de dentro do peito.
Fim.
***
Agradecimentos;
Quando pensei da Hermione voltar no tempo e conhecer um Severo sem aquela máscara que ele sustentava em seu tempo, não achei que Naomi iria gostar, e que essa parceria daria tão certo. Era algo cru, sem saber se ela retornaria ou ficava no passado.
E todos os detalhes que pensamos, as decisões que tomamos juntas, foram pensadas em surpreender os leitores.
Não esperava a repercussão que Lost Memories teve. Pois, não são muitos os que shippam SS/HG. Muito menos pensei que iriam gostar da história. Era algo diferente, e talvez não agradasse.
Eu gosto de dizer que Naomi e eu temos algo como telepatia, pois, as idéias batem, ou são as mesmas. E uma completa a outra.
Agradeço a todos que acompanharam, favoritaram, comentaram e recomendaram. Vocês fizeram nossos dias mais felizes. Quando estávamos sem aquela inspiração, aparecia um de vocês com palavras lindas nos dando o animo que precisávamos.
Eu espero que continuem nos acompanhando nas próximas Snamiones, porque percebemos que escrevemos bem juntas, e temos muitos projetos futuros juntas.
Obrigada a todos vocês.
AnneLovegood ♥
Ai meu Salazar, é mesmo o final de Lost? Vocês não sabem o quanto eu amo escrevê-la, sabe, quando eu e a Anne postamos essa estória, nem passou pela nossa cabeça que teríamos tantos leitores, isso é muito gratificante, principalmente pelo shipper Snamione não ser bem aceito, no fandom, é sempre o mais esculhambado, mas acredito que se essas pessoas que não gostam, pelo menos lessem um capítulo de uma Fic sobre eles, se apaixonaria na hora, assim como aconteceu comigo, na primeira vez que li.
Nós queríamos retratar nessa Fanfic, como o amor supera tudo, o medo, a distância, o julgamento da sociedade. Tudo, e estou muito feliz com o resultado. Conheci a Anne quando ela comentou minha fanfic SS/HG ( que a propósito vou deixar o Link), eu sabia que ela iria comentar e esperei ela ir aheueheh, meio louco, né? Depois de um tempo, chamei ela para escrever comigo, e deu muito certo, temos as mesmas boas ideias, às vezes digitamos a mesma ideia ao mesmo tempo, é telepatia sem dúvidas, sem contar que complementamos o que a outra escreve, ela é uma ótima escritora, escreveu o começo de Lost sozinha ahueh.
Melhor eu parar por aqui e ir direto aos agradecimentos, quero agradecer a você, é a você mesmo, que está lendo, mesmo que não tenha comentado ou favoritado, você foi de vital importância para essa Fanfic, afinal o que seria das estórias se não houvesse leitores? Obrigada, obrigada a cada um por ter nos acompanhado, e espero ver vocês na nossa próxima Snamione, que será lançada dia 13/12, é uma UA, com hentai e muita treta. Então se você não quiser perdê-la, basta nos adicionar aos seus autores favoritos e você será avisado quando ela for postada. Novamente, obrigada a todos. Beijos, Naomi Prince ♥
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