Lost Memories

2 Um telefonema


Notas iniciais
Olá! Então, primeiro agradecendo a Class, essa linda que comentou... Obrigada! A todo mundo que visualizou e acompanhou, mesmo ficando só fantasminha, também agradecemos. O primeiro cap. foi só alguns lembranças, mas agora a história começa de verdade. Esperamos que gostem... Boa leitura!

Acordei hoje com as lembranças do passado, recordei dos nossos bons momentos, das nossas brigas, e continuei relembrando durante a tarde quando fui arrumar o meu quarto. Encontrei dentro de uma caixa, no guarda roupa, nossas fotos, nossas cartas, nossos desenhos, nossos vídeos, nosso álbum de formatura. Admito que chorei enquanto viajava para o passado, relembrando de cada detalhe, cada momento, em que passamos juntos. Estava tão absorta em minhas lembranças que nem vi o sol ceder seu lugar para a lua e as estrelas poderem brilhar.

Estava pronta para dormir, já estava com a cabeça encostada no travesseiro só esperando o sono me atingir. Ele veio sorrateiramente, me envolveu com sua leveza e deixei ser conduzida para a escuridão da minha mente.

Acordo com meu celular tocando. Como é possível a noite acabar tão rápido? Peguei meu celular, que estava no criado mudo, ao lado da minha cama, e percebi que não era de manhã, estava de madrugada, e não era o despertador, era uma ligação. Penso em deixar cair na caixa postal e quando acordasse de manhã eu retornava, mas o número no visor me deixou curiosa em saber do que se tratava que não resisti e atendi indo contra minha mente que dizia para desligar e ir dormir. Antes que eu possa dizer algo, uma voz tremula invade meu ouvido.

– A-Annie? D-Desculpa te ligar essa hora, mas o P-Percy, ele sofreu um acidente, não tem como você vir para cá?- Pronto, aquelas poucas palavras me fizeram despertar e ao mesmo tempo querer acordar de um pesadelo, mas descobri que não era um pesadelo era realidade. Assim que acabou de falar, Sally caiu no choro percebi que do meu olho também escorria uma lágrima, mas não queria demonstrar fraqueza, não queria me descontrolar e deixar Sally mais nervosa ainda.

– Pode deixar Sally. Vou arrumar minhas malas e pego o voo mais próximo. – Respondo tentando controlar minha voz.

– Obrigada Annie, te vejo mais tarde. Tchau. — Ela fala depois de se recompor, porém ainda percebo tremor na sua voz.

– Tchau Sally.

Assim que desligo o telefone, minha mão o solta e ele cai com tudo no colchão, não sei quando começou, mas as lagrimas que tanto tentava controlar durante a ligação estão escorrendo livremente sob meu rosto, tento me acalmar, mas não consigo toda vez que estou quase conseguindo me vem na cabeça imagens do Percy hospitalizado, ferido, e minhas lagrimas voltam com mais força, tento não pensar nisso, mas é quase impossível. Depois de um tempo consigo controlar as lágrimas, enxugo com a manga do pijama as lágrimas, me levanto e corro para arrumar minhas malas. Depois de tudo pronto, saio do apartamento e pego um táxi, o sol já nascia por entre os edifícios de São Francisco, enquanto o carro percorria a estrada ao aeroporto mais próximo, eu ligava para meu chefe, para pedir duas semanas de férias, expliquei o que estava ocorrendo, e ele me liberou por três semanas.

Quando cheguei ao aeroporto, comprei a última passagem de São Francisco à Nova York, sorte, não é sempre que isso acontece. Já teve muitos dias em que tive que cancelar minhas viagens por falta de passagem. Mas o que importa é que consegui, estou embarcando para ver meu amigo, meu melhor amigo, que no momento está precisando de mim.

O voo atrasou um pouco e quando sentei na poltrona me veio um monte de lembranças minhas e do Percy, quando nos conhecemos, quando torci meu tornozelo, sua primeira onda, nossa primeira festa, sua primeira medalha, nosso primeiro “amor”, nossa formatura, nosso adeus provisório, tantas lembranças para recordar que mesmo não querendo acabei caindo no sono e só acordei com a aeromoça me chamando avisando que chegamos. Sai do avião e fui pegar minhas malas e um táxi. Queria ver o Percy logo, queria ver seu estado, saber se está bem. Mas sei que não vão me deixar entrar com as malas no hospital, vão pensar que sou uma turista achando que aquilo lá é um hotel. Então dei o endereço do meu antigo apartamento que dividia com Thalia, minha melhor amiga.

Desci do táxi e o moço me ajudou com as malas, falei para ele esperar ali em baixo, já que ia sair de volta. Peguei a chave com o porteiro, Max, um senhor de setenta e três anos de cabelos grisalhos e olhos claros, tem aparência cansada, mas não se engane a saúde é melhor que a minha e mais um monte de gente da minha idade. Achava que ele não ia me reconhecer, mas me provou o contrario, dei uma breve explicação do motivo da minha volta enquanto ele pegava a chave do apartamento, em troca ele me informou que Thalia estava fazendo um intercambio em Londres. Subi de elevador até o sexto andar e abri a porta de número 34. Deixei as malas e dessa vez desci pelas escadas rapidamente.

Entrei novamente no táxi e fomos em direção ao hospital. Paguei o cara e entrei no hospital. Cheguei à recepção e perguntei sobre Perceu Jackson, a recepcionista me informou que ele estava na UTI no terceiro andar. Nem me importei em pegar o elevador, fui em direção às escadas e as subi correndo. Quando entrei no terceiro andar, logo vi Poseidon, pai de Percy, com a aparência de quem não dormiu a noite, na verdade todos por aqui estão com essa cara. Paul, o padrasto do Percy, ao seu lado estavam Tyson e Grover, meio irmão por parte de pai e seu melhor amigo. Dei um abraço em cada um. O silencio se instalara no local, até que o quebrei perguntando em que porta eu deveria abrir para me encontrar com o moreno. Tyson me indicou a porta que estava na frente do sofá. Bati na porta e entrei.

Lá dentro encontrei uma cabeleira ruiva sentada na poltrona, enquanto Sally estava descansando no sofá.

– Tiveram que dar calmante para ela poder dormir. – Me assustei com a voz, Rachel. – Ele também está dormindo, está anestesiado, acabou de sair de uma cirurgia.

Passei o olhar de Sally, que estava dormindo, mas ainda tinha a expressão preocupada, para a ruiva na minha frente, ela estava com a expressão vazia, seus olhos verdes estavam inchados, seu rosto pálido estava vermelho com alguns rastros de lágrimas que haviam caído. De Rachel meu olhar foi para a cama do quarto, onde Percy estava. Ele tinha um lençol envolvendo seu corpo até os ombros. Seus braços estavam de fora, e podia ver alguns arranhões na extensão deles. Seus ombros não conseguia ver por culpa da camisola do hospital, se a situação não fosse séria, pegaria meu celular e tiraria uma foto dele só porque está usando uma camisola, mas como é não vou fazer isso. O rosto de Percy tinha arranhões em alguns lugares, em outros roxos, seu olho estava um pouco mais inchado que o outro, seu cabelo estava grudento de suor e sangue, mas ainda sim sua respiração era calma e suave. Mas externamente ele está bem, o que será que aconteceu internamente? Parece que Rachel viu a confusão em meus olhos e respondeu:

– O médico disse que ele sofreu um traumatismo craniano e que a memória dele foi perdida, ainda não sabemos se a perda é temporária ou permanente. – Ela disse, e a calma na sua voz, foi cada vez se transformando em um sussurro, até sua voz sumir. E eu a entendo, no momento em que ela acabou de falar, não encontrei a minha voz para responder, confortá-la ou agradecer. Em vez disso uma voz fraca falou por nós:

–Annie.

Notas finais
Ai que mistério... De quem será essa voz? E aí, o que acharam? Comentem, acompanhem, favoritem... A gente vai gostar! Bjss e até o próximo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.