Lost Lovers
25 Capítulo 25
Notas iniciais
POV Isa:
Eu tinha acabado de chegar na Itália e antes de sair tinha que pegar as minhas malas. Esperei mais ou menos uns dez minutos porque era muita gente e eu tenho claustrofobia. Peguei minhas malas e saí pelo portão de desembarque e o que eu vejo quando saio? Várias pessoas segurando cartazes com o meu nome. Acho que tinha mais de quatrocentas pessoas lá e eu não estava acreditando. Minha decisão de vir pra Itália foi rápida nem deu tempo de eu pensar no que eu queria, mas não era o momento de pensar nisso. Eu estava chorando, era uma emoção muito grande ver aquelas pessoas me recebendo com muito amor, eu sorria mais do que qualquer pessoa no mundo podia sair e eu fiquei parada pois não sabia se eles viriam até mim ou eu iria até eles. Andei devagar para que eu não fosse atropelada por vários fãs que pelo visto, me idolatravam. Eu não conseguia parar de sorrir, que lindo! Logo virei e vi câmeras, gente me filmando e vários jornalistas.
Me aproximei e logo fui dando autógrafos que não acabavam mais, achei que ia ficar uma eternidade lá. Não via minha família em canto nenhum, nem a minha mãe que estava na minha frente eu estava vendo mais, era uma imensidão aquela fila de fãs desesperados por uma assinatura minha. Quando eu era pequena, sempre gostei de dar autógrafos pra minha família porque desde sempre eu quis ser famosa, e hoje, além da minha assinatura continuar a mesma, escrevo no final das minhas cartas pro meu pai as mesmas assinaturas. Era bom estar ali, sabe, no começo quando eu fui pra Venezuela eu sentia muita falta daqui mas quando cheguei, achei normal. Me emocionei muito, eu sempre quis isso, desde sempre e hoje eu senti que tinha conseguido tudo aquilo que eu imaginei tinha tornado realidade. Encontrei o amor da minha vida, sou vocalista de uma banda e dou autógrafos pra pessoas que eu nunca vi!
Graças a Deus a fila já estava acabado, mas antes de terminar só vi um cartaz imenso, parecido com aqueles de shows, mas com a frase "Isa nós te amamos" e não era só minha família, meus amigos também estavam todos lá. Duca, Paulo, Diego, Linda até o Marcos que está sempre muito ocupado pra mim estava lá! Corri e os abracei, todos juntos, assim ninguém ia se sentir mais privilegiado que outro. Estávamos em grupo novamente e eu amava muito porque me sentia completamente feliz com eles. Dizíamos "eu te amo" várias vezes, cada um dizia uma vez e eu já me sentia em casa novamente. Todos nós estávamos chorando, todos, e se eu nunca vi o Diego chorar era porque estava aguardando a ocasião perfeita. Me separei deles e fui correndo abraçar meu pai, que saudade que eu estava dele. Também nunca tinha visto meu pai chorar, e não ele não chorou mas não teria sido nada ruim se ele começasse a chorar do nada. Eu estava naquele abraço caloroso dele de quem esperou o dia todo só pra me receber. Estava muito feliz com tudo isso mas não parava de pensar no Alex, o que ele estaria fazendo uma hora dessas?
POV Alex:
O que a Isa estaria fazendo uma hora dessas? Ela saiu daqui faz quatorze horas e não atendia o celular, deveria ser porque o voo era de doze horas mas isso não significa que ela não iria atender as minhas ligações, eu estava morrendo de saudade dela. O Rafael iria dormir na minha casa esta noite porque era uma mini despedida, amanhã iriamos comprar algumas roupas novas porque as minhas de frio já estavam muito gastas e acho que isso levaria o dia todo. No outro dia era pegar o avião e sair da Venezuela. Estava animado e com medo ao mesmo tempo, não sei porque o medo, deve ser por causa do colégio novo e das pessoas que eu nunca tinha visto na vida porque moravam em um país diferente do meu.
Eu não estava me sentido tão bem, sabe aquela felicidade de ontem? Eu não estava mais com ela e sinceramente não estava afim de falar com ninguém, não era por causa da Isa, porque ela era a minha felicidade, mas eu sinto como se alguma coisa tivesse me atingindo e eu não poderia ser feliz com aquilo. Eu não sabia o que era mas queria que passasse logo, porque eu não queria viver com aquilo, sentia muita falta da Isa e poderia ser isso também mas eu já não sabia se aquilo que eu sentia era saudade ou medo. Medo eu não sei de que, ou de quem.
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