Lost Lovers

11 Capítulo 11


Notas iniciais
Oioi gente! Vou começar dizendo que eu tô em uma correria só nesses últimos meses e que vocês me desculpem mesmo por atrasos de capítulos. Mas bem, vamos começar antes que infartem de curiosidade.

POV ISA:

Assim que cheguei no hospital, fui direto fazer tomografia, e o Alex ficou sentado na área de espera (meu Deus, esse menino é maravilhoso!). Fui fazer a tomografia e quando eu estava saindo da sala, comecei a sentir fortes dores na barriga. Mas não aquelas dores que você sente quando a aula ta chata e você quer ir embora ou quando você comeu brigadeiro e passou o resto do dia no banheiro, era totalmente diferente, e eu não estava conseguindo me segurar, até que caí no chão e lentamente fui perdendo a visão. Em poucos minutos eu não estava mais ciente de nada do que estava acontecendo.

Não sei exatamente quanto tempo eu fiquei inconsciente, mas quando acordei, eu estava no quarto do hospital, tomando soro e retirando sangue.

–Isabela? Ai meu Deus, Isabela!! — era a voz da minha tia — enfermeira, rápido, venha aqui!

Meu Deus, pra quê tanto escândalo? Sério, minha família toda era gasguita, e eu sou considerada normal mesmo passando um pouco dos limites as vezes.

–Isa? — aquela voz de anjo

–A-Alex? — gaguejei

–Sou eu sim Isa — ele fala enquanto pega na minha mão — eu te prometo que vai ficar tudo bem, certo?

–Como assim Alex? Ficar tudo bem o que? Alex o que é que ta acontecendo??

Comecei a ficar muito angustiada. Como assim "vai ficar tudo bem"? Eu não estava bem? O que estava acontecendo?

Chega duas mulheres de branco correndo e afastando o Alex de mim.

–Isa você não pode ter esse tipo de emoção — me dizia uma delas — Você tem que manter a calma.

–Manter a calma pra quê? O que eu tenho? Será que alguém nesse hospital pode me dizer o que eu tenho?

Nunca pensei que escutaria um beep daquelas maquinas de hospital. Mas pela primeira vez eu escutei, e não foi só um, foram vários.

–O que é isso? Essa máquina ta com defeito?

–Não Isabella, claro que a máquina não está com defeito — minha tia falava chorando — Até nessas horas tem que ter piadinha Isabela, você não entende?

–Não tia, eu não entendo, sabe por que? Porque eu estou com alguma coisa e eu não sei o que é.

Caramba, eu não era de ficar com raiva não mas, eu, a paciente, não sabia o que eu tinha. O doutor chegou e pelo jeito ficou assustado com o escândalo que eu tava dando.

–Que gritaria é essa minha gente? Vocês não entendem que a menina tem que manter a calma?

–Doutor, você me desculpe mas não dá de forma alguma pra manter a calma se eu nem sei o que eu tenho.

–Olha Isabela, fizemos vários exames em você. Achamos muito estranho você ter desmaiado e ainda mais ter ficado desmaiada por três horas. Então o exame deu que, o que a sua amiga deu pra você ingerir foi etilenoglicol.

– O que é isso?

–É um composto químico muito usado como anticongelante automotivo. É muito tóxico e é considerado uma emergência médica. Fizemos uma lavagem gástrica para a remoção e você só poderá voltar pra casa daqui a 2 dias.

–Então quer dizer que eu vou ter que passar o fim de semana nesse hospital?

Chamavam o nome dele pelo auto-falante e ele já arrumava as coisas para ir atender outro paciente.

–Sim, agora eu preciso ir. Não se preocupe, o pior já passou.

Não, o pior ainda estar por vir. Ninguém merece passar um fim de semana em uma cama de hospital, comendo comida de hospital, inalando o cheiro de remédio que o hospital tem. Meu Deus, que ódio da Julieta, eu juro que ela me paga.

–Olha, Isa, não se preocupa ta bom? O doutor disse que eu posso dormir aqui e eu já falei com a mãe da amiga da Laura (autora: quem não lembra da Laura ela é a filha da tia da Isa.) e ela vai passar o final de semana na casa da amiga dela.

–Tia, não precisava, de verdade.

–Claro que precisava Isabela! Você ta ficando louca se você acha que eu vou te deixar aqui sozinha. E sua mãe ta muito nervosa, acho melhor você ligar pra ela.

–Tudo bem. Tia, você pode me dar um instante com o Alex, por favor?

–Certo Isa, eu vou na cantina comprar um lanche porque com toda essa história eu ainda não almocei.

–Tudo bem tia.

Minha tia faz aquela cara de "comporte-se" e saiu do quarto. Minha tia só pode achar que eu sou louca pra tirar aquele soro da minha veia e dar um beijo na boca dele (se bem que não seria má ideia).

–Isa..

–Alex, deixa eu falar certo? Por todo esse tempo eu estive procurando a pessoa perfeita, que me tratasse como uma princesa e que me fizesse a garota mais feliz do mundo. E eu achei que o Pedro fosse esse menino. Que me comprava presentes só pra ver o meu sorriso estampado no rosto, porque era a única coisa que o fazia feliz. E ultimamente, quando me mudei pra cá, percebi que não, que eu estava totalmente enganada sobre o Pedro. Alex, você é perfeito! Você me defendeu da Julieta e agora, você está aqui, a nem uma semana que me conhece e está no hospital comigo. E eu nunca vou me esquecer disso.

Alex passou um bom tempo calado olhando pra mim, e segundos depois um resultado: lágrimas e um sorriso encantador.

–Alex, chega mais perto, deixa eu te contar um segredo.

Ele chegou bem perto, e virou o rosto pra que eu não me movesse.

–Você é esse menino.

Notas finais
ooooooown gente que capitulo emocionante!!! eu até chorei, sério.