Lost In The Memories

8 Capitulo 8 – “Ritual”


Notas iniciais
Penultimo capitulo.
Sophia me levantou e guiando-me pela mão me levou através do corredor. Andamos uma distancia considerável até entrarmos num salão. Eu me assustei ao ver várias pessoas ali. Vampiros na certa. Deviam haver uns 30, no mínimo. Me assustei. Ao entrar todos nos olharam. Alguns com seus olhos vermelhos que pareciam brasas na escuridão. Um deles se aproximou de nós.

- Não ouse toca-lo – Sophia disse em alto e bom som.

- My Lady, este humano...

- Ele é o escolhido. – Disse Marx adentrando a sala e olhando para todos – Perdoe-me My Lady – se ajoelhou em frente a Sophia — após refletir muito percebi. Sei que sabes mais que todos. Eu o aceito. – ele se levantou e se afastou de nós.

- Sim meus súditos. – ela anunciava a todos – Este humano é, realmente, a reencarnação de nossa amado Krad. E ele concordou com nosso ritual. Por favor, se apressem.

A cada palavra eu ficava mais nervoso. Estava com medo. Medo dos vampiros. Mas ao mesmo tempo eu estava me sentindo seguro ao lado de Sophia. Eram sentimentos novos, sensações novas.

- Não tenha medo. Confie em mim. – ela sussurrou em meu ouvido e logo depois senti minha vista ficar nublada e eu perdi meus sentidos.

Ao acordar me vi deitado em uma bancada de pedra. Havia velas em volta, dispostas em um circulo, o que concedia ao ambiente uma luz precária. Olhei para o chão e vi alguns desenhos no chão, embaixo das velas. Vi os vampiros, todos de negro, também em circulo, porem atrás das velas. Estava um silencio mortal, que foi interrompido por passos. Logo a vi. Ela adentrava o circulo, ficando ao meu lado. Estava de com um vestido branco, o que a deixava com uma aparência ainda mais pálida, mais doce e serena.

- Todos sabem que, com o passar do tempo morremos um pouco – Sophia começou a falar. Ela começou a conduzir o ritual – Porém há criaturas que não morrem. Ou pior. Continuam vivas, apesar de mortas. Agora temos uma chance de voltar a viver. Viver em totalidade. Viver, e não apenas existir. Hoje eu convoco-os para que, pela ultima vez nos mostrem seus dons e convido-os para viver. – nisso todos mostraram suas presas afiadas, seus olhos brilhavam – temos aqui o homem que nos trará a vida. Ele nos dará o sangue para nossa ressurreição. – ela então pegou uma faca e fez um corte na palma da minha mão, meu sangue começou a escorrer lentamente. Ela conduziu minha mão, fazendo com que o sangue caísse no chão, em cima das marcas desenhadas. – eu peço neste momento, o poder da vida. Com a ajuda do fogo, e do sangue do escolhido. Peço a vida. Não mais a vida eterna. Somente a vida. – uma luz começou a emanar do chão. Uma luz tão forte que me cegou instantaneamente, não reconheci nada. Somente adormeci.