Lost In The Forest
2 Caminhonete velha
— Matt, velho, vai devagar com essa porra de moto, caralho!
— Tá com medo, gatinha?
— Eu não tenho medo.
— Aé? – Matt fez zigue-zague e soltou o escapamento da moto, fazendo Bia gritar e o agarrar com força.
— É assim que eu gosto, gatinha.
— Seu nojento. – Ela falou, deu um tapa no pescoço dele e o soltou.
— Não solta não. – Ele falou cínico e acelerou a moto e Bia o agarrou de novo.
Enquanto isso no carro, Roy colocou a cabeça na janela e gritou.
— Para com isso seu besta! – Victoria disse o puxando para dentro.
— Ei, calma ai, eu só tô brincando. A vida é só uma, tenho que aproveitar.
— A vida é só uma mas as probabilidades da janela fechar e arrancar seu pescoço são muitas. – Kath falou.
— Lá vem você e suas "porrabilidades" – Roy revidou.
Adam começou a rir da situação e então Ollie pediu silêncio.
— Cara, tem certeza que esse GPS tá programado certo? – Ollie questionou
— Não se preocupe, qualquer coisa eu sei o caminho. – Respondeu Adam.
Nesse momento uma caminhonete velha passa com tudo entre a moto e o carro, fazendo Matt quase perder o controle da moto.
— Desgraçado! Aprende a dirigir, caralho. – Matt gritou e Bia praticamente grudou nele, o fazendo sorrir.
— Mas que cara louco. – Ollie reclamou e Roy novamente colocou a cabeça para fora da janela e gritou:
— Filho da puta! Minha mãe dirige melhor! BABACA!
— Se não me engano, por aqui... tem... Ali! Um posto. – Falou Adam apontando para a direção de um velho posto que se encontrava no acostamento.
Assim que chegamos no posto vimos que a caminhonete estava lá. Quando chegamos mais perto para poder ver quem dirigia, a caminhonete deu partida e nós não conseguimos ver. Estacionamos para abastecer os automóveis, Adam olhava um mapa, enquanto as meninas e Roy iam para a lojinha de conveniências.
As garotas pegavam alguns salgadinhos, energéticos e cervejas, pois provavelmente não teria esse tipo de bebida na casa. Roy pegou algumas garrafas de Whiskey e se aproximou da prateleira de camisinhas que ficava ao lado do caixa.
— Ei, cara. Não tem tamanho GG, não? – Roy falou e as meninas olharam estranhando a atitude.
— O que foi? Vai saber se eu não vou precisar essa noite, né garotas? – Completou maliciosamente.
— Estúpido. – Bia disse revirando os olhos, e as outras meninas tiram sarro dele.
Quando saíram da loja, os meninos já tinham terminado de abastecer. Todos se reuniram para conversar sobre o caminho que deveria tomar, enquanto Roy se distanciava.
— Ei, cara. Vem pra cá. – Adam o chamou e Roy se virou lentamente, tirando um cigarro da boca.
— Mas que porra é essa? – Ollie perguntou.
— Isso fede a... – Bia falou e Matt a interrompeu.
— Maconha?!
— Ah, qual é? Vai dizer que vocês nunca fumaram na vida?
— Fumar é uma coisa, se drogar é outra coisa. – Kath o repreendeu.
— Af, tá bom, povo chato, eu hein? Não sabem nem como se divertirem. Mas tudo bem, olhem, tão vendo? Já to apagando. – Roy disse apagando o baseado e colocando dentro de um saquinho que continha mais daqueles.
— Fala sério, cara. Isso tudo é maconha? – Ollie perguntou e Roy confirmou com a cabeça.
— Você sabia que se você for pego com uma quantidade dessas, você é preso por tráfico? E a gente iria junto, seu animal. – Kath o criticou.
— Tá gente, vamos logo porque eu to ficando com frio. – Victoria disse.
— Vamos pegar sua blusa no carro. – Ollie disse.
— Ou se quiser... Eu posso te esquentar de outro jeito. – Roy falou malicioso como sempre.
— Roy... Menos, né cara? Entra no carro e fica quieto. – Ollie disse cortando o barato dele.
Matt e Bia subiram na moto e o resto das pessoas entraram no carro. Victoria sentou do lado de Roy que aproveitou e passou a mão na perna dela.
— Quer saber de uma coisa? Eu vou na frente com o Ollie. Adam, vaza aqui pra trás.
— Mas eu to vendo o map... – Adam respondeu e Ollie olhou o intimidando.
— Tá bom, to indo.
Adam abriu a porta do carro e foi para trás, Victoria simplesmente pulou pro banco da frente. Roy olha para Kath malicioso e ela fala:
— Nem pense. – E Roy desvia o olhar para Adam que agora estava ao seu lado, em seguida passa o braço pelo pescoço dele.
— Então né, Adam. Parece que só sobrou você, garanhão.
— Eu o que?...
Ollie deu partida e todos seguiram a viajem.
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